Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Acrescenta informações sobre ida de Lula a Porto Alegre)
Por Lisandra Paraguassu
PORTO ALEGRE, 22 Jan (Reuters) – O ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva vai a Porto Alegre nesta terça-feira para um ato
com a militância, na véspera do julgamento pelo Tribunal
Regional Federal da 4ª Região de seus recursos contra condenação
do juiz Sérgio Moro, confirmaram membros da direção do PT.
Como antecipou a Reuters, a visita do ex-presidente foi
confirmada nesta tarde, depois de uma conversa com seus
advogados. Segundo o ex-ministro e vice-presidente do PT,
Alexandre Padilha, Lula visitará Porto Alegre para agradecer a
mobilização.
"Presidente Lula vem aqui para agradecer essa mobilização
nacional e internacional e retorna amanhã (terça) à noite mesmo
para São Paulo", disse Padilha. "Ganhamos um novo banho de
entusiasmo."
Mais cedo, o ex-ministro Miguel Rossetto havia confirmado à
vinda do ex-presidente. Da mesma forma, o secretário de
Segurança do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer, disse à Reuters
que foi avisado nesta tarde pela organização dos movimentos que
apóiam o petista que o ex-presidente estaria vindo.
Schirmer acrescentou que a segurança de Lula deve ser feita
pela Polícia Federal.
Lula participará de um ato na Esquina Democrática, no centro
de Porto Alegre, onde falará à militância, e deve ir embora logo
depois. Os manifestantes farão em seguida uma caminhada do
centro de Porto Alegre até o acampamento onde se concentra boa
parte dos militantes, nas margens do Guaíba, a cerca de 1
quilômetro da sede do Tribunal Regional Federal da 4a região
(TRF-4). Lá acontecerá uma vigília durante a noite, até a hora
do julgamento, na quarta-feira.

MOBILIZAÇÃO
Na manhã desta segunda-feira começaram a chegar a Porto
Alegre os primeiros militantes de fora do Estado e do interior.
Em uma marcha que veio de uma das principais entradas da cidade,
a BR 290, até o centro da cidade, os primeiros grupos chegaram
ao acampamento organizado pelo Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST).
"Entramos na cidade com uma grande coluna, nos deslocamos
com uma caminhada pacífica até o acampamento. Começamos com 3
mil pessoas, chegamos a 5 mil já apenas no acampamento", disse
Claudir Néspolo, presidente da Central Única dos Trabalhadores
do Rio Grande do Sul.
O secretário de Segurança do Estado disse à Reuters que não
considera que haja risco de problemas e confrontos, apesar dos
ânimos exaltados. "Os grupos a favor do ex-presidente e
contrários vão estar separados não apenas pela distância física,
mas também no tempo", disse Schirmer. Contrário a Lula, o MBL
programou um ato para a noite de quarta-feira, depois do
julgamento.
Já os partidários do ex-presidente vão acompanhar o
julgamento em um local próximo do TRF-4, a cerca de 600 metros,
mas separados por um parque que estará cercado pela polícia.
Presidente do MST, João Pedro Stédile, defende que a
presença dos manifestantes, mesmo não estando na porta do
tribunal, é importante para julgar o Judiciário, mesmo que não
mude a posição dos desembargadores que julgarão Lula.
"Quem está no banco dos réus não é o Lula, é o Poder
Judiciário. A maioria vai decidir que esse poder não é
democrático, por isso é fundamental que venham pessoas de muitas
cidades", disse, acrescentando que Lula será candidato "nem que
seja preso".
Após a caminhada, Lula deve voltar a São Paulo, de onde vai
acompanhar o julgamento na quarta-feira.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Edição de Alexandre Caverni e Maria Pia Palermo)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))


Assuntos desta notícia