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(Texto atualizado com mais informações)
Por Stephen Farrell
JERUSALÉM, 4 Mai (Reuters) – O presidente palestino, Mahmoud
Abbas, pediu desculpas nesta sexta-feira depois de ser acusado
de antissemitismo por insinuar que a perseguição histórica aos
judeus europeus foi causada por sua conduta, e não por sua
religião.
Abbas rejeitou o antissemitismo e classificou o Holocausto
como "o crime mais hediondo da história" em um comunicado
emitido por seu gabinete em Ramallah após uma reunião de quatro
dias do Conselho Nacional Palestino (CNOP), durante a qual fez
os comentários que deram origem às críticas.
"Se pessoas ficaram ofendidas com meu comentário diante do
CNP, especialmente pessoas da fé judaica, peço-lhes desculpa",
disse Abbas no comunicado. "Gostaria de garantir a todos que não
foi minha intenção fazê-lo, e reiterar meu respeito total pela
fé judaica, assim como outras crenças monoteístas".
Abbas, de 82 anos, foi duramente criticado por líderes e
diplomatas israelenses e judeus, que o acusaram de
antissemitismo e negação do Holocausto devido às colocações que
fez na segunda-feira em seu discurso inaugural ao CNP, o
Parlamento da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Abbas disse que os judeus vivendo na Europa sofreram
massacres "a cada 10 ou 15 anos em alguns países desde o século
11 e até o Holocausto".
Citando livros de vários autores, ele argumentou: "Eles
disseram que o ódio contra os judeus não se deveu à sua
religião, mas sua profissão social. Então a questão judaica que
se disseminou contra os judeus em toda a Europa não foi por
causa de sua religião, foi por causa da usura e dos bancos".
O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, rejeitou
o pedido de desculpas de Abbas, escrevendo no Twitter: "Abu
Mazen (Abbas) é um maldito negador do Holocausto, que escreveu
um doutorado sobre a negação do Holocausto e mais tarde também
um livro sobre a negação do Holocausto. É assim que ele deveria
ser tratado. Suas desculpas não são aceitas".
Reagindo ao discurso, o primeiro-ministro israelense,
Benjamin Netanyahu, acusou Abbas na quarta-feira de
antissemitismo grosseiro e negação do Holocausto. Os rabinos
Marvin Hier e Abraham Cooper, da organização de direitos humanos
judia Centro Simon Wiesenthal, sediada nos Estados Unidos,
disseram que as palavras do líder palestino são as de um
"antissemita clássico".
O enviado dos EUA ao Oriente Médio, Nickolay Mladenov,
qualificou os comentários de Abbas como "profundamente
perturbadores".
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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