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(Texto atualizado com decisão da Justiça do Rio)
RIO DE JANEIRO, 9 Out (Reuters) – A Justiça Federal do Rio
de Janeiro decretou nesta segunda-feira a prisão preventiva do
presidente afastado do Comitê Olímpico do Brasil e do Comitê Rio
2016, Carlos Arthur Nuzman, após pedido do Ministério Público
Federal.
O pedido incluía também a prorrogação da prisão temporária
do diretor-geral de operações do Comitê Rio 2016 e ex-diretor do
COB Leonardo Gryner, que foi determinada na sentença do juiz
Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
Nuzman e Gryner foram presos na última quinta-feira,
acusados de intermediar a compra de votos para que o Rio de
Janeiro sediasse a Olimpíada de 2016.
A prisão temporária era de cinco dias. Nuzman foi preso em
um desdobramento de operação sobre suspeita de compra de votos
na eleição que escolheu o Rio como sede dos Jogos de 2016, após
investigadores descobrirem barras de ouro guardadas pelo
dirigente na Suíça no valor de cerca de 2 milhões de reais.
No fim de semana, o COB divulgou o pedido de afastamento de
Nuzman da presidência da entidade alegando que não gostaria de
prejudicar o esporte brasileiro. Mas, na carta encaminhada ao
COB, o dirigente garantiu que vai conseguir provar a sua
inocência.
O Comitê Olímpico Internacional suspendeu Nuzman
provisoriamente na sexta-feira de todos os direitos e funções
como membro honorário do COI. A entidade internacional anunciou
ainda o congelamento no repasse de recursos ao COB.
"Ficamos preocupados com essa informação, mas vamos em busca
de novas fontes de apoio", disse o canoísta Isaquias Queiroz,
ganhador de três medalhas na Rio 2016, em uma cerimônia de
renovação do apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) à canoagem brasileira.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 5511 56447765; Reuters
Messaging: [email protected]))


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