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(Texto atualizado com cumprimento de mandado contra Picciani)
RIO DE JANEIRO, 14 Nov (Reuters) – O presidente da
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj),
Jorge Picciani, um dos caciques do PMDB fluminense, foi alvo
nesta terça-feira de um mandado de condução coercitiva em um
desdobramento da operação Lava Jato que investiga um esquema de
corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de
divisas.
O desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, ordenou a condução coercitiva de Picciani
e de mais dois deputados estaduais, além de 10 prisões,
atendendo a um pedido do Ministério Público Federal, informou o
MPF em comunicado.
Procuradores do MPF afirmaram que há "demonstração cabal de
ilícitos gravíssimos e até mesmo alguns em estado de
flagrância", e apontaram que Picciani e outros deputados do PMDB
do Rio de Janeiro formam uma organização integrada ainda pelo
ex-governador Sérgio Cabral, que já está preso, e que vem se
estruturando de forma ininterrupta desde a década de 1990 para
realizar "práticas financeiras clandestinas e sofisticadas para
ocultar o produto da corrupção".
Picciani foi levado por policiais federais para prestar
depoimento logo após desembarcar no aeroporto Santos Dumont, no
centro do Rio, ao retornar de uma viagem. Mais cedo, agentes da
PF tinham ido até a casa do deputado na zona oeste do Rio, mas
não o encontraram no local.
Essa é a segunda vez neste ano que Picciani é alvo de uma
condução coercitiva no âmbito da Lava Jato, após ter sido levado
em março para prestar esclarecimentos em uma outra operação, que
investigava irregularidades no Tribunal de Contas do Estado.
Além do mandado contra o presidente da Alerj, um dos filhos
de Picciani, Felipe Picciani, que gerencia uma empresa da
família, foi alvo de um mandado de prisão. Jorge Picciani também
é pai do atual ministro do Esporte do governo do presidente
Michel Temer, Leonardo Picciani.
Outros investigados pela operação da PF no Rio são os
deputados Paulo Mello, ex-presidente da Alerj, e Edson
Albertassi, ambos do PMDB, além de empresários do setor de
transporte coletivo no Estado.
Não foi possível fazer contato de imediato com
representantes dos deputados investigados.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

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