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(Texto atualizado no 1° parágrafo com nova contagem de mortos e
contexto no 3° parágrafo)
Por Alexandria Sage
SONOMA, Califórnia, 12 Out (Reuters) – Bombeiros lutavam
nesta quinta-feira para conter a propagação de incêndios
florestais que já mataram ao menos 26 pessoas no norte da
Califórnia, no que autoridades do Estado norte-americano
disseram ser a pior tragédia com fogo na região em 84 anos.
O tempo seco e ventos fortes ameaçavam espalhar ainda mais
as chamas, que já somam quase duas dúzias de focos de incêndio
espalhados por oito condados e que vêm ganhando força desde que
irromperam no domingo.
O número de mortos ultrapassou os 25 de um incêndio nas
colinas de Oakland em outubro de 1991, mas ainda é menor que os
29 que morreram em um incêndio no Griffith Park, em Los Angeles,
em 1933. Mas a contagem de vítimas ainda pode subir, uma vez que
há centenas de desaparecidos.
O Serviço Nacional do Clima dos Estados Unidos alertou na
manhã desta quinta-feira para a persistência de "condições
climáticas críticas para incêndios" na área nos próximos três
dias.
Não há expectativa de chuva, e ventos secos de mais de 55
km/h estão soprando do norte.
O incêndio mais mortal da Califórnia, conhecido como Tubbs,
estava a três quilômetros de Calistoga, uma comunidade do
mundialmente famoso setor vinicultor do Vale de Napa cujos 5 mil
residentes foram orientados a deixar suas casas na quarta-feira.
"Vai depender do vento" a cidade queimar ou não, disse o
chefe de bombeiros de Calistoga, Steve Campbell, à Reuters, no
início desta quinta-feira. "Há previsão de ventos fortes, mas
ainda não os recebemos".
Na noite de quarta-feira novas ordens de retirada também
foram emitidas no condado de Sonoma para partes de Santa Rosa, a
maior cidade da região de vinhedos, e para Geyserville, uma
pequena cidade de 800 pessoas.
Os incêndios arrasaram cerca de 69 mil hectares de terras e
destruíram cerca de 3.500 edifícios. Bairros inteiros foram
reduzidos a paisagens de cinzas, árvores queimadas e carros
incinerados.
(Reportagem adicional de Stephen Lam, Alex Dobuzinskis em
Los Angeles, Jonathan Allen em Nova York, Dan Whitcomb em Los
Angeles, Brendan O'Brien em Milwaukee e Jeffrey Dastin em San
Francisco)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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