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(Texto atualizado com mais informações)
Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA, 14 Mai (Reuters) – Em mais uma ação para
pressionar a Venezuela a desistir das eleições presidenciais, o
Grupo de Lima, associado a Estados Unidos e Espanha, anunciou
nesta segunda-feira que estuda possíveis sanções contra o
governo de Nicolás Maduro no caso da manutenção do pleito
marcado para o dia 20 deste mês, considerado ilegítimo pelos
países que compõe o grupo.
"Como resultado da reunião de trabalho, os participantes
trocaram informações, analisaram os possíveis cenários e
identificaram uma série de ações que poderiam ser tomadas
coletiva ou individualmente, após o dia 20 de maio, nos campos
diplomático, econômico, financeiro e humanitário", diz a nota
divulgada no início da noite desta segunda pelas chancelarias
dos países envolvidos.
De acordo com uma fonte a par das discussões, o grupo
compilou uma lista de sanções possíveis, mas esta ainda não foi
fechada. "Ainda não está fechada. Há coisas que uns podem e
outros não podem fazer, como sanções unilaterais", explicou a
fonte. "Está-se compilando uma lista que será fechada na semana
que vem".
O Brasil, por exemplo, não admite sanções econômicas
unilaterais. Restrições desse tipo só são adotadas quando
aprovadas, por exemplo, pelas Nações Unidas.
O Grupo de Lima, formado por Argentina, Brasil, Canadá,
Chile, Colômbia, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai,
Peru e Santa Lúcia, reuniu na Cidade do México representantes
das chancelarias e dos ministros de finanças dos 12 países, além
de EUA e Espanha, para discutir possíveis medidas que possam
servir para pressionar a Venezuela e suspender as eleições.
Em nota, o grupo classifica o pleito de ilegítimo e sem
credibilidade e faz mais um apelo pela suspensão das eleições.
"Os países participantes reiteraram sua condenação do regime
autoritário que prevalece na Venezuela, que violentou a
institucionalidade democrática, o estado de direito e o respeito
aos direitos humanos e convocou um processo eleitoral ilegítimo
que carece de credibilidade", diz a nota.
Os EUA já haviam se unido ao Grupo de Lima, pela primeira
vez, no texto em condenação à Venezuela divulgado na Cúpula das
Américas, em abril deste ano, em Lima. O governo americano
pressiona por maiores sanções econômicas contra a Venezuela, mas
esbarra na resistência dos sul-americanos, que não costumam
adotar esse tipo de medida fora dos organismos multilaterais.
(Reportagem adicional de Dave Graham na Cidade do México;
edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 5511 56447765; Reuters
Messaging: [email protected]))


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