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(Texto atualizado com mais informações e detalhes)
BRASÍLIA, 30 Jan (Reuters) – O ministro da Secretaria de
Governo, Carlos Marun, disse nesta terça-feira que o governo do
presidente Michel Temer não considera que seja necessário novas
concessões na proposta de reforma da Previdência, mas ponderou
que o Palácio do Planalto segue aberto ao diálogo com os
parlamentares se novas ideias trouxerem mais votos.
"Em nenhum momento colocamos que estamos fechados ao
diálogo. O que não queremos são ideias que não vão a nenhum
lugar, ideias que não tragam nem apoio nem votos", disse Marun.
O ministro comentava uma tentativa de negociação aberta pelo
deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que teria se oferecido para
abrir negociações com os servidores públicos para uma transição
mais suave e facilitar a aprovação da reforma.
Marun afirma que a proposta não chegou até ele, mas que
"receberá com respeito" qualquer ideia que traga apoios e não
interfira no que chama de pilares da reforma: idade mínima e
regime único para iniciativa privada e servidor público.
No início da noite desta terça-feira, Marun se reúne com o
presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os líderes do
governo e dos partidos da base na casa de Maia para, segundo o
ministro, tratar da estratégia para a votação.
O governo calcula ter apenas 270 votos e cerca de 70
indecisos. "Hoje começamos de forma mais organizada a reta final
para a votação", disse Marun.
Para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da
reforma da Previdência na Câmara dos Deputados são necessários
308 votos favoráveis em dois turnos de votação.
Marun também disse que a estratégia do governo para a
Previdência tem sido "extremamente exitosa" e citou a pesquisa,
encomendada pelo Planalto ao instituto Ibope e que mostra uma
redução da rejeição à reforma entre a população. "Isso tem
reflexo entre os deputados", afirmou.
A pesquisa, não divulgada na íntegra pelo governo, mostraria
que 44 por cento dos entrevistados rejeitam a reforma e 63 por
cento defendem regime igual para servidores públicos e o setor
privado, de acordo com dados publicados pelo ministro da
Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, em sua conta no
Twitter.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Texto de Eduardo Simões;
Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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