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(Texto atualizado com informação sobre nova posição do governo)
BRASÍLIA, 10 Jan (Reuters) – O governo do presidente Michel
Temer decidiu adiar nesta quarta-feira a apresentação de um
pedido ao Supremo para reverter a decisão de um juiz de primeira
instância que barrou a posse da deputada Cristiane Brasil como
ministra do Trabalho até o julgamento de um segundo recurso pelo
Tribunal Regional Federal da 2ª Região, disse uma fonte do
Palácio do Planalto à Reuters.
A ordem no governo é aguardar a posição do TRF-2, para só
depois, em caso de negativa, recorrer ao Supremo Tribunal
Federal (STF). "É uma coisa de cada vez", disse a fonte.
Inicialmente, a intenção do governo era que a
Advocacia-Geral da União (AGU) apresentasse recurso ao Supremo o
quanto antes, mas o caminho agora é não queimar etapas
processuais.
Um dos vice-líderes do governo na Câmara, Beto Mansur
(PRB-SP), também confirmou à Reuters a estratégia do governo. "O
caso da Cristiane tomou um viés político ao chegar ao ponto de o
Judiciário se envolver em questões de nomeação", disse. "Vamos
esperar uma decisão do tribunal e depois, se for o caso, ir ao
STF".
Na terça-feira, o vice-presidente do TRF-2, Guilherme Couto
de Castro, havia negado pedido do governo para derrubar uma
liminar da Justiça de primeira instância que suspendera a posse
de Cristiane no ministério.
O juiz federal Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara
Federal de Niterói (RJ), concedeu a liminar na segunda-feira
suspendendo a posse de Cristiane como ministra por conta de
condenações sofridas pela parlamentar justamente na Justiça do
Trabalho.
(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))


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