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(Texto atualizado com mais detalhes)
PARIS, 26 Jan (Reuters) – O presidente francês, Emmanuel
Macron, pediu nesta sexta-feira por mais sanções da União
Europeia sobre a Venezuela, dias após o bloco de 28 países
concordar sobre uma proibição de viagens e congelamento de
ativos de sete autoridades seniores venezuelanas.
O ocidente acusa o governo do presidente Nicolás Maduro de
violar democracia e direitos humanos no país produtor de
petróleo, que está assolado por uma grande crise econômica e
social, com milhões sofrendo com a escassez de alimentos e
medicamentos.
A Suprema Corte pró-governo da Venezuela excluiu na
quinta-feira a coalizão da oposição de registro para as eleições
presidenciais deste ano, possivelmente derrubando os inimigos de
Maduro ao pressionar os partidos políticos a apresentarem
candidatos concorrentes de maneira independente.
"Tristemente, as coisas estão indo na direção errada", disse
Macron em uma entrevista coletiva conjunta com o presidente da
Argentina, Mauricio Macri.
"Nós teremos que ver no nível europeu se queremos novas
sanções. Eu sou a favor de tê-las…. Eu quero que vamos mais
longe dadas as recentes decisões e a mudança ao autoritarismo."
Na segunda-feira, a UE anunciou medidas cujos alvos eram
pessoas responsáveis pelas forças de segurança acusadas de
abusos generalizados, particularmente durante os protestos
antigoverno em 2017.
Mais cedo nesta sexta-feira, a Espanha, apoiadora
proeminente das novas sanções da UE, declarou o embaixador
venezuelano em Madri 'persona non grata', após uma medida
equivalente do governo de Caracas na quinta-feira.
Críticos de Maduro, que sucedeu Hugo Chávez em 2013, dizem
que ele arruinou uma economia certa vez próspera, tornou a
Venezuela uma ditadura e distorceu o sistema eleitoral para
perpetuar o seu Partido Socialista no poder.
O governo de Maduro diz que está combatendo uma consipiração
da direita liderada pelos Estados Unidos determinada a acabar
com o socialismo na América Latina, travar a economia da
Venezuela, e roubar sua riqueza do petróleo.
Macron pediu a outros países que tem laços econômicos mais
amplos com a Venezuela que também imponham "sanções eficientes".
O presidente argentino Macri disse que Maduro continuava a
"violar o sistema", apesar das pressões diplomáticas e pediu
eleições livres e transparentes.
"Não é uma democracia há muito tempo", declarou Macri.
(Por John Irish)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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