Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações)
Por Nidal al-Mughrabi e Maayan Lubell
FRONTEIRA DE GAZA, 14 Mai (Reuters) – Tropas israelenses
mataram ao menos 10 palestinos ao longo da fronteira de Gaza
nesta segunda-feira, disseram autoridades de saúde, depois que
manifestantes se dirigiram à divisa para protestar no dia em que
os Estados Unidos se preparam para inaugurar sua embaixada em
Jerusalém.
Os protestos se intensificaram no 70º aniversário da
fundação de Israel, com alto-falantes instalados nas mesquitas
de Gaza conclamando os palestinos a se unirem à "Grande Marcha
do Retorno", enquanto fumaça negra de pneus incendiados pelos
manifestantes subia pelos ares na fronteira.
"Hoje é o grande dia em que cruzaremos a cerca e diremos a
Israel e ao mundo que não aceitaremos ser ocupados para sempre",
disse Ali, professor de ciências em Gaza que não quis informar o
sobrenome. "Muitos podem ser martirizados hoje, muitos mesmo,
mas o mundo ouvirá nossa mensagem. A ocupação tem que acabar",
disse.
Soldados israelenses mataram 10 palestinos, inclusive um
menino de 14 anos, nesta segunda-feira, e cerca de 500
manifestantes ficaram feridos, ao menos 200 por munição letal,
segundo autoridades de saúde.
As mortes mais recentes elevaram o saldo de vítimas
palestinas a 55 desde que os protestos começaram em 30 de março.
Não há registro de baixas em Israel.
As mortes atraíram críticas internacionais, mas os EUA, que
revoltaram os palestinos e potências árabes transferindo sua
embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, ecoaram Israel acusando o
Hamas, o movimento que controla Gaza, de instigar a violência,
uma alegação que o grupo nega.
Mais tarde nesta segunda-feira, líderes israelenses e uma
delegação que inclui o secretário do Tesouro norte-americano,
Steven Mnuchin, e a filha e o genro do presidente Donald Trump,
Ivanka Trump e Jared Kushner, devem comparecer à abertura da
embaixada.
"Que dia comovente para o povo de Israel e o Estado de
Israel", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin
Netanyahu.
O enviado de Trump ao Oriente Médio, Jason Greenblatt,
disse no Twitter que "tomar a atitude longamente adiada de
transferir nossa embaixada não é uma ruptura com nosso forte
comprometimento de facilitar um acordo de paz duradouro. Ao
contrário, é uma condição necessária para ele".
Mas o premiê palestino, Rami Hamdallah, disse que o
reconhecimento de Trump de Jerusalém como a capital de Israel em
dezembro e a transferência da representação são "violações
escandalosas da lei internacional".
Os palestinos, que querem seu próprio Estado futuro com uma
capital em Jerusalém Oriental, ficaram revoltados com a ruptura
de Trump com a preferência de outras gestões norte-americanas de
manter a representação dos EUA em Tel Aviv à espera de
progressos nos esforços de paz.
Essas conversas foram interrompidas em 2014. Outras grandes
potências receiam que a medida dos EUA inflame protestos de
palestinos na Cisjordânia ocupada, que Israel capturou, assim
como Jerusalém Oriental, na Guerra dos Seis Dias de 1967.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


Assuntos desta notícia

Join the Conversation