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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Jonathan Landay e John Walcott
WASHINGTON, 31 Jan (Reuters) – O FBI informou nesta
quarta-feira ter "sérias preocupações" sobre a exatidão de um
memorando ultrassecreto do Comitê de Inteligência da Câmara dos
Deputados dos Estados Unidos que alegaria viés anti-Trump dentro
do Departamento de Justiça, desafiando a promessa do presidente
Donald Trump de divulgá-lo.
A rara repreensão pública da mais alta agência de aplicação
da lei norte-americana aconteceu horas após o chefe de gabinete
da Casa Branca, John Kelly, dizer esperar que o memorando fosse
tornado público "muito rápido".
"O FBI recebeu uma oportunidade limitada para revisar este
memorando no dia anterior ao comitê votar para divulgá-lo",
informou o FBI em comunicado. "Como expressado durante nossa
revisão inicial, nós temos sérias preocupações sobre omissões
materiais de fatos que impactam fundamentalmente a exatidão do
memorando."
O FBI se negou a informar se o diretor Christopher Wray
aprovou o comunicado. Trump nomeou Wray para comandar o FBI após
demitir o então diretor James Comey em maio.
O memorando se tornou um ponto sensível na luta partidária
sobre investigações acerca do suposto envolvimento russo na
eleição norte-americana de 2016 e possível conluio da campanha
de Trump, que a Rússia e Trump negam.
Autoridades do Departamento de Justiça também disseram que
divulgar o memorando pode prejudicar informações confidenciais.
O deputado Devin Nunes, republicano presidente do comitê de
inteligência que comissionou o documento, disse em comunicado
nesta quarta-feira que as objeções do FBI e do Departamento de
Justiça para a divulgação são "ilegítimas".
Embora a secretária de Imprensa da Casa Branca, Sarah
Sanders, tenha dito que Trump ainda não leu o documento, o
presidente disse a parlamentares após seu discurso de Estado da
União ao Congresso na noite de terça-feira que há uma chance de
"100 por cento" de o memorando ser divulgado.
Uma autoridade da Casa Branca disse que o memorando de
quatro páginas foi entregue à Casa Branca na segunda-feira após
o comitê votar para divulgá-lo. Advogados da Casa Branca
trabalhavam contra um prazo de sexta-feira para determinar se
alguma parte deve ser editada para proteger segurança nacional,
disse a autoridade.
Republicanos, que bloquearam um esforço para divulgar uma
nota de contraponto dos democratas do painel, dizem que o
documento expõe viés anti-Trump no FBI e que o Departamento de
Justiça está buscando uma mandado para realizar uma operação de
espionagem.
Democratas dizem que o memorando usa seletivamente materiais
altamente confidenciais em um esforço de desacreditar o
procurador especial Robert Mueller, que lidera a investigação do
Departamento de Justiça sobre a Rússia, e o vice-secretário de
Justiça dos EUA, Rod Rosenstein, que contratou Mueller.
Em um artigo publicado nesta quarta-feira no Washington
Post, Adam Schiff, democrata sênior do comitê de inteligência,
disse que o memorando republicano tem objetivo de preparar o
terreno para Trump demitir Mueller ou Rosenstein.
(Reportagem adicional de Mark Hosenball, Steve Holland,
Susan Heavey, Katanga Johnson, Doina Chiacu, Sarah N. Lynch e
Dustin Volz)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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