Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais detalhes)
BRASÍLIA, 14 Nov (Reuters) – Após o presidente do Senado,
Eunício Oliveira (PMDB-CE), ter defendido o cumprimento do
acordo do Palácio do Planalto com senadores para mandar as
alterações da reforma trabalhista por medida provisória, o líder
do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o
presidente Michel Temer deverá tomar uma decisão até
quarta-feira sobre o formato de envio das mudanças da matéria.
"O acordo feito com o Senado foi medida provisória. O
presidente vai ponderar tudo, e de hoje para amanhã vai
defender", disse Jucá.
Segundo o líder governista, é muito importante que a
alteração seja feita logo porque os setores que querem contratar
precisam saber qual regra vai funcionar, assim como os
empregados a serem contratados.
"Portanto, é fundamental que a gente possa ter uma clareza
da legislação e, a partir daí, se Deus quiser, haver uma maciça
contratação e um crescimento do emprego e, portanto, a queda do
desemprego, que atormenta as famílias brasileiras", destacou.
Mais cedo, Eunício afirmou que seria "extremamente
deselegante" para a relação com os senadores se o governo não
enviar as mudanças por medida provisória. Esse formato de
alteração da reforma trabalhista, que entrou em vigor no sábado,
faz parte de um compromisso fechado pelo governo com o Senado
para aprovar o texto em julho a fim de encaminhá-lo diretamente
à sanção do presidente Temer e evitar que a matéria retornasse à
Câmara dos Deputados.
"Seria muito ruim para a relação –disse isso com todas as
palavras ao presidente e digo isso a vocês– seria muito ruim
para essa relação de confiança que precisa ser estabelecida nas
negociações entre os Poderes transparentemente e
republicanamente", declarou Eunício em entrevista coletiva na
chegada ao Senado.
Por outro lado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia
(DEM-RJ), tem criticado duramente o eventual envio das mudanças
por MP. Na véspera ele afirmou considerar que o instrumento
seria inconstitucional e enfraqueceria o espírito da lei e,
nesta terça-feira no Rio de Janeiro, disse que Temer acaba se
colocando à frente da democracia representativa com o excesso de
medidas provisórias editadas pelo Executivo, embora não tenha se
referido especificamente às mudanças na reforma trabalhista.
Para Jucá, tem havido a defesa de "posições divergentes".
(Por Ricardo Brito; Edição de Tatiana Ramil)
((tatia[email protected]; 5511 56447765; Reuters
Messaging: [email protected]))


Assuntos desta notícia

Join the Conversation