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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Jim Finkle e Doina Chiacu
WASHINGTON, 16 Abr (Reuters) – Os Estados Unidos e o Reino
Unido acusaram nesta segunda-feira hackers apoiados pelo governo
da Rússia de infectarem roteadores ao redor do mundo em uma
campanha de ciberespionagem que tem como alvo agências
governamentais, empresas e operadores de infraestruturas
críticas.
Autoridades dos EUA e do Reino Unido emitiram um alerta
conjunto sobre os ataques, que tiveram como alvo roteadores que
formam uma parte fundamental da infraestrutura da internet, em
uma campanha de ciberespionagem que pode ser ampliada no futuro
para lançar ataques ofensivos.
"Quando virmos atividades cibernéticas mal-intencionadas,
seja do Kremlin ou de outros atores não-estatais
mal-intencionados, contra-atacaremos", afirmou Rob Joyce,
coordenador de segurança cibernética da Casa Branca.
Autoridades norte-americanas e britânicas disseram que os
ataques afetaram uma ampla gama de organizações, incluindo
provedores de serviços de internet, empresas privadas e
provedores de infraestrutura crítica. Eles não identificaram
nenhuma vítima ou forneceram detalhes sobre o impacto dos
ataques.
Eles também pediram às vítimas que relatem qualquer infecção
para que possam entender melhor o impacto da campanha.
"Não temos um entendimento pleno da amplitude do
comprometimento", disse Jeanette Manfra, funcionária de
segurança cibernética do Departamento de Segurança Interna dos
EUA.
O Kremlin não respondeu imediatamente a um pedido de
comentário na segunda-feira. Moscou negou acusações anteriores
de que realizou ataques cibernéticos nos Estados Unidos e em
outros países.
Em fevereiro a Casa Branca já havia culpado a Rússia pelo
devastador ataque virtual 'NotPetya' de 2017, fazendo coro ao
governo britânico ao repudiar a Rússia por disseminar um vírus
que prejudicou partes da infraestrutura da Ucrânia e danificou
computadores ao redor do mundo.
Agências de inteligência dos EUA concluíram que Moscou
interferiu na campanha presidencial de 2016, e o procurador
especial Robert Mueller está investigando se a campanha do
presidente Donald Trump se mancomunou com russos para
influenciar a votação. Moscou e Trump negam as alegações.

OPERAÇÕES FUTURAS
Autoridades dos EUA e do Reino Unido disseram que os
roteadores infectados poderiam ser usados para lançar futuras
operações cibernéticas ofensivas.
"Eles podem estar pré-posicionando para uso em momentos de
tensão", disse Ciaran Martin, executivo-chefe da agência de
defesa cibernética britânica Centro Nacional de Segurança
Cibernética, que acrescentou que "milhões de máquinas" foram
visadas.
Martin disse que as autoridades vêm monitorando a campanha
há cerca de um ano, e as táticas por trás delas há mais tempo.
"Nós do Reino Unido podemos corroborar de forma independente
todo o trabalho de detecção neste relatório para validar a
avaliação dos colegas dos EUA, e também podemos confirmar que
todos os ataques mencionados neste relatório afetaram
diretamente o Reino Unido".
Jeanette disse que a campanha foi generalizada e que pode
cobrir "tudo, de grandes empresas a pequenos escritórios
residenciais".
(Reportagem adicional de Makini Brice e John Walcott)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
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