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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Jeff Mason e Jack Kim
WASHINGTON/SEUL, 15 Set (Reuters) – O secretário de Estado
norte-americano, Rex Tillerson, acusou a Coreia do Norte nesta
sexta-feira de ameaçar todo o mundo depois que Pyongyang
disparou um míssil sobre o Japão pela segunda vez em um mês,
desafiando pressões internacionais devido a seus programas
nuclear e de mísseis.
Em sua tentativa mais recente de lidar com uma questão que
vem frustrando repetidamente as potências globais, o Conselho de
Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de reúne nesta
sexta-feira para debater o lançamento a pedido dos Estados
Unidos e do Japão.
Os 15 membros do conselho aprovaram novas sanções contra a
Coreia do Norte unanimemente devido a um teste de bomba nuclear
realizado em 3 de setembro, impondo uma proibição à exportação
de têxteis norte-coreanos e um limite às importações de
petróleo.
Pyongyang lançou dezenas de mísseis sob o comando do líder
Kim Jong Un e vem acelerando seu programa de armas, concebido
para lhe dar a capacidade de visar os EUA com um míssil nuclear
poderoso.
Tillerson disse em um discurso a autoridades estrangeiras
que os testes ameaçam o mundo, e enfatizou que seu país está
trabalhando de perto com os aliados regionais Japão e Coreia do
Sul.
"No leste da Ásia, o regime cada vez mais agressivo e
isolado da Coreia do Norte ameaça democracias na Coreia do Sul,
Japão e, o que é mais importante e mais recente, ampliou estas
ameaças aos Estados Unidos, colocando todo o mundo em perigo",
afirmou Tillerson.
Adotando um tom mais duro que o secretário, o assessor de
Segurança Nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, disse que a
paciência dos EUA para soluções diplomáticas para a Coreia do
Norte está se esgotando rapidamente.
"Vínhamos empurrando isso pelo caminho, e o caminho acabou",
disse McMaster aos repórteres.
"Para aqueles… que vêm comentando sobre a falta de uma
opção militar, existe uma opção militar", disse, acrescentando
que não seria a escolha preferida do governo do presidente
norte-americano, Donald Trump.
O míssil norte-coreano sobrevoou Hokkaido, no norte japonês,
e caiu no Pacífico cerca de dois mil quilômetros a leste, disse
o governo japonês.
O projétil viajou aproximadamente 3.700 quilômetros, de
acordo com os militares da Coreia do Sul – longe o suficiente
para atingir o território norte-americano de Guam, no Pacífico,
que Pyongyang já ameaçou.
"O alcance deste teste foi significativo, já que a Coreia do
Norte demonstrou que pode alcançar Guam com este míssil", disse
a União de Cientistas Interessados em um comunicado.
Mas a nota também informa que a precisão do míssil, ainda em
fase inicial de desenvolvimento, é baixa.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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