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(Texto atualizado com mais informações e declarações)
SÃO PAULO, 30 Nov (Reuters) – A proposta de reforma da
Previdência está "muito longe" dos 308 votos necessários para
ser aprovada na Câmara dos Deputados, disse nesta quinta-feira o
presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Falando a jornalistas após um evento em São Paulo, Maia
disse que não tem como definir uma data para votar a matéria
justamente por não haver o apoio necessário para sua aprovação.
"A gente está tentando construir o texto em cima dos 308
votos. Mas a gente sabe que estamos muito longe disso ainda.
Muito longe mesmo, infelizmente", disse Maia, que se esquivou
ainda de fazer previsões sobre quando a matéria poderá ser
votada no plenário da Câmara.
"Se conseguir, vamos votar neste ano. Eu não posso dar data,
porque não tem voto. Eu só vou marcar a data se nós tivermos os
votos. Não sei quando é a data."
Maia voltou a defender a necessidade da reforma, afirmando
que ela garantirá recursos futuros para áreas como educação,
saúde e segurança, e criticou a comunicação feita pelo governo
do presidente Michel Temer sobre a medida.
"Essa comunicação foi mal feita no início e, de alguma
forma, ela contaminou a votação neste momento", avaliou. "É a
última oportunidade que a gente vai ter no Brasil de fazer uma
reforma sem ter que cortar salários e aposentadorias."
Maia disse que mesmo a versão enxuta da reforma, apresentada
na semana passada pelo relator da matéria, deputado Arthur
Oliveira Maia (PPS-BA), enfrenta resistência de parlamentares de
partidos que compõem a base de sustentação a Temer e também fez
a avaliação de que as propostas de mudanças no texto defendidas
pelo PSDB inviabilizam a proposta.
"Aquelas três propostas inviabilizam a votação, são mais de
100 bilhões de perdas do ajuste fiscal", criticou.
O presidente da Câmara, que defendeu que reforma seja
aprovada com "urgência", também se declarou "realista" em
relação às chances de as mudanças serem aprovadas pelos
parlamentares.
Para ele, o placar da votação da noite de quarta-feira em
que os deputados aprovaram medida provisória que amplia alcance
do Repetro para indústria petroleira, indica que a base aliada
de Temer não está preparada para a votação das alterações na
legislação previdenciárias.
"A base do governo, em uma matéria que é importante e que
não tem tanta polêmica assim –a oposição colocou uma polêmica
que não existe– você ter ganho de 208 a 184 é uma demonstração
que a base não está articulada da forma que a gente precisa para
votar a reforma da Previdência", afirmou Maia, que disse estar
"pessoalmente empenhado" em obter votos para aprovar a reforma.
Para ser promulgada, a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) da reforma da Previdência precisa dos votos de pelo menos
308 dos 513 deputados em dois turnos de votação e,
posteriormente, de 49 dos 81 senadores também em dois turnos de
votação.

(Reportagem de Thaís Freitas; Texto de Eduardo Simões; Edição
de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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