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(Texto atualizado com mais informações)
QUITO, 11 Jan (Reuters) – O fundador do WikiLeaks, Julian
Assange, recebeu a cidadania equatoriana em 12 de dezembro após
solicitá-la, informou nesta quinta-feira a ministra de Relações
Exteriores do país sul-americano, acrescentando que está
buscando uma solução "digna e justa" junto ao Reino Unido para o
ativista que está isolado há anos na embaixada do Equador em
Londres.
O Reino Unido anunciou mais cedo nesta quinta que rejeitou
um pedido do Equador para que concedesse a Assange um status
diplomático como parte do esforço do país sul-americano para
resolver o dilema.
Assange está abrigado na embaixada equatoriana em Londres,
sem poder sair do prédio, há mais de cinco anos, após ter
buscado asilo para evitar ser extraditado para a Suécia por
acusações de estupro.
Assange, que nega as acusações de estupro, teme ser
deportado para os Estados Unidos para enfrentar acusações pela
publicação pelo WikiLeaks de milhares de documentos militares e
diplomáticos secretos dos Estados Unidos, em um dos maiores
vazamentos de informações da história do país.
A ministra de Relações Exteriores do Equador, María
Fernanda Espinosa, confirmou nesta quinta o pedido de cidadania
de Assange em uma entrevista coletiva em Quito, na qual disse
que teme por ameaças de outros países à vida do fundador do site
de vazamentos de informações.
"O Equador está atualmente explorando outras soluções em
diálogo com o Reino Unido, como bons escritórios de autoridades
de renome, outros Estados ou organizações internacionais que
poderiam facilitar uma solução justa, definitiva e digna para
todas as partes", disse a ministra.
"Há temores bem fundamentados sobre os possíveis riscos para
sua vida e integridade, não necessariamente pelo Reino Unido,
mas por outros Estados."
Ela não deu detalhes sobre como a concessão da cidadania a
Assange poderia ajudar a evitar sua prisão pela polícia
britânica.
Para alguns, Assange é um herói da internet por expor os
abusos de poder dos governos e defender a liberdade de
expressão, mas para outros é um criminoso que minou a segurança
do Ocidente ao expor segredos.
(Reportagem de Alexandra Valencia, em Quito; Reportagem
adicional de Mark Hosenball, em Londres)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF ES


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