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(Texto atualizado com mais informações)
Por Steve Holland e Christian Shepherd
PEQUIM, 9 Nov (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, pressionou a China nesta quinta-feira a fazer mais
para controlar a Coreia do Norte, e disse que as relações
comerciais bilaterais têm sido injustas com os Estados Unidos,
mas elogiou o compromisso do presidente chinês, Xi Jinping, de
que a China será mais aberta a empresas estrangeiras.
Sobre os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte,
Trump disse que a "China pode resolver esse problema rápida e
facilmente", pedindo que Pequim corte laços financeiros com a
Coreia do Norte e também pedindo pela ajuda da Rússia.
Trump falou ao lado de Xi na capital chinesa em ato para
anunciar a assinatura de cerca de 250 bilhões de dólares em
acordos comerciais entre empresas norte-americanas e chinesas,
em um passo que alguns da comunidade empresarial dos EUA temem
desviar o foco das profundas reclamações sobre o acesso ao
mercado da China.
Xi disse que a economia chinesa se tornará cada vez mais
aberta e transparente para empresas estrangeiras, incluindo
aquelas dos Estados Unidos, e convidou empresas norte-americanas
a participarem de sua ambiciosa iniciativa de infraestrutura
"Cinturão e Rota".
Trump deixou claro que culpa seus antecessores, e não a
China, pelo desequilíbrio na balança comercial, e elogiou Xi
várias vezes, chamando-o de "um homem muito especial".
"Mas faremos com que seja algo justo, e será tremendo para
nós dois", disse Trump.
Xi abriu um sorriso largo quando Trump disse não culpar a
China pelo déficit e também quando Trump afirmou que o
presidente chinês faz as coisas acontecerem.
"É claro que há alguns atritos, mas na base da cooperação
mutuamente benéfica e da competição justa esperamos solucionar
todas estas questões de uma maneira franca e consultiva", disse
Xi.
"Manter a abertura é nossa estratégia de longo prazo. Jamais
estreitaremos ou fecharemos nossas portas. Iremos abri-las ainda
mais", afirmou. A China também oferecerá um ambiente mais justo
e transparente para companhias estrangeiras, inclusive as dos
EUA, disse.

PROGRESSO MODESTO
Trump está pressionando Pequim a endurecer sua postura com a
Coreia do Norte e seu desenvolvimento de armas nucleares, que
desafia sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).
Espera-se ao menos um progresso modesto, embora não existam
sinais imediatos de um grande avanço, disse um funcionário dos
EUA.
Referindo-se a Xi, Trump disse: "Acredito que há uma solução
para isso, assim como você".
O líder chinês reiterou que seu país lutará pela
desnuclearização da Península Coreana, mas não deu nenhum sinal
de que a China mudará sua conduta com a Coreia do Norte, ao lado
da qual lutou na guerra coreana de
1950-53 contra forças lideradas por Washington.
"Estamos devotados a encontrar uma resolução para a questão
da Península Coreana por meio de diálogo e consultas", afirmou
Xi.
Falando aos repórteres depois das conversas, o secretário de
Estado norte-americano, Rex Tillerson, contou que Trump disse a
Xi: "Você é um homem forte, tenho certeza de que pode solucionar
isto para mim".
Tillerson disse que os dois líderes concordaram que não
podem aceitar uma Coreia do Norte com armas nucleares, mas
reconheceu que eles têm algumas diferenças quanto às táticas e
ao momento de agir.
Como demonstração da importância que a China atribuiu à
primeira visita de Trump, a cerimônia de boas-vindas realizada
diante do Grande Salão do Povo, que tem vista para a Praça
Tiananmen, foi transmitida ao vivo na televisão nacional – um
tratamento inédito a um líder em visita.
No início desta quinta-feira, Xi disse ter tido uma troca de
opiniões profunda com Trump na qual chegaram a consensos em
diversas questões de interesse mútuo.
(Reportagem adicional de Matt Spetalnick, Matthew Miller,
Philip Wen e John Ruwitch)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF

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