Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

LONDRES, 30 Jan (Reuters) – A economia do Reino Unido ficará
pior depois da saída britânica da União Europeia, quer o país se
desligue do bloco com um acordo de livre comércio, com acesso ao
mercado comum ou sem nenhum acordo, segundo uma análise que
vazou nesta terça-feira, respaldando a visão de que o governo
está mal preparado para o chamado Brexit.
O estudo "Análise da Saída da UE – Memorando Cross
Whitehall", datado de janeiro de 2018, é mais um golpe para a
primeira-ministra britânica, Theresa May, que vem sendo
criticada por carecer de liderança e de uma estratégia clara
para o Brexit enquanto negocia o rompimento com a UE.
Um porta-voz da premiê disse que o documento revelado pelo
site BuzzFeed News é só um avaliação inicial que não levou em
conta o objetivo preferido do governo — um relacionamento
futuro sob medida com a UE após a desfiliação.
O porta-voz afirmou que o trabalho "parcial" foi finalizado
pelo Ministério do Brexit, mas Steve Baker, um funcionário de
segundo escalão do departamento, rejeitou pedidos para que o
governo divulgue seu relatório sobre o impacto total dizendo que
este ainda não está pronto e pedindo que os parlamentares sejam
cautelosos porque se provou o equívoco da análise em questão.
"Ele está lá para testar ideias", disse Baker ao Parlamento.
Mas enquanto Londres tentava se distanciar do documento
argumentando que ele é só uma parte de uma análise abrangente e
em desenvolvimento sobre o Brexit, parlamentares da oposição, e
até alguns do governista Partido Conservador, expressaram
insatisfação.
"Não é bom o suficiente", disse Keir Starmer, assessor de
políticas para o Brexit do Partido Trabalhista, de oposição.
"Agora se está empilhando absurdo em cima de absurdo".
O documento vazado voltou a aprofundar as divisões já
existentes no Parlamento sobre o Brexit, e apoiadores da
desfiliação estão acusando defensores da UE de tentarem minar o
governo em suas negociações para desfazer os mais de 40 anos de
laços com o bloco.
May está no centro da disputa por influência para moldar a
relação futura do Reino Unido com a UE, e seu desejo de uma
relação sob medida com a UE que inclua serviços financeiros
lucrativos está sendo questionada por autoridades do bloco.
A análise vazada dá a entender que, se o Reino Unido
concordar com um acordo de livre comércio abrangente com a UE, o
crescimento ao longo dos próximos 15 anos ficará 5 por cento
abaixo das previsões atuais.
No caso de uma saída sem acordo, o que voltaria a sujeitar o
Reino Unido às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC),
o crescimento britânico seria reduzido em 8 por cento no mesmo
período.
(Por Kanishka Singh em Bengaluru, Guy Faulconbridge,
Elizabeth Piper, Andrew MacAskill, Kate Holton e Elisabeth
O'Leary, em Londres)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


Assuntos desta notícia