Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com posicionamento da JBS)
RIO DE JANEIRO, 3 Mai (Reuters) – Dois doleiros presos no
Uruguai nesta quinta-feira na operação “Câmbio, Desligo”
deflagrada pelo Ministério Público Federal e a Polícia Federal
em desdobramento da Lava Jato atuaram no passado para a JBS
, disseram nessa quinta-feira procuradores à frente
das investigações.
Segundo os procuradores, os doleiros identificados como
Francisco Muñoz e Raul Pegazzano operaram recursos ilegais em
nome da empresa de proteína animal, além de participarem do
esquema de lavagem de dinheiro liderado pelo ex-governador do
Rio de Janeiro Sérgio Cabral.
"A operação de hoje foi feita em parceria com o Uruguai,
onde houve três presos, e dois deles, Paco (Muñoz) e Raul,
operavam também para a JBS", disse o procurador Eduardo El Hage
em entrevista coletiva.
“O Uruguai era considerado paraíso fiscal, permitia
offshore, mas houve mudança na legislação uruguaia e uma atuação
mais combativa nos últimos tempos”, acrescentou.
Procurada, a JBS informou que a relação da empresa com os
dois doleiros foi abordada no âmbito do acordo de delação
premiada firmado por executivos de sua controladora, a J&F, com
a Procuradoria-Geral da República (PGR) após denúncias de
irregularidades, e já foi esclarecida às autoridades.
A operação desta quinta-feira foi baseada nas delações de
dois doleiros que atuaram no esquema de Cabral, que está preso e
já foi condenado em diversas ações por desvios de centenas de
milhões de dólares dos cofres do Estado.
Os doleiros Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e
Cláudio Barbosa, o Tony, ficaram presos por 1 ano e 2 meses e
foram soltos nessa quinta-feira como parte do acordo de
colaboração, mas ainda vão cumprir medidas restritivas, de
acordo com o MPF.
Na operação "Câmbio, Desligo" foram expedidos ao todo 53
mandados de prisão contra doleiros que operavam os recursos
ilícitos do grupo de Cabral, além de outros envolvidos no
esquema.
“A operação abre porta para entrarmos num universo
desconhecido. Entramos numa primeira camada, mas há outras
camadas… podem ter outros políticos, outros empresários
envolvidos, exportadores, tráfico de drogas e armas. Vamos nos
esforçar para chegar lá“, disse o procurador federal Rodrigo
Timóteo.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier
Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia