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WASHINGTON/MONTREAL, 26 Jan (Reuters) – A canadense
Bombardier venceu nesta sexta-feira uma disputa
comercial contra a norte-americana Boeing , após uma
agência dos Estados Unidos rejeitar o pedido de aplicar tarifas
maiores sobre as vendas do jato CSeries da canadense para
operadoras dos EUA.
As ações da Bombardier subiram 15 por cento, enquanto os
papéis da Boeing tiveram ligeira queda.
A Comissão de Comércio Internacional dos EUA rejeitou
argumentos da Boeing de que foi prejudicada pelas vendas do
CSeries a preços abaixo do mercado nos EUA, e descartou uma
recomendação do Departamento de Comércio para cobrar um tarifa
de quase 300 por cento sobre as vendas da aeronave com 110 a 130
assento por cinco anos.
A brasileira Embraer , maior rival da Bombardier
no mercado de aeronaves de médio porte, reiterou sua posição de
que a Bombardier e suas aeronaves CSeries foram fortemente
subsidiadas pelo governo canadense.
"Esses subsídios maciços não só permitiram que a Bombardier
sobrevivesse, mas também que a empresa oferecesse suas aeronaves
a preços artificialmente baixos, distorcendo todo o mercado
global de aeronaves comerciais", disse a Embraer em comunicado.
Esperava-se que a Comissão nos EUA decidisse a favor da
Boeing, que acusou a Bombardier de vender os aviões abaixo do
custo no mercado norte-americano.
A Comissão não deu uma explicação para sua decisão.
Em comunicado, a Bombardier chamou a decisão de uma "vitória
para a inovação, a concorrência e o estado de direito", e uma
vitória para as companhias aéreas dos EUA e para os passageiros.
A Boeing disse que estava decepcionada que a Comissão não
reconheceu "o prejuízo que a Boeing sofreu com os bilhões de
dólares em subsídios ilegais do governo que o Departamento de
Comércio descobriu que a Bombardier recebeu e usou para lançar
aeronaves no mercado de aeronaves de corredor único dos EUA".

(Por David Shepardson, Lesley Wroughton e Allison Lampert,
com reportagem adicional de Aluísio Alves)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447745))
REUTERS TH AAP

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