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(Texto reescrito e atualizado com mais informações e aspas do
CEO da Petrobras)
RIO DE JANEIRO, 7 Dez (Reuters) – A Petrobras vai
buscar ressarcimento de todos os recursos perdidos com
corrupção, afirmou nesta quinta-feira o presidente da petroleira
estatal, que defendeu a operação Lava Jato na cerimônia em
Curitiba que marcou a devolução de mais 654 milhões de reais
desviados da estatal.
Pedro Parente afirmou que, com o novo montante recuperado, a
empresa já obteve de volta, desde 2015, cerca de 20 por cento
das perdas apuradas em balanço por desvios relacionados à
corrupção investigada pela Lava Jato.
A gestão anterior da Petrobras chegou a indicar que a
empresa sofreu prejuízo de 6,2 bilhões de reais com o esquema de
fraudes em contratos e propinas que atingiu a companhia. Com o
montante devolvido nesta quinta-feira, a empresa informou que já
recebeu ao todo 1,476 bilhão de reais.
Parente ressaltou que os valores recebidos nesta
quinta-feira vão reduzir provisões registradas no balanço da
empresa como perdas com corrupção e integrarão o resultado
financeiro da petroleira como receita ou patrimônio líquido no
atual exercício.
"Junto com a recuperação dos recursos que foram roubados da
empresa pela quadrilha que lá operava, essa é talvez a forma
mais contundente que a Petrobras tem de mostrar à sociedade
brasileira que segue em frente no caminho ético, financeiramente
equilibrado e capaz de contribuir para a recuperação da economia
do nosso país", disse Parente, durante a cerimônia em Curitiba.
O valor devolvido agora, segundo o Ministério Público
Federal, foi a maior quantia já recuperada em uma investigação
criminal no país, fruto de acordos de colaboração e de leniência
celebrados no âmbito da operação.
O executivo voltou a frisar que a empresa é "a principal
vítima do que foi um gigantesco esquema de desvio de recursos
públicos" no país e de destaque no cenário internacional, e
declarou que os resultados das investigações "contribuem para
país muito melhor".

EM DEFESA DA LAVA JATO
O presidente da Petrobras também demonstrou preocupação com
o futuro da Lava Jato e falou em defesa dos investigadores.
"Não deixemos que o tempo decorrido desde o início da
operação esmaeça a percepção dessa incomensurável contribuição,
especialmente quando certos atores começam a propor iniciativas
para tentar constranger os principais protagonistas dessa
iniciativa", afirmou Parente, evitando dar detalhes.
Questionado posteriormente, durante coletiva de imprensa, se
sua afirmação se referia ao presidente Michel Temer (PMDB), que
pertence a um dos partidos envolvidos nas investigações
criminosas, Parente negou.
"A minha referência não foi ao presidente Temer, foi a uma
iniciativa recente de parlamentares de outro partido", disse o
executivo, sem detalhar e frisando acreditar que o apoio que
Temer está dando à Petrobras nenhum outro presidente deu.
Quando Parente foi indicado por Temer para a presidência da
Petrobras, repetiu inúmeras vezes de que apenas aceitou o
convite porque teve a garantia de que teria liberdade do governo
para tomar decisões, uma antiga demanda de acionistas
minoritários.
"A autonomia que o presidente Temer deu ao presidente da
Petrobras é uma autonomia que nenhum outro presidente, pelo
menos nas últimas décadas, teve", afirmou.
Parente declarou também que a empresa vem fazendo
investimentos amplos para aprimorar a governança da empresa,
além de executar programas socioambientais e de treinamento em
ética e governança para parceiros do terceiro setor que atuam em
projetos apoiados pela empresa.

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(Por Marta Nogueira, no Rio de Janeiro; Reportagem adicional de
José Roberto Gomes; Edição de Raquel Stenzel e Roberto Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))


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