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(Texto atualizado com mais informações)
Por Percy Dabang e Ardo Hazzad
YOLA, Nigéria, 21 Nov (Reuters) – Um homem-bomba matou ao
menos 50 pessoas no nordeste da Nigéria nesta terça-feira, em um
ataque a uma mesquita que deixou as marcas de uma facção do
grupo militante islâmico Boko Haram.
O atentado em Mubi, no Estado de Adamawa, foi um dos mais
letais no nordeste da Nigéria desde que o presidente Muhammadu
Buhari chegou ao poder, em 2015, comprometendo-se a acabar com a
insurreição de oito anos do Boko Haram e ataques do grupo contra
alvos civis e militares.
O ataque elevou para pelo menos 278 o número de pessoas
mortas em 2017, segundo cálculos da Reuters. Não houve
reivindicação de responsabilidade.
"Alguns dos mortos estavam em pedaços, sem condições de
reconhecimento", disse Bayi Muhammad, um fiel que escapou da
explosão porque estava atrasado para as orações da manhã.
Abubakar Othman, porta-voz da polícia no Estado de Adamawa,
disse que o número de mortos era de ao menos 50, mas acrescentou
que o saldo pode aumentar.
Oito pessoas ficaram gravemente feridas e mais de 30
sofreram ferimentos de menor gravidade, segundo Idris Garga,
coordenador regional da agência nacional de emergências da
Nigéria.
O Boko Haram ocupou território no Estado de Adamawa em 2014,
mas tropas os expulsaram no início de 2015, e a cidade de Mubi
estava relativamente pacífica até o bombardeio desta
terça-feira.
O presidente da Nigéria afirmou que o ataque foi "muito
cruel", e deu garantias de que seu governo fará "tudo que for
necessário" para garantir a segurança do Estado.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR PF


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