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(Texto reescrito e atualizado com desocupação)
GUARUJÁ, 16 Abr (Reuters) – Militantes do Movimento dos
Trabalhadores Sem Teto (MTST) e do grupo Povo Sem Medo
desocuparam no início da tarde desta segunda-feira o apartamento
tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, atribuído ao
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo que resultou
na prisão do petista no início do mês.
A desocupação pacífica do imóvel ocorreu cerca de quatro
horas depois de o coordenador do MTST e pré-candidato à
Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, anunciar a
entrada no tríplex.
Por meio das redes sociais, Boulos disse que a desocupação
ocorreu depois de um ultimato dado pela Polícia Militar, que
fora chamada pelos moradores do prédio após a invasão.
"Numa ação arbitrária, sem ordem judicial, polícia deu prazo
para saída do MTST do tríplex, sob pena de prisão de todos os
ocupantes. O tríplex foi desocupado, mas o recado ficou. É
evidente que não tinham ordem: quem pediria a reintegração de
posse?", disse o pré-candidato do PSOL em sua conta no Twitter.
Mais cedo, Boulos divulgou vídeo em suas redes sociais e
disse que a ação era uma denúncia "à farsa judicial que levou
Lula para a prisão".
"Se o tríplex é do Lula então o povo está autorizado a ficar
lá e vai se tornar o tríplex da resistência. Agora, se o tríplex
não é do Lula, então o Sérgio Moro vai ter que mandar o alvará
de soltura hoje mesmo, porque ele foi preso por algo que não é
dele", acrescentou.
Os militantes estenderam faixas na varanda do apartamento
com a frase "Se é do Lula é nosso" e "Se não é, por que
prendeu?".
Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a
eleição presidencial de outubro, está preso desde 7 de abril na
Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, onde
começou a cumprir a pena de 12 anos e 1 mês de prisão por
corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex.
Lula foi condenado por, no entendimento do juiz Sérgio Moro
e dos três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF-4), ter recebido o tríplex como
propina paga pela empreiteira OAS em troca de contratos na
Petrobras .
O petista, que é réu em outros seis processos, nega ser dono
do imóvel e diz ser alvo de uma perseguição política promovida
por setores do Judiciário, do Ministério Público, da Polícia
Federal e da imprensa para impedi-lo de ser candidato à
Presidência.
A Lei da Ficha Limpa prevê a inelegibilidade de condenados
por órgãos colegiados do Judiciário, caso da 8ª Turma do TRF-4,
o que deve inviabilizar a candidatura de Lula ao Planalto.

(Por Paulo Whitaker
Reportagem adicional de Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e
Eduardo Simões, em São Paulo
Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; +55 21 5644-7505;
Reuters Messaging:
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