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(Texto reescrito e atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 17 Mai (Reuters) – O pré-candidato do PSDB à
Presidência, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira os
economistas Edmar Bacha, José Roberto Mendonça de Barros e
Alexandre Mendonça de Barros para auxiliá-lo na área econômica
de seu programa de governo e prometeu, se eleito, zerar o
déficit fiscal do país em até dois anos.
Em entrevista ao lado dos novos integrantes de sua equipe de
pré-campanha, que trabalharão sob a liderança do economista
Pérsio Arida e do cientista político Luiz Felipe D'Ávila
–responsáveis pela coordenação do programa de governo–,
Alckmin também reiterou a meta de dobrar a renda dos brasileiros
–embora Arida tenha reconhecido ser impossível fazer isso em
apenas um ou dois mandatos– e defendeu a abertura econômica do
país.
"Ninguém faz nada sozinho. É preciso ter time, não adianta
ter só um craque", disse Alckmin ao anunciar os nomes.
Bacha participou da elaboração do Plano Real no governo
Itamar Franco, enquanto José Roberto foi da equipe econômica do
governo Fernando Henrique e Alexandre Mendonça de Barros é
consultor e engenheiro agrônomo.
O tucano disse que, enquanto José Roberto e Alexandre
trabalharão na área agrícola, Bacha focará em propostas de
abertura econômica.
Ele apontou como questão fundamental para a retomada do
crescimento o reequilíbrio das contas de governo e assegurou
que, um eventual governo seu, irá zerar o déficit primário em,
no máximo, dois anos.
Nos 12 meses até março, o rombo fiscal totalizou 108,389
bilhões de reais. A meta fiscal para este ano é de um déficit
primário de 161,3 bilhões de reais, que deverá marcar o quinto
resultado seguido no vermelho do país.
"Dois anos para zerar o déficit. Cravado", disse Alckmin.
"Acho dois até muito, viu? Pode ter certeza que vai zerar, e vai
zerar mais rápido do que vocês imaginam."
Arida afirmou que esta meta poderá ser atingida combinando
um crescimento econômico maior, revisão de isenções dadas pelo
governo e cortes de gastos.
"O Brasil tem um patamar de isenções tributárias
inaceitável, fora até do padrão histórico", avaliou o
economista.
"Corte de gastos, qualquer um que tenha tido experiência em
setor público, qualquer que seja a ideologia ou matiz, se tiver
um mínimo de bom senso, mais ainda se tiver vindo do setor
privado, vai dizer o seguinte: a ineficiência salta aos olhos…
O que tem para diminuir de gasto público, por uma gestão
eficiente, sem perda de qualidade na prestação de serviço, é
muito mais do que todo mundo imagina."
Arida também afirmou que um eventual governo Alckmin terá
como meta elevar em 50 por cento tanto as importações quanto as
exportações do país, num esforço de abrir a economia brasileira
para o mundo.
O anúncio do reforço à equipe econômica da pré-campanha de
Alckmin deve ser seguido de novas adições ao grupo de
conselheiros e formuladores de políticas do tucano, tanto na
área econômica como em setores como segurança e educação.

(Reportagem de Eduardo Simões
Edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 5511 56447765; Reuters
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