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Por Graham Fahy
DUBLIN, 9 Mai (Reuters) – O Google anunciou nesta
quarta-feira planos de suspender propagandas ligadas ao
referendo sobre aborto que será realizado na Irlanda em 25 de
maio, provocando reação furiosa de ativistas antiaborto, que
disseram que a decisão os prejudica mais.
A mudança de política acontece um dia após o Facebook
dizer que não aceitaria mais anúncios de fora do país que buscam
influenciar o referendo.
O Google foi além e disse que não aceitaria nenhum
anúncio relacionado ao referendo, não apenas de grupos ou de
indivíduos que buscam influenciar a votação.
"Decidimos interromper todos os anúncios relacionados ao
referendo irlandês sobre a Oitava Emenda", disse um porta-voz do
Google.
O referendo da Irlanda sobre a possibilidade de liberalizar
suas leis de aborto dará aos eleitores a primeira oportunidade
em 35 anos para revogar uma proibição constitucional que por
muito tempo dividiu a outrora nação profundamente católica.
A alteração da política do Google entrará em vigor a partir
de 10 de maio e inclui anúncios no YouTube. A medida permanecerá
em vigor até depois do referendo.
Ativistas antiaborto reagiram com fúria à ação, argumentando
que isso os priva de uma plataforma fundamental para sua
mensagem e representa uma tentativa de ajudar aqueles que
preferem um regime de aborto mais liberal.
"É escandaloso, é uma tentativa de fraudar o referendo",
disse o grupo Save the 8th em comunicado.
"A única plataforma disponível para que a campanha do Não
pudesse falar diretamente com os eleitores era online. Essa
plataforma está sendo minada para evitar que o público ouça a
mensagem de um lado."
(Por Graham Fahy)
((Traduão Redação São Paulo, +5511 5644 7719))
REUTERS RBS AAP


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