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MOSCOU, 17 Jan (Reuters) – Um dos maiores grupos de direitos
humanos da Rússia disse nesta quarta-feira que um de seus
escritórios no sul do país foi gravemente danificado por um
ataque incendiário durante a noite, em um incidente que disse
fazer parte de uma campanha para expulsá-lo da região.
Imagens do escritório do grupo Memorial, localizado em
Nazran, cidade russa da região de Ingushetia, que faz fronteira
com a Chechênia, mostraram o interior do escritório queimado,
repleto de escombros danificados pelo fogo.
O grupo está sob pressão na região de maioria muçulmana de
Cáucaso do Norte, depois que a polícia da Chechênia deteve o
chefe de seu escritório neste mês e o acusou de posse de grande
quantidade de maconha, crime que prevê pena de até 10 anos de
prisão.
Preocupações sobre o caso do ativista detido, Oyub Titiev,
que escreveu ao presidente russo, Vladimir Putin, dizendo que
foi incriminado injustamente e que a polícia implantou as drogas
em seu carro, fizeram com que os Estados Unidos e a Europa
pedissem sua liberação.
O grupo de direitos humanos irritou autoridades na Chechênia
ao reportar desaparecimentos, tortura, e o uso de incêndios como
forma de punição. A predecessora de Titiev, Natalia Estemirova,
foi sequestrada e morta a tiros em 2009.
O líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, disse que alegações de
que autoridades usam violência de maneira ilegal são falsas e
inventadas para conseguir apoio estrangeiro.
(Reportagem de Andrew Osborn)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP PF


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