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RIAD, 30 Jan (Reuters) – Autoridades sauditas liberaram
todos os detidos restantes no luxuoso hotel Ritz-Carlton de
Riad, que estava sendo usado como um centro de interrogatórios
em uma operação contra corrupção, disse uma autoridade da Arábia
Saudita nesta terça-feira.
A notícia sugere que a repressão que já dura três meses, na
qual dezenas de importantes autoridades e empresários foram
detidos por investigadores que buscam apreender cerca de 100
bilhões de dólares em ativos ilícitos, está chegando ao fim.
"Não há mais nenhum detido restante no Ritz-Carlton", disse
a autoridade à Reuters, falando sob condição de anonimato.
A autoridade não disse quantos suspeitos permanecem detidos
em outros locais na Arábia Saudita. Acredita-se que alguns foram
transferidos do hotel para prisões, após se recusarem a admitir
que haviam cometido irregularidades e a chegar a acordos
financeiros com autoridades.
Na semana passada, o procurador-geral da Arábia Saudita
disse que a maior parte dos detidos em todo país chegou a
acordos com a Justiça, 90 foram liberados depois que as
acusações foram abandonadas e que 95 permaneciam sob custódia.
Alguns casos irão a julgamento.
O hotel Ritz-Carlton de Riad tem 492 quartos e suítes e 21
hectares de jardins paisagísticos, de acordo com seu site. O
hotel disse que irá reabrir para o público no meio de fevereiro,
com a diária de seu quarto mais barato custando o equivalente a
650 dólares.
(Reportagem de Samia Nakhoul e Stephen Kalin)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP PF


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