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Por Michael Nienaber
BERLIM, 23 Nov (Reuters) – O Partido Social-Democrata da
Alemanha (SPD) deveria reconsiderar sua oposição a uma nova
"grande coalizão" com os conservadores da chanceler Angela
Merkel, porque a Europa precisa de um governo estável em Berlim,
disse um aliado importante da chanceler nesta quinta-feira.
A Alemanha enfrenta a pior crise política de sua história
moderna desde que os esforços de Merkel de formar uma coalizão
tripartite com o pró-empresariado Partido Democratas Livres
(FDP) e os Verdes fracassou no final de semana, despertando nos
europeus o temor de um vácuo de liderança prolongado na potência
econômica do continente.
O SPD governava ao lado de Merkel como parte de uma grande
coalizão desde 2013, mas disse querer ir para a oposição depois
de sofrer seu pior resultado eleitoral do pós-guerra na votação
de 24 de setembro.
Mas, agora membros da sigla estão pedindo que seu líder,
Martin Schulz, reconsidere a posição, uma opinião defendida
nesta quinta-feira por Volker Kauder, líder dos parlamentares
conservadores de Merkel na câmara baixa do Parlamento.
"É do meu desejo que os parceiros atuais do governo de
coalizão consigam se unir novamente", disse Kauder ao jornal
regional Suedwest Presse, referindo-se ao SPD e aos
conservadores.
Schulz deve se encontrar com o presidente alemão,
Frank-Walter Steinmeier, um ex-parlamentar do SPD e ex-ministro
das Relações Exteriores, nesta quinta-feira. Steinmeier está
tentando facilitar a formação de um governo de coalizão e evitar
novas eleições.
Depois Schulz deve consultar autoridades de primeiro escalão
do partido na sede do SPD em Berlim. Mudar de opinião e voltar a
trabalhar com os conservadores de Merkel exigiria uma troca de
liderança no SPD — um resultado improvável, no mínimo, antes de
uma conferência partidária entre 7 e 9 de dezembro.
Kauder disse que o país precisa de um governo que ofereça
uma liderança à Europa.
"A Europa está esperando uma Alemanha capaz de agir de forma
que finalmente consiga responder as questões abordadas pelo
presidente francês (Emmanuel) Macron. O país economicamente mais
forte da Europa não pode se mostrar um anão político", afirmou,
em referência aos clamores de Macron por reformais fiscais para
fortalecer a zona do euro.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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