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RIO DE JANEIRO, 21 Nov (Reuters) – O governador de São
Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta terça-feira que não
pretende se candidatar ao comando do partido, que será definido
em dezembro, e que a escolha do candidato tucano à Presidência
da República ocorrerá já no início de 2018.
Alckmin ressaltou que o nome escolhido pelo partido para
disputar a eleição não deve temer o ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, que não é mais uma unanimidade e, na sua
avaliação, já atingiu o teto nas pesquisas de opinião.
O nome do governador paulista tem sido ventilado para o
comando do PSDB, que enfrenta momentos turbulentos desde o
afastamento temporário do senador Aécio Neves de suas funções
parlamentares após delação de empresários da JBS .
O partido passou a ser comandada interinamente pelo senador
Tasso Jereissati (CE), mas posições divergentes sobre o apoio ao
governo do presidente Michel Temer tem dividido cada vez mais a
legenda. No último dia 9, Aécio substituiu Tasso por Alberto
Goldman no comando interino do PSDB.
A convenção nacional do PSDB está marcada para 9 de dezembro
e nessa data será escolhido o novo diretório que elege a
executiva do partido. A disputa tem dois candidatos declarados à
presidência do partido: Tasso e o governador de Goiás, Marconi
Perillo.
"Vamos eleger uma nova direção partidária se a gente puder
convergir para ter uma chapa, melhor. Se tiver duas não tem
problema", disse Alckmin. "Não está no meu horizonte (ser
candidato de uma chapa). Temos dois ótimos nomes e vou buscar
unir o partido e para isso não preciso ser eu."
Na reunião de dezembro, outro assunto em pauta será o
possível desembarque do PSDB do governo Temer. Segundo o
governador, o PSDB vai continuar dando apoio às reformas, mas
não precisa obrigatoriamente ocupar ministérios.
"Nosso compromisso com as reformas não muda, o Brasil e o
presidente podem contar conosco em medidas para retomar o
emprego, uma agenda de competitividade e produtividade do
Brasil, mas não precisamos obrigatoriamente ter ministro",
disse.
Mas a posição de apoio às reformas não é garantida. Líderes
do partido disseram à Reuters que a bancada tucana não garante
apoio incondicional às mudanças da Previdência.

CORRIDA PRESIDENCIAL
No começo de 2018, o PSDB deve escolher seu representante na
disputa presidencial do ano que vem e Alckmin, que é o mais
cotado, defende a realização de prévias para a escolha do nome
que vai representar o partido na corrida presidencial.
Os percentuais de Lula e do deputado federal Jair Bolsonaro,
que aparecem à frente nas pesquisas de opinião, não assustam o
tucano.
"Eu não me impressiono com pesquisa um ano antes porque os
argumentos não começaram e isso é assim historicamente. Eleição
se define mais perto do período eleitoral", declarou "A pesquisa
agora tem valor estatístico e não político."
O governador de São Paulo fez profundas críticas às
administrações do PT e culpou esse partido pela recessão
histórica, alto nível de desemprego e escândalos de corrupção
enfrentados pelo país.
Para ele, o PT, vive seu momento mais difícil e Lula não é
mais uma unanimidade.
"Ele (Lula) está com os 30 ou 30 e poucos por cento que
sempre teve", disse. Questionado se avaliava que o petista já
tinha chegado no seu teto, Alckmin respondeu "acho que sim".
Para ele, "a situação do PT nunca esteve tão mal e do Lula
pior ainda", acrescentando que "não o quero ser candidato para
derrotar Lula ou Bolsonaro mas para mudar o Brasil".
Perguntado se aceitaria apoio na disputa presidencial de
2018 de partidos envolvidos em escândalos de corrupção, Alckmin
foi evasivo.
"Acho que os comprometidos não vão nos apoiar, mas apoio a
gente recebe. O ideal é uma coisa, mas precisamos trabalhar para
mudar o Brasil e precisamos ganhar eleição e não vamos
subestimar a televisão", referindo-se ao tempo do horário
eleitoral na TV.
O governador praticamente descartou a possibilidade de uma
chapa "puro sangue" na disputa pelo Planalto, formada por ele e
por Tasso, em meio à possibilidade de um candidato a vice do
Nordeste. "Nada é impossível, não é o mais provável."

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(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))


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