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RIO DE JANEIRO, 8 Mai (Reuters) – O pré-candidato do PSDB à
Presidência, Geraldo Alckmin, abriu um canal de conversas com o
MDB, após um contato que teve na semana passada com o presidente
Michel Temer, mas por enquanto, segundo o tucano, não há nenhum
acordo entre as legendas.
O telefonema de Temer para Alckmin aconteceu na semana
passada em um momento que o MDB encontra dificuldades mostradas
pelas pesquisas de intenção de voto em fazer decolar as suas
duas possibilidades de candidatura ao Planalto: a do próprio
Temer e a do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.
“Nós tivemos uma conversa telefônica, mas não marcamos ainda
nenhum encontro e acho importante dialogar", disse Alckmin a
jornalistas na Associação Comercial do Rio de Janeiro.
O tucano, ex-governador de São Paulo e presidente nacional
do PSDB, afirmou que, como dirigente de uma das maiores legendas
do país, não pode deixar de conversar com outros partidos. O MDB
é o partido de maior capilaridade nacional com forte presença em
Estados e municípios.
“Um acordo não está sendo discutido agora, porque o MDB tem
um candidato próprio, doutor Henrique Meirelles, uma pessoa de
valor", disse Alckmin. “Diálogo é sempre importante… eu
converso com todo mundo, da situação, da oposição."
Alckmin disse que ainda está digerindo o anúncio feito pelo
ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, de
que não pretende se lançar candidato à Presidência pelo PSB.
Mais cedo, em sua conta no Twitter, Alckmin disse lamentar a
decisão de Barbosa, por entender que a entrada de "boas pessoas"
na política deve ser incentivada.
“Tenho grande respeito pelo Joaquim Barbosa, uma pessoa de
valor, espírito público e há de se respeitar a decisão", disse o
tucano, que voltou a avaliar que haverá uma redução no número de
postulantes ao Palácio do Planalto.
“É natural que o quadro que estava fragmentado, à medida que
as convenções se aproximem, essa fragmentação diminua”, avaliou.
Alckmin tem no atual governador de São Paulo, Márcio França,
um aliado dentro do PSB. França foi eleito vice-governador na
chapa do presidenciável tucano e assumiu o governo com a
renúncia de Alckmin para disputar a Presidência.
“Se dependesse de mim, nós já estávamos juntos do PSB, mas
temos que respeitar o outro partido que tem uma lógica própria”,
declarou Alckmin.
Independentemente de alianças, o tucano mostrou confiança de
que estará presente no segundo turno da disputa presidencial.
“Tenho todas as condições (de chegar ao segundo turno)…
não sou melhor que ninguém, mas a população está cansada dessa
brigalhada política e quer um governo que funcione, preste
serviços e o país cresça“, finalizou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier
Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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