Clicky

MetaTrader 728×90

Por Brendan Pierson, Karen Freifeld e Jonathan Stempel
NOVA YORK, 16 Abr (Reuters) – Com a atriz de filmes adultos
Stormy Daniels observando, um juiz federal ordenou que o
advogado pessoal de longa data do presidente Donald Trump,
Michael Cohen, revelasse o nome de um cliente que esperava
manter em segredo em audiência judicial nesta segunda-feira: o
apresentador da Fox News Sean Hannity, um aberto apoiador do
presidente.
Hannity disse nesta segunda-feira que nunca pagou por
serviços de Cohen ou foi representado por ele, mas havia buscado
conselho legal confidencial dele.
Cohen, advogado combativo e ferozmente leal a Trump, estava
em tribunal federal em Manhattan para pedir ao juiz para limitar
a habilidade de procuradores federais revisarem documentos
apreendidos de seus escritórios e sua casa na semana passada
como parte de uma investigação criminal.
A investigação frustrou a Casa Branca e se espalhou,
envolvendo alguns dos confidentes mais próximos de Trump.
A inesperada menção a Hannity fez dele a mais recente
personalidade midiática a ser arrastada ao elenco de improváveis
personagens apoiadores. Outra, a stripper e atriz Daniels,
sentou no fundo da galeria do tribunal como parte de esforços
para manter atenção em sua história, sobre o que diz ter sido um
caso com Trump no passado.
Daniels está envolvida em uma disputa judicial civil
distinta por conta dos 130 mil dólares que recebeu em um acordo
de 2016 organizado com Cohen para impedi-la de discutir um
encontro sexual que diz ter tido com Trump uma década antes.
Fotógrafos derrubaram barricadas do lado de fora do tribunal
conforme tentavam tirar fotografias de Daniels, cujo nome
verdadeiro é Stephanie Clifford. Do lado de dentro, ela sentou
silenciosamente na galeria pública com seu advogado.
Cohen argumentou que alguns dos documentos e dados
apreendidos sob um mandado são protegidos por privilégio
advogado-cliente ou não possuem ligação com a investigação. Mas
o juiz Kimba Wood rejeitou seus esforços para mascarar a
identidade de Hannity, um cliente que Cohen disse querer evitar
exposição.
“Eu entendo ele não querer que seu nome seja divulgado, mas
isto não é suficiente sob a lei”, disse Wood, antes de ordenar
que um advogado de Cohen informasse o nome.
Hannity é um apresentador de TV conservador conhecido por
defender Trump apaixonadamente em seu programa na Fox News e às
vezes receber elogios públicos de Trump em troca.
Após sua identidade ser revelada, Hannity disse em seu
programa de rádio que nunca recebeu uma fatura de Cohen ou foi
representado por Cohen em uma questão legal.
“Mas eu tive ocasionalmente discussões breves sobre questões
legais sobre as quais eu queria sua opinião e sua perspectiva”,
disse Hannity. Ele assumiu que estas discussões fossem cobertas
por privilégio advogado-cliente, disse, e enfatizou que nunca
houve questões envolvendo “qualquer terceira parte”.
Cohen pediu para o tribunal dar a seus advogados a primeira
análise dos materiais apreendidos para que possam identificar
documentos que estão protegidos por privilégio advogado-cliente.
Na falta disto, eles querem que o tribunal nomeie uma
autoridade independente conhecida como um mestre especial, uma
função tipicamente preenchida por uma advogado, para analisar os
documentos e dados eletrônicos apreendidos sob um mandado e
decidir o que procuradores podem ver.
Procuradores pediram para que os documentos sejam revisados
por privilégio advogado-cliente por uma “equipe de filtragem” de
advogados dentro de sua própria equipe, que será separada da
equipe principal de acusação.
Uma advogada de Trump, Joanna Hendon, apresentou um pedido
no domingo para receber permissão para revisar documentos que
estão relacionados de alguma maneira com o presidente, que ela
descreveu como apreendidos em meio uma “atmosfera altamente
politizada, até mesmo febril”.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


Assuntos desta notícia

Join the Conversation