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A semana começou em clima morno nos mercados acionários. Porém, a reação voltou com força a partir de terça-feira e com o foco para os Estados Unidos.

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Na Ásia, as agendas se mantiveram fracas e os destaques ficaram para a China e o Japão.

Na Europa, em pleno movimento de campanha eleitoral, as discussões sobre os Brexit esquentaram depois que alguns indicadores da região já demonstram sinais de fraqueza. Esse cenário está reforçando a eleição na França com a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, subindo nas intenções de votos. A eleição acontece entre abril e maio.

Nos Estados Unidos, como não é novidade, quem roubou a cena foi  o presidente Donald Trump, com baixa no governo e derrota na Justiça para as medidas sobre refugiados e cidadãos dos sete países. Trump teve que ouvir um “Não” do vice-almirante, Robert Harward, para fazer parte de sua equipe (Ver abaixo).

No Brasil, com a semana pesada nas discussões em Brasília, os mercados descolaram das questões políticas e ficaram mais calmos. Dados econômicos de peso já estão reagindo para baixo, um deles foi a inflação.

A Bovespa flertou os 68 mil pontos e levanta apostas para em breve atingir os 70 mil pontos. Vale ressaltar que essa pontuação era estimada há mais de três anos.

ÁSIA

Na Ásia, as principais bolsas de ações da região fecharam em baixa, após as bolsas americanas interromperem a sequência de fortes altas. O movimento morno deve se estender com o feriado nos Estados Unidos na próxima segunda-feira (20), Dia do Presidente.

O destaque para a bolsa de Tóquio, que recuou pelo segundo pregão consecutivo, à medida que perde força o entusiasmo inicial com a sinalização dada pela presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, sobre a necessidade de se elevar os juros americanos, diante do maior dinamismo da economia. O dólar era negociado a 113,20 ienes, permanecendo em mesmo patamar de ontem à tarde.

Em Hong Kong, o índice MSCI Asian Pacific Index ficou em alta de 0,3%. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,31% aos 3.192 pontos. O Nikkei 225 (Japão),ficou em queda de 0,58%; o Hang Seng (Hong Kong), queda de 0,31%; o SSE Composite (Xangai), queda de 0,85%; o BSE (Índia), alta de 0,59%; 0 Kospi (Coreia do Sul), alta de 0,35%. O índice Nikkei fechou com queda de 0,6%, com papeis de montadoras e do setor financeiro liderando as baixas.

A agenda estava vazia.

EUROPA

As bolsas fecharam para baixo nesta sexta-feira, com os produtores de commodities e bancos recuados. Apenas as ações da Unilever mantiveram os ganhos e ofuscando a cautela com o resultado das vendas no varejos do Reino Unido, que recuaram em janeiro. Ainda por lá, o Brexit ganha discussão forte no País.

O índice de referência europeu apagou as perdas em 0,6%, depois que os papéis da Unilever avançaram 13%. A gigante confirmou que a rejeitou a sondagem da Kraft Heinz Co, para um fusão.

A Volkswagen AG reduziu as vendas de automóveis em 2,3%, depois que as vendas globais de veículos da marca própria caíram em janeiro.

Ao final da jornada, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,03% aos 370.22; o índice FTSE-MIB (Milão) queda de 0,42% aos 19.006; o índice Ibex 35 (Madri) queda de 0,57% aos 9.500 pontos; o DAX 30 (Frankfurt) estável aos 11.757 pontos; o CAC 40 (Paris) queda de 0,65% aos 4.867 pontos; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,30% aos 7.299 pontos; o índice PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,26% 4.640 pontos.

Os títulos da dívida da França caíram e o euro enfraqueceu, depois que os dois principais candidatos de esquerda discutiam candidatura única para enfrentar a Frente Nacional anti-euro de Marine Le Pen, que segue no topo das pesquisas para ocupar a presidência do País.

Os metais industriais caíram, com o níquel em -0,9%, na Bolsa de Metais de Londres. O ouro estava em 0,12% de queda a US $ 1,240 a onça.

Em janeiro de 2017, estima-se que o setor de varejo tenha aumentado em 1,5% em relação a janeiro de 2016, o menor crescimento desde novembro de 2013. Estima-se que a quantidade comprada tenha caído 0,3% em relação ao mês anterior.

O padrão subjacente sugerido pelo movimento de 3 meses em 3 meses diminuiu 0,4%, a primeira queda desde dezembro de 2013.

Os preços médios das lojas (incluindo combustíveis) aumentaram 1,9% no ano, a maior contribuição para este aumento veio das estações de serviço, onde os preços médios anuais foram estimados em 16,1%. Os dados são do Gabinete do Governo e foram apresentados hoje.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram as perdas da abertura e fecharam para cima nesta sexta-feira. Balanços corporativos e atuação de Donald Trump, como chefe de Estado, ficaram no foco dos negociadores e também as commodities.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,17% aos 2.351; o Dow Jones ficou em alta de 0,02% aos 20.624; e o Nasdaq subiu 0,41% aos 5.838.

A equipe de dados do Dow Jones destaca Trump, na comparação com outros presidentes em seus primeiros 30 dias no cargo no dia 19. A Dow Jones Industrial Average DJIA, acumula 0,02%, o que colocaria Trump como o sexto melhor em termos percentuais atrás de George HW Bush em fevereiro de 1989, quando os blue chips subiram 4%.

Quanto ao índice S & P 500 SPX, a alta de 0,17% , com o índice avançando 3,3% no mês desde que Trump assumiu o cargo. Isso representa o melhor em  30 dias desde Bill Clinton em 1997, quando o indicador do mercado amplo subiu 4,6%.

O Nasdaq Composite Index COMP, subiu 0,41%, e 12,1%, no mês em máxima de até 10% desde a eleição de 4 de novembro.

Vale lembrar que os mercados dos Estados Unidos estarão fechados segunda-feira para um feriado do Dia do Presidente.

Resumo de Trump

Os meios de comunicação norte-americanos repercutiram hoje a entrevista coletiva concedida pelo presidente Donald Trump nesta quinta-feira (16). Na entrevista, Trump voltou a criticar a mídia nos Estados Unidos. Ele disse que os meios de comunicação são desonestos e veiculam notícias falsas, trabalhando para desqualificá-lo. Além disso, afirmou que herdou uma “bagunça” da administração de Barack Obama. Hoje, quase a maioria das grandes redes divulgou a entrevista e devolveu as críticas ao presidente.

Ainda hoje, outro fato pesou no governo Trump, com o vice-almirante Robert Harward rejeitando o posto de conselheiro de Segurança Nacional, em substituição a Michael Flynn, que renunciou em meio a um escândalo envolvendo a Rússia.
De acordo com a imprensa local, a negociação entre Trump e Harward travou porque o vice-almirante impôs como condição levar sua própria equipe e formar todas as pessoas. Harward teria feito oposição à manutenção da vice de Flynn, K.T. McFarland, no posto, como Trump tinha prometido.

De outro lado, o FBI – polícia federal norte-americana -, agências de inteligência e o Congresso dos Estados Unidos estão investigando o possível envolvimento de conselheiros que ocupam altos postos no atual governo com autoridades da Rússia durante as eleições presidenciais no ano passado.

As investigações sobre o assunto começaram há algumas semanas e atingiram o auge com a saída do conselheiro Flynn.

Segundo a Casa Branca, Flynn induziu a erro o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, ao mentir sobre a verdadeira dimensão de seus contatos com a embaixada russa em Washington. Antes de o assessor pedir demissão, Mike Pence chegou a dar várias entrevistas defendendo Michael Flynn e negando os contatos entre o ex-conselheiro da Casa Branca e os russos.

O clima de incerteza sobre o desempenho do bilionário-presidente prossegue, bem como cresce a expectativa para o anúncio de medidas econômicas.

BRASIL

A Bovespa encerra a semana em alta de 2,50%, com os fluxo aumentando embalado pelos indicadores domésticos. Os resultados financeiros também estão surpreendendo, mesmo com a crise econômica aprofundada em 2016.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,10% aos 67.748 pontos. O giro financeiro ficou na média, R$7,6 bilhões.

Análise Alvaro Bandeira

A semana foi marcada pelo bom humor nos mercados acionários, com destaque para a Bovespa. “A boa performance da Bovespa acabou por deixar de lado o quadro político interno. Ao chegar aos 68.200 pontos, o sinal foi de que há mais espaço para um avanço e as decisões políticas, pelo menos neste momento, já não estão fazendo preço. Porém, o mercado espera pela reforma da Previdência e a nova a etapa da repatriação, entre outras. Isso é importante e estamos respirando um pouco mais”, disse Bandeira.

Sobre os indicadores divulgados na semana, com destaque para a inflação, Bandeira avalia como importantes, embora em alguns ainda pesem o ano crítico de 2016. “A economia está dando sinais de recuperação e tem fluxo de recursos entrando. Para se ter uma noção exata desse comportamento, até os últimos dias o resultado apontava para R$8 bilhões, dados da Bovespa. Já a estatística do BCB para janeiro era de US$862 milhões. Até o dia 15 deste mês, o fluxo era ajustado para cima e nem mesmo as realizações de ontem e de hoje pesaram”, explicou o analista.

Para o cenário externo, o analista explica que o otimismo também tomou conta de Wall Street, com recordes dos índices de peso, mas Donald Trump trouxe mais cautela com as baixas no governo. “Com as medidas de Trump, o mais penalizado tem sido o dólar. Há uma expectativa para as medidas fiscais que ele promete anunciar e, hoje, o movimento de queda já era esperado considerando o feriado de segunda-feira. Ninguém arrisca”, disse.

Para a semana, Bandeira cita como destaque a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom- BCB). “As estimativas do mercado apontam para um corte de 0,75 p.p na Selic, mas acredito em 1 p.p com os números que estão sendo apresentados”, completou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

As ações com ganhos
Fibria ON, alta de 2,87%; Estácio Participações ON, alta de 5,72%; Smiles ON, alta de 4,61%; Rumo Log ON, alta de 3,98%; e Kroton ON, alta de 3,62%.

As ações com perdas
Marfrig ON, queda de 3,05%; Ecorodovias ON, queda de 2,42%; Localiza ON, queda de 2,29%; BRF ON, queda de 2,39%; e Equatorial ON, queda de 2,13%.

A Petrobras ON, queda de 1,47% e a PN, queda de 1,58%.
A Vale ON ficou em alta de 0,89% e a PN, alta de 1,26%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Moedas

O dólar comercial fechou a semana em queda de 0,50% acompanhando o cenário externo e nas menores desvalorizações dos últimos dois anos.

Nesta sexta-feira, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,092 para a compra e R$3,092 para a venda, alta de 0,28%.

“O dólar rompeu o patamar dos 3,10 ao longo da semana chegando a casa dos 3,03 na quinta-feira. O otimismo com o cenário local tem prevalecido no mercado desde o início do ano. O bom encaminhamento dos reajustes fiscais tem dado fôlego para o movimento positivo, somente sendo contrariado eventualmente pelos desenvolvimentos da lava-jato que geram cautela nos investidores. No âmbito externo, o bom humor do mercado americano com o novo presidente Donald Trump tem tido solavancos nas últimas semanas, os supostos envolvimentos de membros do seu governo com oficiais russos geraram apreensão e levantaram questionamentos quanto a capacidade do republicano de implementar as medidas que foram bem avaliadas pelo mercado. Culminando na mínima desde 2012 do câmbio, além de alta na bolsa e quedas nas taxas de juros futuras”, disse o gestor da GGR Investimentos, Rogério Storelli.

O euro ficou em R$3,287 para a compra e R$3,288 para a venda, queda de 0,31%.

A libra ficou em R$3,850 para a compra e R$3,851 para a venda, queda de 0,22%.

O peso argentino ficou em R$0,197 para a compra e R$0,197 para a venda, queda de 1,3%.

O Banco Central do Brasil (BCB) atuou nesta sessão em swap cambial tradicional, que equiale a venda de dólares no mercado futuro. A autoridade monetária ofertou 6 mil contratos com vencimentos para março.

Bom fim de semana!

 

mm black 728

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Semana positiva para os mercados de risco em quase todo o mundo. Donald Trump foi mais comedido em suas declarações e acalmou os mercados (o problema é que dura pouco). No Brasil, menos confusões políticas e mais discussões positivas sobre Previdência e reforma trabalhista e, bom anúncio, sobre saque de FGTS e financiamento maior da casa própria.

No cenário externo, destacamos encontros de Trump com os primeiros ministros do Canadá e de Israel, com um Trump bem mais amigável e cordato em suas declarações. Falou muito sobre desregulação dos mercados e economia, sendo endossado, inclusive, por declarações da presidente do FED, Janet Yellen. Mas tivemos curtos-circuitos com afastamento de secretário e o escolhido para chefiar o departamento do trabalho declinando do convite.

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A presidente do FED, Janet Yellen, depôs no Congresso (duas vezes) repetindo discurso um pouco mais duro que o habitual no que tange ao comportamento futuro dos juros, mas não convenceu que poderia haver alta na reunião de março. O FED quer esperar para conhecer as políticas de estímulos de Trump, para somente aí determinar seu comportamento. Porém, tivemos vários presidentes regionais discursando, todos bem mais duros que Yellen. Alguns destacaram a possibilidade de mais de três aumentos ao longo de 2017, o que poderia surpreender os agentes dos mercados.

Foi uma semana de muitos indicadores, quase todos mostrando o momento favorável da economia americana. A inflação medida pelo PPI (Atacado) de janeiro subiu para 0,6% (esperado era +0,3%) e o CPI registrou alta idêntica, com o núcleo evoluindo 0,2%. Foi a maior alta mensal desde fevereiro de 2013. O índice de atividade de NY subiu forte para 18,7 pontos (anterior em 6,5 pontos), e o da Filadélfia para 43,3 pontos; ambos referentes a fevereiro. As vendas no varejo cresceram 0,4% em janeiro e a produção industrial foi o dado negativo com queda de 0,3%. Incluímos o bom momento das bolsas americanas, com os índices batendo sucessivos recordes históricos.

Na Europa, a ata do BCE (BC Europeu) destacou as incertezas políticas que rondam a economia global e que as políticas desenvolvidas foram insuficientes em relação à meta de inflação. Na Alemanha, o PIB do quarto trimestre teve expansão de 0,4% e taxa anualizada de 1,7% (menor que esperados 1,8%). Na zona do euro, o PIB do quarto trimestre subiu 0,4% e taxa anualizada de 1,7%. A produção industrial no país de dezembro encolheu 1,6%, mas no ano cresceu 2,0%. O saldo da balança comercial em dezembro subiu para 24,5 bilhões de euros.

Na China, a inflação pelo CPI de janeiro foi de 2,5% e pelo PPI 6,9%, ambas anualizadas. A China proibiu os gestores de ativos de investir no mercado imobiliário de 16 importantes cidades para evitar bolha. Disse que ira coibir irregularidades no câmbio. No Japão, Kuroda do BOJ disse que lucros em queda dos bancos pode afetar o sistema financeiro. A produção industrial de dezembro cresceu 0,7% e o PIB já cresce por quatro trimestre seguidos.

No cenário local, tivemos declarações de Temer em todos os dias da semana, mas a pesquisa da CNT indicou que 62,4% dos entrevistados desaprovam seu governo, enquanto somente 10,3% acham seu governo bom ou ótimo. Durante o período, a Câmara aprovou texto-base da segunda rodada da repatriação de recursos no exterior. A pesquisa Focus veio novamente positiva com a inflação em queda para 4,47% no ano e PIB de 2018 subindo para +2,30%. O dólar de final de ano caiu para R$ 3,36 e a produção industrial mantida em +1,0%. O saldo da balança comercial até a segunda semana de fevereiro estava acumulado no ano em superávit de US$3,89 bilhões.

IBGE anunciou que as vendas no varejo de dezembro encolheram 2,1% e no ano caíram 6,2%. A queda no varejo ampliado foi maior de -8,7%. Foi o pior resultado desde 2001. Nos últimos dois anos, a queda no varejo atinge 10,3%. O volume de serviços encolheu no ano 5,0% e a receita nominal -1,5% no comparativo com dezembro de 2015. Tivemos o anúncio do IBC-Br de dezembro pelo Bacen com queda em 2016 de 4,34% sem ajuste e queda em dezembro de 0,26%. Com isso, há carregamento negativo para o início de 2017 de algo como 0,68%.

Na Bovespa, até a sessão de 15 de fevereiro, os investidores estrangeiros tinham aportado recursos no mês no montante de R$ 1,75 bilhões e o saldo de ingresso do ano estava em R$ 8,0 bilhões. Ainda no mercado, tivemos a fase das ações de commodities, seguida por busca por ações mais maduras que não tinham valorizado muito e depois, por conta da queda do dólar as ações de empresas endividadas em outras moedas. De qualquer forma, foi um período positivo para o mercado e de mais um IPO lançado.

RESUMO DA SEMANA
IBOVESPA +2,45% DOW JONES +1,52% NASDAQ +1,62% DÓLAR -0,45% (R$ 3,096)

PERSPECTIVAS

Faz tempo que temos anunciado nosso otimismo com o desenvolvimento do mercado secundário de ações, não só por aqui, mas também no resto do mundo, como resultado da extrema liquidez e menor aversão ao risco. Por aqui principalmente, já que sofremos três anos seguidos e muitas empresas perderam-na precificação de seus ativos.

Também não custa lembrar que faz tempo já traçávamos o objetivo de 68000 pontos do Ibovespa, principalmente quando passou a sinalizar que iria superar a faixa de 65400 pontos. Pois bem, na semana que passou conseguimos em diversos momentos superar a barreira dos 68000 pontos, quase fixando acima desse patamar.

O lado político prossegue muito grave, mas no que tange à economia o governo tem conseguido mudar o discurso. Durante a semana tivemos discussões positivas sobre reformas, o modelo de concessão está sendo flexibilizado para atrair investidores e as reformas parecem encaminhar para lado bom.

Com isso o fluxo de recursos para o país está sendo ampliado, o que é facilmente demonstrado pelo comportamento do câmbio em queda e ingresso de recursos na Bovespa. No âmbito externo também existem boas expectativas, com o governo de Donald Trump fazendo boa largada (apesar de contramarchas) e a economia americana começa a responder de forma mais firme, comprovando o bom momento. Isso explica o dólar mais fraco e os índices americanos em constantes recordes.

Claro que ainda vamos ter muita volatilidade nos próximos períodos, mas reafirmamos nossa crença que os mercado vão manter tendência primária de alta. Nesse contexto, vamos ter algumas paradas para respirar, mas o objetivo é o recorde histórico pouco abaixo dos 74000 pontos.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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Os índices de peso em Wall Street devolveram as perdas da abertura e fecharam para cima nesta sexta-feira. Balanços corporativos e atuação de Donald Trump, como chefe de Estado, ficaram no foco dos negociadores e também as commodities.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,17% aos 2.351; o Dow Jones ficou em alta de 0,02% aos 20.624; e o Nasdaq subiu 0,41% aos 5.838.

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A equipe de dados do Dow Jones destaca Trump, na comparação com outros presidentes em seus primeiros 30 dias no cargo no dia 19. A Dow Jones Industrial Average DJIA, acumula 0,02%, o que colocaria Trump como o sexto melhor em termos percentuais atrás de George HW Bush em fevereiro de 1989, quando os blue chips subiram 4%.

Quanto ao índice S & P 500 SPX, a alta de 0,17% , com o índice avançando 3,3% no mês desde que Trump assumiu o cargo. Isso representa o melhor em  30 dias desde Bill Clinton em 1997, quando o indicador do mercado amplo subiu 4,6%.

O Nasdaq Composite Index COMP, subiu 0,41%, e 12,1%, no mês em máxima de até 10% desde a eleição de 4 de novembro.

Vale lembrar que os mercados dos Estados Unidos estarão fechados segunda-feira para um feriado do Dia do Presidente.

Resumo de Trump

Os meios de comunicação norte-americanos repercutiram hoje a entrevista coletiva concedida pelo presidente Donald Trump nesta quinta-feira (16). Na entrevista, Trump voltou a criticar a mídia nos Estados Unidos. Ele disse que os meios de comunicação são desonestos e veiculam notícias falsas, trabalhando para desqualificá-lo. Além disso, afirmou que herdou uma “bagunça” da administração de Barack Obama. Hoje, quase a maioria das grandes redes divulgou a entrevista e devolveu as críticas ao presidente.

Ainda hoje, outro fato pesou no governo Trump, com o vice-almirante Robert Harward rejeitando o posto de conselheiro de Segurança Nacional, em substituição a Michael Flynn, que renunciou em meio a um escândalo envolvendo a Rússia.
De acordo com a imprensa local, a negociação entre Trump e Harward travou porque o vice-almirante impôs como condição levar sua própria equipe e formar todas as pessoas. Harward teria feito oposição à manutenção da vice de Flynn, K.T. McFarland, no posto, como Trump tinha prometido.

De outro lado, o FBI – polícia federal norte-americana -, agências de inteligência e o Congresso dos Estados Unidos estão investigando o possível envolvimento de conselheiros que ocupam altos postos no atual governo com autoridades da Rússia durante as eleições presidenciais no ano passado.

As investigações sobre o assunto começaram há algumas semanas e atingiram o auge com a saída do conselheiro Flynn.

Segundo a Casa Branca, Flynn induziu a erro o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, ao mentir sobre a verdadeira dimensão de seus contatos com a embaixada russa em Washington. Antes de o assessor pedir demissão, Mike Pence chegou a dar várias entrevistas defendendo Michael Flynn e negando os contatos entre o ex-conselheiro da Casa Branca e os russos.

O clima de incerteza sobre o desempenho do bilionário-presidente prossegue, bem como cresce a expectativa para o anúncio de medidas econômicas.

Com apoio da Ag. Ansa

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A CGI acaba de divulgar, em Lisboa, os resultados do primeiro trimestre de 2017, apresentando uma receita de 2,7 mil milhões de dólares, estável em relação ao ano anterior, com as flutuações das operações cambiais a impactarem negativamente a receita de 107 milhões de dólares. Em moeda constante, a receita cresceu 3,7%.

O EBIT ajustado aumentou para 396,7 milhões de dólares, representando uma margem de 14,8%, comparativamente aos 384,1 milhões de dólares, ou 14,3%, em período homólogo.

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O lucro líquido registou um aumento de 275,7 milhões de dólares no arranque deste ano, em comparação com 237,7 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior. O lucro por ação diluída foi de 89 cêntimos, um aumento de 18,7% em comparação com os 75 cêntimos registados no ano passado.

O lucro líquido excluindo itens específicos foi de 277,6 milhões de dólares ou 10,4% da receita, em comparação com os 264,9 milhões registados no ano passado. Ao excluir itens específicos, o lucro por ação diluída foi de 90 cêntimos, uma melhoria de 84 cêntimos relativamente a 2016.

As reservas totalizaram 3 mil milhões de dólares em prémios de contrato ou 110,7% de receita. Numa base de análise de doze meses, o total de prémios foi de 11,5 mil milhões de dólares, ou 197,7% da receita. No final de dezembro, a acumulação da empresa ficou-se nos 21 mil milhões de dólares.

A caixa proveniente das atividades operacionais foi de 349,7 milhões de dólares ou 13,1% da receita, em comparação com 328,2 milhões de dólares no mesmo período de 2016. Nos últimos doze meses, a empresa gerou 1,4 mil milhões de dólares ou 4,36 dólares em caixa por ação diluída.

“Estamos a começar 2017 em grande, apresentando fortes resultados no primeiro trimestre, impulsionados pela rápida mudança para o digital que está a decorrer”, refere George D. Schindler, Presidente e CEO. “A nossa ampla gama de ofertas e capacidade end-to-end estão a trazer a inovação, a experiência e a escala necessárias para que os nossos clientes avancem com as suas operações”.

No final de dezembro de 2016, a empresa detinha aproximadamente 1,8 mil milhões de dólares em caixa disponível e linhas de crédito não usadas. A dívida liquida foi de 1,5 mil milhões de dólares, representando uma redução de 82 milhões. como consequência, a relação dívida líquida / capitalização estabilizou em 18,2%.

mm lci boxe 728

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A Bovespa encerra a semana em alta de 2,50%, com os fluxo aumentando embalado pelos indicadores domésticos. Os resultados financeiros também estão surpreendendo, mesmo com a crise econômica aprofundada em 2016.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,10% aos 67.748 pontos. O giro financeiro ficou na média, R$7,6 bilhões.

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Análise Alvaro Bandeira

A semana foi marcada pelo bom humor nos mercados acionários, com destaque para a Bovespa. “A boa performance da Bovespa acabou por deixar de lado o quadro político interno. Ao chegar aos 68.200 pontos, o sinal foi de que há mais espaço para um avanço e as decisões políticas, pelo menos neste momento, já não estão fazendo preço. Porém, o mercado espera pela reforma da Previdência e a nova a etapa da repatriação, entre outras. Isso é importante e estamos respirando um pouco mais”, disse Bandeira.

Sobre os indicadores divulgados na semana, com destaque para a inflação, Bandeira avalia como importantes, embora em alguns ainda pesem o ano crítico de 2016. “A economia está dando sinais de recuperação e tem fluxo de recursos entrando. Para se ter uma noção exata desse comportamento, até os últimos dias o resultado apontava para R$8 bilhões, dados da Bovespa. Já a estatística do BCB para janeiro era de US$862 milhões. Até o dia 15 deste mês, o fluxo era ajustado para cima e nem mesmo as realizações de ontem e de hoje pesaram”, explicou o analista.

Para o cenário externo, o analista explica que o otimismo também tomou conta de Wall Street, com recordes dos índices de peso, mas Donald Trump trouxe mais cautela com as baixas no governo. “Com as medidas de Trump, o mais penalizado tem sido o dólar. Há uma expectativa para as medidas fiscais que ele promete anunciar e, hoje, o movimento de queda já era esperado considerando o feriado de segunda-feira. Ninguém arrisca”, disse.

Para a semana, Bandeira cita como destaque a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom- BCB). “As estimativas do mercado apontam para um corte de 0,75 p.p na Selic, mas acredito em 1 p.p com os números que estão sendo apresentados”, completou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

As ações com ganhos
Fibria ON, alta de 2,87%; Estácio Participações ON, alta de 5,72%; Smiles ON, alta de 4,61%; Rumo Log ON, alta de 3,98%; e Kroton ON, alta de 3,62%.

As ações com perdas
Marfrig ON, queda de 3,05%; Ecorodovias ON, queda de 2,42%; Localiza ON, queda de 2,29%; BRF ON, queda de 2,39%; e Equatorial ON, queda de 2,13%.

A Petrobras ON, queda de 1,47% e a PN, queda de 1,58%.
A Vale ON ficou em alta de 0,89% e a PN, alta de 1,26%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

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O índice de Atividade de Negócios dos Estados Unidos, medido pelo Markit Economics, ajustado pelas influências sazonais, ficou em 54,8% em outubro, alta ante os 52,3% de setembro e acima do teto de 50, pelo oitavo mês consecutivo. Com isso, a leitura  sinalizou uma recuperação robusta na produção do setor de serviços, com a taxa de expansão mais acentuada por quase um ano.

Conforme a análise do Markit, a tendência para a atividade de negócio, alinhada com os últimos dados de pesquisa, revelaram que as novas encomendas retomaram ao ritmo mais forte desde o final de 2015.  As evidências sugerem que a melhoria da confiança entre os clientes tem impulsionado o crescimento de novos negócios, juntamente com novos lançamentos de produtos e iniciativas de marketing bem-sucedidas.

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O aumento robusto e acelerado para o setor de novos trabalhos contribuiu para a acumulação de negócios inacabados nas empresas do setor de serviços emutubro. A taxa de acumulação foi a mais rápida desde março de 2015 e ligeiramente mais forte do que a tendência pós-crise.

O PMI final de produção, ajustado sazonalmente, subiu para 54,9% em outubro, de 52,3% no mês anterior.  A última leitura sinalizou a maior recuperação da produção do setor privado desde novembro de 2015.

Tanto o setor de manufatura quanto o de serviços registraram taxas de expansão mais rápidas em outubro. O crescimento da produção no setor manufatureiro foi o mais rápido em 12 meses (índice de produção em 55,5%).

O ISM  revelou que os 54,8% de outubro, 2,3 pontos percentuais abaixo do valor de 57,1% em setembro, representa um crescimento contínuo do setor não-industrial em um ritmo mais lento.

O Índice de Atividade Não-Industrial diminuiu para 57,7%, 2,6% p.p abaixo do valor de setembro de 60,3%, refletindo o crescimento pelo 87º mês consecutivo, em menor ritmo em outubro de 2007.

O Índice de Novos Pedidos registrou 57,7%, 2,3 p.p para baixo que a leitura de 60% em setembro. A queda de 4,1 pontos percentuais em outubro para 53,1% em relação a setembro foi de 57,2%.

O Índice de Preços subiu 2,6 p.p. em relação à leitura de setembro de 54% para 56,6% indicando os preços aumentaram em outubro pelo sétimo mês consecutivo. Em 13 indústrias, o crescimento para o mês de apresentou um ligeiro arrefecimento indicando que os aumentos em outubro não foram sustentáveis.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados estão otimistas sobre as condições de negócios e com a economia geral. Porém, muitos disseram estar preocupados com a incerteza sobre o impacto da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos.

 

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Através de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) através de Fato Relevante, a JBS disse que o Conselho de Administração deliberou a eleição de José Batista Júnior no cargo de diretor presidente interino e a indicação do Conselheiro, José Batista Sobrinho, fundador da JBS, para a função de Presidente do Conselho de Administração.

José Batista Júnior ocupou o cargo de presidente da JBS por mais de 20 anos e possui profundo conhecimento de todos os negócios do Grupo. “Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da Companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, disse José Batista Júnior.

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A companhia explicou também que as alterações foram promovidas em virtude do recebimento de correspondências enviadas por Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista.

“Conforme decisão proferida pelo Juízo da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, nos autos do processo Wesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia e o Joesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.”

Os dois informaram à companhia que recorrerão da referida decisão.

Operação Greenfield

Os executivos estão sendo investigados na Operação Greenfield da Polícia Federal.
A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal) — com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos estados.

Com essa decisão, a Eldorado Brasil, braço de celulose e controlada pela empresa de investimentos da família Batista, ficará na responsabilidade de Ricardo Menín Gaertner, que assume o cargo de presidente do Conselho de Administração e como vice-presidente assume Francisco de Assis e Silva.

Há pouco, no Ibovespa as ações da JBS ON estavam em alta de 0,86%.

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Os mercados acionários globais fecharam as últimas sessões da semana divididos, depois que presidente do Federal Reserve Janet Yellen reafirmou nesta sexta-feira a postura do banco central dos Estados Unidos em mexer com as taxas de juros ainda este ano.

A estimativa para uma inflação acima dos 2%, o setor de trabalho ainda mais fortalecido e a indústria produzindo mais são os fatores essenciais para que os membros do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) tomem a decisão deixou claro a chairman do Fed.

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Já no cenário doméstico, as atenções também estão voltadas para a reta final do julgamento de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Depois do primeiro dia tumultuado, com 16 horas de trabalho, senadores retornaram nesta sexta-feira para ouvir as testemunhas arroladas pela defesa.

A intenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, é de esticar os trabalhos até que a última testemunha seja ouvida. Na expectativa de ter o domingo para descansar, o ministro está disposto, inclusive, a virar a madrugada de hoje para amanhã.

Já no inicio, Lewandowski fez um apelo aos senadores por mais objetividade, com a lista para questionar a primeira testemunha do dia, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, constava de 30 nomes.

Porém, nem tudo ocorreu como o previsto. Com mais de duas horas da abertura dos trabalhos, a troca de acusações e o clima tenso fez com que o presidente do STF suspendesse a sessão por cinco minutos, mas o pior veio em seguida.

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, antecipasse o horário de almoço em uma hora e meia. O motivo foi a troca de acusações entre Renan e a senadora, Gleisi Hoffmann, que na sessão de ontem disse que “nenhum senador tinha moral para julgar a presidente Dilma Rousseff!”

O presidente do Senado, para surpresa de todos que estão acompanhando a sessão de julgamento final de Dilma, decidiu responder às acusações da senadora, em um clima tenso.

Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

Renan chegou a afirmar que o Senado estava passando para a sociedade uma imagem de que Lewandowski estava sendo, constitucionalmente, obrigado a “presidir um julgamento em um hospício” e que nenhum dos lados ganharia esta disputa baseada em bate boca político.

“Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

Foi o suficiente para que os demais senadores aliados a presidente Dilma Rousseff também entrassem na discussão.

O ministro Lewandowski pediu ordem afirmando que teria que “usar o poder de polícia” e suspendeu a sessão. Nesse caso, trata-se do desligamento de microfones e questão de ordem, com até a suspensão da sessão como vem ocorrendo.

Na retomada dos trabalhos, quase duas horas depois, o Senador, Renan Calheiros, divulgou nota sobre sua participação na libertação do ex-ministro e marido de Gleisi, Paulo Bernardo.

Com os ânimos mais calmos, a sessão segue mais tranquila, já que os senadores a favor do Impeachment de Dilma retiraram as inscrições para perguntas às testemunhas como forma de ganhar tempo para que o julgamento termine no prazo previsto, ou seja, na próxima terça-feira (30).

Ainda no começo desta tarde, outra notícia também movimentou o cenário político do País com a Polícia Federal indiciando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais duas pessoas envolvidas na reforma do triplex no Edificio Solaris, Guarujá no litoral sul de São Paulo, e do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

No começo desta noite, os advogados do ex-presidente divulgaram nota através do Instituto Lula sobre a decisão e considerando fato político.

Por outro lado, a equipe do presidente interino, Michel Temer, segue anunciando medidas importantes, tanto para empresas como para os consumidores.

Vale ressaltar que ontem, o BNDES divulgou a prorrogação para dezembro de 2017 para que as empresas obtenham aportes para reativar os negócios, incluindo também as que estão em Recuperação Judicial.

Hoje foi a vez do Banco Central, que publicou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje circular do com novas regras que podem ajudar na recuperação do crédito no país. A partir de 2017, os bancos poderão aceitar novas aplicações financeiras para reduzir o risco de empréstimos. Com menor risco, os bancos poderão oferecer juros menores no futuro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, recuou em 0,03% na terceira prévia de agosto. Na última apuração, a taxa tinha apresentado alta de 0,05%, ante aumento de 0,24% na primeira prévia do mês.

Diante de todo o imbróglio político e com o Fed, a Bovespa manteve mais uma vez a estabilidade no fechamento (Ver abaixo).

O dólar comercial disparou na cesta de moedas, com a fala de Janet Yellen.

ÁSIA

As bolsas asiáticas recuaram nas negociações desta sexta-feira, puxada por ações no Japão e com os investidores mostrando cautela para assumir riscos antes do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que pode fornecer pistas sobre quando a maior economia do mundo vai aumentar as taxas de juro.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific deslizou 0,5% para 138,25 pontos no fechamento, sua segunda queda semanal e a mais longa sequência de recuos desde junho.
O Índice Topix do Japão afundou 1,3% com o iene negociado a 100,45 por dólar.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,41% aos 22.909 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,06% aos 3.070 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,19% aos 27.782 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 1,18% aos 16.360 pontos.

O Topix também perdeu ganhos na semana com as seguradoras e montadoras lideraram as perdas. O iene ganhou força contra o dólar depois que dados mostraram julho mostraram a que os preços ao consumidor caíram 0,5% ante um ano atrás, 0,7%.

EUROPA

As bolsas europeias subiram nesta sexta-feira, o quarto dia da semana, depois que as declarações da presidente do Fed demonstraram o otimismo sobre a recuperação econômica da maior economia do mundo, reiterando também que o banco central terá uma abordagem gradual para elevar os custos dos empréstimos.

Em Londres, o Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,5%, apagando um declínio de até 0,3% e com o avanço semanal para 1,1%. Yellen disse que o caso de aumentar as taxas de juros está se aproximando, com a economia dos Estados Unidos se aproximando dos objetivos dos membros do Fed, mas não disse em que data.

Na sexta-feira, o volume de ações mudando de mãos foi de cerca de um terço menor do que a média de 30 dias, antes do feriado Reino Unido na segunda-feira (29).
Todos os grupos de empresas no Stoxx Europe 600 ficaram com ganhos, em especial as mineradoras e energéticas.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,80% aos 16.843 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,70% aos 8.659 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,80% aos 4.441 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,55% aos 10.587 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 0,31% aos 6.838 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,43% aos 4.697 pontos.

O sentimento do consumidor na Alemanha- GfK evoluíram positivamente no seu conjunto, em agosto, com os efeitos mais chocante do Brexit de lado. O índice global de clima do consumidor está prevendo 10,2 pontos em setembro, após 10,0 pontos em agosto. As expectativas de renda e propensão a comprar estão melhores, enquanto as expectativas econômicas sofreram ligeiras perdas.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram os ganhos da abertura da sessão desta sexta-feira, com a apresentação da presidente do Fed em evento do banco em Jackson Hole.

Sem considerar uma data exata, Yellen confirmou a vontade do banco central dos Estados Unidos em mexer com sua política monetária ainda em 2016, considerando que os próximos indicadores terão peso ainda maior na decisão.

A presidente do Fed reafirmou o compromisso de esperar uma elevação da inflação acima dos 2% e com o mercado de trabalho mais fortalecido.

Logo depois das declarações, os investidores voltaram para a aversão ao risco. Ao final, 6,6 bilhões de ações mudaram de mãos na bolsa norte-americana, ou seja, 3% abaixo da média de três meses.

O Dow Jones recuou 0,29% aos 18.395 pontos; o S&P caiu 0,16% aos 2.169 pontos; e Nasdaq ganhou 0,13% aos 5,218 pontos. Mesmo recuados, os índices seguem nas máximas recordes.

Ainda hoje, foi divulgado o PIB norte-americano com aumento anual de 1,1% no segundo trimestre de 2016, de acordo com a “segunda” estimativa divulgada pelo Departamento de Análises Econômicas. No primeiro trimestre, o PIB real aumentou 0,8%. A estimativa do PIB divulgado hoje é baseada em dados de origem mais completos do que estavam disponíveis para a estimativa “avanço”, emitido no mês passado. Na estimativa antecedente, o aumento do PIB real foi de 1,2%.

O déficit comercial diminuiu para um ajuste sazonal de US$ 59,3 bilhões em julho de US$ 64,5 bilhões em junho, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta sexta-feira. Esse foi menor déficit de US $ 62,5 bilhões previsto por economistas consultados pela MarketWatch.

As exportações aumentaram em US$ 2,9 bilhões durante o mês, enquanto as importações diminuíram US$ 2,4 bilhões. Os estoques no atacado foram pouco mudados durante o mês, subindo 0,2%, mais elevados que há um ano, 0,3%. Os estoques de varejo declinaram 0,4% no mês e ficaram em 4,2%, mais elevado do que um ano atrás.

O sentimento do consumidor diminuiu em agosto, com a visão dos americanos de suas finanças pessoais mais fracas, embora isso tenha sido compensado por melhores perspectivas econômicas. A leitura da Universidade Michigan neste mês de agosto caiu para 89,8 de 90,0 em julho. O índice é 2,3% menor do que há um ano.

As atuais condições econômicas do sub-indicador mostra queda de 2 pontos para 107,0, mas permanece superior à 105,1 de um ano atrás.

O índice de expectativas do consumidor subiu para 78,7, de 77,8, mas é inferior ao 83,4 registrado em agosto de 2015.

ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,86%, aos 15.764,02 pontos.

O giro financeiro do dia totalizou 191,7 milhões de pesos (cerca de US$ 12,6 milhões), com 28 títulos em alta, 34 em baixa e 15 estáveis.

Entre os líderes, só fecharam em alta as ações de San Miguel (2,51%), Tenaris (1,15%) e Edenor (0,40%).

As maiores baixas foram dos títulos de Mirgor (2,41%), BBVA-Banco Francés (1,64%) e Pampa Energia (1,59%).

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta cotado a 14,80 pesos para a compra e 15,20 pesos para a venda.

BRASIL

A Bovespa encerrou a semana com desvalorização de 2,33%, já refletindo a expectativa pela apresentação de Janet Yellen, que é a presidente do banco central dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o índice principal da bolsa paulista manteve a estabilidade, comportamento que vem se repetindo neste mês de agosto. Ao final, o Ibovespa estava em 57.716 pontos e montante de R$7,3 bilhões com ações mudando de mãos.

Análise

De acordo com o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira, a semana foi marcada por esses dois fatores, mas teve como ” vilão” o petróleo.
“O movimento da semana foi marcado por vários fatores, sendo que um deles foi o petróleo, que teve a capacidade de mexer com todos os mercados, inclusive em papéis de peso no índice Bovespa como Petrobras, siderúrgicas e metalúrgicas. Já outras commodities pesaram na Vale. Na questão do quadro político, os ruídos sobre o julgamento do Impeachment, os aumentos dos salários do judiciário pesaram no lado negativo. O positivo ficou para a aprovação do texto da DRU, mas sem esquecer o reajuste dos servidores públicos”, explicou Bandeira referindo-se ao cenário doméstico.

Para o mercado internacional, a apresentação da Janet Yellen também ficou no radar.

“A reunião de Jackson Hole foi bem aguardada ao longo das últimas semanas, em especial a que termina hoje. Os próximos indicadores dos Estados Unidos pesarão na decisão dos membros do Fed. Hoje, por exemplo, o PIB veio fraco, aliás outros também surpreenderam. No Reino Unido veio bem e sem a contaminação do Brexit. Na França, o PIB ficou estagnado e na Espanha para cima, enfim, mostraram alguma reação positiva. Voltando ao dos Estados Unidos, os indicadores que impulsionaram um pouco a economia partiu do setor de serviços e não da indústria, como se esperava. O que se vê é pouca liquidez, muita oscilação e prudência”, avaliou Bandeira e emendando sobre a semana do mercado doméstico: ” Vamos aguardar o ‘after day’ do Impeachment.”

Entre as altas do Ibovespa estavam as ações da Usiminas PNA, alta de 6,55%; Fibria ON, alta de 2,64%; Cyrela Realt ON, alta de 2,05%; JBS ON, alta de 2,24%; e Gerdau Metalúrgica PN, alta de 1,38%.

Na contramão estavam as ações da CESP PNB, queda de 4,45%; Copel PNB, queda de 3,28%; Natura ON, queda de 2,61%; WEG ON, queda de 2,37%; e Vale ON, queda de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial encerrou a semana em alta de 2,02%. Na sessão desta sexta-feira na BM&F, a moeda também embalou alta surfando no mercado norte-americano depois que a presidente do Federal Reserve Janet Yellen fez a apresentação no evento do banco em Jacskon Hole.

A chairman do Fed reafirmou que a taxa de juros dos Estados Unidos poderá ser elevada ainda este ano, mas sem definir a data. A economia segue reagindo, com o setor de trabalho, porém o Fed espera uma inflação acima dos 2%.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,271 para a compra e R$3,271 para a venda, alta de 1,25%.

O euro fechou em R$3,654 para a compra e R$3,659 para a venda, alta de 0,43%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1275 às 15h GMT (12h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de quinta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1281. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1290.

O Banco Central fez mais uma entrada nesta sexta-feira e ofertou mais 10 mil contratos de swap cambial reverso.
Commodities

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,65%, cotado a US$ 47,64 o barril, após as palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que o aumento de juros é um fato.

No final das operações na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,31 em relação ao fechamento anterior.

O petróleo soma seu segundo dia de recuperação, após várias sessões em baixa, devido ao aumento das reservas de petróleo nos EUA.

Durante os primeiros momentos após as palavras de Yellen, que considera que a economia nacional tem força suficiente para assumir uma majoração das taxas de juros, os mercados do petróleo chegaram a subir 2%, embora depois o índice tenha se moderado.

O preço do petróleo também reagiu às informações sobre bombardeios de mísseis iemenitas a petrolíferas da Arábia Saudita.

Os contratos de gasolina para entrega em setembro, os de mais próximo vencimento, subiram US$ 0,01, para US$ 1,51 o galão.

Finalmente, os de gás natural com vencimento nesse mês, ficaram em US$ 2,87 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,92, alta de 0,50% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com alta de US$ 0,25 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,67.

O petróleo emendou sua segunda sessão em alta e hoje chegou a superar a barreira dos US$ 50.

Da mesma forma que o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), que subiu hoje 0,65%, o Brent foi afetado pelas palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que haverá em breve uma alta das taxas de juros nos Estados Unidos.

O valor do petróleo do Mar do Norte tem subido desde que no dia 20 de janeiro atingiu um mínimo anual em US$ 27,10, mas ainda está longe dos mais de US$ 110 que registrou no verão de 2014.

No final de setembro os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terão uma reunião informal na Argélia, dentro do Fórum Internacional de Energia.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 3,76% aos US$59,13 a tonelada seca.

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A JBS voltou a anunciar nesta quarta-feira, que Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista foram autorizados pela Justiça Federal a retornar ao exercício de seus respectivos cargos.

A autorização se deu com o acordo firmado entre os acionistas da J&F Investimentos e o Ministério Público Federal, no qual a J&F oferecerá um Seguro-Garantia. O acordo foi homologado pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal e teve por consequência a suspensão de todas as medidas cautelares que haviam sido impostas.

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Desta forma, o Conselho de Administração da JBS deliberou em reunião realizada hoje, que Wesley Batista reassume o cargo de Diretor Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração e Joesley Batista o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.

“Agradeço ao meu irmão, José Batista Júnior, por assumir interinamente a presidência da JBS e a todos os nossos acionistas e demais stakeholders pela confiança em nós depositada. Sigo trabalhando junto com os times de liderança global e regional na consolidação da JBS como uma empresa líder global do setor de alimentos”, comentou Wesley Batista.

Com isso, José Vicente Marino e Gilberto Tomazoni voltam para o Conselho de Administração da Alpargatas.

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A agência de classificação de risco, Standard & Poor’s, alterou nesta segunda-feira a perspectiva de ratings ‘BBB-‘ na escala global e ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da mineradora Vale de negativa para estável. A S&P também reafirmou esses ratings, se posicionando com os preços de metais, atualmente favoráveis, têm proporcionado incrementos nos fluxos de caixa da mineradora e aliviando as pressões de alavancagem da empresa.

De acordo com a agência de risco, a perspectiva estável reflete a expectativa de que os índices de alavancagem, como dívida sobre Ebitda, permanecerão abaixo de 4x e a geração interna de caixa (FFO) sobre dívida perto de 20% nos próximos 12 a 24 meses.

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“Reafirmamos os ratings de crédito corporativo ‘BBB-‘ na escala global e os ratings dos bonds emitidos pela Vale Canada, Vale Overseas e PT Vale Indonesia. Ao mesmo tempo, reafirmamos os ratings ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da empresa”, mostra a agência.

Os Fundamentos

A S&P, recentemente, revisou para cima as premissas da curva de preços de minério de ferro, níquel e ouro (“S&P Global Ratings Revises Its Price Assumptions For Iron Ore, Gold, Zinc, And Aluminum”), em publicação da última sexta-feira (26).

Os preços mais altos têm resultado em maiores fluxos de caixa para a Vale, o que ajuda a aliviar as pressões em suas métricas de fluxos de caixa e alavancagem provenientes de seu agressivo plano de investimento. “Nesse cenário, em nossa opinião, torna-se menos necessário à Vale desinvestir alguns de seus ativos a fim de evitar um aumento da dívida, ao menos sob o ponto de rating. Ainda acreditamos que as condições de mercado possam se enfraquecer no próximo ano, dado que esperamos uma queda nos preços”, mostra a análise. Entretanto, em suas estimativas revisadas, a agência avalia que a Vale registrará um aumento em torno de US$2 bilhões em sua geração de caixa operacional em 2016, acima das estimativas anteriores, enquanto mantém níveis de caixa próximos a US$3 bilhões no fim do ano, o que tornaria a empresa mais resiliente a cenários desfavoráveis.

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Ontem foi dia de realização de lucros em praticamente todos os mercados. E não estamos falando somente das bolsas, mas com grande volatilidade no câmbio e nos juros. Donald Trump voltou a endurecer seu discurso depois de denúncias de contatos entre seus assessores de campanha e o governo russo. Somente o Dow Jones conseguiu manter a sexta sessão de recorde histórico com leve alta de 0,04%. No Brasil, a Bovespa registrou queda de 0,24%, muito em função da perda de Itaú com queda de 1,94%.

Justamente o Banco Itaú, que assumiu a primeira posição entre os bancos, superando o Banco do Brasil em volume de ativos. Trump voltou a afirmar que vai fazer os EUA mais competitivo e que o otimismo recente já está gerando novos empregos. Na China, o PBOC sugeriu valorização do yuan, mas a moeda fechou em queda. Ainda na China, houve venda de câmbio líquido em janeiro de
US$ 20,4 bilhões, em queda com relação aos meses recentes, o que é positivo.

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No Reino Unido, as vendas no varejo encolheram 0,3% (previsão era +1,0%) afetada por cautela com o Brexit. Aliás, Tony Blair, ex-primeiro ministro tenta uma reviravolta no Brexit e conclama a oposição para isso. Nos EUA, teremos feriado na próxima segunda-feira e mercados fechados, o que pode afetar negativamente a sessão de hoje.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava leve queda de 0,09%, com o barril cotado a US$ 53 31. O euro era transacionado em queda para US$ 1,064 e os notes de 10 anos com taxa de juros de 2,42%. O ouro e a prata mostrava alta na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na bolsa de Chicago.

Voltando ao cenário local, a Fitch, uma das três mais importantes agência de rating do mundo, disse que para o Brasil evoluir na classificação de risco será preciso fazer a consolidação fiscal. Além disso, precisa aumentar a credibilidade e estabilizar a dívida. Será preciso avaliar que reforma da Previdência sairá. A Fipe anunciou que o IPC da segunda quadrissemana de fevereiro ficou em 0,02%, contra anterior em +0,18%.

Comportamento de queda para a segunda prévia do IGP-M de fevereiro em queda igual de 0,02%, mas vindo de 0,76%. Com isso, a inflação do ano está em 0,66% e em 12 meses em 5,31%. Na sequência dos mercados, os DIs abriram com alta de juros para todos os vencimentos (longo em leve queda) e o dólar abriu forte em alta, mas já recuava para elevação de 0,04% e moeda cotada a
R$ 3,084. A Bovespa em seu índice futuro mostrava queda de 0,57%.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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Mercados realizam um pouco de lucros recentes, depois dos EUA mostraram cinco pregões sucessivos de recordes históricos. No Brasil, o Ibovespa chegou a trincar o patamar de 68000 pontos, mas fechou pouco abaixo em 67975, em alta de 1,89%.

Hoje mercados com comportamento misto na Ásia, Europa passando para o campo negativo e futuros do mercado americano levemente em queda. Internamente, há espaço para seguir em alta, principalmente se houver fluxo de recursos canalizados, mas a maior fragilidade externa inibe e pode chamar realizações de lucros recentes.

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Nos EUA, Dudley, presidente do FED de NY reforçou a tendência de endurecimento dizendo ser apropriado retirar gradualmente a política acomodatícia. No Japão, o presidente do BOJ Kuroda disse que lucro baixo dos bancos pode afetar o sistema financeiro. Na China, os investimentos externos diretos (IED) de janeiro encolheram 9,2% para 80,1 bilhões de yuans. O escolhido por Donald Trump para o departamento de Trabalho declinou do convite ao saber que poderia levar “bola preta” do senado.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,24%, com o barril cotado a US$ 53,24. O euro era transacionado em alta para US$ 1,063 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,48%. O ouro e a prata eram negociados em alta na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na bolsa de Chicago.

No segmento local, destacamos recordes de produção da Petrobras no mês de janeiro e recorde de produção de minério pela Vale no ano de 2016. Além disso, tivemos o resultado de Banco do Brasil de 2016 em R$ 7,17 bilhões, em queda de 38,2%, mas afetado por decisões de ajuste, inclusive pessoal. O Banco acenou resultados melhores para 2017/2018.

A FGV anunciou o IPC-S da segunda quadrissemana de fevereiro em desaceleração para 0,49% (anterior em 0,61%), e a Câmara aprovou texto-base da repatriação excluindo a possibilidade de participação de parentes e políticos. O Senado irá definir isso.

Na sequência dos mercados, os DIs já começam o dia com alta de juros e o dólar mostra nova queda de 0,17%, com a moeda cotada a R$ 3,055. Na Bovespa, dia começando com leve queda de 0,04%, seguindo comportamento externo, mas atenção para Petrobras com recorde de produção em janeiro e na faixa do pré-sal e recorde de produção de minério pela Vale em 2016.

Na agenda do dia, teremos o IBC-BR de dezembro pelo Bacen, uma prévia do PIB e dados do relatório Prisma de janeiro. Nos EUA, a construção de novas residências e permissões de janeiro, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior e o índice de atividade da Filadélfia de fevereiro.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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