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A bolsa de valores de São Paulo opera em queda nesta segunda-feira, com a cautela dos investidores para o clima político tenso no Brasil. Os papéis de peso no índica, Petrobras e Vale, estão divididas com as commodities para cima.

Há pouco, o Ibovespa estava em queda de 2,16% aos 61.245 pontos. O giro financeiro seguia para R$4 bilhões.

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As ações com ganhos
Fibria ON, alta de 7,87%; BRF ON, alta de 4,15%; Suzano Papel PNA, alta de 6,24%; Embraer ON, alta de 4,22%; Vale PNA, alta de 1,52%.

As ações com perdas
JBS ON, queda de 18,37%; Rumo ON, queda de 11,61%; Cyrela Realt ON, queda de 9,04%; Multiplan ON, queda de 6,90%; BRM Malls ON, queda de 4,20%.

A Vale ON, alta de 0,84% e a PN, alta de 1,63%.
A Petrobras ON estava em queda de 1,87% e a PN, queda de 3,16%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Empresas

Sabesp (SBSP3) tem novo cronograma de revisão. Após aceitar o pleito da Sabesp e postergar em um mês o prazo para recebimento de informações, a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo – ARSESP divulgou um novo cronograma para o processo de revisão tarifária da companhia. Agora, a previsão é que a abertura de audiência pública para da discussão da tarifa média máxima preliminar ocorra entre o final de julho e o dia 21/08. Já a divulgação final da tarifa preliminar, inicialmente prevista para 10/06 e depois postergada para 30/06, agora deve ocorrer só em 15/09. Suas ações podem reagir de forma negativa a tal divulgação.

Commodities

O petróleo é destaque nos mercados. Atingiu o maior patamar em um mês baseado na expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) estenda os atuais cortes na produção para além deste primeiro semestre durante a reunião de quinta-feira (25). Arábia Saudita, líder informal da Opep, e a Rússia defenderam que os cortes sejam estendidos por nove meses até março de 2018.

Há pouco, o contrato futuro para entrega em junho do petróleo tipo WTI é negociado a US$ 50,90 o barril, com alta de 1,13%.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou estável a US$62,69 a tonelada seca e com 62% de pureza.

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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais para esta segunda-feira (22). O destaque fica para o Boletim Focus do BCB.

ÁSIA

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No Japão, o superávit comercial do Japão caiu mais que o esperado em abril, o crescimento das importações ultrapassou as exportações. O Ministério das Finanças informou neste domingo (21) que em abril o superávit comercial foi de ¥ 481,7 bilhões, contra um excedente de ¥ 614,7 bilhões em março. Os analistas, em uma estimativa mediana, apontavam para ¥ 520,7 bilhões. As exportações cresceram em taxa anualizada de 7,5% em abril, depois de um ganho de 12% no mês anterior. As exportações estão marcando cinco meses consecutivos de ganhos, compensando parcialmente um declínio de 15 meses. Enquanto isso, as importações subiram 15,1% no ano após ano, depois de um ganho de 15,8% no mês anterior.

EUROPA

Não foram apresentados indicadores.

ESTADOS UNIDOS

Para os Estados Unidos estão previstas apresentações de membros do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve.

BRASIL

O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação este ano pela 11ª vez seguida. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,93% para 3,92%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas, pelo Banco Central (BC), e divulgada às segundas-feiras.

A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa caiu 4,36% para 4,34%, no segundo ajuste seguido.

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) permanece em 0,50%, este ano e em 2,50%, em 2018.

Para as instituições financeiras, a taxa básica de juros, a Selic, encerrá 2017 e 2018 em 8,5% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Com dados coletados até o dia 17 de maio, a prévia da Sondagem da Indústria de maio de 2017 sinaliza alta de 1,2 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final de abril. Caso confirmado, o nível de 92,4 pontos seria o maior desde abril de 2014 (97,0 pontos).

A continuidade no avanço da confiança resultaria tanto de melhores avaliações sobre a situação atual quanto de melhores perspectivas para os meses seguintes. O Índice da Situação Atual (ISA) subiria 1,3 ponto, para 89,6 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) subiria 0,8 ponto, para 95,2 pontos.

Após subir 0,3 ponto percentual (p.p.) em abril, o resultado prévio indica que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) teria recuado 0,2 p.p. em maio, para 74,5%.

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Os 27 países da União Europeia (UE) deram sinal verde oficialmente nesta segunda-feira para a abertura das negociações com o Reino Unido para a saída deste país do bloco, prevista para a semana do dia 19 de junho, ao aprovar as diretivas correspondentes e conceder o mandato à Comissão Europeia para que os represente no processo.

Além disso, designaram o ex-comissário francês Michel Barnier como negociador em nome dos 27.

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“As negociações já podem começar”, declarou em uma coletiva de imprensa o vice-primeiro-ministro de Malta, Louis Grech, cujo país preside neste semestre o Conselho da UE.

O Conselho de Ministros de Assuntos Gerais, que não contou com participação do Reino Unido, adotou uma decisão que autoriza a abertura das negociações com o governo britânico, bem como as diretivas de negociação e o mandato à Comissão Europeia, como instituição que participará das conversas.

O vice-premiê maltês também indicou que os 27 escolheram Barnier como representante nas negociações. O francês já era negociador chefe da Comissão para o Brexit.

“Os 27 depositam toda sua confiança nele, em sua experiência para um resultado bem-sucedido” das negociações, disse Grech.

Barnier destacou a “unidade” não só entre os 27 países, mas também “entre as instituições” comunitárias.

“Estamos preparados. Temos um mandato claro (…) Todas as estruturas estão dispostas”, afirmou o ex-comissário francês.

Barnier disse que as negociações começarão “o mais rápido possível” após as eleições britânicas de 8 de junho, e indicou que as conversas começarão na semana “do dia 19”.

Além disso, o negociador indicou que publicará um “primeiro relatório” sobre o processo em 22 junho, “exatamente um ano depois” do referendo em que a maioria de britânicos votou pela saída do país da UE, e “menos de três meses após” a notificação oficial para a saída por parte da primeira-ministra britânica, Theresa May.

As diretivas da negociação estão baseadas em uma recomendação apresentada em 3 de maio pela Comissão e nas orientações dadas pelos 27 chefes de Estado e de governo em uma cúpula extraordinária em 29 de abril.

Grech afirmou que as diretivas aprovadas hoje estão concentradas na primeira fase de negociação, a da saída do Reino Unido, e acrescentou que elas serão adaptadas de acordo com as necessidades que forem surgindo conforme avança o processo.

Os ministros também adotaram uma decisão para criar um grupo de trabalho especial com representantes dos 27 que participará das reuniões dos embaixadores sobre questões do Brexit e servirá de vínculo com Barnier.

O político francês disse que esse grupo terá amanhã a sua primeira reunião.
As informações são da Ag. EFE

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Com dados coletados até o dia 17 de maio, a prévia da Sondagem da Indústria de maio de 2017 sinaliza alta de 1,2 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final de abril. Caso confirmado, o nível de 92,4 pontos seria o maior desde abril de 2014 (97,0 pontos). Os dados são FGV/IBRE e foram apresentados hoje.

A continuidade no avanço da confiança resultaria tanto de melhores avaliações sobre a situação atual quanto de melhores perspectivas para os meses seguintes. O Índice da Situação Atual (ISA) subiria 1,3 ponto, para 89,6 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) subiria 0,8 ponto, para 95,2 pontos.

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Após subir 0,3 ponto percentual (p.p.) em abril, o resultado prévio indica que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) teria recuado 0,2 p.p. em maio, para 74,5%.

Para a prévia de maio de 2017 foram consultadas 781 empresas entre os dias 02 e 17 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima segunda-feira, dia 29 de maio.

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A lei complementar que institui o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e do Distrito Federal foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

A lei foi sancionada, sem vetos, na última sexta-feira (19) pelo presidente Michel Temer. A medida permite que estados com alto endividamento e problemas de caixa tenham o pagamento da dívida com a União suspenso por três anos, prorrogáveis por igual período, desde que atendam às contrapartidas constantes da proposta. Após esse período, os estados voltam a quitar seus débitos, mas ainda com parcelas reduzidas.

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A lei vale para os estados que estão com grave situação fiscal, com mais de 70% do orçamento comprometidos com gasto de pessoal e serviço da dívida; dívida maior que a receita e caixa disponível menor que as despesas. A medida vai beneficiar estados em situação de calamidade fiscal, como o Rio de Janeiro, o Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A adesão ao regime dependerá da aprovação de leis estaduais impondo restrições aos gastos.

O regime poderá durar até três anos, com prorrogação pelo mesmo período. Durante a primeira etapa, o estado não pagará as prestações da dívida com a União, em uma espécie de moratória. Se houver prorrogação do regime, os pagamentos das prestações serão retomados de forma progressiva e linear até atingir o valor integral ao término do prazo da prorrogação.

Contrapartidas

Em troca da suspensão das dívidas, estão previstas medidas como o congelamento de reajustes a servidores públicos e a restrição à realização de concursos. O estado que aderir também não poderá, durante o regime de recuperação fiscal, fazer saques em contas de depósitos judiciais, ressalvados aqueles permitidos pela Lei Complementar 151/15, enquanto não houver a recomposição do saldo mínimo do fundo de reserva.

Além disso, o ente federado fica obrigado a promover leilões de negociação com os fornecedores credores, com base no maior desconto, para receber antes o pagamento devido pelo governo.
Com Ag. Brasil

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O índice de Atividade de Negócios dos Estados Unidos, medido pelo Markit Economics, ajustado pelas influências sazonais, ficou em 54,8% em outubro, alta ante os 52,3% de setembro e acima do teto de 50, pelo oitavo mês consecutivo. Com isso, a leitura  sinalizou uma recuperação robusta na produção do setor de serviços, com a taxa de expansão mais acentuada por quase um ano.

Conforme a análise do Markit, a tendência para a atividade de negócio, alinhada com os últimos dados de pesquisa, revelaram que as novas encomendas retomaram ao ritmo mais forte desde o final de 2015.  As evidências sugerem que a melhoria da confiança entre os clientes tem impulsionado o crescimento de novos negócios, juntamente com novos lançamentos de produtos e iniciativas de marketing bem-sucedidas.

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O aumento robusto e acelerado para o setor de novos trabalhos contribuiu para a acumulação de negócios inacabados nas empresas do setor de serviços emutubro. A taxa de acumulação foi a mais rápida desde março de 2015 e ligeiramente mais forte do que a tendência pós-crise.

O PMI final de produção, ajustado sazonalmente, subiu para 54,9% em outubro, de 52,3% no mês anterior.  A última leitura sinalizou a maior recuperação da produção do setor privado desde novembro de 2015.

Tanto o setor de manufatura quanto o de serviços registraram taxas de expansão mais rápidas em outubro. O crescimento da produção no setor manufatureiro foi o mais rápido em 12 meses (índice de produção em 55,5%).

O ISM  revelou que os 54,8% de outubro, 2,3 pontos percentuais abaixo do valor de 57,1% em setembro, representa um crescimento contínuo do setor não-industrial em um ritmo mais lento.

O Índice de Atividade Não-Industrial diminuiu para 57,7%, 2,6% p.p abaixo do valor de setembro de 60,3%, refletindo o crescimento pelo 87º mês consecutivo, em menor ritmo em outubro de 2007.

O Índice de Novos Pedidos registrou 57,7%, 2,3 p.p para baixo que a leitura de 60% em setembro. A queda de 4,1 pontos percentuais em outubro para 53,1% em relação a setembro foi de 57,2%.

O Índice de Preços subiu 2,6 p.p. em relação à leitura de setembro de 54% para 56,6% indicando os preços aumentaram em outubro pelo sétimo mês consecutivo. Em 13 indústrias, o crescimento para o mês de apresentou um ligeiro arrefecimento indicando que os aumentos em outubro não foram sustentáveis.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados estão otimistas sobre as condições de negócios e com a economia geral. Porém, muitos disseram estar preocupados com a incerteza sobre o impacto da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos.

 

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Através de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) através de Fato Relevante, a JBS disse que o Conselho de Administração deliberou a eleição de José Batista Júnior no cargo de diretor presidente interino e a indicação do Conselheiro, José Batista Sobrinho, fundador da JBS, para a função de Presidente do Conselho de Administração.

José Batista Júnior ocupou o cargo de presidente da JBS por mais de 20 anos e possui profundo conhecimento de todos os negócios do Grupo. “Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da Companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, disse José Batista Júnior.

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A companhia explicou também que as alterações foram promovidas em virtude do recebimento de correspondências enviadas por Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista.

“Conforme decisão proferida pelo Juízo da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, nos autos do processo Wesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia e o Joesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.”

Os dois informaram à companhia que recorrerão da referida decisão.

Operação Greenfield

Os executivos estão sendo investigados na Operação Greenfield da Polícia Federal.
A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal) — com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos estados.

Com essa decisão, a Eldorado Brasil, braço de celulose e controlada pela empresa de investimentos da família Batista, ficará na responsabilidade de Ricardo Menín Gaertner, que assume o cargo de presidente do Conselho de Administração e como vice-presidente assume Francisco de Assis e Silva.

Há pouco, no Ibovespa as ações da JBS ON estavam em alta de 0,86%.

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Os mercados acionários globais fecharam as últimas sessões da semana divididos, depois que presidente do Federal Reserve Janet Yellen reafirmou nesta sexta-feira a postura do banco central dos Estados Unidos em mexer com as taxas de juros ainda este ano.

A estimativa para uma inflação acima dos 2%, o setor de trabalho ainda mais fortalecido e a indústria produzindo mais são os fatores essenciais para que os membros do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) tomem a decisão deixou claro a chairman do Fed.

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Já no cenário doméstico, as atenções também estão voltadas para a reta final do julgamento de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Depois do primeiro dia tumultuado, com 16 horas de trabalho, senadores retornaram nesta sexta-feira para ouvir as testemunhas arroladas pela defesa.

A intenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, é de esticar os trabalhos até que a última testemunha seja ouvida. Na expectativa de ter o domingo para descansar, o ministro está disposto, inclusive, a virar a madrugada de hoje para amanhã.

Já no inicio, Lewandowski fez um apelo aos senadores por mais objetividade, com a lista para questionar a primeira testemunha do dia, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, constava de 30 nomes.

Porém, nem tudo ocorreu como o previsto. Com mais de duas horas da abertura dos trabalhos, a troca de acusações e o clima tenso fez com que o presidente do STF suspendesse a sessão por cinco minutos, mas o pior veio em seguida.

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, antecipasse o horário de almoço em uma hora e meia. O motivo foi a troca de acusações entre Renan e a senadora, Gleisi Hoffmann, que na sessão de ontem disse que “nenhum senador tinha moral para julgar a presidente Dilma Rousseff!”

O presidente do Senado, para surpresa de todos que estão acompanhando a sessão de julgamento final de Dilma, decidiu responder às acusações da senadora, em um clima tenso.

Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

Renan chegou a afirmar que o Senado estava passando para a sociedade uma imagem de que Lewandowski estava sendo, constitucionalmente, obrigado a “presidir um julgamento em um hospício” e que nenhum dos lados ganharia esta disputa baseada em bate boca político.

“Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

Foi o suficiente para que os demais senadores aliados a presidente Dilma Rousseff também entrassem na discussão.

O ministro Lewandowski pediu ordem afirmando que teria que “usar o poder de polícia” e suspendeu a sessão. Nesse caso, trata-se do desligamento de microfones e questão de ordem, com até a suspensão da sessão como vem ocorrendo.

Na retomada dos trabalhos, quase duas horas depois, o Senador, Renan Calheiros, divulgou nota sobre sua participação na libertação do ex-ministro e marido de Gleisi, Paulo Bernardo.

Com os ânimos mais calmos, a sessão segue mais tranquila, já que os senadores a favor do Impeachment de Dilma retiraram as inscrições para perguntas às testemunhas como forma de ganhar tempo para que o julgamento termine no prazo previsto, ou seja, na próxima terça-feira (30).

Ainda no começo desta tarde, outra notícia também movimentou o cenário político do País com a Polícia Federal indiciando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais duas pessoas envolvidas na reforma do triplex no Edificio Solaris, Guarujá no litoral sul de São Paulo, e do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

No começo desta noite, os advogados do ex-presidente divulgaram nota através do Instituto Lula sobre a decisão e considerando fato político.

Por outro lado, a equipe do presidente interino, Michel Temer, segue anunciando medidas importantes, tanto para empresas como para os consumidores.

Vale ressaltar que ontem, o BNDES divulgou a prorrogação para dezembro de 2017 para que as empresas obtenham aportes para reativar os negócios, incluindo também as que estão em Recuperação Judicial.

Hoje foi a vez do Banco Central, que publicou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje circular do com novas regras que podem ajudar na recuperação do crédito no país. A partir de 2017, os bancos poderão aceitar novas aplicações financeiras para reduzir o risco de empréstimos. Com menor risco, os bancos poderão oferecer juros menores no futuro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, recuou em 0,03% na terceira prévia de agosto. Na última apuração, a taxa tinha apresentado alta de 0,05%, ante aumento de 0,24% na primeira prévia do mês.

Diante de todo o imbróglio político e com o Fed, a Bovespa manteve mais uma vez a estabilidade no fechamento (Ver abaixo).

O dólar comercial disparou na cesta de moedas, com a fala de Janet Yellen.

ÁSIA

As bolsas asiáticas recuaram nas negociações desta sexta-feira, puxada por ações no Japão e com os investidores mostrando cautela para assumir riscos antes do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que pode fornecer pistas sobre quando a maior economia do mundo vai aumentar as taxas de juro.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific deslizou 0,5% para 138,25 pontos no fechamento, sua segunda queda semanal e a mais longa sequência de recuos desde junho.
O Índice Topix do Japão afundou 1,3% com o iene negociado a 100,45 por dólar.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,41% aos 22.909 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,06% aos 3.070 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,19% aos 27.782 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 1,18% aos 16.360 pontos.

O Topix também perdeu ganhos na semana com as seguradoras e montadoras lideraram as perdas. O iene ganhou força contra o dólar depois que dados mostraram julho mostraram a que os preços ao consumidor caíram 0,5% ante um ano atrás, 0,7%.

EUROPA

As bolsas europeias subiram nesta sexta-feira, o quarto dia da semana, depois que as declarações da presidente do Fed demonstraram o otimismo sobre a recuperação econômica da maior economia do mundo, reiterando também que o banco central terá uma abordagem gradual para elevar os custos dos empréstimos.

Em Londres, o Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,5%, apagando um declínio de até 0,3% e com o avanço semanal para 1,1%. Yellen disse que o caso de aumentar as taxas de juros está se aproximando, com a economia dos Estados Unidos se aproximando dos objetivos dos membros do Fed, mas não disse em que data.

Na sexta-feira, o volume de ações mudando de mãos foi de cerca de um terço menor do que a média de 30 dias, antes do feriado Reino Unido na segunda-feira (29).
Todos os grupos de empresas no Stoxx Europe 600 ficaram com ganhos, em especial as mineradoras e energéticas.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,80% aos 16.843 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,70% aos 8.659 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,80% aos 4.441 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,55% aos 10.587 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 0,31% aos 6.838 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,43% aos 4.697 pontos.

O sentimento do consumidor na Alemanha- GfK evoluíram positivamente no seu conjunto, em agosto, com os efeitos mais chocante do Brexit de lado. O índice global de clima do consumidor está prevendo 10,2 pontos em setembro, após 10,0 pontos em agosto. As expectativas de renda e propensão a comprar estão melhores, enquanto as expectativas econômicas sofreram ligeiras perdas.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram os ganhos da abertura da sessão desta sexta-feira, com a apresentação da presidente do Fed em evento do banco em Jackson Hole.

Sem considerar uma data exata, Yellen confirmou a vontade do banco central dos Estados Unidos em mexer com sua política monetária ainda em 2016, considerando que os próximos indicadores terão peso ainda maior na decisão.

A presidente do Fed reafirmou o compromisso de esperar uma elevação da inflação acima dos 2% e com o mercado de trabalho mais fortalecido.

Logo depois das declarações, os investidores voltaram para a aversão ao risco. Ao final, 6,6 bilhões de ações mudaram de mãos na bolsa norte-americana, ou seja, 3% abaixo da média de três meses.

O Dow Jones recuou 0,29% aos 18.395 pontos; o S&P caiu 0,16% aos 2.169 pontos; e Nasdaq ganhou 0,13% aos 5,218 pontos. Mesmo recuados, os índices seguem nas máximas recordes.

Ainda hoje, foi divulgado o PIB norte-americano com aumento anual de 1,1% no segundo trimestre de 2016, de acordo com a “segunda” estimativa divulgada pelo Departamento de Análises Econômicas. No primeiro trimestre, o PIB real aumentou 0,8%. A estimativa do PIB divulgado hoje é baseada em dados de origem mais completos do que estavam disponíveis para a estimativa “avanço”, emitido no mês passado. Na estimativa antecedente, o aumento do PIB real foi de 1,2%.

O déficit comercial diminuiu para um ajuste sazonal de US$ 59,3 bilhões em julho de US$ 64,5 bilhões em junho, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta sexta-feira. Esse foi menor déficit de US $ 62,5 bilhões previsto por economistas consultados pela MarketWatch.

As exportações aumentaram em US$ 2,9 bilhões durante o mês, enquanto as importações diminuíram US$ 2,4 bilhões. Os estoques no atacado foram pouco mudados durante o mês, subindo 0,2%, mais elevados que há um ano, 0,3%. Os estoques de varejo declinaram 0,4% no mês e ficaram em 4,2%, mais elevado do que um ano atrás.

O sentimento do consumidor diminuiu em agosto, com a visão dos americanos de suas finanças pessoais mais fracas, embora isso tenha sido compensado por melhores perspectivas econômicas. A leitura da Universidade Michigan neste mês de agosto caiu para 89,8 de 90,0 em julho. O índice é 2,3% menor do que há um ano.

As atuais condições econômicas do sub-indicador mostra queda de 2 pontos para 107,0, mas permanece superior à 105,1 de um ano atrás.

O índice de expectativas do consumidor subiu para 78,7, de 77,8, mas é inferior ao 83,4 registrado em agosto de 2015.

ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,86%, aos 15.764,02 pontos.

O giro financeiro do dia totalizou 191,7 milhões de pesos (cerca de US$ 12,6 milhões), com 28 títulos em alta, 34 em baixa e 15 estáveis.

Entre os líderes, só fecharam em alta as ações de San Miguel (2,51%), Tenaris (1,15%) e Edenor (0,40%).

As maiores baixas foram dos títulos de Mirgor (2,41%), BBVA-Banco Francés (1,64%) e Pampa Energia (1,59%).

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta cotado a 14,80 pesos para a compra e 15,20 pesos para a venda.

BRASIL

A Bovespa encerrou a semana com desvalorização de 2,33%, já refletindo a expectativa pela apresentação de Janet Yellen, que é a presidente do banco central dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o índice principal da bolsa paulista manteve a estabilidade, comportamento que vem se repetindo neste mês de agosto. Ao final, o Ibovespa estava em 57.716 pontos e montante de R$7,3 bilhões com ações mudando de mãos.

Análise

De acordo com o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira, a semana foi marcada por esses dois fatores, mas teve como ” vilão” o petróleo.
“O movimento da semana foi marcado por vários fatores, sendo que um deles foi o petróleo, que teve a capacidade de mexer com todos os mercados, inclusive em papéis de peso no índice Bovespa como Petrobras, siderúrgicas e metalúrgicas. Já outras commodities pesaram na Vale. Na questão do quadro político, os ruídos sobre o julgamento do Impeachment, os aumentos dos salários do judiciário pesaram no lado negativo. O positivo ficou para a aprovação do texto da DRU, mas sem esquecer o reajuste dos servidores públicos”, explicou Bandeira referindo-se ao cenário doméstico.

Para o mercado internacional, a apresentação da Janet Yellen também ficou no radar.

“A reunião de Jackson Hole foi bem aguardada ao longo das últimas semanas, em especial a que termina hoje. Os próximos indicadores dos Estados Unidos pesarão na decisão dos membros do Fed. Hoje, por exemplo, o PIB veio fraco, aliás outros também surpreenderam. No Reino Unido veio bem e sem a contaminação do Brexit. Na França, o PIB ficou estagnado e na Espanha para cima, enfim, mostraram alguma reação positiva. Voltando ao dos Estados Unidos, os indicadores que impulsionaram um pouco a economia partiu do setor de serviços e não da indústria, como se esperava. O que se vê é pouca liquidez, muita oscilação e prudência”, avaliou Bandeira e emendando sobre a semana do mercado doméstico: ” Vamos aguardar o ‘after day’ do Impeachment.”

Entre as altas do Ibovespa estavam as ações da Usiminas PNA, alta de 6,55%; Fibria ON, alta de 2,64%; Cyrela Realt ON, alta de 2,05%; JBS ON, alta de 2,24%; e Gerdau Metalúrgica PN, alta de 1,38%.

Na contramão estavam as ações da CESP PNB, queda de 4,45%; Copel PNB, queda de 3,28%; Natura ON, queda de 2,61%; WEG ON, queda de 2,37%; e Vale ON, queda de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial encerrou a semana em alta de 2,02%. Na sessão desta sexta-feira na BM&F, a moeda também embalou alta surfando no mercado norte-americano depois que a presidente do Federal Reserve Janet Yellen fez a apresentação no evento do banco em Jacskon Hole.

A chairman do Fed reafirmou que a taxa de juros dos Estados Unidos poderá ser elevada ainda este ano, mas sem definir a data. A economia segue reagindo, com o setor de trabalho, porém o Fed espera uma inflação acima dos 2%.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,271 para a compra e R$3,271 para a venda, alta de 1,25%.

O euro fechou em R$3,654 para a compra e R$3,659 para a venda, alta de 0,43%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1275 às 15h GMT (12h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de quinta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1281. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1290.

O Banco Central fez mais uma entrada nesta sexta-feira e ofertou mais 10 mil contratos de swap cambial reverso.
Commodities

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,65%, cotado a US$ 47,64 o barril, após as palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que o aumento de juros é um fato.

No final das operações na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,31 em relação ao fechamento anterior.

O petróleo soma seu segundo dia de recuperação, após várias sessões em baixa, devido ao aumento das reservas de petróleo nos EUA.

Durante os primeiros momentos após as palavras de Yellen, que considera que a economia nacional tem força suficiente para assumir uma majoração das taxas de juros, os mercados do petróleo chegaram a subir 2%, embora depois o índice tenha se moderado.

O preço do petróleo também reagiu às informações sobre bombardeios de mísseis iemenitas a petrolíferas da Arábia Saudita.

Os contratos de gasolina para entrega em setembro, os de mais próximo vencimento, subiram US$ 0,01, para US$ 1,51 o galão.

Finalmente, os de gás natural com vencimento nesse mês, ficaram em US$ 2,87 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,92, alta de 0,50% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com alta de US$ 0,25 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,67.

O petróleo emendou sua segunda sessão em alta e hoje chegou a superar a barreira dos US$ 50.

Da mesma forma que o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), que subiu hoje 0,65%, o Brent foi afetado pelas palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que haverá em breve uma alta das taxas de juros nos Estados Unidos.

O valor do petróleo do Mar do Norte tem subido desde que no dia 20 de janeiro atingiu um mínimo anual em US$ 27,10, mas ainda está longe dos mais de US$ 110 que registrou no verão de 2014.

No final de setembro os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terão uma reunião informal na Argélia, dentro do Fórum Internacional de Energia.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 3,76% aos US$59,13 a tonelada seca.

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A JBS voltou a anunciar nesta quarta-feira, que Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista foram autorizados pela Justiça Federal a retornar ao exercício de seus respectivos cargos.

A autorização se deu com o acordo firmado entre os acionistas da J&F Investimentos e o Ministério Público Federal, no qual a J&F oferecerá um Seguro-Garantia. O acordo foi homologado pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal e teve por consequência a suspensão de todas as medidas cautelares que haviam sido impostas.

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Desta forma, o Conselho de Administração da JBS deliberou em reunião realizada hoje, que Wesley Batista reassume o cargo de Diretor Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração e Joesley Batista o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.

“Agradeço ao meu irmão, José Batista Júnior, por assumir interinamente a presidência da JBS e a todos os nossos acionistas e demais stakeholders pela confiança em nós depositada. Sigo trabalhando junto com os times de liderança global e regional na consolidação da JBS como uma empresa líder global do setor de alimentos”, comentou Wesley Batista.

Com isso, José Vicente Marino e Gilberto Tomazoni voltam para o Conselho de Administração da Alpargatas.

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Os fabricantes alemães tiveram um início positivo até 2017, com a produção, as novas encomendas e o emprego aumentando a taxas melhores. Como resultado, as condições operacionais gerais se fortaleceram substancialmente.

Os dados são do Índice de Gerentes de Compras de Manufatura Markit , ajustado sazonalmente, que mede o desempenho preliminar da economia industrial para dezembro – subindo para um máximo de três anos de 56,4 em janeiro. Os dados foram apresentados hoje.

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A aceleração do crescimento continuou uma tendência observada no final de 2016 – o índice havia atingido um pico de 35 meses em dezembro (55,6).

Em vários relatórios,  as condições de setores da Alemanha apresentaram melhora nas demanda dos clientes em janeiro. Isto foi reforçado pelos dados, que mostraram que as novas encomendas totais aumentaram na maior medida desde janeiro de 2014.

O crescimento do setor de trabalho novo era evidente, tanto no cenário interno como no exterior, com a medida de novos negócios de exportação subindo em quatro meses.

Empresas monitoradas citam a China, a Rússia e a União Europeia como fontes de novos trabalhos.

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Só para lembrar, na semana passada, a Bovespa terminou o período em queda de 8,18% e índice em 62639 pontos, enquanto o dólar registrou valorização de 3,81% (cotado a R$ 3,24). No correr da semana, chegou a ser cotado a R$ 3,40.

O final de semana pode não ter piorado a situação do presidente Temer e a governabilidade do país, mas também não melhorou. O PSDB e o DEM acabaram não realizando suas reuniões para seguir ou não na base de apoio do presidente, mas em compensação a OAB pediu seu impeachment e o PSD saiu da base do governo. Temer por sua vez pediu perícia nas fitas de áudio da JBS por edições e cortes, que foi acatado pelo STF, mas não obteve a suspensão do inquérito.

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Cabe lembrar que está previsto o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE nos próximos dias (06 de junho) e seguintes e pode ter desfecho diferente do previsto. O PSDB do Rio de Janeiro pediu a renúncia do presidente e sugeriu que os ministros do partido saiam do governo. A imprensa nacional destacou as pressões sobre o presidente, mas os protestos de final de semana foram fracos.

A FGV anunciou que a confiança da indústria cresceu 1,2 pontos para 92,4 pontos. Os dados da nova pesquisa semanal Focus vieram ainda positivos.

Consequência de tudo isso, mercados abrindo estressados novamente na sessão de hoje com os DIs em boa alta, o dólar subindo 1,04% e cotado em R$ 3,286. A Bovespa em seu índice futuro em queda de 0,59. O noticiário político vai determinar o comportamento dos mercados ao longo do dia.

No cenário externo, o Japão anunciou exportações crescendo 7,5% em abril sobre igual período e importações com expansão de 15,1%. Consequência disso, saldo comercial de abril caindo 40,6% sobre mesmo período de 2016. O presidente Trump segue em viagem pelo Oriente Médio e hoje está em Israel para tentar a paz na região. Por enquanto, nenhuma gafe cometida já que está lendo seus discursos.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,35% e barril cotado a US$ 51,01, o que pode ajudar as cotações de Petrobras no Brasil. O euro era transacionado em alta para 1,1245 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,25%. Ouro e prata com altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.

A agenda do dia não tem grande capacidade de mexer com os mercados e vamos ficar ao sabor do noticiário político.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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A semana começou bem, ficou péssima e terminou mostrando recuperação nos mercados de risco no Brasil. Chegamos a emplacar seis pregões seguidos de alta na Bovespa e outros tantos na taxa cambial, para perder tudo isso com vazamentos de informação envolvendo gravações de Joesley Batista do Grupo JBS com o presidente Michel Temer e com o senador Aécio Neves (com ação controlada da Polícia Federal). A última sessão do período transcorreu em clima de recuperação e tentativa de reequilíbrio.

A semana começou com dados da pesquisa Focus mais positivos, assim como melhora em todas as previsões dos agentes do mercado, chegando mesmo a se falar em Selic de 7,0% no final do ano, e o ministro Meirelles dizendo que o PIB do primeiro trimestre já estaria girando na casa de 4,0%. O índice IBC-Br do primeiro trimestre mostrou alta de 1,12%, indicando melhora da economia.

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Melhora para os dados do Caged de abril com a criação de 59856 empregos com carteira assinada. Os dados de fluxo cambial até o dia 12 de maio mostravam ingresso no mês de maio de
US$ 502 milhões, mesmo com fluxo financeiro negativo em US$ 899 milhões. No ano, o fluxo cambial se manteve positivo em US$ 11,54 bilhões. Deflação na segunda prévia do IGP-M de maio de 0,89%, deixando deflação no ano de 1,25% e inflação em 12 meses de somente 1,61%.

Tudo ia muito bem até que sobreveio o terremoto envolvendo o presidente Temer e o presidente do PSDB, Aécio Neves. O Jornal O Globo divulgou que Joesley Batista tinha gravações de Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha (recente do mês de março) e gravações de Aécio pedindo recursos de R$ 2,0 milhões com ação controlada pela Polícia Federal. Isso desmontou tudo.

No início da noite de 17 de maio, o Brasil começou a desmoronar com o pedido de impeachment do Presidente Temer ou sua renúncia. No dia seguinte, os desdobramentos. Prisão da irmã de Aécio, afastamento das atividades públicas do senador, entrega de passaporte, destituição da presidência do PSDB; e outras tantas declarações. O ministro Edson Fachin não aprovou a prisão de Aécio, mas abriu inquérito contra o Presidente Temer e contra o Presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Algumas situações daí decorrentes parecem inevitáveis. As reformas, na melhor das hipóteses, demandarão mais tempo em tramitação (muito ruim), a crise política reduz a tração da economia e a governabilidade de Temer, sem aprovação popular, ficou absolutamente comprometida. Não podemos descartar, dependendo dos desdobramentos e da duração, alguma fuga mais acentuada de capitais. Temer em rede nacional disse que não renunciará e conseguiu reverter a demissão de ministros e defecções na base de apoio.

O exemplo do estresse ficou claramente demonstrado nos mercados na sessão de 18 de maio. Os juros em forte alta (traumas previstos nos títulos prefixados), dólar em limite de alta e Bovespa com circuit breaker interrompendo as negociações. Ações como Banco do Brasil abrindo com -24%, Itaú com -19%, Petrobras com -18,0% e Vale um pouco mais comedida. O CDS (Credit Default Swap) do Brasil de cinco anos que girava abaixo de 200 pontos no início da semana foi a 267 pontos.

A destruição de valor das empresas foi muito forte nesse primeiro momento e a sensação de perda de riqueza dos investidores deve adiar consumo num mercado já fraco e com crédito escasso.

Teremos efeitos sobre o nível de atividade na taxa de juros futura e dependendo da duração mexe com as previsões do PIB. Na última sessão, da semana recuperação e, mais divulgações de Joesley sobre Temer, Cunha, Mantega , Dilma e Lula. Ou seja, nada resolvido e um final de semana para mais noticiários ajustar os mercados no próximo período.

Fitch e Moody’s duas das principais agências de classificação de risco falaram sobre o Brasil e a situação crítica e fundamental de serem feitas reformas para melhorar a força fiscal e reafirmaram as notas do Brasil e perspectiva negativa. O FMI emitiu comentários semelhantes sobre o momento.

No âmbito externo, problemas políticos foram o destaque e já vinham mexendo com a volatilidade dos mercados. Donald Trump andou aprontando mais algumas, dessa feita envolvendo pedido de acabar com investigações do FBI sobre Michael Flynn e com testemunho marcado no senado americano por Comey na próxima quarta-feira.

Dirigentes do FED discursando na semana e defendendo a elevação dos juros na próxima reunião e voltando a abordar a redução do tamanho do balanço do FED. O primeiro trimestre foi ponto fora da curva no crescimento econômico e a taxa de desemprego deve se manter abaixo de 5%. O secretário Mnuchin também declarou que Trump está comprometido em aprovar a reforma tributária, vista como inédita no país.

Tivemos indicadores de conjuntura sendo divulgados com índice de atividade em alta, pedidos de auxílio desemprego na semana em queda e índice de indicadores antecedentes subindo. A ata do BCE divulgada veio tranquila, mas sugeriu variedade de opiniões dos membros sobre a economia, com reavaliação da situação marcada para a reunião de junho. No Japão, o PIB do primeiro trimestre expandiu 0,5% e taxa anualizada de 2,2%, maior que a prevista e Kuroda desconversou sobre o novo mandato no BOJ (BC Japonês).

RESUMO DA SEMNA
IBOVESPA -8,18 (62639) DOW JONES -0,45 NASDAQ -0,62 DÓLAR +3,81% (R$ 3,243)

PERSPECTIVAS

O final de semana deve ser pródigo em mais informações e especulações sobre os desdobramentos da crise política em que o presidente Temer se viu envolvido.
O presidente da JBS fez confidências sobre troca de juiz, troca de delegados e interrupção e procrastinação das investigações da Lava Jato e outras. Temer pode não ter se comprometido nos áudios divulgados, mas não deveria ter ouvido e cortado a conversa. A desculpa que Joesley estaria fazendo bravatas não colam muito para a opinião pública.

É fato que a governabilidade do país ficou bem mais comprometida com um presidente que já não tinha o apoio popular e pode perder parte de sua base de sustentação importante para fazer reformas. Além de adiar reformas (essa a hipótese mais branda), alguns estragos já podem ser calculados com efeitos sobre juros praticados e taxa básica (Selic), taxa cambial mudando de patamar e até comprometendo a performance da economia e afetando o PIB levemente positivo projetado para o ano em curso.

Há ainda a destruição de valor das empresas brasileiras e perda da sensação de riqueza de investidores, o que pode comprometer o desempenho da economia. Além disso, não podemos desprezar que investimentos podem ser paralisados e se a crise se arrastar abrindo a possibilidade de fuga de capitais. Trump viaja durante toda a semana e pode cometer gafes.

Assim consideramos que o quadro está completamente indefinido e a prudência deve dominar os negócios com câmbio, juros e Bovespa. Será preciso avaliar os desdobramentos e o noticiário no dia a dia.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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