Clicky

Carregando...
Nossa Homenagem

Os investidores dos mercados globais ficaram divididos ao longo da semana, com a política na pauta principal e com as avaliações sobre os indicadores econômicos do mês de novembro.

Na Europa, por exemplo, agora são os italianos que vão para as urnas responder ao referendo sobre a reforma na Constituição  neste domingo (04). O temor é para mais uma surpresa e os impactos no setor econômico e financeiro do País.

300×250 4 reais

Nos Estados Unidos, como não poderia ser diferente, o foco é o presidente eleito Donald Trump, que voltou a reafirmar as promessas de campanha, como a construção do muro entre o país e o México. A formação da equipe econômica está na pauta.

Por aqui, Brasília foi destaque, com Operação Lava Jato, pacote de combate à corrupção, o presidente do Senado, Renan Calheiros, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e finalmente, a delação premiada da Odebrecht. Todos esses fatores pesaram nos  mercados.

Sobre os indicadores da economia doméstica, a produção industrial brasileira registrou redução de 1,1% em outubro deste ano, na comparação com setembro. A queda veio depois de uma alta de 0,5% entre agosto e setembro. Em relação a outubro de 2015, a queda chegou a 7,3%, a trigésima segunda taxa negativa neste tipo de comparação.

Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados hoje IBGE. A produção da indústria acumula perdas de 7,7% no ano e de 8,4% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, encerrou novembro com alta de 0,15%, taxa bem inferior a de outubro último (0,27%). De janeiro a novembro, o IPC subiu 5,78% e, em 12 meses, 6,65%.

O resultado foi influenciado pelo grupo alimentação com recuo de 0,92% ante uma queda de 0,27% em outubro. Além disso, diminuiu a intensidade de alta em três grupos: transportes (de 0,71% para 0,42%); despesas pessoais (de 0,86% para 0,79%) e saúde (de 0,56% para 0,48%).

Na passagem de setembro para outubro deste ano, as quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda, com destaque para os bens de capital, ou seja, as máquinas e equipamentos (-2,2%). Os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados para o setor produtivo, caíram 1,9%.

Bovespa  fechou em alta e acima dos 60 mil pontos.  O dólar comercial ficou em alta, com o Banco Central fazendo rolagem de 15 mil contratos de swap.

Porém, diante de tantas notícias ruins, na nada se compara a dor da perda com o acidente do voo com a equipe do Chapecoense no último dia 29 na Colômbia.  São 71 mortos, entre jogadores, equipe técnica e profissionais de imprensa, sendo que 56 estão sendo trazidos para o Brasil. O velório coletivo de 51 das 71 vítimas do acidente acontece neste sábado , no estádio do clube alviverde, a Arena Condá.

Amanhã, quando da chegada, o presidente Michel Temer entregará a Ordem do Mérito Desportivo às famílias das vítimas da Chapecoense. A cerimônia, marcada para a o aeroporto de Chapecó (SC).*

ÁSIA

As Bolsas da Ásia recuaram nesta sexta-feira, com as empresas de tenologia em queda puxando os operadores de casino arrastando as ações em Hon Kong.

A cautela por lá se deu com os investidores esperando os resultados do setor de trabalho privado nos Estados Unidos, nesta sexta-feira, e procurando pistas sobre a decisão do Federal Reserve. Os negociadores asiáticos também estão focados na votação de Itália sobre a reforma constitucional no fim de semana.

Os fornecedores da Apple, Japão, caíram depois de um comunicado que a empresa norte-americana informando a redução nas encomendas para o iPhone 7.

As ações da Murata Manufacturing Co. recuaram 3,3%, enquanto a Alps Electric Co. perdeu 3,7%.

As ações dos casinos,  Galaxy Entertainment Group Ltd. e Sands China Ltd, afundaram com novas regras na divulgação de relatórios em Macau.

O Índice MSCI Asia Pacific perdeu 0,4 por cento, para 135,71, em Hong Kong, apagando um ganho semanal.

Em Hong Kong, o Hang Seng ficou em queda de 1,37% aos 22.564 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em queda de 0,90% aos 3.243 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi ficou em queda de 0,66% aos 1.970 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 1,24% aos 26.230 pontos. No Japão, o índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, fechou em queda de 0,47% aos 18.426 pontos. O índice Topix do Japão deslizou.

EUROPA

As Bolsas de Valores da Europa recuaram no fechamento desta sexta-feira, com a cautela para o referendo na Itália e as perspectivas para a política monetária mais apertada no país. As maiores quedas ficaram para as ações dos bancos e mineradoras.

Os negociadores europeus também esperavam os Payroll nos Estados Unidos, que para surpresa veio aquecido e com um taxa de desemprego em queda, 4,6%. O comportamento do setor dá ainda mais a certeza de que o Federal Reserve vai mexer com a política monetária, pelo menos é a leitura dos analistas.

O Índice VSTOXX de balanços da Zona do Euro subiu quase 4%, definido pelo seu maior salto semanal em um mês, no período que antecede a votação Itália neste domingo sobre a reforma constitucional.

Ao final da jornada, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 caiu 0,44% aos 339.36, espelhando perdas em ações globais. O benchmark europeu reforçou as perdas depois que os dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos mostraram que as folhas de pagamento aumentaram em linha com as estimativas para o mês de novembro.

Entre as ações recuadas estavam as da BHP Billiton e Rio Tinto, com os preços dos metais. As ações do Banco Popular Espanol SA e UBI Banca SpA caíam mais de 4,5%.

As ações da Berkeley Group Holdings Plc saltavam 8,5%, depois que a maior construtora de Londres relatou aumento no lucro e definiu  novas metas de lucros de cinco anos.

Em Milão, o índice FTSE-MIB caiu 0,07% aos 17.086 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 recuou 0,72% aos 8.607 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 0,20% aos 10.513 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 recuou 0,70% aos 4.528 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 perdeu 0,33% aos 6.730 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 perdeu 0,99% aos 4.392 pontos.

O PMI, índice de Gerentes de Compras de Construção,  do Reino Unido aumentou ligeiramente para 52,8 em novembro, de 52,6 em outubro, sinalizando assim uma expansão da atividade comercial total pelo terceiro mês. Os dados são do Markit Economics e divulgados hoje.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam em alta, depois de uma sessão volátil, com os investidores especulando para a decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve depois que o setor de trabalho dos Estados Unidos surpreendeu. A taxa de desemprego ficou em 4,6%, o menor nível desde a grande depressão em 2007.

Ao final da jornada, Dow Jones caiu 0,11% aos 19.170 pontos; o S&P subiu 0,04% aos 2.191 pontos; o Nasdaq subiu 0,09% aos 5.255 pontos.

As contratações subiram nos Estados Unidos em novembro e a taxa de desemprego recuou para o índice mais baixo em nove anos. A queda no número de pessoas na força de trabalho e salários declinou inesperada, proporcionando um quadro misto do mercado de trabalho.

O aumento no Payroll foi de 178 mil, seguido de um aumento de 142 mil em outubro, que foi menor do que o estimado anteriormente. Os dados são do Departamento de Trabalho norte-americano e divulgados nesta manhã.

A previsão mediana era para um avanço de 180 mil. A taxa de desemprego caiu 0,3 ponto percentual, para 4,6%, a participação no trabalho caiu pelo segundo mês consecutivo.

ARGENTINA

O índice Merval, da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,55%, aos 16.947,76 pontos.

Já o Índice Geral da Bolsa caiu 0,18%, para 741.135,06 pontos, enquanto o Merval 25 recuou 0,58% e fechou aos 18.296,47.

No pregão foram negociados 261,71 milhões de pesos argentinos em títulos (US$ 16,47 milhões), com 23 em alta, 40 em baixa e nove estáveis.

No painel principal de negociações, as quedas mais expressivas foram das ações de BBVA-Banco Francés (-3,49%), Grupo Financiero Galicia (-3,21%) e Central Costanera (-3,13%). As altas mais acentuadas foram dos títulos de Central Puerto (3,35%), Tenaris (1,52%) e Petrobras (1,31%).

No mercado de câmbio, o dólar subiu 10 centavos e fechou cotado a 15,75 pesos para compra e 16,15 pesos para venda.

BRASIL

A Bovespa, que operou volátil até a metade do pregão desta sexta-feira, acabou fechando para cima, porém, fecha a semana com desvalorização de 2,01%.

Pela manhã, a cautela seguiu para os acontecimentos em Brasília, principalmente, com as especulações sobre os acordos de delações premiadas assinadas pelos executivos do Grupo Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato, nesta quinta-feira (01).

Ao final, Há pouco, o Ibovespa ficou em alta de 1,36% aos 60.313 pontos. O volume financeiro ficou em R$8,1 bilhões.

Análise Álvaro Bandeira

A semana foi marcada pela divulgação de indicadores econômicos, que acabaram por refletir no movimento dos mercados, em especial a Bolsa de Valores. “Os indicadores foram desanimadores, horríveis! Os resultados do PIB e da produção industrial, que era esperada uma reação no quarto trimestre, não apresentaram nenhum sinal positivo. Conforme os analistas das principais instituições financeiras, as projeções para o PIB já foram revisadas para baixo, algumas até negativas”, considerou Bandeira.

Quanto ao impacto da política no setor econômico, o analista da ModalMais classificou a falta de entendimento entre o legislativo e o judiciário. “O governo está completamente paralisado. Algumas medidas precisam de tempo e demoram mesmo. Outras, que já poderiam estar em prática e não dependem do legislativo, como as privatizações e obras de infraestrutura, estão paradas. Acho que a falta de entendimento entre o legislativo e o judiciário está contribuindo ainda mais com a paralisação do governo”, disse.

Para os próximos dias, as atenções estão voltadas para o Federal Reserve e a alta dos juros nos Estados Unidos está precificada. “O Fed deverá elevar mesmo as taxas de juros. Não deve ser uma grande elevação, mas acaba sempre mexendo. Ainda por lá, Donald Trump segue na polêmica e, com isso, puxando os juros. Vale ressaltar que ele vai pegar o País em condições para governar, muito diferente do que encontrou Barack Obama há oito anos”, avaliou.

Já no Velho Continente, os indicadores que foram apresentados mostraram fortalecimento, embora as atenções estão no referendo que será realizado no domingo (04) na Itália, quando os eleitores decidirão pela reforma constitucional ou não.

Para a semana, o acordo de delação premiada da Odebrecht deverá movimentar Brasília, que se prepara também para o recesso. “A Odebrecht e mais fases da Operação Lava Jato estão no radar, mas o que estamos precisando mesmo são fatos econômicos”, completou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira.

Entre as ações em alta estavam as da Braskem PNA, alta de 12,43%; JBS ON, alta de 6,39%; Bradespar PN, alta de 4,87%; Vale PNA, alta de 5,08%; Cyrela Realt ON, alta de 5,49%; e Vale ON, alta de 4,19%.

Entre as ações em queda ficaram as da Smiles ON, queda de 4,09%; Ecorodovias ON, queda de 3,16%; Pão de Açúcar CDB, queda de 2,67%; Multiplan ON, queda de 1,87%; e Rumo Log ON, queda de 1,35%.

A Petrobras ON ficou em alta de 2,42% e a PN, alta de 2,53%. As ações da petroleira brasileira acompanharam a cotação em alta nos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Carteira teórica

Na carteira teórica, que vigora entre 05 de setembro de 2016 a 29 de dezembro de 2016, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do Ibovespa estão Itauunibanco PN (10,594%), Ambev S/A ON (8,588%), Bradesco PN (7,955%), Petrobras PN (5,523%) e Petrobras ON (4,268%).

Moedas

O dólar comercial está fechando a semana em alta de 1,74%. Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana abriu e operou em grande parte do dia no vermelho, com os investidores partindo para a bolsa, em dia de indicadores relevantes nos Estados Unidos.

No interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3, 471 para a compra e R$3,472 para a venda, alta de 0,12%.

O euro ficou em R$3,704 para a compra e R$3,707 para a venda, alta de 0,30%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,0659 às 16h GMT (14h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, acima do valor da sessão de ontem no mesmo horário, que foi de US$ 1,0609. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,0642.

Depois de quase duas semanas, o Banco Central fez intervenção com 15 mil contratos.

De acordo com os analistas, a valorização da moeda ante o real ficou por conta do cenário econômico, em forte crise, como consequência do embate entre o legislativo e o judiciário.

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 1,21%, cotado a US$ 51,68, no terceiro aumento consecutivo após o anúncio da diminuição da produção feito na quarta-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Ao final do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em janeiro subiram US$ 0,62 em relação ao fechamento de ontem.

O barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro fechou nesta sexta-feira em alta de 0,95% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 54,46.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o pregão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,52 acima do valor final de ontem, que foi de US$ 53,94.

O preço do Brent manteve sua tendência de alta, embora tenha moderado o ritmo de seu avanço após duas jornadas nas quais registrou um aumento conjunto de 16,3%.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 0,73% aos US$77,79 a tonelada seca.

*Nossos profundos sentimentos aos familiares.

Equipe Último Instante

 

 

mm black 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Ag. Internacionais com EBC

Cerca de 900 profissionais de imprensa de 14 países se credenciaram para trabalhar na cobertura do velório coletivo das vítimas do acidente aéreo da última terça-feira (29), na Arena Condá, em Chapecó (SC). Além disso, segundo a administração da Chapecoense, outros 800 pedidos de credenciamento foram feitos por e-mail. A cerimônia acontece amanhã de manhã, quando os corpos das vítimas devem chegar a Chapecó.

O entorno da Arena Condá, estádio do clube catarinense, está lotado de veículos de imprensa e carros com equipamentos para transmissão de som e imagens. As principais empresas de comunicação de Santa Catarina, com sede em Florianópolis, enviaram os âncoras dos telejornais para transmitirem os programas direto do estádio da Chapecoense.

300×250 4 reais

O portão que dá acesso às arquibancadas e ao gramado é compartilhado por jornalistas e moradores da região que vêm até a Arena Condá para prestar homenagens aos integrantes da delegação da Chapecoense que morreram no acidente. Nessa área comum, os profissionais de imprensa coletam boa parte dos depoimentos dos torcedores que são publicados e transmitidos para todo o mundo.

Amanhã, durante a cerimônia, os jornalistas terão acesso limitado ao gramado, onde os corpos serão velados. A intenção dos organizadores é permitir aos familiares e amigos das vítimas que tenham a privacidade respeitada.

Emoção

Desde os primeiros dias após a tragédia, jornalistas de vários países acompanham de perto a comoção e a tristeza que tomou conta da cidade catarinense. Nas entrevistas coletivas, as perguntas dos profissionais brasileiros se intercalam com indagações em vários idiomas, especialmente em espanhol e francês.

O correspondente da Televisión Española (TVE) no Rio de Janeiro, Marcos López, manifestou sua emoção de fazer essa cobertura desde quarta-feira. “Eu fui jornalista esportivo durante muito tempo, então essa tragédia me atingiu de uma forma horrível. Durante a homenagem aqui na Arena Condá, na noite de quarta-feira, eu chorei muito enquanto trabalhava”, contou

López disse ter ficado impressionado com a relação íntima que existe entre a Chapecoense e os moradores de Chapecó: “Como é uma cidade pequena, eu vi que as pessoas conheciam os jogadores. Não é como em São Paulo ou no Rio, onde os atletas são estrelas inacessíveis. Aqui, eles eram parte da família”.

O jornalista apontou a necessidade de tomar cuidado para não aumentar os fatos. “Isso já é uma tragédia. O jornalista não pode ir além disso para fazer sensacionalismo. As imagens falam por si, não se pode ir além disso”, afirmou López.

Com Ag. Brasil

mm lci boxe 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Arquivo: UI

Os índices de peso em Wall Street fecharam em alta, depois de uma sessão volátil, com os investidores especulando para a decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve depois que o setor de trabalho dos Estados Unidos surpreendeu. A taxa de desemprego ficou em 4,6%, o menor nível desde a grande depressão em 2007.

Ao final da jornada, Dow Jones caiu 0,11% aos 19.170 pontos; o S&P subiu 0,04% aos 2.191 pontos; o Nasdaq subiu 0,09% aos 5.255 pontos.

300×250 4 reais

As contratações subiram nos Estados Unidos em novembro e a taxa de desemprego recuou para o índice mais baixo em nove anos. A queda no número de pessoas na força de trabalho e salários declinou inesperada, proporcionando um quadro misto do mercado de trabalho.

O aumento no Payroll foi de 178 mil, seguido de um aumento de 142 mil em outubro, que foi menor do que o estimado anteriormente. Os dados são do Departamento de Trabalho norte-americano e divulgados nesta manhã.

A previsão mediana era para um avanço de 180 mil. A taxa de desemprego caiu 0,3 ponto percentual, para 4,6%, a participação no trabalho caiu pelo segundo mês consecutivo.

mm bolsa 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Arquivo: UI

A Bovespa, que operou volátil até a metade do pregão desta sexta-feira, acabou fechando para cima, porém, fecha a semana com desvalorização de 2,01%.

Pela manhã, a cautela seguiu para os acontecimentos em Brasília, principalmente, com as especulações sobre os acordos de delações premiadas assinadas pelos executivos do Grupo Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato, nesta quinta-feira (01).

300×250 4 reais

Ao final, Há pouco, o Ibovespa ficou em alta de 1,36% aos 60.313 pontos. O volume financeiro ficou em R$8,1 bilhões.

Análise Álvaro Bandeira

A semana foi marcada pela divulgação de indicadores econômicos, que acabaram por refletir no movimento dos mercados, em especial a Bolsa de Valores. “Os indicadores foram desanimadores, horríveis! Os resultados do PIB e da produção industrial, que era esperada uma reação no quarto trimestre, não apresentaram nenhum sinal positivo. Conforme os analistas das principais instituições financeiras, as projeções para o PIB já foram revisadas para baixo, algumas até negativas”, considerou Bandeira.

Quanto ao impacto da política no setor econômico, o analista da ModalMais classificou a falta de entendimento entre o legislativo e o judiciário. “O governo está completamente paralisado. Algumas medidas precisam de tempo e demoram mesmo. Outras, que já poderiam estar em prática e não dependem do legislativo, como as privatizações e obras de infraestrutura, estão paradas. Acho que a falta de entendimento entre o legislativo e o judiciário está contribuindo ainda mais com a paralisação do governo”, disse.

Para os próximos dias, as atenções estão voltadas para o Federal Reserve e a alta dos juros nos Estados Unidos está precificada. “O Fed deverá elevar mesmo as taxas de juros. Não deve ser uma grande elevação, mas acaba sempre mexendo. Ainda por lá, Donald Trump segue na polêmica e, com isso, puxando os juros. Vale ressaltar que ele vai pegar o País em condições para governar, muito diferente do que encontrou Barack Obama há oito anos”, avaliou.

Já no Velho Continente, os indicadores que foram apresentados mostraram fortalecimento, embora as atenções estão no referendo que será realizado no domingo (04) na Itália, quando os eleitores decidirão pela reforma constitucional ou não.

Para a semana, o acordo de delação premiada da Odebrecht deverá movimentar Brasília, que se prepara também para o recesso. “A Odebrecht e mais fases da Operação Lava Jato estão no radar, mas o que estamos precisando mesmo são fatos econômicos”, completou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira.

Entre as ações em alta estavam as da Braskem PNA, alta de 12,43%; JBS ON, alta de 6,39%; Bradespar PN, alta de 4,87%; Vale PNA, alta de 5,08%; Cyrela Realt ON, alta de 5,49%; e Vale ON, alta de 4,19%.

Entre as ações em queda ficaram as da Smiles ON, queda de 4,09%; Ecorodovias ON, queda de 3,16%; Pão de Açúcar CDB, queda de 2,67%; Multiplan ON, queda de 1,87%; e Rumo Log ON, queda de 1,35%.

A Petrobras ON ficou em alta de 2,42% e a PN, alta de 2,53%. As ações da petroleira brasileira acompanharam a cotação em alta nos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Carteira teórica

Na carteira teórica, que vigora entre 05 de setembro de 2016 a 29 de dezembro de 2016, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do Ibovespa estão Itauunibanco PN (10,594%), Ambev S/A ON (8,588%), Bradesco PN (7,955%), Petrobras PN (5,523%) e Petrobras ON (4,268%).

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 1,21%, cotado a US$ 51,68, no terceiro aumento consecutivo após o anúncio da diminuição da produção feito na quarta-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Ao final do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em janeiro subiram US$ 0,62 em relação ao fechamento de ontem.

O barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro fechou nesta sexta-feira em alta de 0,95% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 54,46.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o pregão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,52 acima do valor final de ontem, que foi de US$ 53,94.

O preço do Brent manteve sua tendência de alta, embora tenha moderado o ritmo de seu avanço após duas jornadas nas quais registrou um aumento conjunto de 16,3%.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 0,73% aos US$77,79 a tonelada seca.

mm TD 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Dólar em alta

O dólar comercial está fechando a semana em alta de 1,74%. Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana abriu e operou em grande parte do dia no vermelho, com os investidores partindo para a bolsa, em dia de indicadores relevantes nos Estados Unidos.

No interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3, 471 para a compra e R$3,472 para a venda, alta de 0,12%.

300×250 4 reais

O euro ficou em R$3,704 para a compra e R$3,707 para a venda, alta de 0,30%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,0659 às 16h GMT (14h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, acima do valor da sessão de ontem no mesmo horário, que foi de US$ 1,0609. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,0642.

Depois de quase duas semanas, o Banco Central fez intervenção com 15 mil contratos.

De acordo com os analistas, a valorização da moeda ante o real ficou por conta do cenário econômico, em forte crise, como consequência do embate entre o legislativo e o judiciário.

mm bolsa 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Presidente Maduro

Os quatro fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) comunicaram à Venezuela que o país deixa de exercer seus “direitos inerentes” como integrante do bloco regional, após ter descumprido as obrigações assumidas no Protocolo de Adesão, informou o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai em comunicado.

A decisão foi notificada à chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, pelos demais chanceleres dos quatro países: José Serra, Susana Malcorra (Argentina), Eladio Loizaga (Paraguai) e Rodolfo Nin Novoa (Uruguai).

300×250 4 reais

Os ministros das Relações Exteriores dos países do bloco comunicaram a Caracas “o fim do exercício dos direitos inerentes a sua condição de Estado Parte do Mercosul da República Bolivariana da Venezuela”, o que passa a valer a partir de hoje, segundo o Ministério paraguaio.

A chancelaria paraguaia explicou que a medida foi tomada porque se constatou “a persistência do descumprimento das obrigações assumidas pela Venezuela no Protocolo de Adesão”.

O Protocolo, assinado em Assunção este ano, estabelece a data de 1º de dezembro de 2016 para verificar o cumprimento dessa legislação.

Além disso, a fonte também ressalta no comunicado que o governo venezuelano expressou em várias comunicações a impossibilidade de incorporar normas específicas do Mercosul a seu ordenamento jurídico nacional.

A cessação dos direitos da Venezuela como Estado Parte do Mercosul entra em vigor a partir de hoje e se estende até que os signatários do Tratado de Assunção “convenham” com o governo venezuelano “as condições para restabelecer o exercício dos direitos como Estado Parte”.

Brasil, Argentina e Paraguai, com a abstenção do Uruguai, decidiram que se a Venezuela não tivesse ficado em dia com o Mercosul até 1º de dezembro, seria suspensa por tempo indeterminado do bloco, o que a deixaria na mesma situação que a Bolívia, participando com voz e sem voto.

Momentos depois do anúncio em Assunção, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, assegurou que seu país não foi notificado da suspensão de seus “direitos inerentes” e qualificou essa decisão de “golpe de Estado”.

O governo presidido por Nicolás Maduro comunicou na terça-feira aos Estados Parte do Mercosul que a Venezuela está “em condições” de aderir a uma parte do protocolo normativo do bloco sub-regional.

Com Ag.EFE

mm TD 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Estados quebrados

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, disse hoje que ainda estão em discussão os detalhes de um documento em que governadores de todo o país se comprometerão com o ajuste fiscal. Segundo Rollemberg, o que estaria atrasando a consolidação do documento seriam as especificidades e diferenças entre os 26 estados e o Distrito Federal.

Rollemberg e outros governadores do Centro-Oeste – Marconi Perillo (Goiás), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul) e Marcelo Miranda (Tocantins) – além do governador Confúcio Moura (Rondônia), reuniram-se nesta sexta-feira com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Águas Claras, cidade a cerca de 20 quilômetros de Brasília onde fica a residência oficial do governo do DF. O governador do Mato Grosso, Pedro Taques, enviou o secretário de Planejamento do estado, Gustavo de Oliveira, para representá-lo.

300×250 4 reais

No encontro, segundo Rollemberg, não foi abordada a questão do repasse de uma parcela da multa da repatriação aos estados, conforme acordado com o governo federal. “Esse tema [repatriação] não foi tratado. [Conversamos sobre] aspectos gerais da economia e que medidas estruturantes os estados devem tomar, a União vai tomar. Nós temos uma convicção da necessidade de fazermos reformas. Agora, temos especificidades que estão sendo tratadas”, afirmou.

De acordo com o governador do DF, vários governadores já estão adotando medidas de ajuste em seus estados de maneira independente. Questionado se a União repassaria os valores referentes à repatriação antes do fim do ano, Rodrigo Rollemberg afirmou que “isso é com o governo”. Meirelles, que foi à reunião a pedido dos seis governadores, deixou a residência oficial sem falar com a imprensa.

Planalto

Ontem (01), após reunião com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, governadores disseram à imprensa que o repasse de parte da multa aos estados não ficará vinculado à adoção de medidas de controle fiscal pelas unidades da Federação. Ainda de acordo com eles, a retirada de ações impetradas no Supremo Tribunal Federal (STF) também não será mais uma condicionante.

Pela Constituição, o governo é obrigado a dividir com estados e municípios apenas os valores referentes ao Imposto de Renda recolhido pelo programa de regularização de ativos no exterior, conhecido como repatriação. No entanto, alguns estados obtiveram liminar junto ao STF para ter acesso também aos recursos arrecadados com a multa.

Após as decisões, o governo federal fez um acordo com os governadores para repassar voluntariamente o montante, de aproximadamente R$ 5 bilhões. Como contrapartida, os estados teriam de realizar reformas fiscais e, ainda, retirar as ações no Supremo. No entanto, os governadores do Nordeste optaram por não aceitar o acordo e prosseguir com os processos.

Com Ag. Brasil

mm black 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Arquivo :UI

As Bolsas de Valores da Europa recuaram no fechamento desta sexta-feira, com a cautela para o referendo na Itália e as perspectivas para a política monetária mais apertada no país. As maiores quedas ficaram para as ações dos bancos e mineradoras.

Os negociadores europeus também esperavam os Payroll nos Estados Unidos, que para surpresa veio aquecido e com um taxa de desemprego em queda, 4,6%. O comportamento do setor dá ainda mais a certeza de que o Federal Reserve vai mexer com a política monetária, pelo menos é a leitura dos analistas.

300×250 4 reais

O Índice VSTOXX de balanços da Zona do Euro subiu quase 4%, definido pelo seu maior salto semanal em um mês, no período que antecede a votação Itália neste domingo sobre a reforma constitucional.

Ao final da jornada, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 caiu 0,44% aos 339.36, espelhando perdas em ações globais. O benchmark europeu reforçou as perdas depois que os dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos mostraram que as folhas de pagamento aumentaram em linha com as estimativas para o mês de novembro.

Entre as ações recuadas estavam as da BHP Billiton e Rio Tinto, com os preços dos metais. As ações do Banco Popular Espanol SA e UBI Banca SpA caíam mais de 4,5%.

As ações da Berkeley Group Holdings Plc saltavam 8,5%, depois que a maior construtora de Londres relatou aumento no lucro e definiu  novas metas de lucros de cinco anos.

Em Milão, o índice FTSE-MIB caiu 0,07% aos 17.086 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 recuou 0,72% aos 8.607 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 0,20% aos 10.513 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 recuou 0,70% aos 4.528 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 perdeu 0,33% aos 6.730 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 perdeu 0,99% aos 4.392 pontos.

O PMI, índice de Gerentes de Compras de Construção,  do Reino Unido aumentou ligeiramente para 52,8 em novembro, de 52,6 em outubro, sinalizando assim uma expansão da atividade comercial total pelo terceiro mês. Os dados são do Markit Economics e divulgados hoje.

mm TD 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Ministro José Serra

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, confirmou hoje (2) a suspensão da Venezuela do Mercosul. Ele disse que o país tinha sido advertido quanto a essa possibilidade. “Já tinha sido anunciado [que a Venezuela seria suspensa do bloco econômico] se não cumprisse certos requisitos, e foi”, ressaltou o ministro, que evitou comentar ou dar detalhes sobre o assunto.

Serra participou, nesta sexta-feira, do lançamento da campanha contra a dengue em uma escola na zona oeste de São Paulo.

300×250 4 reais

A decisão sobre a Venezuela está relacionada ao vencimento do último prazo acordado em setembro para que Caracas cumprisse suas obrigações de adesão ao Mercosul.

Os chanceleres dos países fundadores bloco – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – elaboraram um comunicado no qual explicam que a Venezuela não cumpriu seus acordos. As informações são da Rádio França Internacional.

Decisão já era esperada

A marginalização da Venezuela se desenhava desde que os demais sócios bloquearam, em julho passado, o acesso do país à presidência semestral do Mercosul. Em setembro, os quatro países fundadores decidiram ocupar o posto de forma colegiada e intimaram o governo do presidente Nicolás Maduro a adotar até 1º de dezembro todos os compromissos de adesão. Entre eles, a livre circulação de mercadorias entre os países do Mercosul e a cláusula democrática.

Na última terça-feira (29), a Venezuela se declarou disposta a aderir a um dos acordos comerciais pendentes – aquele relacionado às tarifas comuns e à livre circulação de bens. “Finalizadas as revisões técnicas, a Venezuela se encontra em condições de aderir ao Acordo de Complementação Econômica”, afirmou a ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, em uma carta dirigida aos governos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Acidente na Colômbia

Serra disse ainda que o Brasil está acompanhando as investigações do acidente aéreo que matou delegação da Chapecoense e jornalistas que viajavam a Medellín para a final da Copa Sul-Americana. “É muito importante para evitar que no futuro tragédias como essa se repitam”, ressaltou.

De acordo com o ministro, o governo brasileiro está fazendo todos os esforços necessários para prestar atendimento aos quatro brasileiros sobreviventes do desastre. “Mandamos para lá de tudo, inclusive Força Aérea. Mas a verdade é que os colombianos estão preparadíssimos para isso. A gente fez mais foi acompanhar, providenciar todas as condições de transporte e acompanhamento daqueles que ficaram hospitalizados”, acrescentou.

Para o chanceler, a solidariedade do povo colombiano, que inclusive homenageou as vítimas em uma cerimônia no estádio do Atlético Nacional, em Medellín, na noite em que o time deveria enfrentar a Chapecoense, aproximou os dois países. “Realmente nos aproximamos muito da Colômbia. Já éramos países amigos, mas agora vamos ser muito mais. Foram muito humanos, muito generosos”, finalizou.

Com Ag. Brasil

mm bolsa 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Arquivo: UI

Os investidores dos mercados globais operam de lado nesta sexta-feira, com o cenário político pesando forte no econômico. As atenções estão voltadas para a Europa, em especial a Itália, com os eleitores se preparando para o referendo de domingo (04), quando vão decidir sobre as mudanças  constitucionais. O temor é para a mesma reação dos eleitores do Reino Unido.

Por aqui, a apreensão segue com o governo do presidente Michel Temer, com as votações que ocorreram em Brasília, ao longo da semana,  delação premiada da Odebrecht, com mais de 130 nomes envolvidos no pagamento de propina na Lava Jato, e também com o presidente do Senado, Renan Calheiros, virando réu no Supremo Tribunal Federal (STF).

300×250 4 reais

Sobre os indicadores da economia doméstica, a produção industrial brasileira registrou redução de 1,1% em outubro deste ano, na comparação com setembro. A queda veio depois de uma alta de 0,5% entre agosto e setembro. Em relação a outubro de 2015, a queda chegou a 7,3%, a trigésima segunda taxa negativa neste tipo de comparação.

Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados hoje IBGE. A produção da indústria acumula perdas de 7,7% no ano e de 8,4% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, encerrou novembro com alta de 0,15%, taxa bem inferior a de outubro último (0,27%). De janeiro a novembro, o IPC subiu 5,78% e, em 12 meses, 6,65%.

O resultado foi influenciado pelo grupo alimentação com recuo de 0,92% ante uma queda de 0,27% em outubro. Além disso, diminuiu a intensidade de alta em três grupos: transportes (de 0,71% para 0,42%); despesas pessoais (de 0,86% para 0,79%) e saúde (de 0,56% para 0,48%).

Na passagem de setembro para outubro deste ano, as quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda, com destaque para os bens de capital, ou seja, as máquinas e equipamentos (-2,2%). Os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados para o setor produtivo, caíram 1,9%.

A Bovespa opera em forte volatilidade, com o índice principal nos 60 mil pontos. *

O dólar comercial segue em queda, com o Banco Central fazendo rolagem de 15 mil contratos de swap.

Há pouco, no interbancário, a moeda estava cotada a R$3, 451 para a compra e R$3, 452 para a venda, queda de 0,46%.

ÁSIA

As Bolsas da Ásia recuaram nesta sexta-feira, com as empresas de tenologia em queda puxando os operadores de casino arrastando as ações em Hon Kong.

A cautela por lá se deu com os investidores esperando os resultados do setor de trabalho privado nos Estados Unidos, nesta sexta-feira, e procurando pistas sobre a decisão do Federal Reserve. Os negociadores asiáticos também estão focados na votação de Itália sobre a reforma constitucional no fim de semana.

Os fornecedores da Apple, Japão, caíram depois de um comunicado que a empresa norte-americana informando a redução nas encomendas para o iPhone 7.

As ações da Murata Manufacturing Co. recuaram 3,3%, enquanto a Alps Electric Co. perdeu 3,7%.

As ações dos casinos,  Galaxy Entertainment Group Ltd. e Sands China Ltd, afundaram com novas regras na divulgação de relatórios em Macau.

O Índice MSCI Asia Pacific perdeu 0,4 por cento, para 135,71, em Hong Kong, apagando um ganho semanal.

Em Hong Kong, o Hang Seng ficou em queda de 1,37% aos 22.564 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em queda de 0,90% aos 3.243 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi ficou em queda de 0,66% aos 1.970 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 1,24% aos 26.230 pontos. No Japão, o índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, fechou em queda de 0,47% aos 18.426 pontos. O índice Topix do Japão deslizou.

EUROPA

As Bolsas de Valores da Europa seguem no vermelho nesta sexta-feira, com a cautela para o referendo na Itália e as perspectivas para a política monetária mais apertada no país.

O Índice VSTOXX de balanços da Zona do Euro subia 3,9%, definido pelo seu maior salto semanal em um mês, no período que antecede a votação Itália neste domingo sobre a reforma constitucional.

Perto do fechamento, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 caía 0,84% aos 338.00, espelhando perdas em ações globais. O benchmark europeu reforçou as perdas depois que os dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos mostraram que as folhas de pagamento aumentaram em linha com as estimativas para o mês de novembro.

Entre as ações recuadas estavam as da BHP Billiton e Rio Tinto, com os preços dos metais. As ações do Banco Popular Espanol SA e UBI Banca SpA caíam mais de 4,5%.

As ações da Berkeley Group Holdings Plc saltavam 9,3%, depois que o maior construtora de Londres relatou aumento no lucro e definiu  novas metas de lucros de cinco anos.

Em Milão, o índice FTSE-MIB caía 0,92% aos 16.940 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 recuava 0,72% aos 8.606 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caía 0,79% aos 10.448 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 recuava 1,22% aos 4.505 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 perdia 0,79% aos 6.700 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 perdia 0,84% aos 4.398 pontos.

O PMI, índice de Gerentes de Compras de Construção,  do Reino Unido aumentou ligeiramente para 52,8 em novembro, de 52,6 em outubro, sinalizando assim uma expansão da atividade comercial total pelo terceiro mês. Os dados são do Markit Economics e divulgados hoje.

ESTADOS UNIDOS

O índices de peso em Wall Street abriram no vermelho e ensaiam valorização no começo da tarde desta sexta-feira, com os investidores analisando os dados das folhas de pagamento, anunciados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A taxa de desemprego ficou em 4,6%, o menor nível desde a grande depressão em 2007.

Há pouco, Dow Jones caía 0,14% aos 19.165 pontos; o S&P subia 0,18% aos 2.195 pontos; o Nasdaq subia 0,19% aos 5.260 pontos.

As contratações subiram nos Estados Unidos em novembro e a taxa de desemprego recuou para o índice mais baixo em nove anos. A queda no número de pessoas na força de trabalho e salários declinou inesperada, proporcionando um quadro misto do mercado de trabalho.

O aumento no Payroll foi de 178 mil, seguido de um aumento de 142 mil em outubro, que foi menor do que o estimado anteriormente. Os dados são do Departamento de Trabalho norte-americano e divulgados nesta manhã.

A previsão mediana era para um avanço de 180 mil. A taxa de desemprego caiu 0,3 ponto percentual, para 4,6%, a participação no trabalho caiu pelo segundo mês consecutivo.***

ARGENTINA

O índice Merval das ações líderes cotadas na Bolsa de Comércio de Buenos Aires abriu nesta sexta-feira em baixa de 0,70%, aos 16.921,61 pontos.

Às 11h18 (12h18, em Brasília), eram negociados os títulos de 32 empresas, com dez em alta, 13 em baixa e nove estáveis, com giro financeiro de 3,3 milhões de pesos argentinos (cerca de US$ 207 mil).

A cotação do dólar era de 16,05 pesos para venda, sem mudanças com relação ao fechamento de ontem.

BRASIL

A Bovespa segue em forte volatilidade no começo da tarde desta sexta-feira, com as atenções para os próximos acontecimentos em Brasília e, principalmente, com as especulações sobre os acordos de delações premiadas assinadas pelos executivos do Grupo Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato nesta quinta-feira (01). Além disso, os índices de peso em Wall Street, apesar do recorde do Dow Jones, também estão sem direção com os dados das folhas de pagamento e o desemprego nos Estados Unidos, que surpreenderam.

Os resultados da 8ª fase da Operação Zelotes, realizada nesta quinta-feira, também pesa nos papéis dos bancos.

Há pouco, o Ibovespa estava em alta de 0,95% aos 60.068 pontos. O volume financeiro seguia para R$ 5 bilhões.

 

Carteira teórica

Na carteira teórica, que vigora entre 05 de setembro de 2016 a 29 de dezembro de 2016, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do Ibovespa estão Itauunibanco PN (10,594%), Ambev S/A ON (8,588%), Bradesco PN (7,955%), Petrobras PN (5,523%) e Petrobras ON (4,268%).

Commodities

O preço do petróleo do Texas (WTI, leve) para entrega em janeiro abriu nesta sexta-feira em alta de 0,02%, cotado a US$ 51,07 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex)

O barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro abriu nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 53,62, baixa de 0,59% em relação ao fechamento de ontem.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 0,73% aos US$77,79 a tonelada seca.

*** Informações destalhadas no BOLETIM DE FECHAMENTO

mm lci boxe 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

JBS  e a nova direção

Através de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) através de Fato Relevante, a JBS disse que o Conselho de Administração deliberou a eleição de José Batista Júnior no cargo de diretor presidente interino e a indicação do Conselheiro, José Batista Sobrinho, fundador da JBS, para a função de Presidente do Conselho de Administração.

José Batista Júnior ocupou o cargo de presidente da JBS por mais de 20 anos e possui profundo conhecimento de todos os negócios do Grupo. “Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da Companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, disse José Batista Júnior.

300×250 4 reais

A companhia explicou também que as alterações foram promovidas em virtude do recebimento de correspondências enviadas por Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista.

“Conforme decisão proferida pelo Juízo da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, nos autos do processo Wesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia e o Joesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.”

Os dois informaram à companhia que recorrerão da referida decisão.

Operação Greenfield

Os executivos estão sendo investigados na Operação Greenfield da Polícia Federal.
A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal) — com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos estados.

Com essa decisão, a Eldorado Brasil, braço de celulose e controlada pela empresa de investimentos da família Batista, ficará na responsabilidade de Ricardo Menín Gaertner, que assume o cargo de presidente do Conselho de Administração e como vice-presidente assume Francisco de Assis e Silva.

Há pouco, no Ibovespa as ações da JBS ON estavam em alta de 0,86%.

mm TD 728

Assuntos desta notícia

Ag. Senado

Os mercados acionários globais fecharam as últimas sessões da semana divididos, depois que presidente do Federal Reserve Janet Yellen reafirmou nesta sexta-feira a postura do banco central dos Estados Unidos em mexer com as taxas de juros ainda este ano.

A estimativa para uma inflação acima dos 2%, o setor de trabalho ainda mais fortalecido e a indústria produzindo mais são os fatores essenciais para que os membros do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) tomem a decisão deixou claro a chairman do Fed.

300×250 4 reais

Já no cenário doméstico, as atenções também estão voltadas para a reta final do julgamento de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Depois do primeiro dia tumultuado, com 16 horas de trabalho, senadores retornaram nesta sexta-feira para ouvir as testemunhas arroladas pela defesa.

A intenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, é de esticar os trabalhos até que a última testemunha seja ouvida. Na expectativa de ter o domingo para descansar, o ministro está disposto, inclusive, a virar a madrugada de hoje para amanhã.

Já no inicio, Lewandowski fez um apelo aos senadores por mais objetividade, com a lista para questionar a primeira testemunha do dia, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, constava de 30 nomes.

Porém, nem tudo ocorreu como o previsto. Com mais de duas horas da abertura dos trabalhos, a troca de acusações e o clima tenso fez com que o presidente do STF suspendesse a sessão por cinco minutos, mas o pior veio em seguida.

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, antecipasse o horário de almoço em uma hora e meia. O motivo foi a troca de acusações entre Renan e a senadora, Gleisi Hoffmann, que na sessão de ontem disse que “nenhum senador tinha moral para julgar a presidente Dilma Rousseff!”

O presidente do Senado, para surpresa de todos que estão acompanhando a sessão de julgamento final de Dilma, decidiu responder às acusações da senadora, em um clima tenso.

Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

Renan chegou a afirmar que o Senado estava passando para a sociedade uma imagem de que Lewandowski estava sendo, constitucionalmente, obrigado a “presidir um julgamento em um hospício” e que nenhum dos lados ganharia esta disputa baseada em bate boca político.

“Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

Foi o suficiente para que os demais senadores aliados a presidente Dilma Rousseff também entrassem na discussão.

O ministro Lewandowski pediu ordem afirmando que teria que “usar o poder de polícia” e suspendeu a sessão. Nesse caso, trata-se do desligamento de microfones e questão de ordem, com até a suspensão da sessão como vem ocorrendo.

Na retomada dos trabalhos, quase duas horas depois, o Senador, Renan Calheiros, divulgou nota sobre sua participação na libertação do ex-ministro e marido de Gleisi, Paulo Bernardo.

Com os ânimos mais calmos, a sessão segue mais tranquila, já que os senadores a favor do Impeachment de Dilma retiraram as inscrições para perguntas às testemunhas como forma de ganhar tempo para que o julgamento termine no prazo previsto, ou seja, na próxima terça-feira (30).

Ainda no começo desta tarde, outra notícia também movimentou o cenário político do País com a Polícia Federal indiciando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais duas pessoas envolvidas na reforma do triplex no Edificio Solaris, Guarujá no litoral sul de São Paulo, e do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

No começo desta noite, os advogados do ex-presidente divulgaram nota através do Instituto Lula sobre a decisão e considerando fato político.

Por outro lado, a equipe do presidente interino, Michel Temer, segue anunciando medidas importantes, tanto para empresas como para os consumidores.

Vale ressaltar que ontem, o BNDES divulgou a prorrogação para dezembro de 2017 para que as empresas obtenham aportes para reativar os negócios, incluindo também as que estão em Recuperação Judicial.

Hoje foi a vez do Banco Central, que publicou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje circular do com novas regras que podem ajudar na recuperação do crédito no país. A partir de 2017, os bancos poderão aceitar novas aplicações financeiras para reduzir o risco de empréstimos. Com menor risco, os bancos poderão oferecer juros menores no futuro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, recuou em 0,03% na terceira prévia de agosto. Na última apuração, a taxa tinha apresentado alta de 0,05%, ante aumento de 0,24% na primeira prévia do mês.

Diante de todo o imbróglio político e com o Fed, a Bovespa manteve mais uma vez a estabilidade no fechamento (Ver abaixo).

O dólar comercial disparou na cesta de moedas, com a fala de Janet Yellen.

ÁSIA

As bolsas asiáticas recuaram nas negociações desta sexta-feira, puxada por ações no Japão e com os investidores mostrando cautela para assumir riscos antes do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que pode fornecer pistas sobre quando a maior economia do mundo vai aumentar as taxas de juro.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific deslizou 0,5% para 138,25 pontos no fechamento, sua segunda queda semanal e a mais longa sequência de recuos desde junho.
O Índice Topix do Japão afundou 1,3% com o iene negociado a 100,45 por dólar.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,41% aos 22.909 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,06% aos 3.070 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,19% aos 27.782 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 1,18% aos 16.360 pontos.

O Topix também perdeu ganhos na semana com as seguradoras e montadoras lideraram as perdas. O iene ganhou força contra o dólar depois que dados mostraram julho mostraram a que os preços ao consumidor caíram 0,5% ante um ano atrás, 0,7%.

EUROPA

As bolsas europeias subiram nesta sexta-feira, o quarto dia da semana, depois que as declarações da presidente do Fed demonstraram o otimismo sobre a recuperação econômica da maior economia do mundo, reiterando também que o banco central terá uma abordagem gradual para elevar os custos dos empréstimos.

Em Londres, o Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,5%, apagando um declínio de até 0,3% e com o avanço semanal para 1,1%. Yellen disse que o caso de aumentar as taxas de juros está se aproximando, com a economia dos Estados Unidos se aproximando dos objetivos dos membros do Fed, mas não disse em que data.

Na sexta-feira, o volume de ações mudando de mãos foi de cerca de um terço menor do que a média de 30 dias, antes do feriado Reino Unido na segunda-feira (29).
Todos os grupos de empresas no Stoxx Europe 600 ficaram com ganhos, em especial as mineradoras e energéticas.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,80% aos 16.843 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,70% aos 8.659 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,80% aos 4.441 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,55% aos 10.587 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 0,31% aos 6.838 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,43% aos 4.697 pontos.

O sentimento do consumidor na Alemanha- GfK evoluíram positivamente no seu conjunto, em agosto, com os efeitos mais chocante do Brexit de lado. O índice global de clima do consumidor está prevendo 10,2 pontos em setembro, após 10,0 pontos em agosto. As expectativas de renda e propensão a comprar estão melhores, enquanto as expectativas econômicas sofreram ligeiras perdas.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram os ganhos da abertura da sessão desta sexta-feira, com a apresentação da presidente do Fed em evento do banco em Jackson Hole.

Sem considerar uma data exata, Yellen confirmou a vontade do banco central dos Estados Unidos em mexer com sua política monetária ainda em 2016, considerando que os próximos indicadores terão peso ainda maior na decisão.

A presidente do Fed reafirmou o compromisso de esperar uma elevação da inflação acima dos 2% e com o mercado de trabalho mais fortalecido.

Logo depois das declarações, os investidores voltaram para a aversão ao risco. Ao final, 6,6 bilhões de ações mudaram de mãos na bolsa norte-americana, ou seja, 3% abaixo da média de três meses.

O Dow Jones recuou 0,29% aos 18.395 pontos; o S&P caiu 0,16% aos 2.169 pontos; e Nasdaq ganhou 0,13% aos 5,218 pontos. Mesmo recuados, os índices seguem nas máximas recordes.

Ainda hoje, foi divulgado o PIB norte-americano com aumento anual de 1,1% no segundo trimestre de 2016, de acordo com a “segunda” estimativa divulgada pelo Departamento de Análises Econômicas. No primeiro trimestre, o PIB real aumentou 0,8%. A estimativa do PIB divulgado hoje é baseada em dados de origem mais completos do que estavam disponíveis para a estimativa “avanço”, emitido no mês passado. Na estimativa antecedente, o aumento do PIB real foi de 1,2%.

O déficit comercial diminuiu para um ajuste sazonal de US$ 59,3 bilhões em julho de US$ 64,5 bilhões em junho, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta sexta-feira. Esse foi menor déficit de US $ 62,5 bilhões previsto por economistas consultados pela MarketWatch.

As exportações aumentaram em US$ 2,9 bilhões durante o mês, enquanto as importações diminuíram US$ 2,4 bilhões. Os estoques no atacado foram pouco mudados durante o mês, subindo 0,2%, mais elevados que há um ano, 0,3%. Os estoques de varejo declinaram 0,4% no mês e ficaram em 4,2%, mais elevado do que um ano atrás.

O sentimento do consumidor diminuiu em agosto, com a visão dos americanos de suas finanças pessoais mais fracas, embora isso tenha sido compensado por melhores perspectivas econômicas. A leitura da Universidade Michigan neste mês de agosto caiu para 89,8 de 90,0 em julho. O índice é 2,3% menor do que há um ano.

As atuais condições econômicas do sub-indicador mostra queda de 2 pontos para 107,0, mas permanece superior à 105,1 de um ano atrás.

O índice de expectativas do consumidor subiu para 78,7, de 77,8, mas é inferior ao 83,4 registrado em agosto de 2015.

ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,86%, aos 15.764,02 pontos.

O giro financeiro do dia totalizou 191,7 milhões de pesos (cerca de US$ 12,6 milhões), com 28 títulos em alta, 34 em baixa e 15 estáveis.

Entre os líderes, só fecharam em alta as ações de San Miguel (2,51%), Tenaris (1,15%) e Edenor (0,40%).

As maiores baixas foram dos títulos de Mirgor (2,41%), BBVA-Banco Francés (1,64%) e Pampa Energia (1,59%).

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta cotado a 14,80 pesos para a compra e 15,20 pesos para a venda.

BRASIL

A Bovespa encerrou a semana com desvalorização de 2,33%, já refletindo a expectativa pela apresentação de Janet Yellen, que é a presidente do banco central dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o índice principal da bolsa paulista manteve a estabilidade, comportamento que vem se repetindo neste mês de agosto. Ao final, o Ibovespa estava em 57.716 pontos e montante de R$7,3 bilhões com ações mudando de mãos.

Análise

De acordo com o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira, a semana foi marcada por esses dois fatores, mas teve como ” vilão” o petróleo.
“O movimento da semana foi marcado por vários fatores, sendo que um deles foi o petróleo, que teve a capacidade de mexer com todos os mercados, inclusive em papéis de peso no índice Bovespa como Petrobras, siderúrgicas e metalúrgicas. Já outras commodities pesaram na Vale. Na questão do quadro político, os ruídos sobre o julgamento do Impeachment, os aumentos dos salários do judiciário pesaram no lado negativo. O positivo ficou para a aprovação do texto da DRU, mas sem esquecer o reajuste dos servidores públicos”, explicou Bandeira referindo-se ao cenário doméstico.

Para o mercado internacional, a apresentação da Janet Yellen também ficou no radar.

“A reunião de Jackson Hole foi bem aguardada ao longo das últimas semanas, em especial a que termina hoje. Os próximos indicadores dos Estados Unidos pesarão na decisão dos membros do Fed. Hoje, por exemplo, o PIB veio fraco, aliás outros também surpreenderam. No Reino Unido veio bem e sem a contaminação do Brexit. Na França, o PIB ficou estagnado e na Espanha para cima, enfim, mostraram alguma reação positiva. Voltando ao dos Estados Unidos, os indicadores que impulsionaram um pouco a economia partiu do setor de serviços e não da indústria, como se esperava. O que se vê é pouca liquidez, muita oscilação e prudência”, avaliou Bandeira e emendando sobre a semana do mercado doméstico: ” Vamos aguardar o ‘after day’ do Impeachment.”

Entre as altas do Ibovespa estavam as ações da Usiminas PNA, alta de 6,55%; Fibria ON, alta de 2,64%; Cyrela Realt ON, alta de 2,05%; JBS ON, alta de 2,24%; e Gerdau Metalúrgica PN, alta de 1,38%.

Na contramão estavam as ações da CESP PNB, queda de 4,45%; Copel PNB, queda de 3,28%; Natura ON, queda de 2,61%; WEG ON, queda de 2,37%; e Vale ON, queda de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial encerrou a semana em alta de 2,02%. Na sessão desta sexta-feira na BM&F, a moeda também embalou alta surfando no mercado norte-americano depois que a presidente do Federal Reserve Janet Yellen fez a apresentação no evento do banco em Jacskon Hole.

A chairman do Fed reafirmou que a taxa de juros dos Estados Unidos poderá ser elevada ainda este ano, mas sem definir a data. A economia segue reagindo, com o setor de trabalho, porém o Fed espera uma inflação acima dos 2%.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,271 para a compra e R$3,271 para a venda, alta de 1,25%.

O euro fechou em R$3,654 para a compra e R$3,659 para a venda, alta de 0,43%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1275 às 15h GMT (12h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de quinta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1281. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1290.

O Banco Central fez mais uma entrada nesta sexta-feira e ofertou mais 10 mil contratos de swap cambial reverso.
Commodities

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,65%, cotado a US$ 47,64 o barril, após as palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que o aumento de juros é um fato.

No final das operações na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,31 em relação ao fechamento anterior.

O petróleo soma seu segundo dia de recuperação, após várias sessões em baixa, devido ao aumento das reservas de petróleo nos EUA.

Durante os primeiros momentos após as palavras de Yellen, que considera que a economia nacional tem força suficiente para assumir uma majoração das taxas de juros, os mercados do petróleo chegaram a subir 2%, embora depois o índice tenha se moderado.

O preço do petróleo também reagiu às informações sobre bombardeios de mísseis iemenitas a petrolíferas da Arábia Saudita.

Os contratos de gasolina para entrega em setembro, os de mais próximo vencimento, subiram US$ 0,01, para US$ 1,51 o galão.

Finalmente, os de gás natural com vencimento nesse mês, ficaram em US$ 2,87 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,92, alta de 0,50% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com alta de US$ 0,25 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,67.

O petróleo emendou sua segunda sessão em alta e hoje chegou a superar a barreira dos US$ 50.

Da mesma forma que o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), que subiu hoje 0,65%, o Brent foi afetado pelas palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que haverá em breve uma alta das taxas de juros nos Estados Unidos.

O valor do petróleo do Mar do Norte tem subido desde que no dia 20 de janeiro atingiu um mínimo anual em US$ 27,10, mas ainda está longe dos mais de US$ 110 que registrou no verão de 2014.

No final de setembro os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terão uma reunião informal na Argélia, dentro do Fórum Internacional de Energia.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 3,76% aos US$59,13 a tonelada seca.

mm lci boxe 728

Assuntos desta notícia

JBS e o BNDESPAR

A JBS voltou a anunciar nesta quarta-feira, que Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista foram autorizados pela Justiça Federal a retornar ao exercício de seus respectivos cargos.

A autorização se deu com o acordo firmado entre os acionistas da J&F Investimentos e o Ministério Público Federal, no qual a J&F oferecerá um Seguro-Garantia. O acordo foi homologado pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal e teve por consequência a suspensão de todas as medidas cautelares que haviam sido impostas.

300×250 4 reais

Desta forma, o Conselho de Administração da JBS deliberou em reunião realizada hoje, que Wesley Batista reassume o cargo de Diretor Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração e Joesley Batista o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.

“Agradeço ao meu irmão, José Batista Júnior, por assumir interinamente a presidência da JBS e a todos os nossos acionistas e demais stakeholders pela confiança em nós depositada. Sigo trabalhando junto com os times de liderança global e regional na consolidação da JBS como uma empresa líder global do setor de alimentos”, comentou Wesley Batista.

Com isso, José Vicente Marino e Gilberto Tomazoni voltam para o Conselho de Administração da Alpargatas.

mm lci boxe 728

Assuntos desta notícia

Arquivo: UI

A agência de classificação de risco, Standard & Poor’s, alterou nesta segunda-feira a perspectiva de ratings ‘BBB-‘ na escala global e ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da mineradora Vale de negativa para estável. A S&P também reafirmou esses ratings, se posicionando com os preços de metais, atualmente favoráveis, têm proporcionado incrementos nos fluxos de caixa da mineradora e aliviando as pressões de alavancagem da empresa.

De acordo com a agência de risco, a perspectiva estável reflete a expectativa de que os índices de alavancagem, como dívida sobre Ebitda, permanecerão abaixo de 4x e a geração interna de caixa (FFO) sobre dívida perto de 20% nos próximos 12 a 24 meses.

300×250 4 reais

“Reafirmamos os ratings de crédito corporativo ‘BBB-‘ na escala global e os ratings dos bonds emitidos pela Vale Canada, Vale Overseas e PT Vale Indonesia. Ao mesmo tempo, reafirmamos os ratings ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da empresa”, mostra a agência.

Os Fundamentos

A S&P, recentemente, revisou para cima as premissas da curva de preços de minério de ferro, níquel e ouro (“S&P Global Ratings Revises Its Price Assumptions For Iron Ore, Gold, Zinc, And Aluminum”), em publicação da última sexta-feira (26).

Os preços mais altos têm resultado em maiores fluxos de caixa para a Vale, o que ajuda a aliviar as pressões em suas métricas de fluxos de caixa e alavancagem provenientes de seu agressivo plano de investimento. “Nesse cenário, em nossa opinião, torna-se menos necessário à Vale desinvestir alguns de seus ativos a fim de evitar um aumento da dívida, ao menos sob o ponto de rating. Ainda acreditamos que as condições de mercado possam se enfraquecer no próximo ano, dado que esperamos uma queda nos preços”, mostra a análise. Entretanto, em suas estimativas revisadas, a agência avalia que a Vale registrará um aumento em torno de US$2 bilhões em sua geração de caixa operacional em 2016, acima das estimativas anteriores, enquanto mantém níveis de caixa próximos a US$3 bilhões no fim do ano, o que tornaria a empresa mais resiliente a cenários desfavoráveis.

mm TD 728

Assuntos desta notícia

Arquivo: UI

As Bolsas de Valores da Europa recuperaram as perdas nesta terça-feira, com os produtores de commodities em recuperação de preços e de metais. Os indicadores da região apontam para a continuação do desenvolvimento econômico.

Em Londres, o índice Stoxx Europe 600 subiu 0,9% para ficar aos 343,6 pontos no fechamento do pregão.

300×250 4 reais

Entre as maiores valorizações estavam as ações da BHP Billiton e Anglo American Plc, puxando o melhor desempenho nos 19 grupos da indústria com os preços do minério de ferro subindo 0,85% na China.

Os indicadores mostraram hoje que a economia da Eurozona está dinâmica para o mês de agosto, com um compósito Índice de Gerentes de Compras para a região de 19 nações postando sua expansão mais forte em sete meses. O volume de ações negociadas foi de 18% menor do que a média de 30 dias.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1323 às 15h GMT (12h de Brasília) desta terça-feira no mercado de divisas, mantendo o valor da sessão de ontem no mesmo horário. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1339.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 2,50% aos 16.778 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 1,33% aos 8.580 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,72% aos 4.421 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,94% aos 10.592 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 0,59% aos 6.868 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 0,12% aos 4.699 pontos.

A prévia do PMI Composto da Eurozona para as primeiras semanas de agosto estava em 53,3, ante os 53,2 de julho. São sete meses em alta.

A prévia do Índice PMI da Atividade de Serviços da Eurozona estava em 53,1 nas primeiras semanas de agosto, ante os 52,9 de julho. São três meses de alta.

A prévia do PMI para o setor de Manufaturados estava em 51,8, em agosto, ante os 52,0 de julho. São três meses de baixa.

A prévia do PMI de Saída do setor de Manufaturados da Eurozona estava em 54,0 nas primeiras semanas de agosto, ante os 53,9 de julho. São oito meses de alta e todos os dados são do Markit Economics, coletados até o último dia 12 e apresentados nesta terça-feira.

Já para a Alemanha, a principal economia da Europa, a prévia do PMI Composto estava em 54,4 ante os 55,3 de julho. São dois meses de baixa.

A prévia do PMI da Atividade de Serviços estava em 53,3 para agosto, ante os 54,4 de julho. São 15 meses de baixa.

A prévia do PMI do setor de Manufaturados para as primeiras semanas de agosto estava em 53,6, ante os 53,8 de julho. São três meses de queda.

A prévia do PMI de Saída para os Manufaturados estava em 56,6, em agosto, ante os 57,0 de julho. São dois meses recuados.

Para a França, a prévia do PMI Composto de Saída estava em 51,6, nas primeiras semanas de agosto, ante os 50,1 de julho. São 10 meses de alta

A prévia do PMI para a Atividade de Serviços estava em 52,0, em agosto, ante os 50,5 de julho. São 10 meses de alta.

O PMI de Saída para o setor de Manufaturados na prévia para as primeiras semanas de agosto estava em 50,0, ante os 48,8 de julho. São cinco meses de alta.

A prévia do PMI do setor de Manufaturados estava em 48,5, em agosto, ante os 48,6 de julho. São dois meses de baixa.

mm lci boxe 728

Assuntos desta notícia

Opep e a produção

Os mercados acionários globais encerraram as negociações desta terça-feira valorizados, com as atenções para os Estados Unidos, em especial para o Federal Reserve e indicadores, e para a Europa, com a economia da Zona do Euro reagindo. Os preços do petróleo para cima e os ruídos de que o Irã poderá congelar sua produção ajudaram a levar os investidores para as compras.

Por aqui, o cenário segue com o cerco se fechando para as articulações nos bastidores de Brasília antes do início do processo de Impeachment de Dilma Rousseff nesta quinta-feira (25).

300×250 4 reais

Os indicadores mostrados pelo Banco Central e pelos institutos de pesquisas deram uma dimensão mais clara de como anda a economia do País e os números do governo.

A FGV/IBRE mostrou a prévia da Confiança da Indústria, o IPC-S da semana e a Inflação medida pelos consumidores.

Com esse cenário, o mercado financeiro marcou mais um dia de expectativas, com o Ibovespa puxado para cima e o dólar comercial também valorizado (Ver abaixo).

ÁSIA

As ações asiáticas ficaram sem direção nesta terça-feira, com as ações de cuidados de saúde e consumo para cima. Na contramão ficaram as energéticas, com os preços do petróleo para baixo e refletindo no mercado do Japão.

Os investidores estão à espera do discurso da presidente do Federal Reserve Janet Yellen ainda esta semana em Jackson Hole, Wyoming.

Os comentários hawkish do vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, e do presidente do Fed de Nova York, William Dudley, também seguiram nas análises dos negociadores.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific subiu 0,1% para ficar aos 139,11 pontos e o Hang Seng ficou estável aos 22.998 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,16% aos 3.089 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,02% aos 27.990 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 0,61% aos 16.497 pontos.

A prévia do PMI de Manufatura do Japão estava em 49,6 nas primeiras semanas de agosto, ante os 49,3 de julho. O indicador mostra apenas uma ligeira deterioração da saúde do setor, que foi o mais fraco entre os últimos seis meses e na sequência de declínio.

A prévia para o indicador de Saída do setor Manufatureiro do Japão estava em 50,6, ante os 49,4 de julho. Este destaque é o primeiro aumento marginal desde fevereiro e foi mostrado hoje pelo Markit.

EUROPA

As Bolsas de Valores da Europa recuperaram as perdas nesta terça-feira, com os produtores de commodities em recuperação de preços e de metais. Os indicadores da região apontam para a continuação do desenvolvimento econômico.

Em Londres, o índice Stoxx Europe 600 subiu 0,9% para ficar aos 343,6 pontos no fechamento do pregão.

Entre as maiores valorizações estavam as ações da BHP Billiton e Anglo American Plc, puxando o melhor desempenho nos 19 grupos da indústria com os preços do minério de ferro subindo 0,85% na China.

Os indicadores mostraram hoje que a economia da Eurozona está dinâmica para o mês de agosto, com um compósito Índice de Gerentes de Compras para a região de 19 nações postando sua expansão mais forte em sete meses. O volume de ações negociadas foi de 18% menor do que a média de 30 dias.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1323 às 15h GMT (12h de Brasília) desta terça-feira no mercado de divisas, mantendo o valor da sessão de ontem no mesmo horário. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1339.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 2,50% aos 16.778 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 1,33% aos 8.580 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,72% aos 4.421 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,94% aos 10.592 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 0,59% aos 6.868 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 0,12% aos 4.699 pontos.

A prévia do PMI Composto da Eurozona para as primeiras semanas de agosto estava em 53,3, ante os 53,2 de julho. São sete meses em alta.

A prévia do Índice PMI da Atividade de Serviços da Eurozona estava em 53,1 nas primeiras semanas de agosto, ante os 52,9 de julho. São três meses de alta.

A prévia do PMI para o setor de Manufaturados estava em 51,8, em agosto, ante os 52,0 de julho. São três meses de baixa.

A prévia do PMI de Saída do setor de Manufaturados da Eurozona estava em 54,0 nas primeiras semanas de agosto, ante os 53,9 de julho. São oito meses de alta e todos os dados são do Markit Economics, coletados até o último dia 12 e apresentados nesta terça-feira.

Já para a Alemanha, a principal economia da Europa, a prévia do PMI Composto estava em 54,4 ante os 55,3 de julho. São dois meses de baixa.

A prévia do PMI da Atividade de Serviços estava em 53,3 para agosto, ante os 54,4 de julho. São 15 meses de baixa.

A prévia do PMI do setor de Manufaturados para as primeiras semanas de agosto estava em 53,6, ante os 53,8 de julho. São três meses de queda.

A prévia do PMI de Saída para os Manufaturados estava em 56,6, em agosto, ante os 57,0 de julho. São dois meses recuados.

Para a França, a prévia do PMI Composto de Saída estava em 51,6, nas primeiras semanas de agosto, ante os 50,1 de julho. São 10 meses de alta

A prévia do PMI para a Atividade de Serviços estava em 52,0, em agosto, ante os 50,5 de julho. São 10 meses de alta.

O PMI de Saída para o setor de Manufaturados na prévia para as primeiras semanas de agosto estava em 50,0, ante os 48,8 de julho. São cinco meses de alta.

A prévia do PMI do setor de Manufaturados estava em 48,5, em agosto, ante os 48,6 de julho. São dois meses de baixa.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com ganhos nesta terça-feira, com os investidores esperando pela apresentação da presidente do Fed em Jackson Hole, Wyoming.

O simpósio anual do Fed é usado muitas vezes pelos membros do banco para declarações importantes sobre a política monetária norte-americana.

Ao final, Dow Jones ficou em alta de 0,10% aos 18.547 pontos; o S&P ficou em alta de 0,20% aos 2.186 pontos; e Nasdaq ficou em alta de 0,30% aos 5.260 pontos.

Os preços do petróleo também subiram, um dia antes da divulgação dos estoques dos Estados Unidos nesta quarta-feira (24).

A onça do ouro ficou em queda de 0,15% a US$1,341,40.

A prévia, ajustada sazonal, para o PMI de Manufaturados – Gerentes de Compras- para os Estados Unidos estava em 52,1 nas primeiras semanas de agosto, ante alta de nove meses de julho de 52,9.

Nos Estados Unidos, as vendas de novas moradias subiram para o maior patamar em quase oito anos no mês de julho, com os construtores embalados e a demanda dos compradores permanecendo em ritmo robusto.

As vendas de casas recém-construídas aumentaram de 12,4% para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 654 mil. Os dados são do Departamento de Comércio norte-americano e mostrados nesta terça-feira. Esse número foi 31,3% maior do que um ano atrás, e facilmente batendo as previsões de um ritmo 581 mil, conforme economistas consultados pela MarketWatch. O indicador em junho tinha sido revisado ligeiramente para baixo em 582 mil.

O preço médio de vendas em julho foi de US$ 294.600, 0,5% menor do que os níveis do ano anterior. Como as vendas subiram, a oferta diminuiu para valor de casas no ritmo atual de quase 4 meses e meio.

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta terça-feira em alta de 1,46%, cotado a US$ 48,10, após os sinais lançados pelo Irã a favor de um congelamento da produção entre os membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep).

ARGENTINA

O índice Merval, da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, fechou nesta terça-feira em alta de 2,16%, aos 15.832.48 pontos.

Já o Índice Geral da Bolsa avançou 1,36%, para 677.557,89 pontos, enquanto o Merval 25 subiu 2,03% e fechou aos 16.904,73.

No pregão, foram negociados 244,1 milhões de pesos argentinos em títulos (US$ 16,2 milhões), com 52 em alta, 20 em baixa e nove estáveis.

No mercado de câmbio, o dólar se manteve estável, cotado a 14,00 pesos para compra e a 15,00 pesos para venda.

BRASIL

A Bovespa manteve a valorização nesta terça-feira, com as atenções para o quadro políticos do Brasil, faltando apenas um dia para o início do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Na outra ponta, como nos demais mercados internacionais, a busca de pistas sobre quando o Federal Reserve deverá iniciar a elevação das taxas de juros dos Estados Unidos também segue no radar.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 0,41% aos 58.020 pontos. O volume financeiro ficou em R$6,5 bilhões.

“Mesmo com a valorização, o volume permanece baixo e representa, pelo menos neste momento, que só resta esperar com o mercado montado. Os grandes já se posicionaram comprados no índice. A decisão do Impeachment está aí e ninguém quer arriscar nada”, disse o diretor da Máxima, José Costa Gonçalves.

Entre as ações valorizadas estavam as da Fibria ON, alta de 6,77%; Suzano Papel PNA, alta de 4,61%; Braskem PNA, alta de 3,71%; Petrobras ON, alta de 3,18%; e Usiminas PNA, alta de 2,77%.

Na contramão estavam as ações das Lojas Renner ON, queda de 4,10%; Qualicorp ON, queda de 3,14%; Hypermarcas ON, queda de 2,73%; Engie Brasil ON, queda de 0,42%; e Energias BR ON, queda de 1,58%.

A Vale ON estava valorizada em 2,01% e PN, 1,54%. A Petrobras ON ficou em alta de 3,18% e a PN, alta de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial ganhou força nesta terça-feira. Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,232 para a compra e R$3,233 para a venda, alta de 1%.

O euro ficou cotado aos R$3,653 na compra e R$3, 658 para a venda, alta de 0,86%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1323 às 15h GMT (12h de Brasília) desta terça-feira no mercado de divisas, mantendo o valor da sessão de ontem no mesmo horário. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1339.

Hoje, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, participaria de uma audiência no Senado Federal, mas foi cancelada. A fala de Goldfajn era esperada, já que existe uma expectativa no mercado cambial sobre as autuações do BC, bem como as novas perspectivas para o comportamento da inflação e, principalmente, quando a taxa referencial de juros do País, a Selic, voltará a recuar. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

Segundo um analista do mercado de câmbio, o movimento da moeda deverá permanecer neste patamar também com o destino político do País faltando pouco tempo para o processo de Impeachment de Dilma Rousseff.

Pela manhã, o BC ofertou em mais um leilão de swap cambial reverso mais 10 mil contratos. Foram negociados 300 contratos para 01 de setembro, 2.700 para 03 de outubro, 4.000 para 01 de novembro, e 3.000 para 02 de janeiro.

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta terça-feira em alta de 1,46%, cotado a US$ 48,10, após os sinais lançados pelo Irã a favor de um congelamento da produção entre os membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep).

Ao final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro, novo mês de referência, subiram US$ 0,67 em relação ao fechamento de ontem.

As cotações do produto se recuperaram hoje da forte queda de ontem graças às especulações de que o Irã quer se somar aos possíveis planos de reduzir a produção para diminuir a oferta no mercado na próxima reunião dos membros da Opep.

O ministro do Petroléo da Venezuela, Eulogio Del Pino, visitou Teerã hoje e se especulou que a República Islâmica poderia estar interessada em apoiar as medidas de congelamento já que está perto de conseguir alcançar os níveis de produção anteriores às sanções internacionais.

Por sua vez, os contratos de gasolina com vencimento para o mês que vem subiram US$ 0,01, para US$ 1,49 por galão (3,78 litros).

Já os contratos de gás natural com vencimento no mesmo mês subiram US$ 0,09, para US$ 2,79 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta terça-feira em alta de 1,62% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 49,96.

O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,80 acima do valor final da sessão de ontem, que foi de US$ 49,16.

Com a alta, as cotações do petróleo se recuperaram após dias consecutivos de baixa, mas ainda assim ficaram abaixo da barreira psicológica de US$ 50. Neste ano, a alta do preço do barril é de mais de 30%, o que mostra a grande volatilidade registrada no mercado do produto em 2016.

O valor do Brent vem se recuperando desde 20 de janeiro, quando registrou o mínimo anual de US$ 27,10, mas ainda está longe dos US$ 110,00 atingidos no verão de 2014 na Europa.

O minério de ferro fechou em alta de 0,85% no porto de Qingdao aos US$61,72 a tonelada.

Contratos futuros de café fecham em alta em Nova York.
Contratos futuros de açúcar fecham em alta em Nova York.
Contratos futuros de cacau fecham em alta em Nova York.

mm black 728

Assuntos desta notícia

Arquivo: UI

As ações europeias fecharam no vermelho nesta quarta-feira, com as empresas de bens de luxo. Por outro lado, a campanha presidencial nos Estados Unidos começa a mexer com os negociadores.

Há pouco, as ações da Glencore Plc e a Anglo American Plc avançavam 2,8%, puxando o índice de commodities para o melhor desempenho dos 19 grupos industriais no Índice Stoxx Europe 600, com os metais básicos subindo.

300×250 4 reais

A Cie. Financiere Richemont SA caiu 3,9%, depois que a fabricante de jóias Cartier afirmar que o lucro operacional do primeiro semestre pode diminuir cerca de 45%. A Hèrmes International SCA deslizou 6,7%, depois de abandonar sua meta de vendas para o crescimento anual.

A Glencore Plc subiu 2,5%, empurrando os produtores de commodities para cima, como os metais avançando.

A Bayer AG puxou as químicas para cima ao anunciar a compra da Monsanto Co. em um acordo de US$ 66 bilhões.

O Índice Stoxx Europe 600 caiu 0,1% para 338,42 no fechamento em Londres. Em Milão, o índice FTSE-MIB caiu 0,05% aos 16.539 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,25% aos 8.702 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 caiu 0,39% aos 4.370 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 0,08% aos 10.378 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 0,12 aos 6.673 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 recuou 0,10% aos 4.552 pontos.

O índice de energia subiu com os estoques melhores do que o esperado nos Estados Unidos. Ainda sobre os Estados Unidos, o rumo da campanha presidencial já está no radar dos negociadores.

Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo escritório estatístico da União Europeia, o Eurostat, no mês de julho em comparação com junho, a produção industrial ajustada sazonalmente recuou 1,1% na Zona do Euro (EA19) e 1,0% na União Europeia (EU28). Em junho, a produção industrial tinha aumentado 0,8% na Zona do Euro e 0,7% na União Europeia.

O indicador, quando comparado com julho do ano passado, a produção industrial recuou 0,5% na E19 e 0,1% na EU28.

A pesquisa revelou que a diminuição de 1,1% na produção industrial na Zona do Euro em julho de 2016, em comparação com junho de 2016, se deu com a queda na produção de bens de capital, – 1,7%, energia em -1,4%, bens de consumo duráveis em -0,7% e bens intermediários em -0,5% , enquanto a produção de bens de consumo não duráveis ​​manteve-se inalterada.

mm lci boxe 728

Assuntos desta notícia

Arquivo: UI

A Bovespa opera em queda nesta terça-feira, com os preços de commodities e os investidores acompanhando os demais globais, principalmente os Estados Unidos.

Há pouco,o Ibovespa recuava 2,42% aos 56.594 pontos. O giro financeiro era de R$6,3 bilhões.

300×250 4 reais

Entre as altas no índice estavam as ações da Suzano Papel PNA, alta de 2,74%; Fibria ON, alta de 1,40%; Embraer ON, alta de 1,28%; JBS ON, alta de 1,03%; e Energias BR ON, alta de 0,51%.

Entre as quedas estavam as ações da Siderúrgica Nacional ON, queda de 8,65%; Gerdau Metalúrgica PN, queda de 7,95%; Gerdau PN, queda de 7,70%; Usiminas PNA, queda de 6,94%; e Vale ON, queda de 6,35%.

As ações da JBS estão operando com ganhos sob os efeitos do anúncio feito hoje pela direção da companhia.

Há pouco, na Bolsa de Nova York, o petróleo WTI recuava 2,905 aos US$44,91.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao na China caiu 2, 92% aos US$56,09 a tonelada seca.

Carteira teórica

Na carteira teórica, que vigora entre 05 de setembro de 2016 a 29 de dezembro de 2016, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do Ibovespa estão Itauunibanco PN (10,594%), Ambev S/A ON (8,588%), Bradesco PN (7,955%), Petrobras PN (5,523%) e Petrobras ON (4,268%).

mm black 728

Assuntos desta notícia

Arquivo:UI

A Bovespa encerrou a semana com desvalorização de 2,33%, já refletindo a expectativa pela apresentação de Janet Yellen, que é a presidente do banco central dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o índice principal da bolsa paulista manteve a estabilidade, comportamento que vem se repetindo neste mês de agosto. Ao final, o Ibovespa estava em 57.716 pontos e montante de R$7,3 bilhões com ações mudando de mãos.

300×250 4 reais

Análise

De acordo com o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira, a semana foi marcada por esses dois fatores, mas teve como ” vilão” o petróleo.

“O movimento da semana foi marcado por vários fatores, sendo que um deles foi o petróleo, que teve a capacidade de mexer com todos os mercados, inclusive em papéis de peso no índice Bovespa como Petrobras, siderúrgicas e metalúrgicas. Já outras commodities pesaram na Vale. Na questão do quadro político, os ruídos sobre o julgamento do Impeachment, os aumentos dos salários do judiciário pesaram no lado negativo. O positivo ficou para a aprovação do texto da DRU, mas sem esquecer o reajuste dos servidores públicos”, explicou Bandeira referindo-se ao cenário doméstico.

Para o mercado internacional, a apresentação da Janet Yellen também ficou no radar.
“A reunião de Jackson Hole foi bem aguardada ao longo das últimas semanas, em especial a que termina hoje. Os próximos indicadores dos Estados Unidos pesarão na decisão dos membros do Fed. Hoje, por exemplo, o PIB veio fraco, aliás outros também surpreenderam. No Reino Unido veio bem e sem a contaminação do Brexit. Na França, o PIB ficou estagnado e na Espanha para cima, enfim, mostraram alguma reação positiva. Voltando ao dos Estados Unidos, os indicadores que impulsionaram um pouco a economia partiu do setor de serviços e não da indústria, como se esperava. O que se vê é pouca liquidez, muita oscilação e prudência”, avaliou Bandeira e emendando sobre a semana do mercado doméstico: ” Vamos aguardar o ‘after day’ do Impeachment.”

Entre as altas do Ibovespa estavam as ações da Usiminas PNA, alta de 6,55%; Fibria ON, alta de 2,64%; Cyrela Realt ON, alta de 2,05%; JBS ON, alta de 2,24%; e Gerdau Metalúrgica PN, alta de 1,38%.

Na contramão estavam as ações da CESP PNB, queda de 4,45%; Copel PNB, queda de 3,28%; Natura ON, queda de 2,61%; WEG ON, queda de 2,37%; e Vale ON, queda de 2,59%.

Commodities

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,65%, cotado a US$ 47,64 o barril, após as palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que o aumento de juros é um fato.

No final das operações na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,31 em relação ao fechamento anterior.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,92, alta de 0,50% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com alta de US$ 0,25 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,67.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 3,76% aos US$59,13 a tonelada seca.

mm black 728

Assuntos desta notícia

EUA e os indicadores

O índice de Atividade de Negócios dos Estados Unidos, medido pelo Markit Economics, ajustado pelas influências sazonais, ficou em 54,8% em outubro, alta ante os 52,3% de setembro e acima do teto de 50, pelo oitavo mês consecutivo. Com isso, a leitura  sinalizou uma recuperação robusta na produção do setor de serviços, com a taxa de expansão mais acentuada por quase um ano.

Conforme a análise do Markit, a tendência para a atividade de negócio, alinhada com os últimos dados de pesquisa, revelaram que as novas encomendas retomaram ao ritmo mais forte desde o final de 2015.  As evidências sugerem que a melhoria da confiança entre os clientes tem impulsionado o crescimento de novos negócios, juntamente com novos lançamentos de produtos e iniciativas de marketing bem-sucedidas.

300×250 4 reais

O aumento robusto e acelerado para o setor de novos trabalhos contribuiu para a acumulação de negócios inacabados nas empresas do setor de serviços emutubro. A taxa de acumulação foi a mais rápida desde março de 2015 e ligeiramente mais forte do que a tendência pós-crise.

O PMI final de produção, ajustado sazonalmente, subiu para 54,9% em outubro, de 52,3% no mês anterior.  A última leitura sinalizou a maior recuperação da produção do setor privado desde novembro de 2015.

Tanto o setor de manufatura quanto o de serviços registraram taxas de expansão mais rápidas em outubro. O crescimento da produção no setor manufatureiro foi o mais rápido em 12 meses (índice de produção em 55,5%).

O ISM  revelou que os 54,8% de outubro, 2,3 pontos percentuais abaixo do valor de 57,1% em setembro, representa um crescimento contínuo do setor não-industrial em um ritmo mais lento.

O Índice de Atividade Não-Industrial diminuiu para 57,7%, 2,6% p.p abaixo do valor de setembro de 60,3%, refletindo o crescimento pelo 87º mês consecutivo, em menor ritmo em outubro de 2007.

O Índice de Novos Pedidos registrou 57,7%, 2,3 p.p para baixo que a leitura de 60% em setembro. A queda de 4,1 pontos percentuais em outubro para 53,1% em relação a setembro foi de 57,2%.

O Índice de Preços subiu 2,6 p.p. em relação à leitura de setembro de 54% para 56,6% indicando os preços aumentaram em outubro pelo sétimo mês consecutivo. Em 13 indústrias, o crescimento para o mês de apresentou um ligeiro arrefecimento indicando que os aumentos em outubro não foram sustentáveis.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados estão otimistas sobre as condições de negócios e com a economia geral. Porém, muitos disseram estar preocupados com a incerteza sobre o impacto da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos.

 

mm lci boxe 728

Assuntos desta notícia

Uma semana difícil para os mercados de risco em todo o mundo e, especialmente, para o Brasil. No segmento externo, dois fatores podem ser destacados como importantes e causadores de estresse entre os investidores. De um lado, a reunião da OPEP, e de outro a proximidade do referendo na Itália que pode tirar Matheos Renzi do governo. No cenário local, destaque para a deterioração política e dados sofríveis na economia.

No segmento local, a semana foi absolutamente tensa no cenário político, com aprovação em votação na calada da madrugada do projeto anticorrupção completamente descaracterizado do que tinha passado na comissão, ruídos ainda da demissão do Ministro da Cultura e de Geddel Vieira Lima, reações fortes do poder judiciário via Carmen Lúcia, promotores e de Rodrigo Janot da PGR. Tentativa de Renan Calheiros em votar em regime de urgência o projeto anticorrupção (perdeu por 44×14), sem passar antes por comissão. Todas essas celeumas dão combustível para as manifestações marcadas para o final de semana, cujo resultado já estará expresso para o próximo período.

300×250 4 reais

Do lado econômico, o Copom reduziu exatamente como esperado a taxa de juros Selic para 13,75% (-0,25%), mas o comunicado posterior deixou aberta brecha para acelerar queda na reunião do Copom de 12 de janeiro. O PIB do terceiro trimestre anunciado na semana com dados sofríveis e o processo de desinflação em curso são bons argumentos. Especificamente sobre o PIB anunciado em contração de 0,8% e anualizado de -2,9%, por qualquer ângulo avaliado, os dados são muito fracos. Destacamos a queda da Formação Bruta de Capital Fixo no comparativo entre terceiros trimestre em 8,4%, a taxa de investimentos retrocedendo para 16,5% e a de poupança em queda de 15,1%. Esses indicadores seriam muito importantes para preparar o futuro e não está acontecendo. Tanto isso é verdade que as instituições estão reformulando suas expectativas para pior em 2017.

O IBGE divulgou dados da PNAD contínua com a taxa de desemprego no trimestre encerrado em outubro em 11,8% (outubro de 2015 era de 8,9%). O numero de desempregados já atinge 12,04 milhões de pessoas e a população ocupada caiu 2,6%, a maior queda da série. O IBGE também anunciou a produção industrial de outubro em contração de 1,1% e em 12 meses queda de 8,4%. Chama atenção o espalhamento da queda que atingiu 20 dos 24 ramos pesquisados.

O Bacen divulgou superávit do setor público em R$ 36,2 bilhões e superávit nominal de R$ 3,4 bilhões. O déficit nominal do setor público atinge no ano R$ 377,1 bilhões, cerca de 7,34% do PIB. O déficit primário está em 12 meses até outubro em R$ 137,2 bilhões, algo como 2,23% do PIB. O IGP-M fechado de novembro ficou em deflação de 0,3% (anterior em +0,16%) acumulando inflação no ano de 6,60% e em 12 meses de 7,12%.

No Exterior, só para variar mais um pouco, vários dirigentes de FEDs regionais discursaram, mas dessa feita não houve divergências. Quase todos parecem apoiar alta de juros na reunião de 14 de dezembro. Os dados de conjuntura melhores reforçam essa situação. O índice de atividade de Dallas subiu para 8,8 pontos e o ISM subiu em outubro para 57,6 pontos. O PIB do terceiro trimestre em sua segunda leitura mostrou expansão anualizada de 3,2%, mas forte que o esperado.

Nos EUA, a renda pessoal cresceu em outubro 0,6%, e os gastos com consumo +0,3%. A criação de vagas na economia em novembro foi de 178000 e a taxa de desemprego caiu para 4,6%, o menor patamar em nove anos. Tivemos o convite de Trump para que Steven Mnuchin assuma o Tesouro e suas primeiras declarações mexeram com os mercados.

Na reunião da OPEP, ficou acertado que os membros reduzirão a produção em 1,2 milhão de barris dia e ainda conversarão com países não membros, mas produtores importantes. Isso trouxe grande estresse por vários dias e mexeu muito com o petróleo, e por aqui com Petrobras. Isso deve equilibrar preços no mercado internacional e produzir alta dos preços.

Na China, o governo continua a estabelecer restrições aos investimentos externos do país e impôs congelamento de novos projetos de mineração. Isso mexeu com outras matérias primas. No Japão, a produção industrial de outubro expandiu 0,1% e o governo acredita que políticas de Trump possam beneficiar sua economia e modelo exportador. As vendas no varejo é que encolheram em outubro 0,1% e o número de desemprego ficou abaixo de 2,0 milhões pela primeira vez em 22 anos.

Na Europa, o presidente do BCE disse que irá discutir opções de políticas para decidir o que fazer com a flexibilização monetária, mas reforça que a região cresce fraca, mas com consistência. Mostrou preocupação com juros baixos prolongadamente. Na Alemanha, as vendas no varejo surpreenderam positivamente com expansão de 2,4%, quando o previsto era +1,0%. O índice de atividade industrial PMI é que caiu para 54,3 pontos. Aliás, o período foi marcado por divulgação de PMIs de diferentes países, todos acima de 50 pontos, o que significa expansão da atividade.

RESUMO DA SEMANA

IBOVESPA -2,0% DOW JONES +0,04% NASDAQ -2,72 (faltando uma hora pra encerrar) DÓLAR +1,91%

PERSPECTIVAS

A semana passada fechou bastante desequilibrada, tanto no ambiente local quanto no externo. Aliás, já vínhamos alertando para o fato de que a volatilidade continuaria nos mercados, mas não chegávamos a tanto.

No segmento local, os desequilíbrios maiores ficam por conta da deterioração no ambiente político e retardamento de medidas do Executivo, já mais fragilizado e com certa impaciência da sociedade. Vamos precisar medir o clamor das ruas durante o final de semana, e o que predominará como questionamento.

No ambiente externo, se avizinha a próxima reunião do FOMC do FED em 14 de dezembro, onde a taxa de juros básica deve ser elevada. Aparentemente, já está meio incorporado no preço dos ativos. O que ainda não estava e ajustou um pouco foi o governo Trump e o novo secretário do Tesouro, cujo efeito de suas declarações está expresso na grande arrancada dos juros.

Com mercados desequilibrados, os CDS (Credit Default Swap) de cinco anos do Brasil atingiu o maior patamar pós-Trump em 312 pontos. Destaque para a abertura de taxa nos DIs indicando os desequilíbrios. Falamos em desequilíbrio, mas o mais certo é a volta da aversão ao risco. Vai ser preciso avaliar os desdobramentos da crise política e, como o Temer que passou a ser (junto com Padilha) o articulador, irá se posicionar.

Não temos expectativas com boa margem de segurança para o próximo período, principalmente após a Bovespa voltar a perder a faixa de 60000 pontos. Os mercados vão precisar achar novo ponto de equilíbrio.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm black 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

O dia está novamente começando complicado que com aversão ao risco nos principais mercados do mundo. Internamente, além de tudo, ainda temos que conviver com o esgarçamento das relações institucionais entre Legislativo e Judiciário e redução da paciência com relação a lentidão da equipe econômica em formatar mudanças que dependem exclusivamente dela. Esse esgarçamento meio que paralisa e dificulta a divulgação de medidas e tira foco dos ajustes.

No exterior, mercados sensíveis por conta da proximidade da reunião do FED que deve elevar os juros e de declarações de Trump e do novo secretário do Tesouro. Trump, aliás, prometeu punir empresas que transfiram empregos para o exterior, mas deu um alento com a vontade de reduzir a carga tributária para até 15%.

300×250 4 reais

Mercados na Ásia absorvendo impactos dos desequilíbrios de ontem tiveram dia de queda e essa queda se alonga para as bolsas europeias e índices futuros do mercado americana. Internamente, há espaço para novas realizações e fuga de recursos de investidores estrangeiros, prejudicando inicialmente as ações de maior liquidez.

Na China, o PBOC sugeriu valorização do yuan na paridade de 6,8794 do dólar e na zona do euro a inflação medida pelo PPI (Atacado) em outubro foi de 0,8%, mas mostra deflação de 0,4% anualizada, ainda assim a menor queda desde julho de 2013. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,37%, com o barril coatado a US$ 50,36. O euro era transacionado em queda para US$ 1,0644 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 2,43%. O ouro e a prata diante da maior aversão ao risco mostravam altas na Comex e commodities agrícolas com viés de alta na bolsa de Chicago. O minério de ferro no mercado spot chinês praticamente estável (-0,1%) encerrou com a tonelada em US$ 78,00.

No segmento local, destaque negativo para a produção industrial de outubro em queda de 1,1%, acumulando retração no ano de 7,7% e em 12 meses com -8,4%. Bens de capital no comparativo com outubro de 2015 encolhendo 9,8%, bens intermediários com -7,0% e consumo caindo 7,3%. Houve queda em 20 de 24 ramos considerados e mostra espalhamento da queda, o que é certamente muito ruim.

A Fipe anunciou o IPC fechado de novembro com a inflação desacelerando para 0,15% (anterior em 0,27%). No ano, a inflação acumulada está em 5,78% e em 12 meses com 6,65%. Na sequência dos mercados, os DIS abriram novamente com viés de alta para juros e o dólar incorpora nova alta de 0,17%, cotado a R$ 3,73. Na Bovespa, o dia deve ser de renovada pressão vendedora, mas dados nos EUA podem mudar a cara do mercado.

Na agenda ainda aguardamos o payroll de novembro (criação de vagas na economia), a taxa de desemprego e discurso de dois presidentes regionais do FED.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm black 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Os mercados começaram o mês de dezembro mostrando forte aversão ao risco, tanto no segmento local como no exterior. Internamente, pesou a deterioração das relações entre o Legislativo e o Judiciário e isso acaba encilhando o Executivo que por sua vez já estava trabalhando abaixo da velocidade cruzeiro. Do lado externo, pesou a proximidade da reunião do FOMC do FED que deve elevar os juros básicos e, principalmente, a indicação de Steven Mnuchin para secretaria do Tesouro americano que, em suas declarações, se mostrou contrario à reforma Dodd-Frank de Obama e vai mudar o perfil da dívida.

Isso mexeu fortemente com os juros americanos. Os notes de 10 anos saíram de juros de 2,30% para 2,50%, o dólar desequilibrou e as bolsas acusaram a elevação da aversão ao risco. Nas commodities novos desequilíbrios com alta forte do petróleo e enorme volatilidade do minério no mercado spot chinês. Somente hoje, o minério registrou alta durante a madrugada de 8,2%, com a tonelada voltando para US$ 78,10.

300×250 4 reais

No cenário local, continuou a celeuma política sobre tentativa de aprovação do projeto anticorrupção de afogadiço, seguida de discussões sobre abuso de autoridade no Senado com a presença de Sérgio Moro e Gilmar Mendes (discordando de Moro). Para completar, o STF está julgando denuncia contra Renan Calheiros, e o relator Fachin acatou denúncia de peculato. Na área econômica, o saldo da balança comercial em novembro registrou superávit de US$ 4,7 bilhões e no acumulado do ano com superávit de US$ 43,3 bilhões.

Destacamos que o CDS (Credit Default Swap) do Brasil atingiu o maior patamar pós-Trump em 312 pontos. Na sequência, os DIs fecharam com grande alta de juros para todos os vencimentos, e o dólar encerrou em alta de 2,33% e cotado a R$ 3,467. Na Bovespa, os investidores estrangeiros na sessão de 29 de novembro retiraram recursos no montante de R$ 439 milhões, deixando o saldo negativo de novembro (faltando um dia para fechar) em R$ 2,8 bilhões. No ano, o ingresso é positivo em R$ 14,6 bilhões.

No cenário externo, nos EUA tivemos os gastos com construção (leia investimentos) em alta de 0,5% em outubro e o ISM (Atividade) de Chicago subiu para 53,2 pontos. O PMI industrial de novembro evoluiu para 54,1 pontos. Os dirigentes do FED que falaram não se posicionaram sobre política monetária. Os pedidos de auxílio desemprego subiram na semana anterior em 17000 posições para 268000, quando o previsto era 250000.

Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 4,11%, com o barril cotado a US$ 51,47. O euro era transacionado em alta para 1,0642 e os notes de 10 anos com taxa de juros de 2,45%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na bolsa de Chicago.

No mercado acionário, dia de queda para as principais bolsas europeias, com Londres perdendo 0,49%, Paris com -0,53% e Frankfurt com -1,18%. Madri registrou queda de 0,31% e Milão com alta de 0,79%. No mercado americano, faltando ainda cerca de uma hora para encerramento, o Dow Jones operavam com +0,38% e o Nasdaq com -1,30%. Na Bovespa, o mercado aprofundou queda na parte da tarde quando Petrobras, Vale e siderúrgicas passaram ao campo negativo; secundadas por bancos por conta da operação Zelotes. O índice encerrou em queda de 3,89%, aos 59500 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos nos EUA o payroll com a criação de vagas em novembro e a taxa de desemprego. Na zona do euro, a inflação medida pelo PPI. Internamente, teremos a produção industrial mensal de outubro pelo IBGE e o IPC fechado da Fipe para novembro.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm bolsa 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

A decisão da OPEP de cortar a produção de seus membros em 1,2 milhão de barris dias e negociações posteriores com outros grandes produtores ainda mexe com os mercados em todo o mundo. Além disso, investidores preocupados com o referendo sobre mudanças constitucionais que acontecem na Itália nesse final de semana. Internamente, as repercussões ficam por conta da decisão do Copom de reduzir a taxa Selic em 0,25% para 13,75% e ainda todo o ruído provocado pela tramitação do projeto anticorrupção no Congresso.

A decisão do Copom foi totalmente esperada, mas o comunicado posterior deixou brecha para redução mais acelerada na reunião que acontece em 12 de janeiro de 2017. Do lado político, tivemos forte reação do Poder Judiciário sobre a votação na Câmara, e depois a tentativa de Renan Calheiros de colocar em votação de urgência no Senado, sem antes passar por comissão. Renan perdeu por 44 x14, mas isso amplificou ruídos e deu combustível para panelaço e para as manifestações marcadas pelas redes sociais para 04 de dezembro.

300×250 4 reais

O dia está sendo de anúncios de PMIs (Atividade) do setor industrial em todo o mundo para o mês de novembro, todos acima dos 50 pontos, o que significa ainda expansão da atividade. Na China, o PMI oficial subiu para 51,7 pontos (de 51 pontos) e na Índia caiu para 52,3 pontos, reduzindo o ritmo de expansão. Na Alemanha, caiu para 54,3 pontos e na zona do euro subiu para 53,7 pontos, no maior nível em 34 meses. No Reino Unido, houve queda para 53,4 pontos, vindo de 54,2 pontos.

Ainda na zona do euro, a taxa de desemprego caiu para 9,8% (previsão era 10%), no menor patamar desde julho de 2009. Na Itália, o PIB do terceiro trimestre expandiu 0,3%, com taxa anualizada de 1,0%. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,11%, com o barril cotado a US$ 49,99. O euro era transacionado em alta para US$ 1,0627 e os notes americanos de 10 anos com juros em alta para 2,41%. O ouro e a prata eram negociados em queda na Comex e commodities agrícolas em alta na bolsa de Chicago.

No cenário local, a FGV anunciou que o IPC-S de novembro desacelerou para 0,17% (anterior em 0,34%). A Polícia Federal deflagrou nova fase da operação Zelotes investigando julgamentos do CARF e o STF julga hoje, depois de 9 anos de investigações, processo contra Renan Calheiros. No mercado, os DIs operam com alta de juros para todos os vencimentos nesse início de manhã e dólar em boa alta de 0,77%, cotado a R$ 3,414. Na Bovespa, mercado acompanhando bolsas em queda no mundo, com o índice futuro perdendo 0,63%.

Na agenda do dia, que ainda sairá, nenhum indicador com capacidade de mudar os mercados, mas é bom ficar atento aos ruídos políticos no mercado local e preço do petróleo no segmento internacional.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm black 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Estamos redigindo esse texto antes do encerramento do mercado, por conta da nossa participação no programa da Rádio BandNews FM (94,9). Sempre às quartas-feiras. Por conta disso, não temos o fechamento do dia, mas a Bovespa mostrava até então contração em novembro de 3,4%.

O dia foi positivo por conta da reunião da OPEP sobre contração da produção de petróleo e os membros acabaram oficializando redução de 1,2 milhão de barris dia. Com isso, o petróleo registrou boa alta no mercado internacional e, internamente, impulsionou as ações de Petrobras. Evento negativo ficou por conta das ações da Vale (recuperando mais para o final do pregão) por conta de nova queda de 3,9% no preço do minério no mercado spot da China.

300×250 4 reais

No cenário local, tivemos logo cedo a divulgação pelo IBGE do PIB do terceiro trimestre com contração de 0,8%, e contra igual período do ano anterior -2,9%. Por qualquer estatística que se colete os dados, eles foram fracos e isso deve suscitar novas revisões negativas do PIB de 2017. A formação bruta de capital fixo encolheu no comparativo com o ano anterior 8,4%, a taxa de investimento declinou para 16,5% e a de poupança ficou em 15,1%. Isso retarda a recuperação da economia. O consumo das famílias encolheu 3,4% contra o terceiro trimestre do ano anterior e o de governo -0,8%.

Foi a sétima queda consecutiva do PIB trimestral e algumas instituições já reformularam suas projeções de 2017. O Bradesco anunciou que alterou de +1,0% para somente 0,3% e algumas casas já trabalham com encolhimento para 2017. Contrariando especulações o governo descartou liberação de compulsório e desonerações (também não anteciparia), mas vai ser preciso fazer bem mais do que tem feito.

No plano politico interno, o dia ficou por conta da repercussão do texto aprovado ontem pela Câmara anticorrupção. Carmen Lucia (STF) se posicionou de forma dura, os procuradores também, mas citamos Rodrigo Janot analisando que um sumário honesto registrará que o melhor do projeto foi excluído e medidas de retaliação foram incluídas. Disse para a sociedade ficar atenta para que esse retrocesso não se concretize. Certamente, com isso ganhou força a manifestação marcada para o próximo dia 04 de dezembro.

O Bacen anunciou que o fluxo cambial até 25 de novembro foi positivo em US$ 5,2 bilhões (fluxo financeiro de US$ 1,5 bilhão) e no ano ainda está negativo em US$ 1,8 bilhão. O Bacen perdeu em operações de swap R$ 4,04 bilhões. Na sequência dos mercados, os DIs terminaram o dia em queda de juros para todos os vencimentos e o dólar operava em queda de 0,22% (R$ 3,3848). Na Bovespa, na sessão de 28 de novembro, os investidores estrangeiros alocaram R$ 216,4 milhões, deixando o saldo negativo de novembro em R$ 2,4 bilhões e o do ano positivo em R$ 15,11 bilhões.

No segmento externo, destacamos indicadores positivos da economia americana. A pesquisa ADP sobre criação de vagas do setor privado em novembro mostrou alta de 216000 (esperado era 170000), a renda pessoal cresceu 0,6% em outubro e gastos com consumo +0,3%. O deflator de preços do consumo subiu 0,2% (núcleo +0,2%) e a inflação está em 1,4% (núcleo +1,7%). Dirigentes do FED se posicionaram favoráveis ao aumento de juros, e fica cada vez mais certo que farão isso na reunião de 14 de dezembro. Trump convidou Steven Mnuchin como secretário do Tesouro, fazendo as pazes com o mercado, já que é ex-dirigente da Goldman Sachs.

Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 8,80%, com o barril cotado a US$ 49,21. O euro era transacionado em queda para US$ 1,0594 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,38% (chegou a 2,40%). O ouro e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.

Na Europa, bolsas em alta, com Londres subindo 0,17%, Paris com +0,59% e Frankfurt com +0,19%. Madri e Milão tiveram altas de respectivamente 0,24% e 2,23%.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC-S de novembro, a Fenabrave mostra as vendas de veículos e sai o saldo da balança comercial de novembro. Nos EUA, novos discursos de dirigentes do FED, os gastos com construção de outubro e pedidos de auxílio desemprego da semana anterior.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm TD 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

O dia está começando positivo para os mercados de risco em todo o mundo, com indicações favoráveis vindas da reunião da OPEP. A lata do petróleo no mercado internacional indica que os membros podem obter consenso e melhorar a precificação da commodity. Isso gera alguma tranquilidade e a Rússia vai esperar a decisão da OPEP, mas parece aceitar redução da produção de óleo.

Internamente, vamos ter que repercutir as votações de ontem no Senado e Câmara. No Senado, a PEC do teto dos gastos foi aprovada por 61×14 e emendas foram rejeitadas e seguem para votação definitiva. Na Câmara, o pacote anticorrupção foi aprovado, mas houve forte descaracterização com diversas inclusões de emendas, inclusive a de abuso de autoridade para juízes e membros do MP. Está sendo conhecida como da “intimidação” e deve gerar manifestações no final de semana. Além disso, temos que considerar que hoje é virada do mês e sempre agrega volatilidade.

300×250 4 reais

No Japão, a produção industrial de outubro cresceu 0,1%, igual ao previsto e na China houve valorização do yuan na paridade de 6,8865 por dólar. Na Alemanha, as vendas no varejo de outubro cresceram forte em 2,4% (previsto era +1,0%) e a taxa de desemprego ficou estabilizada por mais um mês em 6,0% em novembro. Na zona do euro, a inflação medida pelo CPI preliminar de novembro anualizada foi de 0,6% (baixa), mas a maior alta desde abril de 2014.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava forte alta de 6,77%, com o barril cotado a US$ 48,29. O euro era transacionado em alta para US$ 1,0661 e os notes americanos de 10 anos com taxa em alta para 2,33%. O ouro era negociado em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas em alta na bolsa de Chicago.

Internamente, o IBGE anunciou o PIB do terceiro trimestre em contração de 0,8% e contra igual período de 2015 contração de 2,9%. Foi o sétimo trimestre consecutivo de queda do PIB. Destaque negativo para a formação bruta de capital fixo (FBCF) com queda de 8,4% sobre o terceiro trimestre de 2015 e com taxa de investimento fraca de 16,5% e taxa de poupança de 15,1%. Os números mostram toda fraqueza que ainda persiste sobre a economia.

A FGV anunciou a confiança da indústria em novembro com +0,4 ponto para 87 pontos e taxa de utilização da capacidade em 74%. Na sequência dos mercados, os DIs começaram o dia com queda dos juros (branda) para todos os vencimentos e o dólar já operando em queda de 0,22% e cotado a R$ 3,387. A Bovespa deve seguir mercados no exterior em alta e recuperar parte das perdas de 2,97% de ontem.

O dia ainda contempla muitos indicadores que podem mudar o comportamento do mercado, especialmente a decisão da OPEP. Nos EUA, indicadores importantes e, internamente, depois de pregão encerrado a decisão do Copom sobre juros, onde o esperado é queda da Selic de 0,25% para 13,75%.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm bolsa 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Ontem, a Bovespa operou em forte alta, enquanto no exterior mercados acionários em queda. Hoje tivemos o inverso com exterior forte e, internamente, ações em queda. A maior justificativa está no preço das commodities. Ontem, petróleo e minério de ferro em alta impulsionaram Vale, siderúrgicas e Petrobras, e hoje ocorreu o oposto. Petróleo WTI em queda e minério também.

O dia começou com informações do desastre aéreo que envolveu o time da Chapecoense matando dezenas de brasileiros e provocando consternação nacional. No cenário externo, preocupações renovadas com a reunião da OPEP de amanhã e com o referendo na Itália. Com relação à reunião da OPEP, só vamos saber quando tivermos a decisão final. A cada hora, as informações parecem desencontradas, mas uma coisa parece positiva: provavelmente teremos congelamento de cotas; mas talvez não haja clima para reduções de produção.

300×250 4 reais

Com relação ao referendo, o noticiário de hoje foi mais positivo e estimulou os mercados da Europa. Na Alemanha, a inflação medida pelo CPI de novembro subiu 0,1% e a taxa anual está em +0,8%. Nos EUA, o PIB do terceiro trimestre na segunda leitura trouxe alta anualizada de 3,2%, mais que o esperado (3,0%) e a maior expansão em dois anos. O núcleo do PCE ficou em 1,7% no terceiro trimestre e o índice em 1,4%.

Ainda nos EUA, o índice Case-Shiller de preços de imóveis para 20 cidades subiu 5,1% no comparativo de setembro e para 10 principais cidades +4,3%. A confiança do consumidor do Conference Board subiu para 107,1 pontos quando a previsão era 101,8 pontos. Powel do FED disse que a inflação baixa pode ser sério problema, que o crescimento ficou fortalecido no segundo semestre e que o FED pode não estar bem posicionado com juros muito baixos e ter que acelerar.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 3,55%, com o barril cotado a US$ 45,41. O euro era transacionado em alta para US$ 1,0642 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em alta para 2,31%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas na bolsa de Chicago em queda. O minério de ferro no mercado spot chinês interrompeu forte sequência de alta e caiu 6,4%, com a tonelada em US$ 75,10 (ontem ficou acima de US$ 80).

No segmento local, a FGV anunciou o IGP-M fechado de novembro em deflação de 0,3% (anterior em +0,16%) e acumulando no ano 6,6%. Em 12 meses, a inflação está em 7,12%. A PNAD contínua veio com taxa de desemprego de 11,8% no trimestre encerrado em outubro e massa salarial real encolhendo 3,2%. O número de desempregados ascende a 12,04 milhões de pessoas. E a população ocupada caiu 2,6% no comparativo com igual período do ano passado. O índice de preços do produtor (IPP) no ano mostra queda de 0,36% e em 12 meses -1,13%.

Na sequência dos mercados, os DIs tiveram dia de queda dos juros para todos os vencimentos e o dólar mostrou alta de 0,26%, cotado a R$ 3,395. Na Bovespa, na sessão de 25 de novembro, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 226 milhões, deixando o saldo negativo do mês em R$ 2,62 bilhões e, no ano, com ingresso líquido de 14,89 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta nas principais bolsas europeias, com Londres em queda de 0,40%, Paris com +0,91% e Frankfurt com +0,36%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,55% e 2,13%. No mercado americano, faltando ainda cerca de uma hora para encerramento, o Dow Jones tinha alta de 0,16% e o Nasdaq com+0,44%. Na Bovespa, dia de queda de 2,98% e índice em 60980 pontos.

Na agenda de amanhã, o IBGE anuncia o PIB do terceiro trimestre com provável contração de 0,9% (anterior -0,6%) e queda anualizada de 3,2%. O Bacen anuncia o fluxo cambial da semana anterior e o Copom, a decisão sobre juros com possível queda de 0,25%, Nos EUA, teremos uma bateria de indicadores com capacidade de afetar os mercados. Renda e gastos pessoais de outubro, deflator PCE de outubro vendas pendentes de imóveis, dados do Livro Bege (síntese da economia) e discursos de dirigentes do FED.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm bolsa 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

O dia terminou na Ásia com comportamento misto para as principais bolsas da região. Na Europa, o quadro é um pouco melhor com reações positivas nesse início de manhã e índices futuros do mercado americano no campo positivo. Internamente, na Bovespa, petróleo em queda pode influir negativamente nas cotações de Petrobras.

Durante a madrugada na China, o PBOC sugeriu valorização da moeda yuan na paridade de 6,8889 por dólar e o governo volta a falar em restrições aos investimentos externos, na tentativa de equilibrar a moeda. No Japão, as vendas no varejo anualizadas para outubro mostram contração de 0,1%, sendo o oitavo mês de queda. No mês, houve expansão de 2,5%.

300×250 4 reais

Na França, o PIB do terceiro trimestre expandiu 0,2%, com taxa anualizada de 1,1%. Nos EUA, o noticiário da conta de possibilidade de duas elevações de juros em 2017 (ainda pode fazer uma em dezembro) e acelerando em 2018. O Irã e Iraque consideram congelar a produção de petróleo e que agrega conotações mais positivas para a reunião da OPEP de amanhã.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,76%, com o barril cotado a US$ 46,35. O euro era transacionado em queda para US$ 1,0598 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,33%. O minério de ferro teve dia ruim no mercado spot chinês com queda de 6,4% e pode afetar Vale e siderúrgicas, mesmo com anúncio de distribuição de JCP de Vale (R$ 0,166 por ação). O ouro e a prata mostravam quedas na Comex e commodities agrícolas na mesma direção na bolsa de Chicago.

No cenário local, a FGV anunciou deflação de 0,3% para o IGP-M de novembro (anterior em +0,16%), acumulando inflação no ano de 6,6% e em 12 meses de 7,12%. O IPA agropecuário teve contração de 1,5%. O IBGE anunciou dados da PNAD contínua do trimestre encerrado em outubro com o desemprego em 11,8% (no ano passado era 8,9%) e queda na massa de renda real de -3,2%. O número de desempregados foi estabelecido em 12,4 milhões.

Foi anunciado o IPP da indústria de transformação com alta de 0,10% (anterior em 0,47%), mas no ano com -0,36% e em 12 meses -1,13%. Na sequência, os DIs começaram o dia em queda de juros nos vencimentos mais curtos e longos próximos da estabilidade. O dólar começou em leve alta, mas já caía 0,16% e cotado a R$ 3,3809. Na Bovespa, dia de queda do índice futuro de 0,85%.

Na agenda, ainda teremos a divulgação da segunda leitura do PIB americano do terceiro trimestre, outros indicadores, além da fala do presidente do FED de NY e do vice-presidente Fischer.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm bolsa 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

O dia começou com comportamento misto e alguma fragilidade na Europa e futuros do mercado americano, mas aos poucos foi melhorando, especialmente na Bovespa. Três fatores tiveram que ser absorvidos pelos mercados. A proximidade da reunião da OPEP deixou investidores nervosos, mas o petróleo acabou saindo de negativo para positivo por conta de informações passadas.

Aparentemente o Irã e Iraque parecem solidários com a redução da oferta de petróleo que deve ser aprovada na reunião de 30 de novembro em Viena. Existe intenção em liberar a produção da Líbia e Nigéria dentro de parâmetros. As expectativas continuaram positivas desde a última sexta-feira.

300×250 4 reais

Internamente, os mercados repercutiram a coletiva de Temer e dos presidentes da Câmara e Senado na manhã de domingo sobre não anistiar caixa 2 e, também, a entrevista que seria divulgada na noite de domingo do ex-ministro Alexandre Calero. Além disso, temos que considerar que durante a madrugada na China, tivemos nova alta do minério de ferro de 1,3%, com a tonelada indo para
US$ 80,20, isso depois de ter subido mais de 9% na semana anterior. Claramente isso ajudou no comportamento de alta da Vale e siderúrgicas.

A pesquisa Focus semanal do Bacen veio melhor na expectativa da inflação, mas piorou a queda do PIB de 2016 e 2017. A produção industrial caiu mais um pouco em 2016 (-6,23%) e melhorou para 1,21% em 2017. O dólar mais pressionado está projetado para o final de ano em R$ 3,35%.

O Bacen mostrou superávit do setor público em outubro de R$ 36,2 bilhões e superávit nominal de R$ 3,4 bilhões. O déficit primário do setor público no ano está em R$ 45,9 bilhões (0,89% do PIB) e o déficit nominal em R$ 377,1 bilhões (7,34% do PIB). Em 12 meses o déficit nominal atinge R$ 544,0 bilhões (8,83% do PIB). Claramente, as contas foram muito impactadas pelo processo de repatriação de recursos encerrada no final de outubro. Do lado político a oposição protocolou pedido de impeachment do presidente Temer.

No encerramento dos mercados, os juros dos DIs mostravam quedas para todos os vencimentos e o dólar oscilou bastante durante todo o dia entre positivo e negativo para fechar em queda de 0,62% e cotado a R$ 3,386. Na Bovespa, na sessão de 24 de novembro, os investidores estrangeiros retiraram recursos no montante de R$ 89,7 milhões, deixando o saldo negativo do mês de novembro em
R$ 2,85 bilhões e positivo no ano em R$ 14,67 bilhões.

No segmento externo, o índice de atividade de Dallas subiu em novembro para 8,8 pontos, vindo de 6,7 pontos no mês anterior. Na zona do euro, o presidente do BCE (BC Europeu) deu declarações dizendo que a política monetária seria mais efetiva se apoiada por outras medidas e reformas. Segundo Draghi, a expansão da região está em ritmo moderado e estável, mesmo tendo que lidar com o Brexit. Já a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) melhorou suas previsões para o Brasil com crescimento em 2017 de 0,3%, mas ainda é a pior performance no grupo do G-20.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 2,61%, com o barril cotado a US$ 47,24. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,0598 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 2,32%. O ouro e a prata negociados em alta na Comex e commodities agrícolas na bolsa de Chicago com viés mais para alta.

Na mercado acionário, dia de queda para as principais bolsas europeias, refletindo preocupações com o referendo na Itália e candidatura de Fillon na coligação de centro direita. A bolsa de Londres registrou queda de 0,60%, Paris com -0,88% e Frankfurt com -1,09%. Madri e Milão em queda de respectivamente 0,72% e 1,81%. No mercado americano, faltando ainda cerca de uma hora para encerramento, o Dow Jones tinha queda de 0,19% e Nasdaq com -0,38%. Na Bovespa, dia de alta liderada por Petrobras, Vale e siderúrgicas. O Ibovespa encerrou em alta de 2,11%, aos 62855 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IGP-M fechado de novembro com previsão de alta de 0,1% (ano em queda para 7,29%), dados da PNAD contínua de outubro e IPP da indústria de transformação. Nos EUA, teremos nova avaliação do PIB do terceiro quadrimestre, o índice Case-Shiller de preços dos imóveis em setembro, a confiança do consumidor do Conference Board de novembro e discurso do presidente do FED de NY.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm lci boxe 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)

Hoje os mercados vão ajustar para três eventos no exterior e pelo menos um no segmento local. No exterior, crescem as expectativas com relação à reunião da OPEP que ocorre em 30 de novembro sobre redução da oferta de petróleo. Na Itália, teremos o referendo constitucional em 04 de dezembro, que caso o “não” prevaleça, pode ocasionar a saída de Matheos Renzi do governo. Na França, Fillon ganhou a indicação para concorrer às eleições para presidente pela coligação de centro direita, e com muita força.

No segmento local, vamos repercutir a inédita coletiva de ontem do presidente Temer e dos presidentes da Câmara e Senado, sobre vetar a anistia do caixa 2 que tanta polêmica trouxe durante a semana e com manifestações populares durante o final de semana. Adicionalmente, Temer versou sobre a coletiva do ex-ministro da Cultura, Alexandre Calero, para o Fantástico, certamente sabendo do conteúdo que seria veiculado.

300×250 4 reais

Na China, durante a madrugada, o PBOC sugeriu valorização da moeda yuan (contrariando tendência) na paridade de 6,9042 da moeda americana, o saldo da balança de serviços mostrou déficit em outubro de US$ 20,9 bilhões (menor que no mês de setembro) e o saldo do balanço de bens cresceu para superávit de US$ 49,9 bilhões, de anterior em +US$ 44,0 bilhões.

Na zona do euro, a base monetária M# expandiu em base anualizada de outubro 4,4%, de previsão de crescimento de 4,9%. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,69%, com o barril cotado a US$ 45,74. O euro era transacionado em alta para US$ 1,0634 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 2,33%. O ouro e a prata negociados na Comex operavam em alta e commodities agrícolas em alta na bolsa de Chicago.

Voltando ao segmento local, a pesquisa semanal Focus do Bacen veio com inflação em queda para 2016 em 6,72% (anterior em 6,80%) e PIB encolhendo em 2016 3,49%. A produção industrial piorou para queda em 2016 de 6,23% e 2017 crescendo 1,21%. O dólar previsto para o final do ano está em R$ 3,35.

No mercado, dia começando com os DIs mostrando queda para todos os vencimentos e dólar abrindo o dia com queda de 0,15% em R$ 3,4023, seguindo fraqueza da moeda americana no exterior. Na Bovespa, o índice futuro mostrava queda de 0,20%, seguindo comportamento fraco no exterior.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

mm lci boxe 728

Assuntos desta notícia

Join the Conversation (0)