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A Petrobras, conforme Fato Relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que tomou ciência, nesta quarta-feira (24), de decisão da 3ª Vara da Justiça Federal de Sergipe pela extinção da ação popular, sem julgamento de mérito, que visava suspender o processo de cessão dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural de um conjunto de campos em águas rasas, localizados nos estados do Ceará e de Sergipe.

A extinção do processo é decorrente de pedido realizado pela Petrobras, com base na decisão proferida pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que autorizou a continuidade do programa desinvestimentos da companhia, determinando que seja aplicada a sistemática revisada aos projetos de desinvestimentos, conforme fato relevante divulgado em 15/03/2017.

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O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), leu nesta quarta-feira (24) no plenário da Casa o requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o uso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a internacionalização de empresas brasileiras.

Mais cedo, o senador Roberto Rocha (PSB-MA) anunciou que apresentaria o requerimento com 37 assinaturas de apoio – 10 a mais que o necessário para a instalação da comissão. A partir da leitura pelo presidente Eunício Oliveira, os senadores que assinaram têm até a meia-noite para retirar o apoio, se desejarem. Se, mesmo com a retirada de assinaturas, o requerimento mantiver o mínimo de 27, a comissão poderá ser instalada.

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A CPI vai investigar os critérios e eventuais irregularidades na concessão de empréstimos do BNDES pelo programa de globalização de companhias nacionais, entre elas a JBS, cujos executivos firmaram acordo de delação premiada e de leniência com a Justiça.

Votações

Mais cedo, o Senado votou uma série de decretos legislativos para endossar acordos internacionais firmados pelo Brasil, e Eunício Oliveira leu em plenário o recebimento da Medida Provisória (MP) 763/2016, que permite o saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A MP foi na terça-feira (23) pelos deputados e, com a leitura no Senado, constará da ordem do dia dos senadores a partir de amanhã (25). A expectativa é que ela seja votada na próxima terça-feira (31). Se não for votada, a MP perderá a validade por decurso de prazo no dia 1º de junho.

Com Ag. Brasil

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O executivo Wesley Batista ficou acompanhado advogados na sede do Ministério Público Federal no Distrito Federal negociando um acordo de leniência do grupo J&F, que controla a JBS. A empresa ofereceu hoje R$ 4 bilhões para fechar o acordo, o que não foi aceito pelo MPF. As negociações continuaram.

O MPF defendeu o pagamento de R$ 11,169 bilhões pela empresa, que seriam pagos em dez anos. O valor é equivalente a 5,8% do faturamento obtido pelo grupo econômico em 2016. Anteriormente, os representantes da J&F propuseram pagar R$ 1 bilhão, o que equivale a 0,51% do faturamento registrado no período.

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Segundo o MPF, a Lei Anticorrupção estabelece que a multa em acordos de leniência deve ter como parâmetro percentual que varia entre 0,1% e 20% do faturamento. O primeiro prazo dado pelo MPF para fechamento do acordo e pagamento da multa terminou às 23h59min do dia 19.

Apesar do não fechamento de um acordo de leniência, a empresa já fechou com o MPF um acordo de colaboração, que já foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal. O acordo de leniência abrange aspectos civis e de responsabilidade da empresa, enquanto o acordo de colaboração diz respeito a aspectos penais.

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O mercado financeiro doméstico ficou de lado para as manifestações em Brasília, com a bolsa de valores de São Paulo mantendo ganhos acima dos 63 mil pontos, o dólar mesmo em alta não atingiu os R$2,30 e os juros futuros, com vencimento para janeiro de 2018, recuando 20 pontos base aos 9,59%.

Já em Brasília, a tarde foi de caos com os manifestantes invadindo a capital do País em protesto contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Os alvos foram os prédios da Esplanada dos Ministérios no confronto com a Polícia Militar.

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O clima tenso e o temor de uma invasão na Câmara dos Deputados fizeram o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pedir ao governo o envio de tropas federais.

Com isso, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em breve pronunciamento, disse que tropas das Forças Armadas já estavam se posicionando no Palácio do Planalto e no Itamaraty e que mais homens estavam se deslocando para proteger os demais prédios da Esplanada, os ministérios e o Congresso Nacional.

De acordo com Jungmann, a medida foi necessária porque a marcha Ocupa Brasília, “prevista como pacífica, degringolou para a violência, desrespeito, ameaça às pessoas”. Não foi informado, no entanto, o total de militares deslocados na ação.

“O senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, uma ação de garantia da lei e da ordem. Nesse instante, tropas federais se encontram neste palácio e no Itamaraty. Logo mais, estão chegando tropas para assegurar que os prédios sejam mantidos incólumes”, disse o ministro no Palácio do Planalto.

“O presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável a baderna, o descontrole. E que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar um processo que se desenvolve de forma democrática e com respeito às instituições”, acrescentou Jungmann.

O ministro destacou que a decisão presidencial se baseia no Artigo 142 da Constituição Federal. O artigo diz que “as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

O Decreto já foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e vigora a partir de hoje até o próximo dia 31.

Essa decisão do presidente Temer, atendendo ao pedido de Rodrigo Maia, foi interpretada por alguns deputados como uma medida de intervenção das Forças Armadas e o suficiente para que Maia suspendesse a sessão por meia hora.

Na retomada dos trabalhos, Maia explicou a decisão e as discussões na Casa prosseguiram em clima tenso, com a oposição não economizando ataques ao presidente Temer e questionando as reformas. Porém, a oposição decidiu endurecer ainda mais no começo da noite abandonando a Câmara e com líderes afirmando que não votam enquanto o presidente Michel Temer permanecer no cargo. Agora é esperar.

Voltando para o cenário externo, o destaque desta quarta-feira ficou para a China e sua nota de crédito rebaixada pela agência de classificação de risco Moody’s. Porém, os investidores asiáticos não foram influenciados pela decisão da agência e partiram para o risco.

Já na Europa, os investidores foram também saíram para as compras amparados pelos números das economias da França e Alemanha fortalecidas. No Reino Unido o alerta é máximo para os atos de terrorismo.

Nos Estados Unidos, sem Donald Trump, os índices de peso na bolsa de Nova York fecharam em território positivo e também descolados da nota da China.

Mas a grande expectativa era para a ata do Federal Reserve, com os membros considerando a economia do País fortalecida e entendendo que a desaceleração recente é temporária. A elevação da taxa de juros vai prosseguir de forma gradual, como vem afirmando a autoridade monetária.

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam sem direção, com as ações chinesas em recuperação depois que a Moody’s cortou a nota da dívida do País. O iene ficou mais fraco e impulsionou as ações do Japão.

O MSCI Asian Pacific ficou em 151.87 no fechamento em Hong Kong.O índice Asia Dow ficou em queda de 0,18% aos 3.299. O Xangai ficou em alta de 0,07% aos 3.064.O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,10% aos 25.428. Na Índia, o índice Sensex, bolsa de Bombai, ficou em queda de 0,21% aos 30.301. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em alta de 0,66% aos 19.742 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,24% aos 2.317 pontos. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em alta de 0,27% aos 3.231.

A recuperação do Xangai se com deu com a maioria de investidores analisando a decisão de Moody’s em cortar a avaliação de dívida de China pela primeira vez em quase três décadas.

A classificação da China foi reduzida para A1 a partir de Aa3 sobre a probabilidade de um “aumento material” na dívida de toda a economia e seu impacto sobre as finanças públicas, informou a Moody’s em um comunicado.

Os futuros de petróleo bruto mantiveram ganhos à medida que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados estão perto de estender um acordo de corte de suprimentos por mais nove meses.

Já as altas no Japão ficaram com a moeda enfraquecida e impulsionado perspectivas de ganhos.

EUROPA

As bolsas da Europa fecharam sem direção nesta quarta-feira, com os investidores analisando os dados dos Estados Unidos e sem perder o radar para a viagem internacional do presidente Donald Trump e seus negócios. De outro lado, o downgrade do rating de crédito da China pela agência de classificação de risco, Moody’s, também ficou no foco.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,09% aos 392.37, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 0,21% aos 21.369; o Ibex 35 (Madri) recuou 0,08% aos 10.907; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,13% aos 12.642; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,40% aos 7.514; o CAC 40 ficou em queda de 0,13% aos 5.341 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou estável aos 5.213.

O bom desempenho do índice de referência europeu, Stoxx 600, se deu com os dados econômicos mais fortes da Alemanha e da França.

As ações de viagens e lazer e do setor imobiliário foram as que mais avançaram em duas semanas.

A agência Moody’s reduziu a recomendação sobre a dívida da China. A classificação da China foi reduzida para A1 a partir de Aa3 sobre a probabilidade de um “aumento material” na dívida de toda a economia e seu impacto sobre as finanças públicas.
Esta foi a primeira vez em quase três décadas.

Já a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os países aliados estavam próximos de um acordo para estender os cortes na produção de petróleo por mais nove meses. A medida do cartel tem como objetivo sustentar preços e revitalizar suas economias.

Ainda na Europa, os investidores estão se concentrando as atenções para os Estados Unidos, com a ata do Federal Reserve. A busca é por pistas para as decisões do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) sobre o ritmo de potenciais aumentos da taxa de juros.

As ações de viagens e lazer cresceram 12% este ano, no quarto melhor desempenho entre os grupos industriais.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com ganhos nesta quarta-feira, com os investidores mais calmos com a ata do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve. O documento mostrou que os membros do banco central não consideraram desaceleração da economia e devem prosseguir com a elevação na taxa de juros, conforme o anunciado.

Ao final da jornada, S&P ficou em alta de 0,25% aos 2.404; o Dow Jones ficou em 0,36% aos 21.012; e o Nasdaq ficou em alta de 0,40% aos 6.163.

A ata mostrou que para a reunião, em meados de junho, embora com prudência os membros do FOMC acrescentaram a ressalva de que “seria prudente” esperar por evidências de que uma recente desaceleração da atividade econômica tenha sido transitória.

Ainda pela manhã, o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, disse que junho é “uma possibilidade distinta” para o segundo aumento de juros do banco central dos Estados Unidos.

O petróleo recuou com a divulgação dos estoques dos Estados Unidos para a semana encerrada em 19 de maio, queda de 4,4 milhões de barris.

O dólar caiu para o menor patamar desde novembro do ano passado e os títulos do Tesouro caíram. O rendimento de 10 anos caiu três pontos base para 2,25%. Os preços dos títulos caíram nos últimos quatro dias.

Os preços dos metais, porém, recuaram com a Moody’s rebaixando a nota de crédito da China. O níquel caiu 2,6% e o cobre caiu 0,9%. Os futuros de minério de ferro recuaram 6,5%.

O ouro caiu 0,3% para US $ 1.251 a onça, depois de cair 0,8% nesta terça-feira.

O petróleo do oeste do Texas caiu 11 centavos para se estabelecer em US $ 51,36 o barril, seguindo um avanço de cinco dias. Os investidores deram de ombros à queda dos estoques norte-americanos, enquanto mantinham o foco para a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) amanhã (25).

BRASIL

A bolsa de valores de São Paulo fechou em alta nesta quarta-feira, mas bem abaixo do movimento registrado até o meio tarde, quando os investidores ficaram mais atentos aos acontecimentos em Brasília, em dia de manifestações contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Além disso, a sessão tumultuada na Câmara Federal também ficou no radar.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 0,95% aos 63.257. O volume financeiro ficou em R$9,5 bilhões.

“O que se vê é que o mercado, pelo menos neste momento, descolou do cenário político e esperando um entendimento entre os parlamentares para as aprovações das reformas, da Previdência e Trabalhista. A Petrobras recuperou e a Vale devolveu com o minério de ferro”, considerou o gerente de B3 da HCommcor, Ari Santos.

As ações com ganhos
Eletrobras PNB, alta de 7,83%; Eletrobras ON, alta de 6,66%; Rumo Log ON, alta de 7,26%; Smiles ON, alta de 5,04%; e Ecorodovias ON, alta de 4,60%.

As ações com perdas
Marfrig ON, queda de 3,99%; Suzano Papel PNA, queda de 2,69%;e Klabin UNT, queda de 2,06%.

A Vale ON ficou em queda de 2,62% e a PN, queda de 2,07%
A Petrobras ON ficou em alta de 2,70% e a PN, alta de 3,34%.

Pagam dividendos: Apenas a AES Tietê.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Moedas

O dólar comercial fechou em alta nesta quarta-feira, com o cenário político pesando nos mercados, sem a operação de swap pelo Banco Central do Brasil (BCB).

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,278 para a compra e R$3,279 para a venda, alta de 0,40%.

O euro ficou em R$3,683 para a compra e R$3,685 para a venda, alta de 0,76%.

A libra estava em R$4,248 para a compra e R$4,251 para a venda, alta de 0,26%.

“A quarta-feira abre positiva para os mercados locais. A perspectiva de uma transição política relativamente controlada e o câmbio operando em patamar estável, trouxe de volta os investidores para os ativos de risco brasileiros, sob a percepção de que a agenda de reformas possa caminhar para frente mesmo que em ritmo lento. A curva de juros voltou a precificar chance relevante de corte de 1% na taxa Selic para a próxima reunião do COPOM, depois da magnitude dos cortes incorporados cair consideravelmente semana passada”, explica Rafael Sabadell, gestor da GGR Investimentos.

Nas transações do Banco Central do Brasil (BCB) no miniprograma de swap tradicional iniciado na quinta-feira (18), os estoques de contratos voltaram a subir e estão em US$26 bilhões. Para esta quarta-feira, a autoridade monetária não anunciou nenhum leilão e manteve a rolagem com contratos vencendo em junho.

O fluxo cambial ficou positivo em R$29,4 bilhões. Para o mês de abril, o ganho foi de R$5,9 bilhões e no ano, o saldo é negativo em R$17,3 bilhões.

Vale ressaltar que o BCB ganha quando a moeda recua e perde quando da valorização.As operações de swap servem como balizador entre o mercado e a autoridade monetária.

No cenário externo, o índice Bloomberg Dollar Spot caiu 0,3% para perto do menor desde novembro.

A libra caiu ligeiramente em US$ 1,2931 pelo terceiro dia consecutivo de perdas. O euro permaneceu praticamente inalterado em US $ 1,1176.

Commodities

O contrato futuro do petróleo tipo WTI é negociado a US$ 51,33 o barril, com queda de 0,27%.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 2,39% a US$60,52 a tonelada seca e com 62% de pureza.

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Os índices de peso em Wall Street fecharam com ganhos nesta quarta-feira, com os investidores mais calmos com a ata do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve. O documento mostrou que os membros do banco central não consideraram desaceleração da economia e devem prosseguir com a elevação na taxa de juros, conforme o anunciado.

Ao final da jornada, S&P ficou em alta de 0,25% aos 2.404; o Dow Jones ficou em 0,36% aos 21.012; e o Nasdaq ficou em alta de 0,40% aos 6.163.

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A ata mostrou que para a reunião, em meados de junho, embora com prudência os membros do FOMC acrescentaram a ressalva de que “seria prudente” esperar por evidências de que uma recente desaceleração da atividade econômica tenha sido transitória.
Ainda pela manhã, o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, disse que junho é “uma possibilidade distinta” para o segundo aumento de juros do banco central dos Estados Unidos.

O petróleo recuou com a divulgação dos estoques dos Estados Unidos para a semana encerrada em 19 de maio, queda de 4,4 milhões de barris.

O dólar caiu para o menor patamar desde novembro do ano passado e os títulos do Tesouro caíram. O rendimento de 10 anos caiu três pontos base para 2,25%. Os preços dos títulos caíram nos últimos quatro dias.

Os preços dos metais, porém, recuaram com a Moody’s rebaixando a nota de crédito da China. O níquel caiu 2,6% e o cobre caiu 0,9%. Os futuros de minério de ferro recuaram 6,5%.

O ouro caiu 0,3% para US $ 1.251 a onça, depois de cair 0,8% nesta terça-feira

O petróleo do oeste do Texas caiu 11 centavos para se estabelecer em US $ 51,36 o barril, seguindo um avanço de cinco dias. Os investidores deram de ombros à queda dos estoques norte-americanos, enquanto mantinham o foco para a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) amanhã (25).

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O índice de Atividade de Negócios dos Estados Unidos, medido pelo Markit Economics, ajustado pelas influências sazonais, ficou em 54,8% em outubro, alta ante os 52,3% de setembro e acima do teto de 50, pelo oitavo mês consecutivo. Com isso, a leitura  sinalizou uma recuperação robusta na produção do setor de serviços, com a taxa de expansão mais acentuada por quase um ano.

Conforme a análise do Markit, a tendência para a atividade de negócio, alinhada com os últimos dados de pesquisa, revelaram que as novas encomendas retomaram ao ritmo mais forte desde o final de 2015.  As evidências sugerem que a melhoria da confiança entre os clientes tem impulsionado o crescimento de novos negócios, juntamente com novos lançamentos de produtos e iniciativas de marketing bem-sucedidas.

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O aumento robusto e acelerado para o setor de novos trabalhos contribuiu para a acumulação de negócios inacabados nas empresas do setor de serviços emutubro. A taxa de acumulação foi a mais rápida desde março de 2015 e ligeiramente mais forte do que a tendência pós-crise.

O PMI final de produção, ajustado sazonalmente, subiu para 54,9% em outubro, de 52,3% no mês anterior.  A última leitura sinalizou a maior recuperação da produção do setor privado desde novembro de 2015.

Tanto o setor de manufatura quanto o de serviços registraram taxas de expansão mais rápidas em outubro. O crescimento da produção no setor manufatureiro foi o mais rápido em 12 meses (índice de produção em 55,5%).

O ISM  revelou que os 54,8% de outubro, 2,3 pontos percentuais abaixo do valor de 57,1% em setembro, representa um crescimento contínuo do setor não-industrial em um ritmo mais lento.

O Índice de Atividade Não-Industrial diminuiu para 57,7%, 2,6% p.p abaixo do valor de setembro de 60,3%, refletindo o crescimento pelo 87º mês consecutivo, em menor ritmo em outubro de 2007.

O Índice de Novos Pedidos registrou 57,7%, 2,3 p.p para baixo que a leitura de 60% em setembro. A queda de 4,1 pontos percentuais em outubro para 53,1% em relação a setembro foi de 57,2%.

O Índice de Preços subiu 2,6 p.p. em relação à leitura de setembro de 54% para 56,6% indicando os preços aumentaram em outubro pelo sétimo mês consecutivo. Em 13 indústrias, o crescimento para o mês de apresentou um ligeiro arrefecimento indicando que os aumentos em outubro não foram sustentáveis.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados estão otimistas sobre as condições de negócios e com a economia geral. Porém, muitos disseram estar preocupados com a incerteza sobre o impacto da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos.

 

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Através de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) através de Fato Relevante, a JBS disse que o Conselho de Administração deliberou a eleição de José Batista Júnior no cargo de diretor presidente interino e a indicação do Conselheiro, José Batista Sobrinho, fundador da JBS, para a função de Presidente do Conselho de Administração.

José Batista Júnior ocupou o cargo de presidente da JBS por mais de 20 anos e possui profundo conhecimento de todos os negócios do Grupo. “Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da Companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, disse José Batista Júnior.

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A companhia explicou também que as alterações foram promovidas em virtude do recebimento de correspondências enviadas por Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista.

“Conforme decisão proferida pelo Juízo da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, nos autos do processo Wesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia e o Joesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.”

Os dois informaram à companhia que recorrerão da referida decisão.

Operação Greenfield

Os executivos estão sendo investigados na Operação Greenfield da Polícia Federal.
A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal) — com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos estados.

Com essa decisão, a Eldorado Brasil, braço de celulose e controlada pela empresa de investimentos da família Batista, ficará na responsabilidade de Ricardo Menín Gaertner, que assume o cargo de presidente do Conselho de Administração e como vice-presidente assume Francisco de Assis e Silva.

Há pouco, no Ibovespa as ações da JBS ON estavam em alta de 0,86%.

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Os mercados acionários globais fecharam as últimas sessões da semana divididos, depois que presidente do Federal Reserve Janet Yellen reafirmou nesta sexta-feira a postura do banco central dos Estados Unidos em mexer com as taxas de juros ainda este ano.

A estimativa para uma inflação acima dos 2%, o setor de trabalho ainda mais fortalecido e a indústria produzindo mais são os fatores essenciais para que os membros do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) tomem a decisão deixou claro a chairman do Fed.

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Já no cenário doméstico, as atenções também estão voltadas para a reta final do julgamento de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Depois do primeiro dia tumultuado, com 16 horas de trabalho, senadores retornaram nesta sexta-feira para ouvir as testemunhas arroladas pela defesa.

A intenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, é de esticar os trabalhos até que a última testemunha seja ouvida. Na expectativa de ter o domingo para descansar, o ministro está disposto, inclusive, a virar a madrugada de hoje para amanhã.

Já no inicio, Lewandowski fez um apelo aos senadores por mais objetividade, com a lista para questionar a primeira testemunha do dia, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, constava de 30 nomes.

Porém, nem tudo ocorreu como o previsto. Com mais de duas horas da abertura dos trabalhos, a troca de acusações e o clima tenso fez com que o presidente do STF suspendesse a sessão por cinco minutos, mas o pior veio em seguida.

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, antecipasse o horário de almoço em uma hora e meia. O motivo foi a troca de acusações entre Renan e a senadora, Gleisi Hoffmann, que na sessão de ontem disse que “nenhum senador tinha moral para julgar a presidente Dilma Rousseff!”

O presidente do Senado, para surpresa de todos que estão acompanhando a sessão de julgamento final de Dilma, decidiu responder às acusações da senadora, em um clima tenso.

Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

Renan chegou a afirmar que o Senado estava passando para a sociedade uma imagem de que Lewandowski estava sendo, constitucionalmente, obrigado a “presidir um julgamento em um hospício” e que nenhum dos lados ganharia esta disputa baseada em bate boca político.

“Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

Foi o suficiente para que os demais senadores aliados a presidente Dilma Rousseff também entrassem na discussão.

O ministro Lewandowski pediu ordem afirmando que teria que “usar o poder de polícia” e suspendeu a sessão. Nesse caso, trata-se do desligamento de microfones e questão de ordem, com até a suspensão da sessão como vem ocorrendo.

Na retomada dos trabalhos, quase duas horas depois, o Senador, Renan Calheiros, divulgou nota sobre sua participação na libertação do ex-ministro e marido de Gleisi, Paulo Bernardo.

Com os ânimos mais calmos, a sessão segue mais tranquila, já que os senadores a favor do Impeachment de Dilma retiraram as inscrições para perguntas às testemunhas como forma de ganhar tempo para que o julgamento termine no prazo previsto, ou seja, na próxima terça-feira (30).

Ainda no começo desta tarde, outra notícia também movimentou o cenário político do País com a Polícia Federal indiciando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais duas pessoas envolvidas na reforma do triplex no Edificio Solaris, Guarujá no litoral sul de São Paulo, e do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

No começo desta noite, os advogados do ex-presidente divulgaram nota através do Instituto Lula sobre a decisão e considerando fato político.

Por outro lado, a equipe do presidente interino, Michel Temer, segue anunciando medidas importantes, tanto para empresas como para os consumidores.

Vale ressaltar que ontem, o BNDES divulgou a prorrogação para dezembro de 2017 para que as empresas obtenham aportes para reativar os negócios, incluindo também as que estão em Recuperação Judicial.

Hoje foi a vez do Banco Central, que publicou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje circular do com novas regras que podem ajudar na recuperação do crédito no país. A partir de 2017, os bancos poderão aceitar novas aplicações financeiras para reduzir o risco de empréstimos. Com menor risco, os bancos poderão oferecer juros menores no futuro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, recuou em 0,03% na terceira prévia de agosto. Na última apuração, a taxa tinha apresentado alta de 0,05%, ante aumento de 0,24% na primeira prévia do mês.

Diante de todo o imbróglio político e com o Fed, a Bovespa manteve mais uma vez a estabilidade no fechamento (Ver abaixo).

O dólar comercial disparou na cesta de moedas, com a fala de Janet Yellen.

ÁSIA

As bolsas asiáticas recuaram nas negociações desta sexta-feira, puxada por ações no Japão e com os investidores mostrando cautela para assumir riscos antes do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que pode fornecer pistas sobre quando a maior economia do mundo vai aumentar as taxas de juro.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific deslizou 0,5% para 138,25 pontos no fechamento, sua segunda queda semanal e a mais longa sequência de recuos desde junho.
O Índice Topix do Japão afundou 1,3% com o iene negociado a 100,45 por dólar.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,41% aos 22.909 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,06% aos 3.070 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,19% aos 27.782 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 1,18% aos 16.360 pontos.

O Topix também perdeu ganhos na semana com as seguradoras e montadoras lideraram as perdas. O iene ganhou força contra o dólar depois que dados mostraram julho mostraram a que os preços ao consumidor caíram 0,5% ante um ano atrás, 0,7%.

EUROPA

As bolsas europeias subiram nesta sexta-feira, o quarto dia da semana, depois que as declarações da presidente do Fed demonstraram o otimismo sobre a recuperação econômica da maior economia do mundo, reiterando também que o banco central terá uma abordagem gradual para elevar os custos dos empréstimos.

Em Londres, o Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,5%, apagando um declínio de até 0,3% e com o avanço semanal para 1,1%. Yellen disse que o caso de aumentar as taxas de juros está se aproximando, com a economia dos Estados Unidos se aproximando dos objetivos dos membros do Fed, mas não disse em que data.

Na sexta-feira, o volume de ações mudando de mãos foi de cerca de um terço menor do que a média de 30 dias, antes do feriado Reino Unido na segunda-feira (29).
Todos os grupos de empresas no Stoxx Europe 600 ficaram com ganhos, em especial as mineradoras e energéticas.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,80% aos 16.843 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,70% aos 8.659 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,80% aos 4.441 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,55% aos 10.587 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 0,31% aos 6.838 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,43% aos 4.697 pontos.

O sentimento do consumidor na Alemanha- GfK evoluíram positivamente no seu conjunto, em agosto, com os efeitos mais chocante do Brexit de lado. O índice global de clima do consumidor está prevendo 10,2 pontos em setembro, após 10,0 pontos em agosto. As expectativas de renda e propensão a comprar estão melhores, enquanto as expectativas econômicas sofreram ligeiras perdas.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram os ganhos da abertura da sessão desta sexta-feira, com a apresentação da presidente do Fed em evento do banco em Jackson Hole.

Sem considerar uma data exata, Yellen confirmou a vontade do banco central dos Estados Unidos em mexer com sua política monetária ainda em 2016, considerando que os próximos indicadores terão peso ainda maior na decisão.

A presidente do Fed reafirmou o compromisso de esperar uma elevação da inflação acima dos 2% e com o mercado de trabalho mais fortalecido.

Logo depois das declarações, os investidores voltaram para a aversão ao risco. Ao final, 6,6 bilhões de ações mudaram de mãos na bolsa norte-americana, ou seja, 3% abaixo da média de três meses.

O Dow Jones recuou 0,29% aos 18.395 pontos; o S&P caiu 0,16% aos 2.169 pontos; e Nasdaq ganhou 0,13% aos 5,218 pontos. Mesmo recuados, os índices seguem nas máximas recordes.

Ainda hoje, foi divulgado o PIB norte-americano com aumento anual de 1,1% no segundo trimestre de 2016, de acordo com a “segunda” estimativa divulgada pelo Departamento de Análises Econômicas. No primeiro trimestre, o PIB real aumentou 0,8%. A estimativa do PIB divulgado hoje é baseada em dados de origem mais completos do que estavam disponíveis para a estimativa “avanço”, emitido no mês passado. Na estimativa antecedente, o aumento do PIB real foi de 1,2%.

O déficit comercial diminuiu para um ajuste sazonal de US$ 59,3 bilhões em julho de US$ 64,5 bilhões em junho, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta sexta-feira. Esse foi menor déficit de US $ 62,5 bilhões previsto por economistas consultados pela MarketWatch.

As exportações aumentaram em US$ 2,9 bilhões durante o mês, enquanto as importações diminuíram US$ 2,4 bilhões. Os estoques no atacado foram pouco mudados durante o mês, subindo 0,2%, mais elevados que há um ano, 0,3%. Os estoques de varejo declinaram 0,4% no mês e ficaram em 4,2%, mais elevado do que um ano atrás.

O sentimento do consumidor diminuiu em agosto, com a visão dos americanos de suas finanças pessoais mais fracas, embora isso tenha sido compensado por melhores perspectivas econômicas. A leitura da Universidade Michigan neste mês de agosto caiu para 89,8 de 90,0 em julho. O índice é 2,3% menor do que há um ano.

As atuais condições econômicas do sub-indicador mostra queda de 2 pontos para 107,0, mas permanece superior à 105,1 de um ano atrás.

O índice de expectativas do consumidor subiu para 78,7, de 77,8, mas é inferior ao 83,4 registrado em agosto de 2015.

ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,86%, aos 15.764,02 pontos.

O giro financeiro do dia totalizou 191,7 milhões de pesos (cerca de US$ 12,6 milhões), com 28 títulos em alta, 34 em baixa e 15 estáveis.

Entre os líderes, só fecharam em alta as ações de San Miguel (2,51%), Tenaris (1,15%) e Edenor (0,40%).

As maiores baixas foram dos títulos de Mirgor (2,41%), BBVA-Banco Francés (1,64%) e Pampa Energia (1,59%).

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta cotado a 14,80 pesos para a compra e 15,20 pesos para a venda.

BRASIL

A Bovespa encerrou a semana com desvalorização de 2,33%, já refletindo a expectativa pela apresentação de Janet Yellen, que é a presidente do banco central dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o índice principal da bolsa paulista manteve a estabilidade, comportamento que vem se repetindo neste mês de agosto. Ao final, o Ibovespa estava em 57.716 pontos e montante de R$7,3 bilhões com ações mudando de mãos.

Análise

De acordo com o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira, a semana foi marcada por esses dois fatores, mas teve como ” vilão” o petróleo.
“O movimento da semana foi marcado por vários fatores, sendo que um deles foi o petróleo, que teve a capacidade de mexer com todos os mercados, inclusive em papéis de peso no índice Bovespa como Petrobras, siderúrgicas e metalúrgicas. Já outras commodities pesaram na Vale. Na questão do quadro político, os ruídos sobre o julgamento do Impeachment, os aumentos dos salários do judiciário pesaram no lado negativo. O positivo ficou para a aprovação do texto da DRU, mas sem esquecer o reajuste dos servidores públicos”, explicou Bandeira referindo-se ao cenário doméstico.

Para o mercado internacional, a apresentação da Janet Yellen também ficou no radar.

“A reunião de Jackson Hole foi bem aguardada ao longo das últimas semanas, em especial a que termina hoje. Os próximos indicadores dos Estados Unidos pesarão na decisão dos membros do Fed. Hoje, por exemplo, o PIB veio fraco, aliás outros também surpreenderam. No Reino Unido veio bem e sem a contaminação do Brexit. Na França, o PIB ficou estagnado e na Espanha para cima, enfim, mostraram alguma reação positiva. Voltando ao dos Estados Unidos, os indicadores que impulsionaram um pouco a economia partiu do setor de serviços e não da indústria, como se esperava. O que se vê é pouca liquidez, muita oscilação e prudência”, avaliou Bandeira e emendando sobre a semana do mercado doméstico: ” Vamos aguardar o ‘after day’ do Impeachment.”

Entre as altas do Ibovespa estavam as ações da Usiminas PNA, alta de 6,55%; Fibria ON, alta de 2,64%; Cyrela Realt ON, alta de 2,05%; JBS ON, alta de 2,24%; e Gerdau Metalúrgica PN, alta de 1,38%.

Na contramão estavam as ações da CESP PNB, queda de 4,45%; Copel PNB, queda de 3,28%; Natura ON, queda de 2,61%; WEG ON, queda de 2,37%; e Vale ON, queda de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial encerrou a semana em alta de 2,02%. Na sessão desta sexta-feira na BM&F, a moeda também embalou alta surfando no mercado norte-americano depois que a presidente do Federal Reserve Janet Yellen fez a apresentação no evento do banco em Jacskon Hole.

A chairman do Fed reafirmou que a taxa de juros dos Estados Unidos poderá ser elevada ainda este ano, mas sem definir a data. A economia segue reagindo, com o setor de trabalho, porém o Fed espera uma inflação acima dos 2%.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,271 para a compra e R$3,271 para a venda, alta de 1,25%.

O euro fechou em R$3,654 para a compra e R$3,659 para a venda, alta de 0,43%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1275 às 15h GMT (12h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de quinta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1281. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1290.

O Banco Central fez mais uma entrada nesta sexta-feira e ofertou mais 10 mil contratos de swap cambial reverso.
Commodities

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,65%, cotado a US$ 47,64 o barril, após as palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que o aumento de juros é um fato.

No final das operações na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,31 em relação ao fechamento anterior.

O petróleo soma seu segundo dia de recuperação, após várias sessões em baixa, devido ao aumento das reservas de petróleo nos EUA.

Durante os primeiros momentos após as palavras de Yellen, que considera que a economia nacional tem força suficiente para assumir uma majoração das taxas de juros, os mercados do petróleo chegaram a subir 2%, embora depois o índice tenha se moderado.

O preço do petróleo também reagiu às informações sobre bombardeios de mísseis iemenitas a petrolíferas da Arábia Saudita.

Os contratos de gasolina para entrega em setembro, os de mais próximo vencimento, subiram US$ 0,01, para US$ 1,51 o galão.

Finalmente, os de gás natural com vencimento nesse mês, ficaram em US$ 2,87 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,92, alta de 0,50% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com alta de US$ 0,25 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,67.

O petróleo emendou sua segunda sessão em alta e hoje chegou a superar a barreira dos US$ 50.

Da mesma forma que o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), que subiu hoje 0,65%, o Brent foi afetado pelas palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que haverá em breve uma alta das taxas de juros nos Estados Unidos.

O valor do petróleo do Mar do Norte tem subido desde que no dia 20 de janeiro atingiu um mínimo anual em US$ 27,10, mas ainda está longe dos mais de US$ 110 que registrou no verão de 2014.

No final de setembro os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terão uma reunião informal na Argélia, dentro do Fórum Internacional de Energia.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 3,76% aos US$59,13 a tonelada seca.

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A JBS voltou a anunciar nesta quarta-feira, que Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista foram autorizados pela Justiça Federal a retornar ao exercício de seus respectivos cargos.

A autorização se deu com o acordo firmado entre os acionistas da J&F Investimentos e o Ministério Público Federal, no qual a J&F oferecerá um Seguro-Garantia. O acordo foi homologado pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal e teve por consequência a suspensão de todas as medidas cautelares que haviam sido impostas.

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Desta forma, o Conselho de Administração da JBS deliberou em reunião realizada hoje, que Wesley Batista reassume o cargo de Diretor Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração e Joesley Batista o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.

“Agradeço ao meu irmão, José Batista Júnior, por assumir interinamente a presidência da JBS e a todos os nossos acionistas e demais stakeholders pela confiança em nós depositada. Sigo trabalhando junto com os times de liderança global e regional na consolidação da JBS como uma empresa líder global do setor de alimentos”, comentou Wesley Batista.

Com isso, José Vicente Marino e Gilberto Tomazoni voltam para o Conselho de Administração da Alpargatas.

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Os fabricantes alemães tiveram um início positivo até 2017, com a produção, as novas encomendas e o emprego aumentando a taxas melhores. Como resultado, as condições operacionais gerais se fortaleceram substancialmente.

Os dados são do Índice de Gerentes de Compras de Manufatura Markit , ajustado sazonalmente, que mede o desempenho preliminar da economia industrial para dezembro – subindo para um máximo de três anos de 56,4 em janeiro. Os dados foram apresentados hoje.

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A aceleração do crescimento continuou uma tendência observada no final de 2016 – o índice havia atingido um pico de 35 meses em dezembro (55,6).

Em vários relatórios,  as condições de setores da Alemanha apresentaram melhora nas demanda dos clientes em janeiro. Isto foi reforçado pelos dados, que mostraram que as novas encomendas totais aumentaram na maior medida desde janeiro de 2014.

O crescimento do setor de trabalho novo era evidente, tanto no cenário interno como no exterior, com a medida de novos negócios de exportação subindo em quatro meses.

Empresas monitoradas citam a China, a Rússia e a União Europeia como fontes de novos trabalhos.

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O dia acabou sendo positivo para os mercados de risco no segmento interno, mesmo considerando a situação política de extrema complexidade. O dia embutiu ainda manifestações em Brasília que acabaram terminando em confronto com a polícia e ainda com tentativa de incendiar prédios de ministérios. Houve feridos no confronto. Tal situação acabou sendo trazida para dentro do plenário da Câmara com sessão interrompida por deputados da oposição com faixas de “Fora Temer” e gritos da base de apoio de “Cadeia para Lula”.

Ainda no Brasil, o Tesouro anunciou que a dívida pública federal de abril ficou em R$ 3,24 trilhões, em alta de 0,32%. Estrangeiros ampliaram sua participação no total da dívida para 13,63%. A participação dos títulos prefixados caiu para 33,95% do total e guiados pela inflação subiram para 32,2%, Os indexados à Selic ficaram com 29,99%. O impacto de juros no mês foi de R$ 23 bilhões e os títulos que vencem em 12 meses representam 16,45% do total.

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Do lado político, Renan Calheiros deu “bolo” nas manifestações em Brasília e foi esquecido na reunião de Temer. Membros do PMDB querem forçar saída de Renan da liderança do partido. A FGV divulgou que a confiança do consumidor subiu 2,0 pontos para 84,2 pontos em maio. Na sequência dos mercados, os DIs terminaram o dia com queda de juros para todos os vencimentos mais líquidos e o dólar com alta de 0,45% e cotado a R$ 3,28. Na Bovespa, na sessão de 22 de maio, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 698 milhões, deixando o saldo de maio positivo em R$ 1,8 bilhão e o ano com ingressos de R$ 5,35 bilhões.

No mercado internacional, o comitê da OPEP recomendou aos membros extensão dos cortes de produção por nove meses, e aparentemente será cumprido. Nos EUA, os estoques de petróleo da semana anterior encolheram 4,4 milhões de barris e a gasolina com queda de 0,8 milhão. A taxa de utilização ficou em 93,5%.

O dado mais importante foi a divulgação da ata do FED da última reunião com os membros esperando que as taxas sejam elevadas em breve. Segundo o documento, os riscos de curto prazo estão equilibrados e querem cronograma de redução do balanço do FED com abordagem gradual. Segue afirmando que a política fiscal de Trump impõe riscos e há preocupação com o afrouxamento regulatório. Esperam ainda aceleramento do PIB no segundo trimestre.

O secretário de Trump, Mnuchin, disse que gerar crescimento é o primeiro objetivo e a reforma tributária crucial para crescer. Ainda nos EUA, as vendas de imóveis usados encolheram 2,3% em abril, quando a previsão era de queda de 1,1%. O presidente do BCE disse que a recuperação é cada vez mais sólida e a inflação fraca.

Na sequência dos mercados, o petróleo era negociado em queda de 0,25%, com o barril cotado a US$ 51,34. O euro era transacionado em alta para US$ 1,121 e os notes americanos de 10 anos com juros de 2,26%. O ouro e a prata operaram em alta na Comex. Commodities agrícolas com viés de queda na bolsa de Chicago.

No mercado acionário, dia de queda para as principais bolsas europeias, com Londres destoando em alta de 0,40%, Paris com -0,13% e Frankfurt com -0,13%. Madri e Milão com perdas de respectivamente 0,08% e 0,21%. No mercado americano, o Dow Jones teve alta de 0,36% e o Nasdaq com 0,40%. Na Bovespa, mais um dia de recuperação com o índice subindo 0,95% e em 63257. pontos.

Na agenda de amanhã, no Brasil,a FGV mostra a sondagem do comércio de maio, a nota de política monetária de abril e o Tesouro, o resultado primário do governo central de abril. Nos EUA, o saldo da balança comercial de abril, os estoques no atacado de abril, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior e atividade industrial de Kansas. Teremos ainda discurso de James Bullard do FED de Saint Louis.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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Enquanto os partidos já discutem abertamente a sucessão de Michel Temer na presidência, a situação permanece indefinida. A saída honrosa estaria em o TSE cassar a chapa Dilma/Temer aliviando o presidente de renunciar, mas o processo corre ainda o risco de ter pedido de vista de alguns juízes e alongar o sangramento do Brasil.

No Brasil (no dia de ontem) os mercados reverteram tendência ruim depois de o governo tentar mostrar normalidade com continuidade das reformas. Porém, na CAE houve muito tumulto na leitura do relatório da reforma Trabalhista, com o presidente da Comissão dando o texto como lido. Hoje o clima é um pouco diferente, com boatos de que as escolhas para sucessão incluiriam alguém não tão alinhado com as reformas, o que certamente é muito ruim.

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O presidente Temer já tem registrado 12 pedidos de impeachment, e o PSDB faz hoje reunião para definir eventual saída da base de apoio. O DEM diz que poderia apoiar a indicação de Tasso para suceder Temer, pois tem experiência, trânsito e não tem envolvimento com a Lava Jato.

No segmento externo, a China foi rebaixada pela S&P na sua classificação de risco para A1 (de AA3), mas a perspectiva ficou estável (de negativa). A China quer que a ONU amplie o diálogo com a Coreia do Norte sobre armas nucleares. Hoje a moeda yuan desvalorizou, seguindo sugestão do PBOC, o BC chinês.

Na Alemanha, o índice GFK de confiança do consumidor de junho subiu para 10,4 pontos, vindo de 10,2 pontos no mês anterior. A API identificou que os estoques de petróleo americano na semana anterior encolheram, e isso facilitou a elevação do óleo no mercado internacional, junto com decisão coordenada da OPEP de manter cortes da produção. Nos EUA, o dirigente Hacker do FED diz que os juros podem subir na reunião de junho, mas foi suave em suas declarações.

O petróleo WTI negociado em NY mostrava leve queda de 0,04%, com o barril cotado a US$ 51,45. O euro era transacionado em pequena alta para US$ 1,119 e motes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,28%. O ouro e a parta em queda na Comex e commodities agrícolas com viés de queda.

Internamente, o dia começando com os DIs em leve queda em relação aos fechamentos de ontem, o dólar com alta de 0,22% e cotado a R$ 3,273. Bovespa mostrando comportamento de queda e seguindo exterior mais fraco com rebaixamento da China. O índice futuro mostrava queda de 0,55%.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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