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Os investidores operaram com as atenções voltadas para a ata da reunião do Federal Reserve, Estados Unidos, em busca de novas informações sobre a política monetária da maior economia do mundo.

Na Ásia, os mercados ficaram com ganhos refletindo o desempenho em Wall Street nesta terça-feira (21).

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Na Europa, os índices de peso das principais bolsas ficaram divididos. O cenário político por lá segue pesando.

No Brasil, em dia de decisões em Brasília, o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre Moraes, teve o nome aprovado por 55 senadores e 13 contra dos 68 que participaram da sessão no Senado Federal.

Ainda hoje, os destaques foram a prévia da inflação e a nova Selic, anunciada há pouco pelo Banco Central do Brasil (BCB).

O Comitê de Política Monetária (Copom) fez um corte de 0,75 pontos percentuais e trazendo a taxa para 12,25% ao ano e sem viés. A decisão foi unânime.

A Bovespa devolveu os ganhos com balanços corporativos e commodities.

ÁSIA

Os mercados asiáticos fecharam com ganhos nesta quarta-feira, com os índices de peso em Wall Street batendo recordes nesta terça-feira, que foram  embalados por indicadores econômicos. O volume de compras também foi puxado ante as expectativas para a ata do Federal Reserve que será divulgada hoje.

Entre as ações com ganhos estavam as da Rakuten Inc, alta de 9,4%, depois de  anunciar um plano de recompra pela metade do preço de uma emissão de 2015.

As ações da Toshiba Corp. subiram 22%, com uma proposta da Taiwan Semicondutores Manufacturing Co.. As ações da China Resources Land Ltd. subiram 5%, a China Overseas Land & Investment Ltd., alta de 3,6%, a New World Development Co. alta de 3,5%.

O MSCI Asian Pacific Index – subiu 0,5%,em Hong Kong. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,88% aos 3.225. O Nikkei 225 (Japão), estável; Hang Seng (Hong Kong), alta de 0,99%; o SSE Composite (Xangai), alta de 0,24%; o BSE (Índia), alta de 0,36%; o Kospi (Coreia do Sul), alta de 0,91%.

Na China, os preços de casas subiram nas menores cidades em um ano.

EUROPA

As bolsas europeias fecharam sem direção nesta quarta-feira, com as atenções voltadas para o cenário político. As decisões sobre o Brexit, na mesa do Parlamento, também refletiram nas negociações, embora indicadores da região seguem para cima.

O Stoxx Europe 600 – ficou estável , em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 0,83%; Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,88%; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,26%; o CAC 40 (Paris) ficou em alta de 0,15%; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,38%; e o PSI-20 (Lisboa), queda de 0,38%.

As ações das mineradoras estão recuadas nesta sessão, depois que os analistas do Goldman Sachs Group afirmarem que os investidores precisam de provas concretas de que a demanda real e redução nos estoques de commodities estão mesmo apoiando os preços.

As ações da Unilever subiram 5,7% em Londres, depois de se comprometer em elevar os dividendos aos acionistas em revisão estratégica.

Entre as ações com ganhos ficaram as do Lloyds Banking Group Plc, mais 4,4%, depois de relatar um aumento surpreendente do lucro e elevar seu dividendo.

Sobre o cenário político, um estrategista está recomendando o aumento dos níveis de caixa ou  a compra de ações antes da eleição francesa, como proteção. O mesmo estrategista previu que o índice Euro Stoxx 50 poderia cair até 20% se Marine Le Pen ganhar como presidente da França.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com perdas nesta quarta-feira, com os investidores analisando o conteúdo da ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Os balanços corporativos, fusões e aquisições, e as medidas de Donald Trump, que estão sendo aguardadas, pesaram nas negociações.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,11% aos 2.362; o Dow Jones ficou em alta de 0,16% aos 20.775; e o Nasdaq ficou em queda de 0,09% aos 5.860.

A temporada de balanços corporativos, praticamente na reta final, vem pesando no bom humor dos investidores. Acompanhando de indicadores positivos da economia local, os preços das matérias-primas seguem pesando nas ações de mineradoras e petroleiras.

Ainda hoje, depois de anos de enfrentando uma nova recessão, os riscos enfrentados pela economia dos Estados Unidos estão mais equilibrados, permitindo que o Federal Reserve aumente gradualmente as taxas de juros, disse o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta quarta-feira.

O Fed previu três aumentos das taxas de juros em 2017 e Powell não discutiu se o próximo movimento viria em março, maio ou junho. Ele não expressou qualquer desejo de agir rapidamente, dizendo que não viu nenhuma evidência de que o Fed estava “por trás da curva” sobre a inflação.

Todas as atenções seguem para as medidas econômicas que estão sendo preparadas pelo presidente Donald Trump há um mês no posto.

Os indicadores apresentados hoje, como as vendas de casas, também revelaram que a economia norte-americana está em ritmo positivo.

As vendas de casas existentes avançaram mais rápido neste início de 2017, ultrapassando uma recente alta cíclica e aumentando em janeiro para o ritmo mais rápido em quase uma década, de acordo com a Associação Nacional dos Corretores dos Estados Unidos. Em todas as principais regiões, exceto para o Centro-Oeste, viram as vendas para cima em janeiro.

As vendas totais de casas existentes, que são transações completas que incluem casas unifamiliares, moradias, condomínios e cooperativas, aumentaram 3,3% para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 5,69 milhões em janeiro, de 5,51 milhões em dezembro de 2016. O ritmo de vendas de janeiro é 3,8% maior do que o ano anterior (5,48 milhões) e supera em novembro de 2016 (5,60 milhões) o maior valor desde fevereiro de 2007 (5,79 milhões).

BRASIL

A Bovespa fechou em queda nesta quarta-feira. Os investidores aproveitaram para realizar lucros, depois das valorizações das commodities, mas com volume financeiro acima da média. A ata do Federal Reserve não pesou, mesmo porque não trouxe novidades, mas elevou a cautela para a política econômica que deve ser implementada pelo presidente Donald Trump.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,67% aos 68.589 pontos. O giro financeiro ficou em R$8,8 bilhões.

” O movimento de hoje foi de realização de lucros, principalmente, com Petrobras e Vale embaladas nas últimas sessões com commodities para cima. Os balanços financeiros também pesaram, mas o que se viu nos últimos dias foi a bolsa completamente descolada do cenário politico. A ata do Fomc não trouxe novidade”, avaliou o gerente de Bovespa da HCommcor, Ari Santos.

As ações com ganhos
CCR ON, alta de 3,07%; Qualicorp ON, alta de 1,87%; Telefonica Brasil PN, alta de 1,54%;Bradesco ON, alta de 1,82%; e Lojas Renner ON, alta de 0,95%.

As ações com perdas
Bradespar PN, queda de 5,45%; Gerdau PN, queda de 4,17%; Marfrig ON, queda de 5,25%; RaiaDrogasil ON, queda de 4,19%; e Cosan ON, queda de 5,41%.

A Petrobras ON ficou em queda de 3,26% e a PN, queda de 2,61%.
A Vale ON estava em queda de 2,39% e a PN, queda de 2,34%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

A Bovespa fechou em queda nesta quarta-feira. Os investidores aproveitaram para realizar lucros, depois das valorizações das commodities, mas com volume financeiro acima da média. A ata do Federal Reserve não pesou, mesmo porque não trouxe novidades, mas elevou a cautela para a política econômica que deve ser implementada pelo presidente Donald Trump.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,67% aos 68.589 pontos. O giro financeiro ficou em R$8,8 bilhões.

” O movimento de hoje foi de realização de lucros, principalmente, com Petrobras e Vale embaladas nas últimas sessões com commodities para cima. Os balanços financeiros também pesaram, mas o que se viu nos últimos dias foi a bolsa completamente descolada do cenário politico. A ata do Fomc não trouxe novidade”, avaliou o gerente de Bovespa da HCommcor, Ari Santos.

As ações com ganhos
CCR ON, alta de 3,07%; Qualicorp ON, alta de 1,87%; Telefonica Brasil PN, alta de 1,54%;Bradesco ON, alta de 1,82%; e Lojas Renner ON, alta de 0,95%.

As ações com perdas
Bradespar PN, queda de 5,45%; Gerdau PN, queda de 4,17%; Marfrig ON, queda de 5,25%; RaiaDrogasil ON, queda de 4,19%; e Cosan ON, queda de 5,41%.

A Petrobras ON ficou em queda de 3,26% e a PN, queda de 2,61%.
A Vale ON estava em queda de 2,39% e a PN, queda de 2,34%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Moedas

O dólar comercial, que abriu em alta, fechou em território negativo nesta quarta-feira.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,068 para a compra e R$3,070 para a venda, queda de 0,65%.

O euro ficou em R$3,243 para a compra e R$3,245 para a venda, queda de 0,56%.

A libra ficou em R$3,820 para a compra e R$3,824 para a venda, queda de 0,98%.

“A quarta-feira abriu negativa para bolsa e juros. Logo pela abertura tivermos a divulgação do IPCA-15 que revelou uma inflação mais alta que o esperado e prejudicou os mercados locais. Algumas apostas para a magnitude do corte de juros da reunião do COPOM de hoje já vinham com 1% de redução da taxa Selic, mas com este dado de inflação deve se confirmar a manutenção do ritmo de 0,75%. No cenário externo, tivemos diversos comunicados por parte de autoridades do Fed, mas sem uma direção clara para a próxima reunião ou para o resto do ano”, disse Rafael Sabadell, gestor da GGR Investimentos.

O Federal Reserve divulgou a ata da reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), com parte dos membros considerando elevar a taxa de juros e  ainda com o foco no emprego e na inflação. Porém, as dúvidas sobre a política que será adotada pelo presidente Donald Trump também estão nas discussões do banco central.

Entre as moedas que mais se desvalorizaram em 2017 está o euro, com a campanha presidencial na França. A candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, que sobe nas pesquisas de intenção de votos, segue afirmando que se eleita vai acabar com a moeda do bloco.

O Banco Central do Brasil (BCB) entrou com o swap tradicional, que equivale a venda de dólares no mercado futuro, ofertando 6.000 contratos com vencimento para março.

Ainda hoje, o BCB divulga a taxa de juros do país, a Selic. As apostas entre os analistas estão para um corte de 0,75 p.p até 1 p.p.

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 0,91% aos US$94,00 a tonelada seca.

Nos Estados Unidos, o preço do petróleo WTI, com contratos para março e negociado na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York, estava em queda de 1,40% aos US$53,57 o barril.

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Os índices de peso em Wall Street fecharam com perdas nesta quarta-feira, com os investidores analisando o conteúdo da ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Os balanços corporativos, fusões e aquisições, e as medidas de Donald Trump, que estão sendo aguardadas, pesaram nas negociações.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,11% aos 2.362; o Dow Jones ficou em alta de 0,16% aos 20.775; e o Nasdaq ficou em queda de 0,09% aos 5.860.

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A temporada de balanços corporativos, praticamente na reta final, vem pesando no bom humor dos investidores. Acompanhando de indicadores positivos da economia local, os preços das matérias-primas seguem pesando nas ações de mineradoras e petroleiras.

Ainda hoje, depois de anos de enfrentando uma nova recessão, os riscos enfrentados pela economia dos Estados Unidos estão mais equilibrados, permitindo que o Federal Reserve aumente gradualmente as taxas de juros, disse o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta quarta-feira.

O Fed previu três aumentos das taxas de juros em 2017 e Powell não discutiu se o próximo movimento viria em março, maio ou junho. Ele não expressou qualquer desejo de agir rapidamente, dizendo que não viu nenhuma evidência de que o Fed estava “por trás da curva” sobre a inflação.

Todas as atenções seguem para as medidas econômicas que estão sendo preparadas pelo presidente Donald Trump há um mês no posto.

Os indicadores apresentados hoje, como as vendas de casas, também revelaram que a economia norte-americana está em ritmo positivo.

As vendas de casas existentes avançaram mais rápido neste início de 2017, ultrapassando uma recente alta cíclica e aumentando em janeiro para o ritmo mais rápido em quase uma década, de acordo com a Associação Nacional dos Corretores dos Estados Unidos. Em todas as principais regiões, exceto para o Centro-Oeste, viram as vendas para cima em janeiro.

As vendas totais de casas existentes, que são transações completas que incluem casas unifamiliares, moradias, condomínios e cooperativas, aumentaram 3,3% para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 5,69 milhões em janeiro, de 5,51 milhões em dezembro de 2016. O ritmo de vendas de janeiro é 3,8% maior do que o ano anterior (5,48 milhões) e supera em novembro de 2016 (5,60 milhões) o maior valor desde fevereiro de 2007 (5,79 milhões).

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​O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) acabou de divulgar a nova taxa referencial de juros do país, a Selic, com corte de 0,75 pontos percentuais para 12,25% ao ano e sem viés. A decisão foi unânime.

Para isso, a autoridade monetária considerou os seguintes fatores:

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“O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom mostra alguns sinais mistos, mas compatíveis com estabilização da economia no curto prazo. A evidência sugere uma retomada gradual da atividade econômica ao longo de 2017;

No âmbito externo, o cenário ainda é bastante incerto. Entretanto, até o momento, a atividade econômica global mais forte e o consequente impacto positivo nos preços de commodities têm mitigado os efeitos sobre a economia brasileira de revisões de política econômica em algumas economias centrais;

O comportamento da inflação permanece favorável. O processo de desinflação é mais difundido e indica desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. Houve ainda uma retomada na desinflação dos preços de alimentos, que constitui choque de oferta favorável;

As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus recuaram para em torno de 4,4% para 2017 e mantiveram-se ao redor de 4,5% para 2018 e horizontes mais distantes; e

No cenário de mercado, as projeções do Copom recuaram para em torno de 4,2% em 2017 e mantiveram-se ao redor de 4,5% para 2018. Esse cenário embute hipótese de trajetória de juros que alcança 9,5% e 9% ao final de 2017 e 2018, respectivamente.

O Comitê ressalta que seu cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções: o alto grau de incerteza no cenário externo pode dificultar o processo de desinflação; o choque de oferta favorável nos preços de alimentos pode produzir efeitos secundários e, portanto, contribuir para quedas adicionais das expectativas de inflação e da inflação em outros setores da economia; e a recuperação da economia pode ser mais (ou menos) demorada e gradual do que a antecipada.

O Comitê destaca a importância da aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira para a sustentabilidade da desinflação e para a redução de sua taxa de juros estrutural.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 12,25% a.a., sem viés. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2017 e, com peso gradualmente crescente, de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária.

O Copom entende que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira, que continuarão a ser reavaliadas pelo Comitê ao longo do tempo.

O Copom ressalta que uma possível intensificação do ritmo de flexibilização monetária dependerá da estimativa da extensão do ciclo, mas, também, da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação”, fecha o comunicado do BCB.

Nesta reunião, que resultou no corte, votaram os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.

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A Bovespa fechou em queda nesta quarta-feira. Os investidores aproveitaram para realizar lucros, depois das valorizações das commodities, mas com volume financeiro acima da média. A ata do Federal Reserve não pesou, mesmo porque não trouxe novidades, mas elevou a cautela para a política econômica que deve ser implementada pelo presidente Donald Trump.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,67% aos 68.589 pontos. O giro financeiro ficou em R$8,8 bilhões.

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” O movimento de hoje foi de realização de lucros, principalmente, com Petrobras e Vale embaladas nas últimas sessões com commodities para cima. Os balanços financeiros também pesaram, mas o que se viu nos últimos dias foi a bolsa completamente descolada do cenário politico. A ata do Fomc não trouxe novidade”, avaliou o gerente de Bovespa da HCommcor, Ari Santos.

As ações com ganhos
CCR ON, alta de 3,07%; Qualicorp ON, alta de 1,87%; Telefonica Brasil PN, alta de 1,54%;Bradesco ON, alta de 1,82%; e Lojas Renner ON, alta de 0,95%.

As ações com perdas
Bradespar PN, queda de 5,45%; Gerdau PN, queda de 4,17%; Marfrig ON, queda de 5,25%; RaiaDrogasil ON, queda de 4,19%; e Cosan ON, queda de 5,41%.

A Petrobras ON ficou em queda de 3,26% e a PN, queda de 2,61%.
A Vale ON estava em queda de 2,39% e a PN, queda de 2,34%.

 

 

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 0,91% aos US$94,00 a tonelada seca.

Nos Estados Unidos, o preço do petróleo WTI, com contratos para março e negociado na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York, estava em queda de 1,40% aos US$53,57 o barril.

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O dólar comercial, que abriu em alta, fechou em território negativo nesta quarta-feira.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,068 para a compra e R$3,070 para a venda, queda de 0,65%.

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O euro ficou em R$3,243 para a compra e R$3,245 para a venda, queda de 0,56%.

A libra ficou em R$3,820 para a compra e R$3,824 para a venda, queda de 0,98%.

“A quarta-feira abriu negativa para bolsa e juros. Logo pela abertura tivermos a divulgação do IPCA-15 que revelou uma inflação mais alta que o esperado e prejudicou os mercados locais. Algumas apostas para a magnitude do corte de juros da reunião do COPOM de hoje já vinham com 1% de redução da taxa Selic, mas com este dado de inflação deve se confirmar a manutenção do ritmo de 0,75%. No cenário externo, tivemos diversos comunicados por parte de autoridades do Fed, mas sem uma direção clara para a próxima reunião ou para o resto do ano”, disse Rafael Sabadell, gestor da GGR Investimentos.

O Federal Reserve divulgou a ata da reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), com parte dos membros considerando elevar a taxa de juros e  ainda com o foco no emprego e na inflação. Porém, as dúvidas sobre a política que será adotada pelo presidente Donald Trump também estão nas discussões do banco central.

Entre as moedas que mais se desvalorizaram em 2017 está o euro, com a campanha presidencial na França. A candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, que sobe nas pesquisas de intenção de votos, segue afirmando que se eleita vai acabar com a moeda do bloco.

O Banco Central do Brasil (BCB) entrou com o swap tradicional, que equivale a venda de dólares no mercado futuro, ofertando 6.000 contratos com vencimento para março.

Ainda hoje, o BCB divulga a taxa de juros do país, a Selic. As apostas entre os analistas estão para um corte de 0,75 p.p até 1 p.p.

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O índice de Atividade de Negócios dos Estados Unidos, medido pelo Markit Economics, ajustado pelas influências sazonais, ficou em 54,8% em outubro, alta ante os 52,3% de setembro e acima do teto de 50, pelo oitavo mês consecutivo. Com isso, a leitura  sinalizou uma recuperação robusta na produção do setor de serviços, com a taxa de expansão mais acentuada por quase um ano.

Conforme a análise do Markit, a tendência para a atividade de negócio, alinhada com os últimos dados de pesquisa, revelaram que as novas encomendas retomaram ao ritmo mais forte desde o final de 2015.  As evidências sugerem que a melhoria da confiança entre os clientes tem impulsionado o crescimento de novos negócios, juntamente com novos lançamentos de produtos e iniciativas de marketing bem-sucedidas.

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O aumento robusto e acelerado para o setor de novos trabalhos contribuiu para a acumulação de negócios inacabados nas empresas do setor de serviços emutubro. A taxa de acumulação foi a mais rápida desde março de 2015 e ligeiramente mais forte do que a tendência pós-crise.

O PMI final de produção, ajustado sazonalmente, subiu para 54,9% em outubro, de 52,3% no mês anterior.  A última leitura sinalizou a maior recuperação da produção do setor privado desde novembro de 2015.

Tanto o setor de manufatura quanto o de serviços registraram taxas de expansão mais rápidas em outubro. O crescimento da produção no setor manufatureiro foi o mais rápido em 12 meses (índice de produção em 55,5%).

O ISM  revelou que os 54,8% de outubro, 2,3 pontos percentuais abaixo do valor de 57,1% em setembro, representa um crescimento contínuo do setor não-industrial em um ritmo mais lento.

O Índice de Atividade Não-Industrial diminuiu para 57,7%, 2,6% p.p abaixo do valor de setembro de 60,3%, refletindo o crescimento pelo 87º mês consecutivo, em menor ritmo em outubro de 2007.

O Índice de Novos Pedidos registrou 57,7%, 2,3 p.p para baixo que a leitura de 60% em setembro. A queda de 4,1 pontos percentuais em outubro para 53,1% em relação a setembro foi de 57,2%.

O Índice de Preços subiu 2,6 p.p. em relação à leitura de setembro de 54% para 56,6% indicando os preços aumentaram em outubro pelo sétimo mês consecutivo. Em 13 indústrias, o crescimento para o mês de apresentou um ligeiro arrefecimento indicando que os aumentos em outubro não foram sustentáveis.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados estão otimistas sobre as condições de negócios e com a economia geral. Porém, muitos disseram estar preocupados com a incerteza sobre o impacto da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos.

 

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Através de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) através de Fato Relevante, a JBS disse que o Conselho de Administração deliberou a eleição de José Batista Júnior no cargo de diretor presidente interino e a indicação do Conselheiro, José Batista Sobrinho, fundador da JBS, para a função de Presidente do Conselho de Administração.

José Batista Júnior ocupou o cargo de presidente da JBS por mais de 20 anos e possui profundo conhecimento de todos os negócios do Grupo. “Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da Companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, disse José Batista Júnior.

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A companhia explicou também que as alterações foram promovidas em virtude do recebimento de correspondências enviadas por Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista.

“Conforme decisão proferida pelo Juízo da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, nos autos do processo Wesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia e o Joesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.”

Os dois informaram à companhia que recorrerão da referida decisão.

Operação Greenfield

Os executivos estão sendo investigados na Operação Greenfield da Polícia Federal.
A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal) — com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos estados.

Com essa decisão, a Eldorado Brasil, braço de celulose e controlada pela empresa de investimentos da família Batista, ficará na responsabilidade de Ricardo Menín Gaertner, que assume o cargo de presidente do Conselho de Administração e como vice-presidente assume Francisco de Assis e Silva.

Há pouco, no Ibovespa as ações da JBS ON estavam em alta de 0,86%.

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Os mercados acionários globais fecharam as últimas sessões da semana divididos, depois que presidente do Federal Reserve Janet Yellen reafirmou nesta sexta-feira a postura do banco central dos Estados Unidos em mexer com as taxas de juros ainda este ano.

A estimativa para uma inflação acima dos 2%, o setor de trabalho ainda mais fortalecido e a indústria produzindo mais são os fatores essenciais para que os membros do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) tomem a decisão deixou claro a chairman do Fed.

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Já no cenário doméstico, as atenções também estão voltadas para a reta final do julgamento de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Depois do primeiro dia tumultuado, com 16 horas de trabalho, senadores retornaram nesta sexta-feira para ouvir as testemunhas arroladas pela defesa.

A intenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, é de esticar os trabalhos até que a última testemunha seja ouvida. Na expectativa de ter o domingo para descansar, o ministro está disposto, inclusive, a virar a madrugada de hoje para amanhã.

Já no inicio, Lewandowski fez um apelo aos senadores por mais objetividade, com a lista para questionar a primeira testemunha do dia, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, constava de 30 nomes.

Porém, nem tudo ocorreu como o previsto. Com mais de duas horas da abertura dos trabalhos, a troca de acusações e o clima tenso fez com que o presidente do STF suspendesse a sessão por cinco minutos, mas o pior veio em seguida.

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, antecipasse o horário de almoço em uma hora e meia. O motivo foi a troca de acusações entre Renan e a senadora, Gleisi Hoffmann, que na sessão de ontem disse que “nenhum senador tinha moral para julgar a presidente Dilma Rousseff!”

O presidente do Senado, para surpresa de todos que estão acompanhando a sessão de julgamento final de Dilma, decidiu responder às acusações da senadora, em um clima tenso.

Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

Renan chegou a afirmar que o Senado estava passando para a sociedade uma imagem de que Lewandowski estava sendo, constitucionalmente, obrigado a “presidir um julgamento em um hospício” e que nenhum dos lados ganharia esta disputa baseada em bate boca político.

“Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

Foi o suficiente para que os demais senadores aliados a presidente Dilma Rousseff também entrassem na discussão.

O ministro Lewandowski pediu ordem afirmando que teria que “usar o poder de polícia” e suspendeu a sessão. Nesse caso, trata-se do desligamento de microfones e questão de ordem, com até a suspensão da sessão como vem ocorrendo.

Na retomada dos trabalhos, quase duas horas depois, o Senador, Renan Calheiros, divulgou nota sobre sua participação na libertação do ex-ministro e marido de Gleisi, Paulo Bernardo.

Com os ânimos mais calmos, a sessão segue mais tranquila, já que os senadores a favor do Impeachment de Dilma retiraram as inscrições para perguntas às testemunhas como forma de ganhar tempo para que o julgamento termine no prazo previsto, ou seja, na próxima terça-feira (30).

Ainda no começo desta tarde, outra notícia também movimentou o cenário político do País com a Polícia Federal indiciando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais duas pessoas envolvidas na reforma do triplex no Edificio Solaris, Guarujá no litoral sul de São Paulo, e do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

No começo desta noite, os advogados do ex-presidente divulgaram nota através do Instituto Lula sobre a decisão e considerando fato político.

Por outro lado, a equipe do presidente interino, Michel Temer, segue anunciando medidas importantes, tanto para empresas como para os consumidores.

Vale ressaltar que ontem, o BNDES divulgou a prorrogação para dezembro de 2017 para que as empresas obtenham aportes para reativar os negócios, incluindo também as que estão em Recuperação Judicial.

Hoje foi a vez do Banco Central, que publicou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje circular do com novas regras que podem ajudar na recuperação do crédito no país. A partir de 2017, os bancos poderão aceitar novas aplicações financeiras para reduzir o risco de empréstimos. Com menor risco, os bancos poderão oferecer juros menores no futuro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, recuou em 0,03% na terceira prévia de agosto. Na última apuração, a taxa tinha apresentado alta de 0,05%, ante aumento de 0,24% na primeira prévia do mês.

Diante de todo o imbróglio político e com o Fed, a Bovespa manteve mais uma vez a estabilidade no fechamento (Ver abaixo).

O dólar comercial disparou na cesta de moedas, com a fala de Janet Yellen.

ÁSIA

As bolsas asiáticas recuaram nas negociações desta sexta-feira, puxada por ações no Japão e com os investidores mostrando cautela para assumir riscos antes do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que pode fornecer pistas sobre quando a maior economia do mundo vai aumentar as taxas de juro.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific deslizou 0,5% para 138,25 pontos no fechamento, sua segunda queda semanal e a mais longa sequência de recuos desde junho.
O Índice Topix do Japão afundou 1,3% com o iene negociado a 100,45 por dólar.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,41% aos 22.909 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,06% aos 3.070 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,19% aos 27.782 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 1,18% aos 16.360 pontos.

O Topix também perdeu ganhos na semana com as seguradoras e montadoras lideraram as perdas. O iene ganhou força contra o dólar depois que dados mostraram julho mostraram a que os preços ao consumidor caíram 0,5% ante um ano atrás, 0,7%.

EUROPA

As bolsas europeias subiram nesta sexta-feira, o quarto dia da semana, depois que as declarações da presidente do Fed demonstraram o otimismo sobre a recuperação econômica da maior economia do mundo, reiterando também que o banco central terá uma abordagem gradual para elevar os custos dos empréstimos.

Em Londres, o Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,5%, apagando um declínio de até 0,3% e com o avanço semanal para 1,1%. Yellen disse que o caso de aumentar as taxas de juros está se aproximando, com a economia dos Estados Unidos se aproximando dos objetivos dos membros do Fed, mas não disse em que data.

Na sexta-feira, o volume de ações mudando de mãos foi de cerca de um terço menor do que a média de 30 dias, antes do feriado Reino Unido na segunda-feira (29).
Todos os grupos de empresas no Stoxx Europe 600 ficaram com ganhos, em especial as mineradoras e energéticas.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,80% aos 16.843 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,70% aos 8.659 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,80% aos 4.441 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,55% aos 10.587 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 0,31% aos 6.838 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,43% aos 4.697 pontos.

O sentimento do consumidor na Alemanha- GfK evoluíram positivamente no seu conjunto, em agosto, com os efeitos mais chocante do Brexit de lado. O índice global de clima do consumidor está prevendo 10,2 pontos em setembro, após 10,0 pontos em agosto. As expectativas de renda e propensão a comprar estão melhores, enquanto as expectativas econômicas sofreram ligeiras perdas.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram os ganhos da abertura da sessão desta sexta-feira, com a apresentação da presidente do Fed em evento do banco em Jackson Hole.

Sem considerar uma data exata, Yellen confirmou a vontade do banco central dos Estados Unidos em mexer com sua política monetária ainda em 2016, considerando que os próximos indicadores terão peso ainda maior na decisão.

A presidente do Fed reafirmou o compromisso de esperar uma elevação da inflação acima dos 2% e com o mercado de trabalho mais fortalecido.

Logo depois das declarações, os investidores voltaram para a aversão ao risco. Ao final, 6,6 bilhões de ações mudaram de mãos na bolsa norte-americana, ou seja, 3% abaixo da média de três meses.

O Dow Jones recuou 0,29% aos 18.395 pontos; o S&P caiu 0,16% aos 2.169 pontos; e Nasdaq ganhou 0,13% aos 5,218 pontos. Mesmo recuados, os índices seguem nas máximas recordes.

Ainda hoje, foi divulgado o PIB norte-americano com aumento anual de 1,1% no segundo trimestre de 2016, de acordo com a “segunda” estimativa divulgada pelo Departamento de Análises Econômicas. No primeiro trimestre, o PIB real aumentou 0,8%. A estimativa do PIB divulgado hoje é baseada em dados de origem mais completos do que estavam disponíveis para a estimativa “avanço”, emitido no mês passado. Na estimativa antecedente, o aumento do PIB real foi de 1,2%.

O déficit comercial diminuiu para um ajuste sazonal de US$ 59,3 bilhões em julho de US$ 64,5 bilhões em junho, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta sexta-feira. Esse foi menor déficit de US $ 62,5 bilhões previsto por economistas consultados pela MarketWatch.

As exportações aumentaram em US$ 2,9 bilhões durante o mês, enquanto as importações diminuíram US$ 2,4 bilhões. Os estoques no atacado foram pouco mudados durante o mês, subindo 0,2%, mais elevados que há um ano, 0,3%. Os estoques de varejo declinaram 0,4% no mês e ficaram em 4,2%, mais elevado do que um ano atrás.

O sentimento do consumidor diminuiu em agosto, com a visão dos americanos de suas finanças pessoais mais fracas, embora isso tenha sido compensado por melhores perspectivas econômicas. A leitura da Universidade Michigan neste mês de agosto caiu para 89,8 de 90,0 em julho. O índice é 2,3% menor do que há um ano.

As atuais condições econômicas do sub-indicador mostra queda de 2 pontos para 107,0, mas permanece superior à 105,1 de um ano atrás.

O índice de expectativas do consumidor subiu para 78,7, de 77,8, mas é inferior ao 83,4 registrado em agosto de 2015.

ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,86%, aos 15.764,02 pontos.

O giro financeiro do dia totalizou 191,7 milhões de pesos (cerca de US$ 12,6 milhões), com 28 títulos em alta, 34 em baixa e 15 estáveis.

Entre os líderes, só fecharam em alta as ações de San Miguel (2,51%), Tenaris (1,15%) e Edenor (0,40%).

As maiores baixas foram dos títulos de Mirgor (2,41%), BBVA-Banco Francés (1,64%) e Pampa Energia (1,59%).

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta cotado a 14,80 pesos para a compra e 15,20 pesos para a venda.

BRASIL

A Bovespa encerrou a semana com desvalorização de 2,33%, já refletindo a expectativa pela apresentação de Janet Yellen, que é a presidente do banco central dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o índice principal da bolsa paulista manteve a estabilidade, comportamento que vem se repetindo neste mês de agosto. Ao final, o Ibovespa estava em 57.716 pontos e montante de R$7,3 bilhões com ações mudando de mãos.

Análise

De acordo com o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira, a semana foi marcada por esses dois fatores, mas teve como ” vilão” o petróleo.
“O movimento da semana foi marcado por vários fatores, sendo que um deles foi o petróleo, que teve a capacidade de mexer com todos os mercados, inclusive em papéis de peso no índice Bovespa como Petrobras, siderúrgicas e metalúrgicas. Já outras commodities pesaram na Vale. Na questão do quadro político, os ruídos sobre o julgamento do Impeachment, os aumentos dos salários do judiciário pesaram no lado negativo. O positivo ficou para a aprovação do texto da DRU, mas sem esquecer o reajuste dos servidores públicos”, explicou Bandeira referindo-se ao cenário doméstico.

Para o mercado internacional, a apresentação da Janet Yellen também ficou no radar.

“A reunião de Jackson Hole foi bem aguardada ao longo das últimas semanas, em especial a que termina hoje. Os próximos indicadores dos Estados Unidos pesarão na decisão dos membros do Fed. Hoje, por exemplo, o PIB veio fraco, aliás outros também surpreenderam. No Reino Unido veio bem e sem a contaminação do Brexit. Na França, o PIB ficou estagnado e na Espanha para cima, enfim, mostraram alguma reação positiva. Voltando ao dos Estados Unidos, os indicadores que impulsionaram um pouco a economia partiu do setor de serviços e não da indústria, como se esperava. O que se vê é pouca liquidez, muita oscilação e prudência”, avaliou Bandeira e emendando sobre a semana do mercado doméstico: ” Vamos aguardar o ‘after day’ do Impeachment.”

Entre as altas do Ibovespa estavam as ações da Usiminas PNA, alta de 6,55%; Fibria ON, alta de 2,64%; Cyrela Realt ON, alta de 2,05%; JBS ON, alta de 2,24%; e Gerdau Metalúrgica PN, alta de 1,38%.

Na contramão estavam as ações da CESP PNB, queda de 4,45%; Copel PNB, queda de 3,28%; Natura ON, queda de 2,61%; WEG ON, queda de 2,37%; e Vale ON, queda de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial encerrou a semana em alta de 2,02%. Na sessão desta sexta-feira na BM&F, a moeda também embalou alta surfando no mercado norte-americano depois que a presidente do Federal Reserve Janet Yellen fez a apresentação no evento do banco em Jacskon Hole.

A chairman do Fed reafirmou que a taxa de juros dos Estados Unidos poderá ser elevada ainda este ano, mas sem definir a data. A economia segue reagindo, com o setor de trabalho, porém o Fed espera uma inflação acima dos 2%.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,271 para a compra e R$3,271 para a venda, alta de 1,25%.

O euro fechou em R$3,654 para a compra e R$3,659 para a venda, alta de 0,43%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1275 às 15h GMT (12h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de quinta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1281. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1290.

O Banco Central fez mais uma entrada nesta sexta-feira e ofertou mais 10 mil contratos de swap cambial reverso.
Commodities

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,65%, cotado a US$ 47,64 o barril, após as palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que o aumento de juros é um fato.

No final das operações na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,31 em relação ao fechamento anterior.

O petróleo soma seu segundo dia de recuperação, após várias sessões em baixa, devido ao aumento das reservas de petróleo nos EUA.

Durante os primeiros momentos após as palavras de Yellen, que considera que a economia nacional tem força suficiente para assumir uma majoração das taxas de juros, os mercados do petróleo chegaram a subir 2%, embora depois o índice tenha se moderado.

O preço do petróleo também reagiu às informações sobre bombardeios de mísseis iemenitas a petrolíferas da Arábia Saudita.

Os contratos de gasolina para entrega em setembro, os de mais próximo vencimento, subiram US$ 0,01, para US$ 1,51 o galão.

Finalmente, os de gás natural com vencimento nesse mês, ficaram em US$ 2,87 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,92, alta de 0,50% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com alta de US$ 0,25 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,67.

O petróleo emendou sua segunda sessão em alta e hoje chegou a superar a barreira dos US$ 50.

Da mesma forma que o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), que subiu hoje 0,65%, o Brent foi afetado pelas palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que haverá em breve uma alta das taxas de juros nos Estados Unidos.

O valor do petróleo do Mar do Norte tem subido desde que no dia 20 de janeiro atingiu um mínimo anual em US$ 27,10, mas ainda está longe dos mais de US$ 110 que registrou no verão de 2014.

No final de setembro os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terão uma reunião informal na Argélia, dentro do Fórum Internacional de Energia.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 3,76% aos US$59,13 a tonelada seca.

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A JBS voltou a anunciar nesta quarta-feira, que Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista foram autorizados pela Justiça Federal a retornar ao exercício de seus respectivos cargos.

A autorização se deu com o acordo firmado entre os acionistas da J&F Investimentos e o Ministério Público Federal, no qual a J&F oferecerá um Seguro-Garantia. O acordo foi homologado pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal e teve por consequência a suspensão de todas as medidas cautelares que haviam sido impostas.

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Desta forma, o Conselho de Administração da JBS deliberou em reunião realizada hoje, que Wesley Batista reassume o cargo de Diretor Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração e Joesley Batista o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.

“Agradeço ao meu irmão, José Batista Júnior, por assumir interinamente a presidência da JBS e a todos os nossos acionistas e demais stakeholders pela confiança em nós depositada. Sigo trabalhando junto com os times de liderança global e regional na consolidação da JBS como uma empresa líder global do setor de alimentos”, comentou Wesley Batista.

Com isso, José Vicente Marino e Gilberto Tomazoni voltam para o Conselho de Administração da Alpargatas.

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A agência de classificação de risco, Standard & Poor’s, alterou nesta segunda-feira a perspectiva de ratings ‘BBB-‘ na escala global e ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da mineradora Vale de negativa para estável. A S&P também reafirmou esses ratings, se posicionando com os preços de metais, atualmente favoráveis, têm proporcionado incrementos nos fluxos de caixa da mineradora e aliviando as pressões de alavancagem da empresa.

De acordo com a agência de risco, a perspectiva estável reflete a expectativa de que os índices de alavancagem, como dívida sobre Ebitda, permanecerão abaixo de 4x e a geração interna de caixa (FFO) sobre dívida perto de 20% nos próximos 12 a 24 meses.

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“Reafirmamos os ratings de crédito corporativo ‘BBB-‘ na escala global e os ratings dos bonds emitidos pela Vale Canada, Vale Overseas e PT Vale Indonesia. Ao mesmo tempo, reafirmamos os ratings ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da empresa”, mostra a agência.

Os Fundamentos

A S&P, recentemente, revisou para cima as premissas da curva de preços de minério de ferro, níquel e ouro (“S&P Global Ratings Revises Its Price Assumptions For Iron Ore, Gold, Zinc, And Aluminum”), em publicação da última sexta-feira (26).

Os preços mais altos têm resultado em maiores fluxos de caixa para a Vale, o que ajuda a aliviar as pressões em suas métricas de fluxos de caixa e alavancagem provenientes de seu agressivo plano de investimento. “Nesse cenário, em nossa opinião, torna-se menos necessário à Vale desinvestir alguns de seus ativos a fim de evitar um aumento da dívida, ao menos sob o ponto de rating. Ainda acreditamos que as condições de mercado possam se enfraquecer no próximo ano, dado que esperamos uma queda nos preços”, mostra a análise. Entretanto, em suas estimativas revisadas, a agência avalia que a Vale registrará um aumento em torno de US$2 bilhões em sua geração de caixa operacional em 2016, acima das estimativas anteriores, enquanto mantém níveis de caixa próximos a US$3 bilhões no fim do ano, o que tornaria a empresa mais resiliente a cenários desfavoráveis.

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Comunicamos que, como ocorre todas as quartas-feiras, os comentários são feitos antes do fechamento, dada a minha participação na Rádio BandNews FM (dial 94,9 ou 90,3). Entra lá e participe com perguntas!

Hoje foi mais um dia de realizações na Bovespa, basicamente afetada pelas quedas do minério no spot chinês e pelo petróleo em NY e, ainda, mexendo com as ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas. No exterior, mercados com oscilações leve, mas com viés positivo. Petrobras ainda teve que conviver com o adiamento de julgamento do desbloqueio de ativos para venda.

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Bolsas da Europa operaram com comportamento misto afetadas pelo processo eleitoral conturbado na França e efeitos do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. O estranho é que a OPEP parece querer endurecer o acordo com os países membros e cumprir 100% do firmado. No México, o PIB referente ao quarto trimestre desacelerou para expansão de 0,7%.

O FED divulgou ata da última reunião, com os dirigentes dizendo ser apropriado elevar juros em breve e que a alta pode dar flexibilidade à política. Acham que a alta de juros pode ser mais rápida que o antecipado e que ainda é preciso tempo para ter perspectiva mais clara. Há ainda riscos associados ao dólar forte e vulnerabilidade externa.

Nos EUA, as vendas de imóveis usados de janeiro cresceram 3,3%, quando o previsto era expansão de 0,7%. A diretora do FMI, Christine Lagarde, disse que nesse momento não se requer nenhum pedido de perdão da dívida da Grécia, mas que reformas são necessárias antes do novo acordo.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,33%, com o barril cotado a US$ 53,61. O euro era transacionado em alta para US$ 1,056 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,41%. O minério de ferro na china teve queda de 1,0%, com a tonelada negociada a US$ 93,60.

No segmento local, a prévia da inflação medida pelo IPCA-15 acelerou para 0,54%, com a taxa acumulada do ano em 0,85% e em 12 meses com 5,02%. O Bacen anunciou que o fluxo cambial acumulada em fevereiro (17/02) ficou negativo em US$ 3,11 bilhões, com fluxo financeiro negativo em US$ 4,03 bilhões. Mas no ano, está positivo em US$ 549 milhões. Os ganhos com swap estão em
R$ 1,48 bilhão.

A Receita Federal anunciou arrecadação em janeiro de R$ 137,3 bilhões, em alta real de 0,79% sobre igual período de 2016 e alta real sobre o mês anterior de 7,26%. As desonerações de janeiro ficaram em R$ 7,57 bilhões. Os DIs terminaram o dia com queda de juros para todos os vencimentos e o dólar operava na mínima cotado a R$ 3,069. Na Bovespa, na sessão de 20 de fevereiro, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 61,1 milhões, deixando o saldo de fevereiro positivo em R$ 1,44 bilhão e o ano com ingressos de R$ 7,68 bilhões.

Na Europa, a bolsa de Londres registrou alta de 0,38%, Paris com +0,15% e Frankfurt com +0,26%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,87% e 0,83%. No Brasil, a Bovespa tinha queda de 1,02%, com índice 68348 pontos. O Dow Jones tinha alta de 0,08% e Nasdaq com queda de 0,10%.

Na agenda de amanhã, teremos o IGP-M de fevereiro, a confiança do comércio e dados da PNAD contínua. O Bacen anuncia a nota de política monetária de janeiro. E o Tesouro, o resultado primário do governo central de janeiro. Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior, o índice de atividade de Kansas e discurso de Lockhart de Atlanta.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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Os mercados acionários estão em maré de alta em praticamente todo o mundo. Ontem não foi diferente e os três principais índices do mercado americano fecharam em novos recordes. Os mercados da Europa atingiram o maior patamar em 14 meses. No Brasil, conseguimos fechar acima dos 69000 pontos no Ibovespa e o objetivo passa a ser o recorde histórico pouco abaixo de 74000 pontos, não sem realizações intermediárias.

Como bem lembrou ontem o presidente do FED de São Francisco, John Willians, taxa de juros natural muito baixa pode propiciar riscos financeiros e bolhas de ativos. Aliás, na China, o governo se preocupa com a bolha imobiliário e obteve sucesso em sua proibição de gestores de ativos comprarem imóveis em 10 principais cidades do países. O preço médio de novas residências, ainda na China, subiu anualizado 10,7%, mas desacelerando no mês para alta de 0,24%.

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No Reino Unido, o PIB do quarto trimestre expandiu 0,7% e a taxa anualizada ficou em +2,0%, de previsto em +2,2%. Na Alemanha, o índice IFO de sentimento empresarial subiu em fevereiro para 111 pontos de previsão em 109,5 pontos. Na zona do euro, a inflação medida pelo CPI de janeiro anualizada ficou em 1,8% (com núcleo em +0,9%) e no mês deflação de 0,8%.

As eleições presidenciais na França segue dominando as preocupações dos investidores. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,42%, com o barril cotado a US$ 54,10. O euro era transacionado em queda para 1,049 e os notes americanos de 10 anos tinha taxa de juros em 2,42%. O ouro e a prata operavam em queda na Comex e commodities agrícolas em alta na bolsa de Chicago. Minério de ferro no spot chinês em queda de 1,0% e tonelada em US$ 93,60.

No cenário local, Alexandre de Moraes foi aprovado ontem na CCJ e hoje pela manhã vai para plenário, onde precisa de 41 votos favoráveis. O relator da reforma da Previdência diz que deve ter relatório pronto até o dia 20 de março, e depois discussões por mais um mês. Sérgio Cabral foi novamente denunciado pelo MP.

O IBGE anunciou o IPCA-15 de fevereiro em alta de 0,54%, deixando a inflação de 2017 em 0,85% e em 12 meses em 5,02%, o menor nível desde junho de 2012. A FGV anunciou o INCC de fevereiro em 0,53% em fevereiro, de anterior em 0,29%. A FGV divulgou a confiança do consumidor em alta de 2,5 pontos para 81,8 pontos em fevereiro.

No mercado, os DIs começando o dia com queda de juros para todos os vencimentos, dólar em alta de 0,07% e cotado a R$ 3,096 e a Bovespa começando com índice futuro em queda de 0,48%.

Na agenda do dia, a decisão do Copom no início da noite sobre política monetária. O consenso é Selic em queda de 0,75% para 12,25%, mas Copom pode surpreender com redução de 1,00%. O FED divulga ata da última reunião do FOMC.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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