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Sem aumentar impostos, o governo terminaria 2017 com despesas na área de saúde e educação comprometidas para conseguir cumprir a meta fiscal. A avaliação é da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

Na última semana, o governo informou que o rombo no orçamento para conseguir cumprir a meta fiscal deste ano é R$ 58,1 bilhões. A meta é de déficit primário (despesas maiores que as receitas, sem considerar os juros) de R$ 139 bilhões.

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No relatório, a secretaria explica que não é possível fazer o corte do tamanho do rombo. “Primeiro, a despesa passível de contingenciamento [bloqueio das dotações orçamentárias] é apenas a chamada despesa discricionária. As despesas obrigatórias (pagamento de pessoal ativo e inativo, despesas previdenciárias, entre outras) não são passiveis de corte”, diz o relatório.

Acrescenta que as despesas discricionárias também não são totalmente contingenciáveis, “pois, mais da metade delas é executada com as funções saúde e educação, sujeitas ao mínimo constitucional”.

“Em alguns casos, como o ocorrido no início de 2016, um contingenciamento muito grande não é possível, sob pena de levar a atrasos de pagamentos e/ou afetar a qualidade de oferta dos serviços públicos. É justamente por isso que o governo federal vem se empenhando em reformas constitucionais, como a do teto do gasto e a da Previdência, para viabilizar a redução permanente de despesas obrigatórias ao longo dos próximos anos”, acrescentou a Secretaria de Acompanhamento Econômico.

Insuficiência orçamentária

No relatório, a informação também, que, se o corte de despesas for feito do tamanho da insuficiência orçamentária, seriam eliminados 61% dos gastos discricionários. “Na prática, esse montante significaria a impossibilidade de o governo federal terminar o ano fiscal de 2017 sem comprometer despesas importantes nas áreas de saúde e educação”.

No relatório, a secretaria cita despesas com controle de fluxo e algumas obrigatórias como o Programa Bolsa Família, cujo pagamento não pode ser interrompido, e outras discricionárias, como os investimentos e pagamento das despesas com água e luz de hospitais e universidades.

“No orçamento de 2017, as despesas com controle de fluxo somavam R$ 274,4 bilhões, sendo que R$ 126,4 bilhões não são passíveis de contingenciamento por envolverem recursos obrigatórios para áreas de saúde e educação. Nas despesas discricionárias, estão os gastos passíveis de avaliação para contingenciamento, que totalizam R$ 147,9 bilhões, incluindo despesas de custeio e de investimento”, diz o documento.

No entanto, nem todos os gastos discricionários contidos nos R$ 147,9 bilhões podem ser contingenciados, diz a secretaria. Isso acontece porque a Emenda Constitucional nº 86/2015 obrigou que as despesas discricionárias decorrentes de Emenda Individual dos parlamentares sejam executadas no limite de 1,2% da Receita Corrente Líquida (RLC).

Emendas de Bancada

“Adicionalmente, a partir da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016, foram estabelecidas obrigatoriedades para a execução também das Emendas de Bancada, o que limitou ainda mais o já reduzido espaço para cortes da despesa. No orçamento de 2017, as bancadas estaduais, representadas no Congresso Nacional, puderam apresentar emendas impositivas no valor de R$ 225 milhões por Estado, que correspondeu a 0,8% da RCL”, diz.

“Assim, se excluirmos das despesas discricionárias as despesas do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], as emendas individuais e as de bancadas de execução obrigatória, o conjunto de despesas passíveis de contingenciamento se reduz para R$ 96 bilhões. Em outras palavras, apenas 7% da despesa primária aprovada na LOA [Lei Orçamentária Anual] 2017 podem ser contingenciados”.

No documento, a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda calcula que, ao se retirar as funções saúde e educação, restam apenas R$ 36 bilhões de despesas de custeio passíveis de contingenciamento, abaixo do valor necessário.

“Assim, não há como o governo federal cortar R$ 58,1 bilhões de sua despesa em 2017 sem prejudicar despesas importantes para o funcionamento do Estado brasileiro, a exemplo do investimento em penitenciárias e de gastos para o funcionamento da Polícia Federal e para o combate à seca”, argumenta.

Carga tributária é alta

A secretaria reconhece que a carga tributária no Brasil é alta, “muito acima da média da América Latina”. Mas o governo explica que perdeu 1,9% das receitas, entre 2011 e 2016, com desonerações, expansão de regimes especiais de tributação e recessão econômica, cálculo feito sem considerar os recursos vindos da regularização de recursos no exterior (Lei da Repatriação).

“Além do controle da despesa, o gc. Como já destacado, 93% da despesa primária aprovada neste ano não são passíveis de corte. Assim, o cumprimento da meta de déficit primário de R$ 139 bilhões este ano exigirá medidas de aumento da receita”, finalizou.

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Veja um resumo da agenda econômica global para esta quarta-feira (29)

CENÁRIO EXTERNO

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ÁSIA

As vendas de varejo do Japão ficaram abaixo das previsões em fevereiro, com os grandes varejistas mais atingidos. O iene caiu, ante o dólar americano amplamente mais forte. As vendas aumentaram 0,2% no mês, abaixo de 0,3% esperados. No entanto, o indicador anualizado foi muito maior. Em relação a fevereiro de 2016, as vendas aumentaram apenas 0,1%. Isso foi muito abaixo da previsão de ganho de 0,7% e aumento de 1% em janeiro.

EUROPA

Na Alemanha, conforme relatado pelo Instituto Federal de Estatística (Destatis), o índice de preços de importação aumentou 7,4% em fevereiro de 2017 em relação ao mês correspondente do ano anterior. Este foi o maior aumento de uma taxa anual de variação desde abril de 2011 (+ 7,6%). Em janeiro de 2017 e em dezembro de 2016, as taxas de variação ficaram em 6,0% e 3,5%, respectivamente. De janeiro de 2017 a fevereiro de 2017 o índice subiu 0,7%.

O índice de preços de importação, excluindo petróleo bruto e derivado, aumentou 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O índice de preços de exportação aumentou 2,5% em fevereiro de 2017 em relação ao mês correspondente do ano anterior. Em janeiro de 2017 e em dezembro de 2016, as taxas anuais de variação foram de alta em 1,8% e 1,1%, respectivamente. De janeiro de 2017 a fevereiro de 2017, o índice de preços de exportação subiu 0,2%.

O Banco da Inglaterra mostrou hoje que a moeda, excluindo financeiras intermediárias, aumentou £ 7.3 milhões em fevereiro, com fluxos positivos para todos os setores. Juntos, os fluxos para as famílias e as empresas privadas não financeiras (PNFC) foram semelhantes ao mês passado. Os empréstimos em libras esterlinas ao setor privado britânico, excluindo outras empresas financeiras intermediárias, aumentaram 9,6 bilhões de libras esterlinas em fevereiro Os empréstimos líquidos positivos ficaram para todos os setores, com os empréstimos concedidos às famílias e às PNFC de forma muito semelhante ao mês passado. Os empréstimos garantidos nas habitações aumentaram 3,5 bilhões de libras em fevereiro.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, as vendas de casas pendentes ficaram para cima em fevereiro, nível mais alto em quase um ano e o segundo maior nível em mais de uma década.

O Índice de Vendas Internas Pendentes, indicador baseado em contratações de contratos, saltou 5,5% para 112,3 em fevereiro de 106,4 em janeiro. A leitura do índice do mês passado é 2,6% acima de um ano, é o mais elevado desde abril passado (113.6) e o segundo mais elevado desde maio 2006 (112.5).

As entradas de petróleo bruto nas refinarias dos Estados Unidos ficaram, em média, a 16,2 milhões de barris por dia durante a semana que terminou em 24 de março de 2017, 425 mil barris por dia mais do que a média da semana anterior. Os dados são da Agência de Energia norte-americana e foram apresentados hoje.

A produção de gasolina aumentou na semana passada, com média de mais de 10,0 milhões de bpd. A produção de combustível destilado aumentou, com uma média de cerca de 4,9 milhões de bpd.

As importações de petróleo bruto ficaram, em média, a 8,2 milhões de bpd na semana passada, queda de 83 mil bpd em relação à semana anterior. Nas últimas quatro semanas, as importações de petróleo bruto ficaram em 8,0 milhões de bpd, 0,7% acima do mesmo período de quatro semanas do ano passado. As importações totais de gasolina para motores (incluindo componentes da mistura de gasolina e gasolina acabada) foram de 521 mil bpd. As importações de combustíveis destilados ficaram em 115 mil bpd.

Os estoques de petróleo comercial americano (excluindo os da Reserva Estratégica de Petróleo) aumentaram 0,9 milhões de barris em relação à semana anterior. Em 534,0 milhões de barris, os estoques de petróleo bruto estão no limite superior da média para esta época do ano. Os estoques de petróleo comercial total diminuíram 3,9 milhões de barris na semana passada.

Os estoques totais de gasolina de motores caíram em 3,7 milhões de barris, mas estão na metade superior da média. Os estoques de gasolina acabada e os dos componentes de mistura diminuíram. Os estoques de combustíveis destilados diminuíram 2,5 milhões de barris, mas estão na metade superior do intervalo médio para esta época do ano. Os estoques de propano / propileno caíram 1,5 milhão de barris na semana passada, mas estão no meio da faixa média.

As refinarias operaram em 89,3% de sua capacidade na semana passada.

CENÁRIO DOMÉSTICO

BRASIL

No mês de janeiro de 2017, o setor de serviços apresentou recuo de 2,2% no volume de serviços prestados, frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter registrado crescimento de 0,7% em dezembro e de 0,0% em novembro. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o setor apontou queda de 7,3%. Com esses resultados, a taxa acumulada no ano ficou em -7,3% e em 12 meses, -5,2%. Os dados são do IBGE e foram apresentados hoje.

Na série livre de influências sazonais, o segmento de Serviços de informação e comunicação apresentou crescimento de 5,5%, enquanto que os demais segmentos registraram recuos, na seguinte ordem: Serviços profissionais, administrativos e complementares (-14,5%), Serviços prestados às famílias (-3,6%), Outros Serviços (-3,0%) e Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-0,7%). O agregado especial das Atividades turísticas apresentou recuo de 11,0%, na comparação com o mês imediatamente anterior.

Em termos de composição da taxa global de volume, sem ajuste sazonal, as contribuições dos segmentos foram as seguintes: Serviços profissionais, administrativos e complementares, com -3,2 pp; Serviços prestados às famílias, com -1,9 pp; Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com -1,1 pp; Outros serviços, com -0,9 pp e Serviços de informação e comunicação, com -0,2 pp.

A receita nominal em janeiro registrou variação de -1,0% em relação a dezembro, na série livre de influências sazonais, e a variação sem ajuste sazonal ficou em -2,0%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A taxa acumulada no ano, sem ajuste sazonal, ficou em -2,0% e, em 12 meses, -0,2%.

As condições econômicas das famílias paulistanas estão melhorando e com isso aumenta também a intenção de consumo. O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 78,7 pontos em março, altas de 1,5% em relação a fevereiro e de 11,6% na comparação com o mesmo mês de 2015. Foi a nona elevação consecutiva do indicador, que registrou em março a maior pontuação desde junho de 2015, quando contabilizou 81,7 pontos. O ICF é apurado mensalmente pela FecomercioSP e varia de zero a 200 pontos, sendo que abaixo de 100 pontos significa insatisfação e acima de 100, satisfação em relação às condições de consumo.

Cinco dos sete itens avaliados pela pesquisa apresentaram crescimento em março. O destaque, em termos de variação, foi o item Perspectiva de Consumo que subiu 6,9% no mês, atingindo 73,9 pontos. Houve também forte avanço na comparação anual, de 41,5%. Os paulistanos estão reduzindo o pessimismo com os gastos para os próximos meses. Foram 48% dos entrevistados que disseram que gastarão menos nos próximos meses, sendo que em março do ano passado esse porcentual era de 63%.

 

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Hoje, a BRF anunciou mudanças em sua equipe de administração para lidar com dois objetivos. O primeiro é fortalecer as operações nacionais e globais da BRF para melhor atender seus clientes e sustentar o crescimento. O segundo objetivo permite BRF para continuar a fornecer respostas rápidas e transparentes para os desafios que tem registado desde as investigações na Operação Carne Fraca e os consequentes impactos ao agronegócio brasileiro.

Para atingir estes objetivos, duas divisões foram criadas: Gestão de Resposta e Gestão de Negócios.

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A divisão de Gestão de Respostas, liderado pelo Director BRF, Simon Cheng, é composta por uma equipe multidisciplinar que assiste o Comité de Resposta Especial.

Pedro Faria, CEO global vai transformar o seu foco de volta para a gestão dos negócios da BRF e supervisionar a divisão de Gestão de Negócios. A divisão de Gestão de Negócios permitirá a BRF manter o foco sobre a qualidade de suas operações e nas atividades do dia-a-dia, incluindo a evolução contínua do seu modelo de gestão. Esta estrutura é temporária, mas pode permanecer ativa, se for considerado necessário pela BRF.

Alexandre Almeida, ex-CEO da Itambé, junta-se BRF para a liderar o mercado brasileiro, conduzir o processo de integração e priorizar iniciativas em curso. Almeida, está substituindo Rafael Ivanisk, que tomou uma decisão pessoal de abandonar a Companhia.

Leonardo Byrro, que compartilhou o papel do Brasil como Gerente Geral com Rafael Ivanisk, assumirá o cargo de Vice-Presidente de alimentação. Esta mudança visa acelerar o processo de planejamento e otimização de cadeia de valor da BRF. Esta nova configuração permitirá um maior enfoque sobre a gestão agroindústria, um importante diferencial competitivo da BRF.

O departamento de Qualidade Global agora se reportar diretamente a Pedro Faria.
Pedro Navio, ex-CEO da Latam de RedBull, recentemente se juntou BRF e vai liderar o marketing global estratégica e agenda de inovação. Estes novos executivos irão juntar-se a equipe de liderança BRF, sem segurar a sede legal.

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As condições econômicas das famílias paulistanas estão melhorando e com isso aumenta também a intenção de consumo. O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 78,7 pontos em março, altas de 1,5% em relação a fevereiro e de 11,6% na comparação com o mesmo mês de 2015. Foi a nona elevação consecutiva do indicador, que registrou em março a maior pontuação desde junho de 2015, quando contabilizou 81,7 pontos. O ICF é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e varia de zero a 200 pontos, sendo que abaixo de 100 pontos significa insatisfação e acima de 100, satisfação em relação às condições de consumo.

Cinco dos sete itens avaliados pela pesquisa apresentaram crescimento em março. O destaque, em termos de variação, foi o item Perspectiva de Consumo que subiu 6,9% no mês, atingindo 73,9 pontos. Houve também forte avanço na comparação anual, de 41,5%. Os paulistanos estão reduzindo o pessimismo com os gastos para os próximos meses. Foram 48% dos entrevistados que disseram que gastarão menos nos próximos meses, sendo que em março do ano passado esse porcentual era de 63%.

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Já no curto prazo, 62% dos paulistanos disseram que o consumo está menor do que no ano passado. Por conta disso, o item Nível de Consumo Atual registrou retração de 7,7% e atingiu os 46 pontos – a pior avaliação entre os itens pesquisados. A assessoria econômica da FecomercioSP aponta que o item vinha de uma sequência de seis altas consecutivas e esta queda parece ser pontual e ligada a outro item, Momento para Duráveis, que também registrou queda em março, de 2,2%, chegando aos 55,7 pontos. O desempenho deste último item, de acordo com a Entidade, é consequência do término do período das tradicionais liquidações de início de ano e, portanto, menos oportunidades de compra.

O segundo maior impacto no ICF no mês foi do item Renda Atual que passou de 84,8 pontos em fevereiro para 88,2 pontos em março, alta de 4%. Segundo a Federação, o consumidor está sentindo que a deterioração de sua renda está diminuindo, muito por conta da inflação mais baixa e do ânimo que foi gerado pela liberação dos recursos das contas inativas do FGTS. Para a Entidade, as famílias estão percebendo também que o grau de dificuldade na obtenção de crédito para compras financiadas está reduzindo. Com isso, o item Acesso ao Crédito cresceu 2,9% e se posicionou nos 72,8 pontos.

Por fim, os itens relacionados ao emprego (Emprego Atual e Perspectiva Profissional) registraram alta, sendo 0,7% para o primeiro e 1,9% para o segundo, e são os únicos que estão no patamar de satisfação, 101,7 pontos e 112,9 pontos, respectivamente.

Na análise por faixa de renda a variação foi simétrica. O índice das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos subiu 1,5%, na comparação com fevereiro, e registrou 78,2 pontos. Já as famílias com renda superior a este montante estão um pouco menos pessimistas com 80,2 pontos, crescimento de 1,4% em relação ao mês anterior.

Segundo a FecomercioSP, o ICF segue sua trajetória de crescimento em sintonia com a recuperação da economia, de forma lenta e gradual. A inflação já está, em 12 meses, perto de bater o centro da meta, de 4,5%, e os juros estão caindo, variáveis importantes para elevação do consumo. A consequência desta evolução na intenção de consumo, na avaliação da Entidade, pode ser vista no aumento das vendas no comércio da capital paulista, que segundo pesquisa da Federação, cresceram 0,6% no ano passado, e mais especificamente no último bimestre o aumento foi acelerado, de 5,3% e 5%.

A Federação conclui, portanto, que o ICF mostra que as condições econômicas das famílias paulistanas estão melhorando, criando espaço para aumento do consumo e alimentando as expectativas dos empresários do setor para um ano positivo, saindo de vez do quadro recessivo.

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As bolsas asiática fecharam sem direção nesta quarta-feira, em dia de agenda fraca, com os Estados Unidos no foco e com as expectativas para o Brexit.

O lado positivo ficou para os preços das matérias-primas, setor imobiliário e financeiras subindo. Ainda por lá, refletiu também o índice de Confiança do Consumidor norte-americano, maior alta dos últimos 16 anos, cujo peso direto é para os negócios da Ásia.

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Ao final da jornada, o índice MSCI Asin Pacific ficou em alta de 0,4%. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,09% aos 3.253 pontos. O Hang Seng, China, ficou em alta de 0,19% aos 24.392; O Xangai ficou em queda de 0,36% aos 3.241; Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta 0,41% aos 29.531. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,85% aos 3.184. O Nikkei 22 ficou em alta de 0,08% aos 19.217.

A China Evergrande Group , promotora imobiliária mais endivida do país, subiu 8,6%, em Hong Kong, depois de anunciar um plano para captar até 20 bilhões de yuans (um aumento de 0,7% – US $ 2,9 bilhões) de investidores estratégicos.

A Posco, a maior siderúrgica sul-coreana, registrou ganhos entre as empresas de matérias-primas, avançando 4%, em Seul, com expectativa para divulgação dos resultados do primeiro trimestre amanhã(30). Seu lucro operacional no primeiro trimestre pode subir 28% em aumentos de produtos de aço, de acordo com um relatório IBK Investment.

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O índice de Atividade de Negócios dos Estados Unidos, medido pelo Markit Economics, ajustado pelas influências sazonais, ficou em 54,8% em outubro, alta ante os 52,3% de setembro e acima do teto de 50, pelo oitavo mês consecutivo. Com isso, a leitura  sinalizou uma recuperação robusta na produção do setor de serviços, com a taxa de expansão mais acentuada por quase um ano.

Conforme a análise do Markit, a tendência para a atividade de negócio, alinhada com os últimos dados de pesquisa, revelaram que as novas encomendas retomaram ao ritmo mais forte desde o final de 2015.  As evidências sugerem que a melhoria da confiança entre os clientes tem impulsionado o crescimento de novos negócios, juntamente com novos lançamentos de produtos e iniciativas de marketing bem-sucedidas.

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O aumento robusto e acelerado para o setor de novos trabalhos contribuiu para a acumulação de negócios inacabados nas empresas do setor de serviços emutubro. A taxa de acumulação foi a mais rápida desde março de 2015 e ligeiramente mais forte do que a tendência pós-crise.

O PMI final de produção, ajustado sazonalmente, subiu para 54,9% em outubro, de 52,3% no mês anterior.  A última leitura sinalizou a maior recuperação da produção do setor privado desde novembro de 2015.

Tanto o setor de manufatura quanto o de serviços registraram taxas de expansão mais rápidas em outubro. O crescimento da produção no setor manufatureiro foi o mais rápido em 12 meses (índice de produção em 55,5%).

O ISM  revelou que os 54,8% de outubro, 2,3 pontos percentuais abaixo do valor de 57,1% em setembro, representa um crescimento contínuo do setor não-industrial em um ritmo mais lento.

O Índice de Atividade Não-Industrial diminuiu para 57,7%, 2,6% p.p abaixo do valor de setembro de 60,3%, refletindo o crescimento pelo 87º mês consecutivo, em menor ritmo em outubro de 2007.

O Índice de Novos Pedidos registrou 57,7%, 2,3 p.p para baixo que a leitura de 60% em setembro. A queda de 4,1 pontos percentuais em outubro para 53,1% em relação a setembro foi de 57,2%.

O Índice de Preços subiu 2,6 p.p. em relação à leitura de setembro de 54% para 56,6% indicando os preços aumentaram em outubro pelo sétimo mês consecutivo. Em 13 indústrias, o crescimento para o mês de apresentou um ligeiro arrefecimento indicando que os aumentos em outubro não foram sustentáveis.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados estão otimistas sobre as condições de negócios e com a economia geral. Porém, muitos disseram estar preocupados com a incerteza sobre o impacto da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos.

 

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Através de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) através de Fato Relevante, a JBS disse que o Conselho de Administração deliberou a eleição de José Batista Júnior no cargo de diretor presidente interino e a indicação do Conselheiro, José Batista Sobrinho, fundador da JBS, para a função de Presidente do Conselho de Administração.

José Batista Júnior ocupou o cargo de presidente da JBS por mais de 20 anos e possui profundo conhecimento de todos os negócios do Grupo. “Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da Companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, disse José Batista Júnior.

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A companhia explicou também que as alterações foram promovidas em virtude do recebimento de correspondências enviadas por Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista.

“Conforme decisão proferida pelo Juízo da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, nos autos do processo Wesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia e o Joesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.”

Os dois informaram à companhia que recorrerão da referida decisão.

Operação Greenfield

Os executivos estão sendo investigados na Operação Greenfield da Polícia Federal.
A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal) — com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos estados.

Com essa decisão, a Eldorado Brasil, braço de celulose e controlada pela empresa de investimentos da família Batista, ficará na responsabilidade de Ricardo Menín Gaertner, que assume o cargo de presidente do Conselho de Administração e como vice-presidente assume Francisco de Assis e Silva.

Há pouco, no Ibovespa as ações da JBS ON estavam em alta de 0,86%.

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Os mercados acionários globais fecharam as últimas sessões da semana divididos, depois que presidente do Federal Reserve Janet Yellen reafirmou nesta sexta-feira a postura do banco central dos Estados Unidos em mexer com as taxas de juros ainda este ano.

A estimativa para uma inflação acima dos 2%, o setor de trabalho ainda mais fortalecido e a indústria produzindo mais são os fatores essenciais para que os membros do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) tomem a decisão deixou claro a chairman do Fed.

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Já no cenário doméstico, as atenções também estão voltadas para a reta final do julgamento de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Depois do primeiro dia tumultuado, com 16 horas de trabalho, senadores retornaram nesta sexta-feira para ouvir as testemunhas arroladas pela defesa.

A intenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, é de esticar os trabalhos até que a última testemunha seja ouvida. Na expectativa de ter o domingo para descansar, o ministro está disposto, inclusive, a virar a madrugada de hoje para amanhã.

Já no inicio, Lewandowski fez um apelo aos senadores por mais objetividade, com a lista para questionar a primeira testemunha do dia, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, constava de 30 nomes.

Porém, nem tudo ocorreu como o previsto. Com mais de duas horas da abertura dos trabalhos, a troca de acusações e o clima tenso fez com que o presidente do STF suspendesse a sessão por cinco minutos, mas o pior veio em seguida.

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, antecipasse o horário de almoço em uma hora e meia. O motivo foi a troca de acusações entre Renan e a senadora, Gleisi Hoffmann, que na sessão de ontem disse que “nenhum senador tinha moral para julgar a presidente Dilma Rousseff!”

O presidente do Senado, para surpresa de todos que estão acompanhando a sessão de julgamento final de Dilma, decidiu responder às acusações da senadora, em um clima tenso.

Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

Renan chegou a afirmar que o Senado estava passando para a sociedade uma imagem de que Lewandowski estava sendo, constitucionalmente, obrigado a “presidir um julgamento em um hospício” e que nenhum dos lados ganharia esta disputa baseada em bate boca político.

“Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

Foi o suficiente para que os demais senadores aliados a presidente Dilma Rousseff também entrassem na discussão.

O ministro Lewandowski pediu ordem afirmando que teria que “usar o poder de polícia” e suspendeu a sessão. Nesse caso, trata-se do desligamento de microfones e questão de ordem, com até a suspensão da sessão como vem ocorrendo.

Na retomada dos trabalhos, quase duas horas depois, o Senador, Renan Calheiros, divulgou nota sobre sua participação na libertação do ex-ministro e marido de Gleisi, Paulo Bernardo.

Com os ânimos mais calmos, a sessão segue mais tranquila, já que os senadores a favor do Impeachment de Dilma retiraram as inscrições para perguntas às testemunhas como forma de ganhar tempo para que o julgamento termine no prazo previsto, ou seja, na próxima terça-feira (30).

Ainda no começo desta tarde, outra notícia também movimentou o cenário político do País com a Polícia Federal indiciando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais duas pessoas envolvidas na reforma do triplex no Edificio Solaris, Guarujá no litoral sul de São Paulo, e do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

No começo desta noite, os advogados do ex-presidente divulgaram nota através do Instituto Lula sobre a decisão e considerando fato político.

Por outro lado, a equipe do presidente interino, Michel Temer, segue anunciando medidas importantes, tanto para empresas como para os consumidores.

Vale ressaltar que ontem, o BNDES divulgou a prorrogação para dezembro de 2017 para que as empresas obtenham aportes para reativar os negócios, incluindo também as que estão em Recuperação Judicial.

Hoje foi a vez do Banco Central, que publicou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje circular do com novas regras que podem ajudar na recuperação do crédito no país. A partir de 2017, os bancos poderão aceitar novas aplicações financeiras para reduzir o risco de empréstimos. Com menor risco, os bancos poderão oferecer juros menores no futuro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, recuou em 0,03% na terceira prévia de agosto. Na última apuração, a taxa tinha apresentado alta de 0,05%, ante aumento de 0,24% na primeira prévia do mês.

Diante de todo o imbróglio político e com o Fed, a Bovespa manteve mais uma vez a estabilidade no fechamento (Ver abaixo).

O dólar comercial disparou na cesta de moedas, com a fala de Janet Yellen.

ÁSIA

As bolsas asiáticas recuaram nas negociações desta sexta-feira, puxada por ações no Japão e com os investidores mostrando cautela para assumir riscos antes do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que pode fornecer pistas sobre quando a maior economia do mundo vai aumentar as taxas de juro.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific deslizou 0,5% para 138,25 pontos no fechamento, sua segunda queda semanal e a mais longa sequência de recuos desde junho.
O Índice Topix do Japão afundou 1,3% com o iene negociado a 100,45 por dólar.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,41% aos 22.909 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,06% aos 3.070 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,19% aos 27.782 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 1,18% aos 16.360 pontos.

O Topix também perdeu ganhos na semana com as seguradoras e montadoras lideraram as perdas. O iene ganhou força contra o dólar depois que dados mostraram julho mostraram a que os preços ao consumidor caíram 0,5% ante um ano atrás, 0,7%.

EUROPA

As bolsas europeias subiram nesta sexta-feira, o quarto dia da semana, depois que as declarações da presidente do Fed demonstraram o otimismo sobre a recuperação econômica da maior economia do mundo, reiterando também que o banco central terá uma abordagem gradual para elevar os custos dos empréstimos.

Em Londres, o Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,5%, apagando um declínio de até 0,3% e com o avanço semanal para 1,1%. Yellen disse que o caso de aumentar as taxas de juros está se aproximando, com a economia dos Estados Unidos se aproximando dos objetivos dos membros do Fed, mas não disse em que data.

Na sexta-feira, o volume de ações mudando de mãos foi de cerca de um terço menor do que a média de 30 dias, antes do feriado Reino Unido na segunda-feira (29).
Todos os grupos de empresas no Stoxx Europe 600 ficaram com ganhos, em especial as mineradoras e energéticas.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,80% aos 16.843 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,70% aos 8.659 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,80% aos 4.441 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,55% aos 10.587 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 0,31% aos 6.838 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,43% aos 4.697 pontos.

O sentimento do consumidor na Alemanha- GfK evoluíram positivamente no seu conjunto, em agosto, com os efeitos mais chocante do Brexit de lado. O índice global de clima do consumidor está prevendo 10,2 pontos em setembro, após 10,0 pontos em agosto. As expectativas de renda e propensão a comprar estão melhores, enquanto as expectativas econômicas sofreram ligeiras perdas.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram os ganhos da abertura da sessão desta sexta-feira, com a apresentação da presidente do Fed em evento do banco em Jackson Hole.

Sem considerar uma data exata, Yellen confirmou a vontade do banco central dos Estados Unidos em mexer com sua política monetária ainda em 2016, considerando que os próximos indicadores terão peso ainda maior na decisão.

A presidente do Fed reafirmou o compromisso de esperar uma elevação da inflação acima dos 2% e com o mercado de trabalho mais fortalecido.

Logo depois das declarações, os investidores voltaram para a aversão ao risco. Ao final, 6,6 bilhões de ações mudaram de mãos na bolsa norte-americana, ou seja, 3% abaixo da média de três meses.

O Dow Jones recuou 0,29% aos 18.395 pontos; o S&P caiu 0,16% aos 2.169 pontos; e Nasdaq ganhou 0,13% aos 5,218 pontos. Mesmo recuados, os índices seguem nas máximas recordes.

Ainda hoje, foi divulgado o PIB norte-americano com aumento anual de 1,1% no segundo trimestre de 2016, de acordo com a “segunda” estimativa divulgada pelo Departamento de Análises Econômicas. No primeiro trimestre, o PIB real aumentou 0,8%. A estimativa do PIB divulgado hoje é baseada em dados de origem mais completos do que estavam disponíveis para a estimativa “avanço”, emitido no mês passado. Na estimativa antecedente, o aumento do PIB real foi de 1,2%.

O déficit comercial diminuiu para um ajuste sazonal de US$ 59,3 bilhões em julho de US$ 64,5 bilhões em junho, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta sexta-feira. Esse foi menor déficit de US $ 62,5 bilhões previsto por economistas consultados pela MarketWatch.

As exportações aumentaram em US$ 2,9 bilhões durante o mês, enquanto as importações diminuíram US$ 2,4 bilhões. Os estoques no atacado foram pouco mudados durante o mês, subindo 0,2%, mais elevados que há um ano, 0,3%. Os estoques de varejo declinaram 0,4% no mês e ficaram em 4,2%, mais elevado do que um ano atrás.

O sentimento do consumidor diminuiu em agosto, com a visão dos americanos de suas finanças pessoais mais fracas, embora isso tenha sido compensado por melhores perspectivas econômicas. A leitura da Universidade Michigan neste mês de agosto caiu para 89,8 de 90,0 em julho. O índice é 2,3% menor do que há um ano.

As atuais condições econômicas do sub-indicador mostra queda de 2 pontos para 107,0, mas permanece superior à 105,1 de um ano atrás.

O índice de expectativas do consumidor subiu para 78,7, de 77,8, mas é inferior ao 83,4 registrado em agosto de 2015.

ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,86%, aos 15.764,02 pontos.

O giro financeiro do dia totalizou 191,7 milhões de pesos (cerca de US$ 12,6 milhões), com 28 títulos em alta, 34 em baixa e 15 estáveis.

Entre os líderes, só fecharam em alta as ações de San Miguel (2,51%), Tenaris (1,15%) e Edenor (0,40%).

As maiores baixas foram dos títulos de Mirgor (2,41%), BBVA-Banco Francés (1,64%) e Pampa Energia (1,59%).

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta cotado a 14,80 pesos para a compra e 15,20 pesos para a venda.

BRASIL

A Bovespa encerrou a semana com desvalorização de 2,33%, já refletindo a expectativa pela apresentação de Janet Yellen, que é a presidente do banco central dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o índice principal da bolsa paulista manteve a estabilidade, comportamento que vem se repetindo neste mês de agosto. Ao final, o Ibovespa estava em 57.716 pontos e montante de R$7,3 bilhões com ações mudando de mãos.

Análise

De acordo com o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira, a semana foi marcada por esses dois fatores, mas teve como ” vilão” o petróleo.
“O movimento da semana foi marcado por vários fatores, sendo que um deles foi o petróleo, que teve a capacidade de mexer com todos os mercados, inclusive em papéis de peso no índice Bovespa como Petrobras, siderúrgicas e metalúrgicas. Já outras commodities pesaram na Vale. Na questão do quadro político, os ruídos sobre o julgamento do Impeachment, os aumentos dos salários do judiciário pesaram no lado negativo. O positivo ficou para a aprovação do texto da DRU, mas sem esquecer o reajuste dos servidores públicos”, explicou Bandeira referindo-se ao cenário doméstico.

Para o mercado internacional, a apresentação da Janet Yellen também ficou no radar.

“A reunião de Jackson Hole foi bem aguardada ao longo das últimas semanas, em especial a que termina hoje. Os próximos indicadores dos Estados Unidos pesarão na decisão dos membros do Fed. Hoje, por exemplo, o PIB veio fraco, aliás outros também surpreenderam. No Reino Unido veio bem e sem a contaminação do Brexit. Na França, o PIB ficou estagnado e na Espanha para cima, enfim, mostraram alguma reação positiva. Voltando ao dos Estados Unidos, os indicadores que impulsionaram um pouco a economia partiu do setor de serviços e não da indústria, como se esperava. O que se vê é pouca liquidez, muita oscilação e prudência”, avaliou Bandeira e emendando sobre a semana do mercado doméstico: ” Vamos aguardar o ‘after day’ do Impeachment.”

Entre as altas do Ibovespa estavam as ações da Usiminas PNA, alta de 6,55%; Fibria ON, alta de 2,64%; Cyrela Realt ON, alta de 2,05%; JBS ON, alta de 2,24%; e Gerdau Metalúrgica PN, alta de 1,38%.

Na contramão estavam as ações da CESP PNB, queda de 4,45%; Copel PNB, queda de 3,28%; Natura ON, queda de 2,61%; WEG ON, queda de 2,37%; e Vale ON, queda de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial encerrou a semana em alta de 2,02%. Na sessão desta sexta-feira na BM&F, a moeda também embalou alta surfando no mercado norte-americano depois que a presidente do Federal Reserve Janet Yellen fez a apresentação no evento do banco em Jacskon Hole.

A chairman do Fed reafirmou que a taxa de juros dos Estados Unidos poderá ser elevada ainda este ano, mas sem definir a data. A economia segue reagindo, com o setor de trabalho, porém o Fed espera uma inflação acima dos 2%.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,271 para a compra e R$3,271 para a venda, alta de 1,25%.

O euro fechou em R$3,654 para a compra e R$3,659 para a venda, alta de 0,43%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1275 às 15h GMT (12h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de quinta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1281. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1290.

O Banco Central fez mais uma entrada nesta sexta-feira e ofertou mais 10 mil contratos de swap cambial reverso.
Commodities

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,65%, cotado a US$ 47,64 o barril, após as palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que o aumento de juros é um fato.

No final das operações na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,31 em relação ao fechamento anterior.

O petróleo soma seu segundo dia de recuperação, após várias sessões em baixa, devido ao aumento das reservas de petróleo nos EUA.

Durante os primeiros momentos após as palavras de Yellen, que considera que a economia nacional tem força suficiente para assumir uma majoração das taxas de juros, os mercados do petróleo chegaram a subir 2%, embora depois o índice tenha se moderado.

O preço do petróleo também reagiu às informações sobre bombardeios de mísseis iemenitas a petrolíferas da Arábia Saudita.

Os contratos de gasolina para entrega em setembro, os de mais próximo vencimento, subiram US$ 0,01, para US$ 1,51 o galão.

Finalmente, os de gás natural com vencimento nesse mês, ficaram em US$ 2,87 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,92, alta de 0,50% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com alta de US$ 0,25 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,67.

O petróleo emendou sua segunda sessão em alta e hoje chegou a superar a barreira dos US$ 50.

Da mesma forma que o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), que subiu hoje 0,65%, o Brent foi afetado pelas palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que haverá em breve uma alta das taxas de juros nos Estados Unidos.

O valor do petróleo do Mar do Norte tem subido desde que no dia 20 de janeiro atingiu um mínimo anual em US$ 27,10, mas ainda está longe dos mais de US$ 110 que registrou no verão de 2014.

No final de setembro os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terão uma reunião informal na Argélia, dentro do Fórum Internacional de Energia.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 3,76% aos US$59,13 a tonelada seca.

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A JBS voltou a anunciar nesta quarta-feira, que Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista foram autorizados pela Justiça Federal a retornar ao exercício de seus respectivos cargos.

A autorização se deu com o acordo firmado entre os acionistas da J&F Investimentos e o Ministério Público Federal, no qual a J&F oferecerá um Seguro-Garantia. O acordo foi homologado pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal e teve por consequência a suspensão de todas as medidas cautelares que haviam sido impostas.

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Desta forma, o Conselho de Administração da JBS deliberou em reunião realizada hoje, que Wesley Batista reassume o cargo de Diretor Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração e Joesley Batista o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.

“Agradeço ao meu irmão, José Batista Júnior, por assumir interinamente a presidência da JBS e a todos os nossos acionistas e demais stakeholders pela confiança em nós depositada. Sigo trabalhando junto com os times de liderança global e regional na consolidação da JBS como uma empresa líder global do setor de alimentos”, comentou Wesley Batista.

Com isso, José Vicente Marino e Gilberto Tomazoni voltam para o Conselho de Administração da Alpargatas.

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A agência de classificação de risco, Standard & Poor’s, alterou nesta segunda-feira a perspectiva de ratings ‘BBB-‘ na escala global e ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da mineradora Vale de negativa para estável. A S&P também reafirmou esses ratings, se posicionando com os preços de metais, atualmente favoráveis, têm proporcionado incrementos nos fluxos de caixa da mineradora e aliviando as pressões de alavancagem da empresa.

De acordo com a agência de risco, a perspectiva estável reflete a expectativa de que os índices de alavancagem, como dívida sobre Ebitda, permanecerão abaixo de 4x e a geração interna de caixa (FFO) sobre dívida perto de 20% nos próximos 12 a 24 meses.

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“Reafirmamos os ratings de crédito corporativo ‘BBB-‘ na escala global e os ratings dos bonds emitidos pela Vale Canada, Vale Overseas e PT Vale Indonesia. Ao mesmo tempo, reafirmamos os ratings ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da empresa”, mostra a agência.

Os Fundamentos

A S&P, recentemente, revisou para cima as premissas da curva de preços de minério de ferro, níquel e ouro (“S&P Global Ratings Revises Its Price Assumptions For Iron Ore, Gold, Zinc, And Aluminum”), em publicação da última sexta-feira (26).

Os preços mais altos têm resultado em maiores fluxos de caixa para a Vale, o que ajuda a aliviar as pressões em suas métricas de fluxos de caixa e alavancagem provenientes de seu agressivo plano de investimento. “Nesse cenário, em nossa opinião, torna-se menos necessário à Vale desinvestir alguns de seus ativos a fim de evitar um aumento da dívida, ao menos sob o ponto de rating. Ainda acreditamos que as condições de mercado possam se enfraquecer no próximo ano, dado que esperamos uma queda nos preços”, mostra a análise. Entretanto, em suas estimativas revisadas, a agência avalia que a Vale registrará um aumento em torno de US$2 bilhões em sua geração de caixa operacional em 2016, acima das estimativas anteriores, enquanto mantém níveis de caixa próximos a US$3 bilhões no fim do ano, o que tornaria a empresa mais resiliente a cenários desfavoráveis.

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Ontem os principais mercados acionários tiveram dia positivo, a partir de dados melhores da economia americana, a percepção de que Trump pode ter mais sucesso em aprovar reforma tributária do que outras ações e comportamento positivo das commodities (petróleo). No Brasil, a Bovespa terminou em alta de 0,52%, com mudanças na presidência da Vale ajudando.

Hoje o dia começa focado em dois temas centrais. De um lado a formalização do Brexit (Escócia meio rebelada), e de outro o anúncio do governo sobre contingenciamentos e muito provavelmente alta de impostos. Durante a madrugada, bolsas asiáticas em alta, comportamento misto na Europa e índices futuros do mercado americano e, no Brasil, pode haver alguma realização de lucros recentes, mas vai depender do fluxo de recursos, basicamente investidores estrangeiros.

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Durante a madrugada, o Japão anunciou que as vendas no varejo de fevereiro subiram 0,1% e o PBOC (BC da China ) sugeriu desvalorização do yuan na paridade de 6,8915 do dólar. Hong Kong retomou as importações de carnes e derivados do Brasil, mas em compensação a União Europeia parece querer endurecer a fiscalização.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,54%, com o barril cotado a US$ 48,63. O euro era transacionado em queda para US$ 1,078 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,41. O ouro e a prata operavam em queda na Comex e commodities agrícolas com viés de alta na bolsa de Chicago.

Voltando ao cenário local, o governo ainda busca receitas para manter a meta de déficit de R$ 139 bilhões e fala em reonerar todos os setores, ao mesmo tempo em que descarta elevar PIS e Cofins. Quanto ao IOF, fala em ajustar e equalizar alíquotas e pode contar com aumento de receita de repatriação que por medida judicial incluiria parentes de políticos. O TSE definiu datas para julgamento da chapa Dilma/Temer começando em 04 de abril.

A Polícia Federal faz operação junto a conselheiros do TCE-RJ (cinco no total) e levou o presidente da Alerj, Jorge Picciani, em coercitiva. A FGV anunciou que a confiança da indústria subiu 2,9 pontos para o patamar de 90,7 pontos. Na sequência dos mercados, os DIs começando o dia próximos do encerramento de ontem e o dólar com leve queda de 0,17%, cotado a R$ 3,135. Na Bovespa, o índice futuro mostrando leve queda e 0,05%.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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Aos trancos e barrancos, a Bovespa conseguiu emplacar o quarto pregão consecutivo de alta e adicionalmente recuperou o patamar de 64000 pontos. Ontem, o índice encerrou em alta de 0,71%, aos 64308 pontos. O mercado americano fechou com comportamento misto: Dow Jones em queda de 0,22% e Nasdaq com +0,20%.

A reviravolta do mercado foi patrocinada por Vale e Petrobras e siderúrgicas. Ajudou a indicação do novo presidente da Vale, Fabio Schvartsman, com presença no setor privado (Klabin) e a não indicação política como pleiteavam alguns. Os agentes do mercado receberam bem a indicação.

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Hoje mercados em alta na Ásia, exceto a bolsa de Xangai com -0,43%, Europa começando o dia com leve alta (Alemanha mais forte) e futuros do mercado americano próximo da estabilidade. No Brasil, o petróleo em alta e o minério de ferro podem impulsionar novamente as ações líderes e garantir mais um dia positivo.

Nos EUA, o cenário indica que efeitos fiscais nesse ano serão pequenos, dado que a reforma tributária só deve ser aprovada no final do ano. O presidente do FED de Dallas confirmou a trajetória da inflação para a meta de 2,0% e disse que os consumidores estão mais saudáveis e prontos para gastar.

Na Coréia, o PIB do quarto trimestre foi confirmado em +0,5%. Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,84%, com o barril cotado a US$ 48,13. O euro era transacionado em queda para US$ 1,086 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,37%. O ouro e a prata estavam em queda na Comex e commodities agrícolas majoritariamente em alta na bolsa de Chicago.

Voltando ao cenário local, a Polícia Federal deflagrou a 39ª fase da Operação Lava Jato (Paralelo), cumprindo mandatos no Rio de Janeiro. O governo disse que não vai divulgar dados parciais do orçamento e Meirelles pressionado deve anunciar cortes e impostos somente amanhã, um dia antes do prazo final.

Os acionistas da Petrobras aprovaram a venda de Suape e Citepe por US$ 385 milhões e o presidente do Bacen, Ilan Goldfajn, voltou a falar sobre o fato de as reformas terem reduzido a percepção de risco do Brasil e considerou o cenário incerto, mas num contexto de recuperação das economias.

O IPC da Fipe da terceira quadrissemana de março ficou em 0,06%, vindo de anterior em 0,02%. O INCC de março (Construção Civil) mostrou desaceleração para 0,36%, de anterior em 0,53%. A sondagem da construção subiu 0,7 pontos para 75,1 pontos. Os DIs começaram o dia com comportamento de alta para os juros e o dólar em leve queda de 0,11%, cotado a R$ 3,125. Na Bovespa, expectativa de alta e busca de novo patamar acima de 65000 pontos.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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