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Os gastos de brasileiros no exterior ficaram em US$ 1,325 bilhão em abril deste ano, informou hoje o Banco Central do Brasil (BC). O resultado é 23,14% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando os brasileiros gastaram US$ 1,076 bilhão.

Já as receitas de estrangeiros em viagem no Brasil não variaram tanto do ano passado para até agora. Em abril deste ano, as receitas ficaram em US$ 417 milhões, contra US$ 475 milhões registrados em igual mês de 2016.

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Com esses resultados das despesas de brasileiros no exterior e as receitas de estrangeiros no Brasil, a conta de viagens internacionais ficou negativa em US$ 908 milhões, no mês passado. De janeiro a abril, o saldo negativo é de US$ 3,536 bilhões.

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As contas externas do Brasil fecharam o mês de abril com resultado positivo. De acordo com dados do Banco Central do Brasil (BCB), divulgados hoje, o saldo positivo das transações correntes, que são as compras e as vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, chegou a US$ 1,153 bilhão. É o segundo mês seguido de resultado positivo, o melhor para abril desde 2007 (US$ 1,744 bilhão).

O resultado positivo foi influenciado pelo superávit recorde da balança comercial que chegou a US$ 6,742 bilhões, em abril.

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A conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) registrou déficit de US$ 3,227 bilhões.

A conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) apresentou resultado negativo de US$ 2,515 bilhões.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) ficou positiva em US$ 152 milhões.

De janeiro a abril, a conta corrente fechou negativa em US$ 3,5 bilhões, contra US$ 7,184 bilhões em igual período do ano passado.

Investimento estrangeiro

Os dados do balanço de pagamentos do país também incluem os investimentos estrangeiros. Em abril, o investimento direto no país (IDP) – recursos que entram no Brasil e vão para o setor produtivo da economia – chegou a US$ 5,577 bilhões. Nos quatro meses do ano, ficou em US$ 29,530 bilhões.

O país registrou saída líquida (descontada a entrada) de investimento em ações negociadas em bolsas de valores no Brasil e no exterior e em fundos de investimento, no total de US$ 383 milhões, em abril, e de US$ 1,040 bilhão, nos quatro meses do ano. Houve entrada de investimentos em títulos negociados no país de US$ 4,351 bilhões, no mês passado, e de US$ 3,235 bilhões, de janeiro a abril.

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A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes recuou em maio deste ano 0,4 ponto, para 7,1%, o menor nível desde agosto de 2013. Na comparação com o mesmo período no ano anterior, o indicador registrou recuo de 3,2 pontos percentuais. A constatação é da pesquisa Expectativa de Inflação dos Consumidores, divulgada hoje, pela FGV/IBRE. Em agosto de 2013, a expectativa de inflação estava em 7%.

O economista da FGV Pedro Costa Ferreira avaliou que a queda na expectativa de inflação por parte dos consumidores corresponde à “queda generalizada dos preços, refletida no Índice de Preços ao Consumidor, medido pelo IBGE. Segundo ele “as pessoas estão, cada vez mais, acreditando no compromisso do Banco Central em manter a inflação na meta”. Além disso, avalia Ferreira, “a profunda recessão econômica e o alto desemprego ajudam a direcionar as expectativas de inflação para níveis inferiores”.

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Migração das expectativas

Mais da metade dos consumidores ouvidos pela pesquisa agora em maio (50,9%) previram inflação inferior a 6% nos 12 meses seguintes, “dando continuidade ao movimento de migração das expectativas para valores inferiores ao limite superior da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para este ano”, avalia Ferreira.

As respostas prevendo taxas inferiores à meta de 4,5% reduziu 4 pontos percentuais em relação ao mês anterior, passando a 20,3% do total. No extremo oposto, o percentual de citações prevendo índices superiores a 10% recuou 1,3 ponto percentual, para 15,4%, o mesmo nível de março passado.

A pesquisa constatou, ainda, que a expectativa de taxas de inflação menores recuou em todas as faixas de renda, exceto para as famílias que recebem entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, cuja previsão ficou relativamente estável em relação ao mês anterior.

Neste mês, a redução mais forte da expectativa de inflação ocorreu entre as famílias com renda até R$ 2,1 mil mensais.

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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,24% em maio, ficando 0,03 ponto percentual acima dos 0,21% registrados em abril. Apesar da alta, o resultado acumulado nos primeiros cinco meses do ano ficou em 1,46%, bem abaixo dos 4,21% referentes ao período de janeiro a maio de 2016.

Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE e indicam que o IPCA-15 acumulado nos últimos doze meses, caiu para 3,77%, abaixo dos 4,41% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e constituindo-se na menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde os 3,71% registrados em julho de 2007. Em maio de 2016, a taxa havia sido de 0,86%.

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A ligeira alta de maio em relação a abril foi pressionada pelos preços dos remédios, que subiram 2,08% e causaram impacto de 0,07 ponto percentual nos 0,24% do IPCA-15 relativo ao mês.

Segundo o IBGE, a pressão no preço dos remédios foi consequência do reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo de medicamento. Isto resultou numa alta de 2,96% em relação aos preços dos medicamentos em abril (alta de 0,86%); e de 2,08% em relação a maio.

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Acompanhe o comportamento dos principais índices dos mercados acionários globais nesta terça-feira (23). O destaque fica para o PIB da Alemanha.

CENÁRIO EXTERNO

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ÁSIA- O índice Asia Dow ficou em queda de 0,31% aos 3.305. O Xangai ficou em queda de 0,45% aos 3.061. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,05% aos 25.403. Na Índia, o índice Sensex, bolsa de Bombai, ficou em queda de 0,45% aos 30.061. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em queda de 0,33% aos 19.613 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,33% aos 2.311 pontos. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em alta de 0,28% aos 3.222. Na Ásia, os mercados acionários fecharam sem direção única com investidores mostrando baixo apetite por ações. A bolsa de Tóquio fechou em leve baixa no pregão de hoje, após as altas modestas dos últimos dois dias. No mercado de câmbio, o dólar é cotado a 111,15 ienes, contra 111,23 ienes de ontem à tarde. Na China, o dia foi de perdas, em meio a preocupações com o ritmo de lançamento de novas ofertas públicas iniciais (IPOs) de ações, que tem sido 10 por semana.

EUROPA – O índice Stoxx Europe 600 segue em alta de 0,26% aos 392.16, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) estava em alta de 0,36% aos 21.395; o Ibex 35 (Madri) estava em alta de 1,11% aos 10.913; o DAX 30 (Frankfurt) estava em alta de 0,37% aos 12.665; o FTSE-100 (Londres) estava em alta de 0,19% aos 7.510; o CAC 40 estava em alta de 0,62% aos 5.355 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,67% aos 5.212. As bolsas europeias operam em alta, acompanhando a divulgação de indicadores que mostram que o crescimento econômico na região do euro permanece firme. O euro é negociado a US$ 1,1258, subindo em relação à cotação de US$ 1,1238 de ontem à tarde.

ESTADOS UNIDOS- O S&P (futuros) estava em alta de 0,15% aos 2.396; o Dow Jones (futuros) estava em alta de 0,21% aos 20.921; e o Nasdaq (futuros) seguia em alta de 0,21% aos 5.714. No mercado americano, o yield pago pelo T-Bond de 10 anos recuou para 2,244% ao ano de 2,251% ao ano no fim da tarde de ontem. O dólar recua frente às principais moedas, com o índice DXY caindo 0,19% no momento, situando-se em 96,813. A agenda de eventos nos Estados Unidos tem como destaque, no dia de hoje, os discursos de dois dirigentes do Fed.

Commodities

O contrato futuro do petróleo tipo WTI é negociado a US$ 51,08 o barril, com queda de 0,10%, em função de movimento de realização de lucros, após as altas das últimas quatro sessões.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,88% a US$62,00 a tonelada seca e com 62% de pureza.

CENÁRIO INTERNO

BRASIL- Na B3, o índice principal mostra recuperação nesta terça-feira. A tentativa do governo em retomar as atividade e o retorno do Congresso, buscando avançar na agenda das votações das reformas (trabalhista no Senado e Previdência na Câmara), já dão sinais de uma tentativa de atenuar a crise política. O cenário atual, segundo os agentes de mercado, já conseguiu reduzir a possibilidade de o Copom cortar a Selic na reunião do final deste mês. Mercado voltou a precificar um novo corte de 100 bps

AGENDA – Terça-feira

No Japão foi apresentado o Índice de Atividade da Indústria. Na Europa, o PIB e a Produção industrial e também da Alemanha, com o Clima de Negócios, Expectativas e Situação Atual (Ifo). No Brasil, o IPC-S, IPCA, Conta Corrente e Investimento Estrangeiro Direto. Nos Estados Unidos, a PMI de Serviços, da Indústria e o Composto, Vendas de casas novas e o Fed de Richmond.

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O índice de Atividade de Negócios dos Estados Unidos, medido pelo Markit Economics, ajustado pelas influências sazonais, ficou em 54,8% em outubro, alta ante os 52,3% de setembro e acima do teto de 50, pelo oitavo mês consecutivo. Com isso, a leitura  sinalizou uma recuperação robusta na produção do setor de serviços, com a taxa de expansão mais acentuada por quase um ano.

Conforme a análise do Markit, a tendência para a atividade de negócio, alinhada com os últimos dados de pesquisa, revelaram que as novas encomendas retomaram ao ritmo mais forte desde o final de 2015.  As evidências sugerem que a melhoria da confiança entre os clientes tem impulsionado o crescimento de novos negócios, juntamente com novos lançamentos de produtos e iniciativas de marketing bem-sucedidas.

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O aumento robusto e acelerado para o setor de novos trabalhos contribuiu para a acumulação de negócios inacabados nas empresas do setor de serviços emutubro. A taxa de acumulação foi a mais rápida desde março de 2015 e ligeiramente mais forte do que a tendência pós-crise.

O PMI final de produção, ajustado sazonalmente, subiu para 54,9% em outubro, de 52,3% no mês anterior.  A última leitura sinalizou a maior recuperação da produção do setor privado desde novembro de 2015.

Tanto o setor de manufatura quanto o de serviços registraram taxas de expansão mais rápidas em outubro. O crescimento da produção no setor manufatureiro foi o mais rápido em 12 meses (índice de produção em 55,5%).

O ISM  revelou que os 54,8% de outubro, 2,3 pontos percentuais abaixo do valor de 57,1% em setembro, representa um crescimento contínuo do setor não-industrial em um ritmo mais lento.

O Índice de Atividade Não-Industrial diminuiu para 57,7%, 2,6% p.p abaixo do valor de setembro de 60,3%, refletindo o crescimento pelo 87º mês consecutivo, em menor ritmo em outubro de 2007.

O Índice de Novos Pedidos registrou 57,7%, 2,3 p.p para baixo que a leitura de 60% em setembro. A queda de 4,1 pontos percentuais em outubro para 53,1% em relação a setembro foi de 57,2%.

O Índice de Preços subiu 2,6 p.p. em relação à leitura de setembro de 54% para 56,6% indicando os preços aumentaram em outubro pelo sétimo mês consecutivo. Em 13 indústrias, o crescimento para o mês de apresentou um ligeiro arrefecimento indicando que os aumentos em outubro não foram sustentáveis.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados estão otimistas sobre as condições de negócios e com a economia geral. Porém, muitos disseram estar preocupados com a incerteza sobre o impacto da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos.

 

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Através de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) através de Fato Relevante, a JBS disse que o Conselho de Administração deliberou a eleição de José Batista Júnior no cargo de diretor presidente interino e a indicação do Conselheiro, José Batista Sobrinho, fundador da JBS, para a função de Presidente do Conselho de Administração.

José Batista Júnior ocupou o cargo de presidente da JBS por mais de 20 anos e possui profundo conhecimento de todos os negócios do Grupo. “Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da Companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, disse José Batista Júnior.

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A companhia explicou também que as alterações foram promovidas em virtude do recebimento de correspondências enviadas por Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista.

“Conforme decisão proferida pelo Juízo da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, nos autos do processo Wesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia e o Joesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.”

Os dois informaram à companhia que recorrerão da referida decisão.

Operação Greenfield

Os executivos estão sendo investigados na Operação Greenfield da Polícia Federal.
A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal) — com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos estados.

Com essa decisão, a Eldorado Brasil, braço de celulose e controlada pela empresa de investimentos da família Batista, ficará na responsabilidade de Ricardo Menín Gaertner, que assume o cargo de presidente do Conselho de Administração e como vice-presidente assume Francisco de Assis e Silva.

Há pouco, no Ibovespa as ações da JBS ON estavam em alta de 0,86%.

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Os mercados acionários globais fecharam as últimas sessões da semana divididos, depois que presidente do Federal Reserve Janet Yellen reafirmou nesta sexta-feira a postura do banco central dos Estados Unidos em mexer com as taxas de juros ainda este ano.

A estimativa para uma inflação acima dos 2%, o setor de trabalho ainda mais fortalecido e a indústria produzindo mais são os fatores essenciais para que os membros do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) tomem a decisão deixou claro a chairman do Fed.

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Já no cenário doméstico, as atenções também estão voltadas para a reta final do julgamento de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Depois do primeiro dia tumultuado, com 16 horas de trabalho, senadores retornaram nesta sexta-feira para ouvir as testemunhas arroladas pela defesa.

A intenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, é de esticar os trabalhos até que a última testemunha seja ouvida. Na expectativa de ter o domingo para descansar, o ministro está disposto, inclusive, a virar a madrugada de hoje para amanhã.

Já no inicio, Lewandowski fez um apelo aos senadores por mais objetividade, com a lista para questionar a primeira testemunha do dia, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, constava de 30 nomes.

Porém, nem tudo ocorreu como o previsto. Com mais de duas horas da abertura dos trabalhos, a troca de acusações e o clima tenso fez com que o presidente do STF suspendesse a sessão por cinco minutos, mas o pior veio em seguida.

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, antecipasse o horário de almoço em uma hora e meia. O motivo foi a troca de acusações entre Renan e a senadora, Gleisi Hoffmann, que na sessão de ontem disse que “nenhum senador tinha moral para julgar a presidente Dilma Rousseff!”

O presidente do Senado, para surpresa de todos que estão acompanhando a sessão de julgamento final de Dilma, decidiu responder às acusações da senadora, em um clima tenso.

Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

Renan chegou a afirmar que o Senado estava passando para a sociedade uma imagem de que Lewandowski estava sendo, constitucionalmente, obrigado a “presidir um julgamento em um hospício” e que nenhum dos lados ganharia esta disputa baseada em bate boca político.

“Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

Foi o suficiente para que os demais senadores aliados a presidente Dilma Rousseff também entrassem na discussão.

O ministro Lewandowski pediu ordem afirmando que teria que “usar o poder de polícia” e suspendeu a sessão. Nesse caso, trata-se do desligamento de microfones e questão de ordem, com até a suspensão da sessão como vem ocorrendo.

Na retomada dos trabalhos, quase duas horas depois, o Senador, Renan Calheiros, divulgou nota sobre sua participação na libertação do ex-ministro e marido de Gleisi, Paulo Bernardo.

Com os ânimos mais calmos, a sessão segue mais tranquila, já que os senadores a favor do Impeachment de Dilma retiraram as inscrições para perguntas às testemunhas como forma de ganhar tempo para que o julgamento termine no prazo previsto, ou seja, na próxima terça-feira (30).

Ainda no começo desta tarde, outra notícia também movimentou o cenário político do País com a Polícia Federal indiciando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais duas pessoas envolvidas na reforma do triplex no Edificio Solaris, Guarujá no litoral sul de São Paulo, e do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

No começo desta noite, os advogados do ex-presidente divulgaram nota através do Instituto Lula sobre a decisão e considerando fato político.

Por outro lado, a equipe do presidente interino, Michel Temer, segue anunciando medidas importantes, tanto para empresas como para os consumidores.

Vale ressaltar que ontem, o BNDES divulgou a prorrogação para dezembro de 2017 para que as empresas obtenham aportes para reativar os negócios, incluindo também as que estão em Recuperação Judicial.

Hoje foi a vez do Banco Central, que publicou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje circular do com novas regras que podem ajudar na recuperação do crédito no país. A partir de 2017, os bancos poderão aceitar novas aplicações financeiras para reduzir o risco de empréstimos. Com menor risco, os bancos poderão oferecer juros menores no futuro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, recuou em 0,03% na terceira prévia de agosto. Na última apuração, a taxa tinha apresentado alta de 0,05%, ante aumento de 0,24% na primeira prévia do mês.

Diante de todo o imbróglio político e com o Fed, a Bovespa manteve mais uma vez a estabilidade no fechamento (Ver abaixo).

O dólar comercial disparou na cesta de moedas, com a fala de Janet Yellen.

ÁSIA

As bolsas asiáticas recuaram nas negociações desta sexta-feira, puxada por ações no Japão e com os investidores mostrando cautela para assumir riscos antes do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que pode fornecer pistas sobre quando a maior economia do mundo vai aumentar as taxas de juro.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific deslizou 0,5% para 138,25 pontos no fechamento, sua segunda queda semanal e a mais longa sequência de recuos desde junho.
O Índice Topix do Japão afundou 1,3% com o iene negociado a 100,45 por dólar.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,41% aos 22.909 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,06% aos 3.070 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,19% aos 27.782 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 1,18% aos 16.360 pontos.

O Topix também perdeu ganhos na semana com as seguradoras e montadoras lideraram as perdas. O iene ganhou força contra o dólar depois que dados mostraram julho mostraram a que os preços ao consumidor caíram 0,5% ante um ano atrás, 0,7%.

EUROPA

As bolsas europeias subiram nesta sexta-feira, o quarto dia da semana, depois que as declarações da presidente do Fed demonstraram o otimismo sobre a recuperação econômica da maior economia do mundo, reiterando também que o banco central terá uma abordagem gradual para elevar os custos dos empréstimos.

Em Londres, o Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,5%, apagando um declínio de até 0,3% e com o avanço semanal para 1,1%. Yellen disse que o caso de aumentar as taxas de juros está se aproximando, com a economia dos Estados Unidos se aproximando dos objetivos dos membros do Fed, mas não disse em que data.

Na sexta-feira, o volume de ações mudando de mãos foi de cerca de um terço menor do que a média de 30 dias, antes do feriado Reino Unido na segunda-feira (29).
Todos os grupos de empresas no Stoxx Europe 600 ficaram com ganhos, em especial as mineradoras e energéticas.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,80% aos 16.843 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,70% aos 8.659 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,80% aos 4.441 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,55% aos 10.587 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 0,31% aos 6.838 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,43% aos 4.697 pontos.

O sentimento do consumidor na Alemanha- GfK evoluíram positivamente no seu conjunto, em agosto, com os efeitos mais chocante do Brexit de lado. O índice global de clima do consumidor está prevendo 10,2 pontos em setembro, após 10,0 pontos em agosto. As expectativas de renda e propensão a comprar estão melhores, enquanto as expectativas econômicas sofreram ligeiras perdas.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram os ganhos da abertura da sessão desta sexta-feira, com a apresentação da presidente do Fed em evento do banco em Jackson Hole.

Sem considerar uma data exata, Yellen confirmou a vontade do banco central dos Estados Unidos em mexer com sua política monetária ainda em 2016, considerando que os próximos indicadores terão peso ainda maior na decisão.

A presidente do Fed reafirmou o compromisso de esperar uma elevação da inflação acima dos 2% e com o mercado de trabalho mais fortalecido.

Logo depois das declarações, os investidores voltaram para a aversão ao risco. Ao final, 6,6 bilhões de ações mudaram de mãos na bolsa norte-americana, ou seja, 3% abaixo da média de três meses.

O Dow Jones recuou 0,29% aos 18.395 pontos; o S&P caiu 0,16% aos 2.169 pontos; e Nasdaq ganhou 0,13% aos 5,218 pontos. Mesmo recuados, os índices seguem nas máximas recordes.

Ainda hoje, foi divulgado o PIB norte-americano com aumento anual de 1,1% no segundo trimestre de 2016, de acordo com a “segunda” estimativa divulgada pelo Departamento de Análises Econômicas. No primeiro trimestre, o PIB real aumentou 0,8%. A estimativa do PIB divulgado hoje é baseada em dados de origem mais completos do que estavam disponíveis para a estimativa “avanço”, emitido no mês passado. Na estimativa antecedente, o aumento do PIB real foi de 1,2%.

O déficit comercial diminuiu para um ajuste sazonal de US$ 59,3 bilhões em julho de US$ 64,5 bilhões em junho, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta sexta-feira. Esse foi menor déficit de US $ 62,5 bilhões previsto por economistas consultados pela MarketWatch.

As exportações aumentaram em US$ 2,9 bilhões durante o mês, enquanto as importações diminuíram US$ 2,4 bilhões. Os estoques no atacado foram pouco mudados durante o mês, subindo 0,2%, mais elevados que há um ano, 0,3%. Os estoques de varejo declinaram 0,4% no mês e ficaram em 4,2%, mais elevado do que um ano atrás.

O sentimento do consumidor diminuiu em agosto, com a visão dos americanos de suas finanças pessoais mais fracas, embora isso tenha sido compensado por melhores perspectivas econômicas. A leitura da Universidade Michigan neste mês de agosto caiu para 89,8 de 90,0 em julho. O índice é 2,3% menor do que há um ano.

As atuais condições econômicas do sub-indicador mostra queda de 2 pontos para 107,0, mas permanece superior à 105,1 de um ano atrás.

O índice de expectativas do consumidor subiu para 78,7, de 77,8, mas é inferior ao 83,4 registrado em agosto de 2015.

ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,86%, aos 15.764,02 pontos.

O giro financeiro do dia totalizou 191,7 milhões de pesos (cerca de US$ 12,6 milhões), com 28 títulos em alta, 34 em baixa e 15 estáveis.

Entre os líderes, só fecharam em alta as ações de San Miguel (2,51%), Tenaris (1,15%) e Edenor (0,40%).

As maiores baixas foram dos títulos de Mirgor (2,41%), BBVA-Banco Francés (1,64%) e Pampa Energia (1,59%).

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta cotado a 14,80 pesos para a compra e 15,20 pesos para a venda.

BRASIL

A Bovespa encerrou a semana com desvalorização de 2,33%, já refletindo a expectativa pela apresentação de Janet Yellen, que é a presidente do banco central dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o índice principal da bolsa paulista manteve a estabilidade, comportamento que vem se repetindo neste mês de agosto. Ao final, o Ibovespa estava em 57.716 pontos e montante de R$7,3 bilhões com ações mudando de mãos.

Análise

De acordo com o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira, a semana foi marcada por esses dois fatores, mas teve como ” vilão” o petróleo.
“O movimento da semana foi marcado por vários fatores, sendo que um deles foi o petróleo, que teve a capacidade de mexer com todos os mercados, inclusive em papéis de peso no índice Bovespa como Petrobras, siderúrgicas e metalúrgicas. Já outras commodities pesaram na Vale. Na questão do quadro político, os ruídos sobre o julgamento do Impeachment, os aumentos dos salários do judiciário pesaram no lado negativo. O positivo ficou para a aprovação do texto da DRU, mas sem esquecer o reajuste dos servidores públicos”, explicou Bandeira referindo-se ao cenário doméstico.

Para o mercado internacional, a apresentação da Janet Yellen também ficou no radar.

“A reunião de Jackson Hole foi bem aguardada ao longo das últimas semanas, em especial a que termina hoje. Os próximos indicadores dos Estados Unidos pesarão na decisão dos membros do Fed. Hoje, por exemplo, o PIB veio fraco, aliás outros também surpreenderam. No Reino Unido veio bem e sem a contaminação do Brexit. Na França, o PIB ficou estagnado e na Espanha para cima, enfim, mostraram alguma reação positiva. Voltando ao dos Estados Unidos, os indicadores que impulsionaram um pouco a economia partiu do setor de serviços e não da indústria, como se esperava. O que se vê é pouca liquidez, muita oscilação e prudência”, avaliou Bandeira e emendando sobre a semana do mercado doméstico: ” Vamos aguardar o ‘after day’ do Impeachment.”

Entre as altas do Ibovespa estavam as ações da Usiminas PNA, alta de 6,55%; Fibria ON, alta de 2,64%; Cyrela Realt ON, alta de 2,05%; JBS ON, alta de 2,24%; e Gerdau Metalúrgica PN, alta de 1,38%.

Na contramão estavam as ações da CESP PNB, queda de 4,45%; Copel PNB, queda de 3,28%; Natura ON, queda de 2,61%; WEG ON, queda de 2,37%; e Vale ON, queda de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial encerrou a semana em alta de 2,02%. Na sessão desta sexta-feira na BM&F, a moeda também embalou alta surfando no mercado norte-americano depois que a presidente do Federal Reserve Janet Yellen fez a apresentação no evento do banco em Jacskon Hole.

A chairman do Fed reafirmou que a taxa de juros dos Estados Unidos poderá ser elevada ainda este ano, mas sem definir a data. A economia segue reagindo, com o setor de trabalho, porém o Fed espera uma inflação acima dos 2%.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,271 para a compra e R$3,271 para a venda, alta de 1,25%.

O euro fechou em R$3,654 para a compra e R$3,659 para a venda, alta de 0,43%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1275 às 15h GMT (12h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de quinta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1281. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1290.

O Banco Central fez mais uma entrada nesta sexta-feira e ofertou mais 10 mil contratos de swap cambial reverso.
Commodities

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,65%, cotado a US$ 47,64 o barril, após as palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que o aumento de juros é um fato.

No final das operações na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,31 em relação ao fechamento anterior.

O petróleo soma seu segundo dia de recuperação, após várias sessões em baixa, devido ao aumento das reservas de petróleo nos EUA.

Durante os primeiros momentos após as palavras de Yellen, que considera que a economia nacional tem força suficiente para assumir uma majoração das taxas de juros, os mercados do petróleo chegaram a subir 2%, embora depois o índice tenha se moderado.

O preço do petróleo também reagiu às informações sobre bombardeios de mísseis iemenitas a petrolíferas da Arábia Saudita.

Os contratos de gasolina para entrega em setembro, os de mais próximo vencimento, subiram US$ 0,01, para US$ 1,51 o galão.

Finalmente, os de gás natural com vencimento nesse mês, ficaram em US$ 2,87 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,92, alta de 0,50% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com alta de US$ 0,25 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,67.

O petróleo emendou sua segunda sessão em alta e hoje chegou a superar a barreira dos US$ 50.

Da mesma forma que o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), que subiu hoje 0,65%, o Brent foi afetado pelas palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que haverá em breve uma alta das taxas de juros nos Estados Unidos.

O valor do petróleo do Mar do Norte tem subido desde que no dia 20 de janeiro atingiu um mínimo anual em US$ 27,10, mas ainda está longe dos mais de US$ 110 que registrou no verão de 2014.

No final de setembro os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terão uma reunião informal na Argélia, dentro do Fórum Internacional de Energia.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 3,76% aos US$59,13 a tonelada seca.

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A JBS voltou a anunciar nesta quarta-feira, que Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista foram autorizados pela Justiça Federal a retornar ao exercício de seus respectivos cargos.

A autorização se deu com o acordo firmado entre os acionistas da J&F Investimentos e o Ministério Público Federal, no qual a J&F oferecerá um Seguro-Garantia. O acordo foi homologado pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal e teve por consequência a suspensão de todas as medidas cautelares que haviam sido impostas.

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Desta forma, o Conselho de Administração da JBS deliberou em reunião realizada hoje, que Wesley Batista reassume o cargo de Diretor Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração e Joesley Batista o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.

“Agradeço ao meu irmão, José Batista Júnior, por assumir interinamente a presidência da JBS e a todos os nossos acionistas e demais stakeholders pela confiança em nós depositada. Sigo trabalhando junto com os times de liderança global e regional na consolidação da JBS como uma empresa líder global do setor de alimentos”, comentou Wesley Batista.

Com isso, José Vicente Marino e Gilberto Tomazoni voltam para o Conselho de Administração da Alpargatas.

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Os fabricantes alemães tiveram um início positivo até 2017, com a produção, as novas encomendas e o emprego aumentando a taxas melhores. Como resultado, as condições operacionais gerais se fortaleceram substancialmente.

Os dados são do Índice de Gerentes de Compras de Manufatura Markit , ajustado sazonalmente, que mede o desempenho preliminar da economia industrial para dezembro – subindo para um máximo de três anos de 56,4 em janeiro. Os dados foram apresentados hoje.

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A aceleração do crescimento continuou uma tendência observada no final de 2016 – o índice havia atingido um pico de 35 meses em dezembro (55,6).

Em vários relatórios,  as condições de setores da Alemanha apresentaram melhora nas demanda dos clientes em janeiro. Isto foi reforçado pelos dados, que mostraram que as novas encomendas totais aumentaram na maior medida desde janeiro de 2014.

O crescimento do setor de trabalho novo era evidente, tanto no cenário interno como no exterior, com a medida de novos negócios de exportação subindo em quatro meses.

Empresas monitoradas citam a China, a Rússia e a União Europeia como fontes de novos trabalhos.

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Ontem a Bovespa teve outro dia de queda de 1,54%, com índice em 61673 pontos, enquanto o mercado americano voltava a subir em seus principais indicadores. O quadro de indefinições políticas no Brasil determinou o comportamento negativo dos mercados com dólar e juros em alta.

No final da tarde, a defesa de Temer falhou sobre as gravações feitas por Joesley dizendo ter certeza que a Polícia Federal vai identificar falhas técnicas, mas o conteúdo segue sendo explosivo. A S&P, maior agência de classificação de risco do mundo, colocou a nota do Brasil em revisão para possível rebaixamento por panorama complicado, dizendo que a resolução lenta pode minar reformas. Identifica paralisia prolongada e transição longa.

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A JBS que ontem teve queda na Bovespa de mais de 31% foi rebaixada pela Fitch (já tinha sido rebaixada no mesmo dia pela Moody’s) e pode ser investigada nos EUA por violar regras de anticorrupção. Por sua vez, o Bacen disse que vai colocar auditor dentro do Banco Original (que integra o grupo JBS).

No Japão, durante a madrugada, o PMI da atividade industrial de maio encolheu para 52,0 pontos, vindo de 52,7 pontos. Em compensação, na zona do euro tivemos alta desse indicador para 57,0 pontos, no maior patamar em muitos meses. Na Alemanha, o PIB do primeiro trimestre registrou expansão de 0,6% e taxa anualizada de 1,7%. O PMI industrial da Alemanha de maio subiu para 59,4 pontos e o índice de sentimento empresarial evoluiu para 114,6 pontos de previsão de ficar em 113 pontos.

Membros da OPEP concordaram em manter cortes de produção por nove meses, conforme declaração do ministro saudita. No Reino Unido, a polícia já identificou 22 mortes no atentado de ontem em estádio em Manchester. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,25%, com o barril cotado a US$ 51,00. O euro era transacionado em queda para US$ 1,122 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,24%.

No cenário local, o quadro político segue tenso com a necessidade de votações hoje de medidas provisórias e com a prisão de dois ex-governadores de Brasília e assessor de Temer. A mala de loures foi entregue em São Paulo (aquele dos R$ 500 mil reais) e a PGR pediu ao pleno do STF que decrete a prisão preventiva de Aécio Neves. O IPC-S da terceira quadrissemana de maio subiu 0,35% e a prévia da inflação oficial medida pelo IPCA-15 de maio ficou em 0,24%, acumulando 1,46% no ano e 3,77% em 12 meses.

Os DIs abrindo com comportamento de alta dos juros e o dólar subindo 0,50% e cotado a R$ 3,287. Na Bovespa, o índice futuro mostrava queda de 0,55%, com mercados certamente tensos com o clima político.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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Como não temos definições no que tange ao ambiente político, os mercados seguem sem qualquer tendência mais definida. Sendo assim, prevaleceu a máxima “de que na dúvida é sempre para o réu”. Ou seja, os mercados voltam a retratar o quadro negativo. Juros e dólar em alta e bolsa em queda.

Porém, ao longo do dia o cenário suavizou um pouco encolhendo a alta do dólar e juros e a Bovespa reagindo um pouco. O presidente interino do PSDB anunciou que vão ler o relatório da reforma trabalhista durante a semana (provavelmente na quarta-feira) numa demonstração de que querem as coisas num tom mais normal. Porém, no segmento internacional o CDS (Credit Default Swap), uma espécie de seguro contra calote, teve alta, passando de 250 pontos. Na semana passada, estava abaixo de 200 pontos.

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A pesquisa semanal Focus ainda não capturou piora de cenário pela absoluta precariedade de se prever alguma coisa com pequena margem de erro. A inflação prevista para 2017 caiu para 3,92%
(anterior em 3,93%) e a produção industrial subiu para 1,30%, enquanto o dólar encolheu para R$ 3,23. O saldo da balança comercial da terceira semana de maio foi positivo em US$ 1,8 bilhão, deixando o acumulado do mês em US$ 4,85 bilhões e o saldo positivo no ano de US$ 26,2 bilhões.

A empresa de consultoria Eurásia estimou que as chances de Temer cair estão em 70%, saindo de 20%, e a Moody’s rebaixou a classificação de risco do grupo JBS. Na sequência dos mercados, no cenário local, os DIs tiveram dia de alta para os vencimentos mais líquidos e o dólar encerrou em alta de 0,60% e cotado a R$ 3,27. Na Bovespa, na sessão de 18 de maio (dia do terremoto), os investidores estrangeiros alocaram R$ 191 milhões, deixando o saldo de maio positivo em R$ 949,6 milhões. No ano, há ingresso líquido de R$ 4,46 bilhões.

No mercado internacional, vários dirigentes do FED falaram em novas elevações de juros em 2017 (duas altas, segundo Kaplan) e que restrições comerciais podem pesar sobre o crescimento americano. Em compensação, a passagem de Trump por Israel parece ter sido bem sucedida. Michael Flynn, ex-secretário de segurança de Trump disse que não vai cumprir intimação do Senado americano.

Na OPEP, os membros parecem concordar com o prolongamento de cortes na produção de petróleo e o Iraque aprova mais seis meses. Isso motivou alta do preço do petróleo no mercado internacional.

O óleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,79%, com o barril cotado a US$ 50,73. O euro era transacionado em alta para US$ 1,1232 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,25%. O ouro e a prata foram negociados em alta na Comex e commodities agrícolas majoritariamente em alta na bolsa de Chicago.

No mercado acionário, dia de alta de 0,34% para a bolsa de Londres, Paris com -0,03% e Frankfurt com -0,15%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,37% e 1,02%. No mercado americano, o Dow Jones registrou alta de 0,43% e o Nasdaq com 0,82%. Na Bovespa, dia de queda de 1,54% com bancos e Petrobras pesando e Vale salvando um pouco a queda. O índice fechou em 61673 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC-S da terceira quadrissemana de maio e o IPCA-15 de maio, prévia da inflação oficial. É esperada inflação ao redor de 0,21%. Teremos também a nota do setor externo de abril (conta corrente e IDP). Nos EUA, as vendas de imóveis novos de abril, o índice de atividade de Richmond e mais discursos de dirigentes do FED.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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