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O mês de abril, apesar de ser mais curto em dias úteis, foi o mais conturbado de 2017, afirmam analistas.

O quadro político confuso desenhado na “Era da Globalização” vem apresentando sérios impactos nos desenvolvimentos das economias globais, negócios dos mercados acionários, cambial e, consequentemente, tirando o apetite dos investidores.

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Exemplos foram os conflitos geopolíticos, que se intensificaram com a Síria e Coreia do Norte no foco central.

De outro lado, as constantes provocações da Coreia do Norte para o Japão, que seguiu com testes de mísseis, elevou ainda mais a tensão com a Coreia do Sul. Uma briga de vizinhos que pode ter consequências ainda mais perigosas e colocar novamente os Estados Unidos em conflito com a Rússia e China.

Medidas adotadas pelo presidente Donald Trump, que mandou reforço para a Península Coreana e não descartou nesta sexta-feira uma afronta com a Coreia do Norte, elevaram o temor global de uma guerra nuclear ou de armas químicas como vem ocorrendo na Síria. O clima é tenso!

Na Europa, o terrorismo assustou a França e fez todos os governantes reforçarem as fronteiras, endurecerem nas autorizações para as entradas de refugiados e, principalmente, com as declarações de guerra aos grupos radicais.

Ainda por lá, os eleitores franceses estão se preparando para escolher o presidente no domingo (07). Marine Le Pen e Emmanuel Macron estão na reta final das campanhas. Pesquisas de intenções de voto apontam Macron com eleito.

Por aqui, com tantas reformas no Senado e na Câmara Federal, o mês termina com manifestações contra a nova Previdência Social. Ruas do País foram invadidas por sindicalistas e vândalos, que destruíram patrimônio público e partiram para o confronto com a Polícia. Rodovias federais foram fechadas e aeroportos foram invadidos por sindicalistas e manifestantes. As maiores concentrações estão em São Paulo e Rio de Janeiro.

Apesar disso, o presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira que não mudará o texto da Reforma da Previdência, que segue nos próximos dias para votação no Senado Federal.

Em nota Temer destacou:

“As manifestações políticas convocadas para esta sexta-feira ocorreram livremente em todo país. Houve a mais ampla garantia ao direito de expressão, mesmo nas menores aglomerações. Infelizmente, pequenos grupos bloquearam rodovias e avenidas para impedir o direito de ir e vir do cidadão, que acabou impossibilitado de chegar ao seu local de trabalho ou de transitar livremente. Fatos isolados de violência também foram registrados, como os lamentáveis e graves incidentes ocorridos no Rio de Janeiro.

O governo federal reafirma seu compromisso com a democracia e com as instituições brasileiras. O trabalho em prol da modernização da legislação nacional continuará, com debate amplo e franco, realizado na arena adequada para essa discussão, que é o Congresso Nacional. De forma ordeira e obstinada, o trabalhador brasileiro luta intensamente nos últimos meses para superar a maior recessão econômica que o país já enfrentou em sua história.

O governo destaca que os esforços se somam todas as ações do governo. Acreditamos na força da unidade de nosso país para vencer a crise que herdamos e trazer o Brasil de volta aos trilhos do desenvolvimento social e do crescimento econômico”, fecha a nota assinada pelo presidente Michel Temer.

A Operação Lava Jato, com delações premiadas de ex-diretores da Odebrecht, provocou uma revolução no meio político envolvendo ministros, senadores, governadores e ex-presidentes. As delações vão prosseguir e o destaque é para a do ex-ministro da Fazenda e Casa Civil, Antonio Palocci.

Ao final do mês, mais curto em dias úteis, a B3 fechou em alta e o dólar perdeu força. A temporada de balanços corporativos referentes ao primeiro trimestre de 2017 está com resultados mistos, mas sem surpresas desagradáveis.

E assim termina abril…

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam sem direção nesta sexta-feira, com os Estados Unidos no foco e também as preocupações com os conflitos geopolíticos. O presidente Donald Trump alertou que um “grande conflito” com a Coreia do Norte é possível,
conforme informou a Reuters. De outro lado, os Republicanos afirmaram ontem que ainda não estão prontos para votar o projeto que revoga o Obamacare.

O plano de corte tributário da administração e sinais mistos em sua visão do Nafta agitaram mercados esta semana. O resultado do PIB norte-americano também ficou no foco.

Ao final, em Hong Kong, o índice MSCI Asia Pacific caiu 0,3% aos 149.02. O Asia Dow ficou em queda de 0,48% aos 3.268. O Hang Seng ficou em queda de 0,34% aos 24.615. O Xangai ficou em alta de 0,08% aos 3.154. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,34% aos 24.615. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em queda de 0,18% aos 2.205. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em alta de 0,13% aos 3.175. O Nikkei 225 ficou em queda de 0,29% aos 19.196.

Os investidores asiáticos também estão atentos aos resultados financeiros, em especial os gigantes que soltam hoje: Banco Industrial e Comercial da China, Banco Agrícola da China e Banco da China. O China Construction Bank Corp ontem registrou um aumento no lucro do primeiro trimestre como receita de taxa subiu.

EUROPA

Os índices de peso nas bolsas da Europa fecharam sem direção nesta sexta-feira. Apesar disso, marcaram os melhores desempenhos no mês de abril desde dezembro do ano passado. Os ganhos corporativos, a campanha presidencial na França e os conflitos geopolíticos ficaram na pauta diária do mês, mas não conseguiram interferir no empenho dos investidores. Os Estados Unidos estão no radar com as incertezas geradas por Donald Trump.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 caiu 0,2% aos 387.09, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,06% aos 20.609; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,30% aos 10.715; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,05% aos 12.438; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 0,08% aos 5.267; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,46% aos 7.203; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,16% aos 5.033.

Na agenda de hoje, os preços ao consumidor da Zona do Euro subiram, mas ficaram abaixo do esperado pelos analistas e não influenciaram os mercados. O comportamento é um reflexo do que disse o presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi, que vai seguir injetando os 60 bilhões de euros até o final do ano e controlando a inflação até a meta de 2%.

Os lucros corporativos dos gigantes Credit Suisse Group AG e Volvo AB também fortaleceram os mercados.

Na segunda-feira, 01 de Maio, os mercados europeus estarão fechados para o feriado do Dia do Trabalho.

ESTADOS UNIDOS

As ações norte-americanas fecharam estão no vermelho nesta sexta-feira, com os investidores cautelosos ante os dados econômicos apresentados, em especial a prévia do PIB no primeiro trimestre de 2017.

O PIB  subiu 0,7%, ou seja, abaixo de 1,2% estimado pelos analistas e diferente do resultado no quarto trimestre de 2016, com alta de 2,1%. Porém, os indicadores do Clima de Negócios de Chicago e o relatório da Universidade de Michigan ainda revelam otimismo.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,19% aos 2.384; o Dow Jones ficou em queda de 0,19% aos 20.940; e o Nasdaq estava em queda de 0,02% aos 6.047.

O Dow Jones registrou uma subida semanal de 1,9% e alta de 1,3% no mês.

O índice S&P ganhou 1,5% nesta semana, seu melhor  desempenho semanal desde o período encerrado em 17 de fevereiro, e 0,9% em abril.

O Nasdaq avançou 2,3% nesta semana, ultrapassando a marca psicológica significativa de 6.000 pela primeira vez na terça-feira. Para o mês, o Nasdaq terminou com 2,3%, representando seis ganhos mensais consecutivos. Período mais longo de ganhos mensais desde o fim de sete períodos em maio de 2013.

Os conflitos geopolíticos na Coreia do Norte, Síria e, indiretamente, a Rússia com os Estados Unidos no centro também pesaram na cautela de hoje.

O presidente Donald Trump disse em entrevista à Reuters que um “grande e importante conflito” com a Coreia do Norte era possível sobre os programas dele para mísseis nucleares e balísticos.

BRASIL

A B3 fechou em alta nesta sexta-feira, com os investidores analisando os resultados corporativos apresentados pelas gigantes, algumas com números acima do esperado para o primeiro trimestre de 2017. Alem disso, os ajustes de índices, antes do feriado de segunda-feira, para a formação da Carteira Teórica também puxaram os papéis de peso.

De outro lado, o País enfrentou uma greve geral convocada pelas centrais sindicais para os serviços de transportes, correios, bancos, entre outros. O movimento foi contra as Reformas Trabalhista e da Previdência.

No final do dia, o presidente Michel Temer disse que nada vai mudar. “Não haverá recuo.” Reforçando que as mudanças são necessárias. Em outros países, mesmo com manifestações, as reforma foram aplicadas e todos estão com economias sólidas.

Ao final, o Ibovespa fechou a semana com alta de 2,58%, o mês em valorização de 0,65% e acumula ganho de 8,6% no ano. Hoje, a valorização foi de 1,12% aos 65.403 pontos. O volume financeiro ficou em R$7,8 bilhões.

As ações com ganhos
Pão de Açúcar PN, alta de 9,46%; Eletrobras ON, alta de 5,24%; Gerdau Metalúrgica PN, alta de 4,78%; Marfrig ON, alta de 4,94%; e Cosan ON, alta de 3,95%.

As ações com perdas
JBS, queda de 1,91%; ENGIE Brasil ON, queda de 0,99%; TIM Participações ON, queda de 0,87%; Bradesco ON, queda de 0,61%; e Cielo ON, queda de 0,62%.

A Vale ON ficou em alta de 2,39% e a PN, alta de 2,58%.
A Petrobras ON ficou em alta de 1,13% e a PN, alta de 1,75%.

Prévia da Carteira Teórica

A terceira prévia da Carteira Teórica do Ibovespa, que vai vigorar de 02 de maio de a 01 de setembro, com base no fechamento do pregão desta quinta-feira mostrou a entrada de Eletrobras PNB (ELET6), totalizando 59 ativos de 55 empresas. Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (11,517%), Bradesco PN (8,360%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,301%) e Vale PNA (4,662%).

Análise por Alvaro Bandeira

O mês de abril foi o mais movimentado de 2017, tanto no Brasil como nos principais países da Europa e nos Estados Unidos. Em todas, as decisões políticas influenciaram os desempenhos dos mercados financeiros. “Abril fechou zerado no cenário externo e, principalmente por aqui. A volatilidade foi a palavra mais usada nesse período, lembrando que o mês começou e termina com feriado. Foram discussões relevantes em Brasília, como as das Reformas Trabalhista e da Previdência. O peso também ficou com as delações premiadas da Odebrecht na Operação Lava Jato”, explicou Bandeira.

No cenário externo, o analista-chefe do ModalMais destaca o desempenho do presidente Donald Trump. “ A entrada na Síria, as respostas às provocações da Coreia do Norte e a cautela com a China retrataram o mês, a semana e hoje. Já na Europa, o primeiro turno para a eleição na França ficou e vai ficar em destaque até o dia 07. O quadro foi de volatilidade também”, avaliou.

Sobre essa sexta-feira e o impacto no governo do presidente Michel Temer, Bandeira avalia: “ O que acompanhamos não foi uma greve, mas uma manifestação. Se são mais de 17 mil sindicatos e com mais de mil pessoas nas ruas o número seria diferente. Greve não fecha rodovias, é fracasso mesmo”, concluiu o analista-chefe e sócio do Modal Mais, Alvaro Bandeira.

Moedas

O dólar comercial fechou a semana em alta de 0,55%, com o cenário político interno pesando nos mercados. No mês de abril, a divisa fechou em alta de 1,40% e recua 2,28% no ano.

Nesta sexta-feira, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,173 para a compra e R$3, 174 para a venda, queda de 0,22%.

O euro fechou em R$3,455 para a compra e R$3,458 para a venda, queda de 0,15%.

A libra ficou em R$4,106 para a compra e R$4,110 para a venda, queda de 0,01%.

No cenário externo, índice Bloomberg Dollar Spot caiu 0,14% em uma sessão cheia de dúvidas.

O euro ganhou 0,17% e a libra subiu 0,36%.

O rublo reforçou alta de 0,6%, depois de um corte de taxa maior do que o previsto pelo Banco Central da Rússia.

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 3,58% a US$68,80 a tonelada seca e com 62% de pureza.

O contrato futuro para entrega em junho do produto tipo WTI é negociado a US$ 49,14 o barril, com alta de 0,37%, no momento.

Aproveitem o Dia do Trabalho!

 

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, acaba de conceder habeas-corpus ao empresário, Eike Batista, preso desde janeiro na Operação Eficiência.

De acordo com o ministro, caso haja algum outro mandado de prisão expedido Batista deverá permanecer preso. Segundo o advogado, Fernando Martins, não há outros mandados para o empresário.

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Eike foi preso acusado de pagar US$16,5 milhões ao ex-governador, Sérgio Cabral, em propina. O pagamento teria sido feito em troca de contratos com o governo estadual. A acusação é por corrupção e lavagem de dinheiro.

A decisão de Gilmar Mendes foi encaminhada ao Juiz, Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Eike deve voltar para casa ainda hoje.

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O dólar comercial fechou a semana em alta de 0,55%, com o cenário político interno pesando nos mercados. No mês de abril, a divisa fechou em alta de 1,40% e recua 2,28% no ano.

Nesta sexta-feira, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,173 para a compra e R$3, 174 para a venda, queda de 0,22%.

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O euro fechou em R$3,455 para a compra e R$3,458 para a venda, queda de 0,15%.

A libra ficou em R$4,106 para a compra e R$4,110 para a venda, queda de 0,01%.

No cenário externo, índice Bloomberg Dollar Spot caiu 0,14% em uma sessão cheia de dúvidas.

O euro ganhou 0,17% e a libra subiu 0,36%.

O rublo reforçou alta de 0,6%, depois de um corte de taxa maior do que o previsto pelo Banco Central da Rússia.

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As ações norte-americanas fecharam estão no vermelho nesta sexta-feira, com os investidores cautelosos ante os dados econômicos apresentados, em especial a prévia do PIB no primeiro trimestre de 2017.

O PIB  subiu 0,7%, ou seja, abaixo de 1,2% estimado pelos analistas e diferente do resultado no quarto trimestre de 2016, com alta de 2,1%. Porém, os indicadores do Clima de Negócios de Chicago e o relatório da Universidade de Michigan ainda revelam otimismo.

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Ao final, o S&P ficou em queda de 0,19% aos 2.384; o Dow Jones ficou em queda de 0,19% aos 20.940; e o Nasdaq estava em queda de 0,02% aos 6.047.

O Dow Jones registrou uma subida semanal de 1,9% e alta de 1,3% no mês.

O índice S&P ganhou 1,5% nesta semana, seu melhor  desempenho semanal desde o período encerrado em 17 de fevereiro, e 0,9% em abril.

O Nasdaq avançou 2,3% nesta semana, ultrapassando a marca psicológica significativa de 6.000 pela primeira vez na terça-feira. Para o mês, o Nasdaq terminou com 2,3%, representando seis ganhos mensais consecutivos. Período mais longo de ganhos mensais desde o fim de sete períodos em maio de 2013.

Os conflitos geopolíticos na Coreia do Norte, Síria e, indiretamente, a Rússia com os Estados Unidos no centro também pesaram na cautela de hoje.

O presidente Donald Trump disse em entrevista à Reuters que um “grande e importante conflito” com a Coreia do Norte era possível sobre os programas dele para mísseis nucleares e balísticos.

 

 

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A B3 fechou em alta nesta sexta-feira, com os investidores analisando os resultados corporativos apresentados pelas gigantes, algumas com números acima do esperado para o primeiro trimestre de 2017. Alem disso, os ajustes de índices, antes do feriado de segunda-feira, para a formação da Carteira Teórica também puxaram os papéis de peso.

De outro lado, o País enfrentou uma greve geral convocada pelas centrais sindicais para os serviços de transportes, correios, bancos, entre outros. O movimento foi contra as Reformas Trabalhista e da Previdência.

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No final do dia, o presidente Michel Temer disse que nada vai mudar. “Não haverá recuo.” Reforçando que as mudanças são necessárias. Em outros países, mesmo com manifestações, as reforma foram aplicadas e todos estão com economias sólidas.

Ao final, o Ibovespa fechou a semana com alta de 2,58%, o mês em valorização de 0,65% e acumula ganho de 8,6% no ano. Hoje, a valorização foi de 1,12% aos 65.403 pontos. O volume financeiro ficou em R$7,8 bilhões.

As ações com ganhos
Pão de Açúcar PN, alta de 9,46%; Eletrobras ON, alta de 5,24%; Gerdau Metalúrgica PN, alta de 4,78%; Marfrig ON, alta de 4,94%; e Cosan ON, alta de 3,95%.

As ações com perdas
JBS, queda de 1,91%; ENGIE Brasil ON, queda de 0,99%; TIM Participações ON, queda de 0,87%; Bradesco ON, queda de 0,61%; e Cielo ON, queda de 0,62%.

A Vale ON ficou em alta de 2,39% e a PN, alta de 2,58%.
A Petrobras ON ficou em alta de 1,13% e a PN, alta de 1,75%.

Prévia da Carteira Teórica

A terceira prévia da Carteira Teórica do Ibovespa, que vai vigorar de 02 de maio de a 01 de setembro, com base no fechamento do pregão desta quinta-feira mostrou a entrada de Eletrobras PNB (ELET6), totalizando 59 ativos de 55 empresas. Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (11,517%), Bradesco PN (8,360%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,301%) e Vale PNA (4,662%).

Análise por Alvaro Bandeira

O mês de abril foi o mais movimentado de 2017, tanto no Brasil como nos principais países da Europa e nos Estados Unidos. Em todos, as decisões políticas influenciaram os desempenhos dos mercados financeiros. “Abril fechou zerado no cenário externo e, principalmente por aqui. A volatilidade foi a palavra mais usada nesse período, lembrando que o mês começou e termina com feriado. Foram discussões relevantes em Brasília, como as das Reformas Trabalhista e da Previdência. O peso também ficou com as delações premiadas da Odebrecht na Operação Lava Jato”, explicou Bandeira.

No cenário externo, o analista-chefe do ModalMais destaca o desempenho do presidente Donald Trump. “ A entrada na Síria, as respostas às provocações da Coreia do Norte e a cautela com a China retrataram o mês, a semana e hoje. Já na Europa, o primeiro turno para a eleição na França ficou e vai ficar em destaque até o dia 07. O quadro foi de volatilidade também”, avaliou.

Sobre essa sexta-feira e o impacto no governo do presidente Michel Temer, Bandeira avalia: “ O que acompanhamos não foi uma greve, mas uma manifestação. Se são mais de 17 mil sindicatos e com mais de mil pessoas nas ruas o número seria diferente. Greve não fecha rodovias, é fracasso mesmo”, concluiu o analista-chefe e sócio do Modal Mais, Alvaro Bandeira.

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 3,58% a US$68,80 a tonelada seca e com 62% de pureza.

O contrato futuro para entrega em junho do produto tipo WTI é negociado a US$ 49,14 o barril, com alta de 0,37%, no momento.

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O índice de Atividade de Negócios dos Estados Unidos, medido pelo Markit Economics, ajustado pelas influências sazonais, ficou em 54,8% em outubro, alta ante os 52,3% de setembro e acima do teto de 50, pelo oitavo mês consecutivo. Com isso, a leitura  sinalizou uma recuperação robusta na produção do setor de serviços, com a taxa de expansão mais acentuada por quase um ano.

Conforme a análise do Markit, a tendência para a atividade de negócio, alinhada com os últimos dados de pesquisa, revelaram que as novas encomendas retomaram ao ritmo mais forte desde o final de 2015.  As evidências sugerem que a melhoria da confiança entre os clientes tem impulsionado o crescimento de novos negócios, juntamente com novos lançamentos de produtos e iniciativas de marketing bem-sucedidas.

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O aumento robusto e acelerado para o setor de novos trabalhos contribuiu para a acumulação de negócios inacabados nas empresas do setor de serviços emutubro. A taxa de acumulação foi a mais rápida desde março de 2015 e ligeiramente mais forte do que a tendência pós-crise.

O PMI final de produção, ajustado sazonalmente, subiu para 54,9% em outubro, de 52,3% no mês anterior.  A última leitura sinalizou a maior recuperação da produção do setor privado desde novembro de 2015.

Tanto o setor de manufatura quanto o de serviços registraram taxas de expansão mais rápidas em outubro. O crescimento da produção no setor manufatureiro foi o mais rápido em 12 meses (índice de produção em 55,5%).

O ISM  revelou que os 54,8% de outubro, 2,3 pontos percentuais abaixo do valor de 57,1% em setembro, representa um crescimento contínuo do setor não-industrial em um ritmo mais lento.

O Índice de Atividade Não-Industrial diminuiu para 57,7%, 2,6% p.p abaixo do valor de setembro de 60,3%, refletindo o crescimento pelo 87º mês consecutivo, em menor ritmo em outubro de 2007.

O Índice de Novos Pedidos registrou 57,7%, 2,3 p.p para baixo que a leitura de 60% em setembro. A queda de 4,1 pontos percentuais em outubro para 53,1% em relação a setembro foi de 57,2%.

O Índice de Preços subiu 2,6 p.p. em relação à leitura de setembro de 54% para 56,6% indicando os preços aumentaram em outubro pelo sétimo mês consecutivo. Em 13 indústrias, o crescimento para o mês de apresentou um ligeiro arrefecimento indicando que os aumentos em outubro não foram sustentáveis.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados estão otimistas sobre as condições de negócios e com a economia geral. Porém, muitos disseram estar preocupados com a incerteza sobre o impacto da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos.

 

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Através de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) através de Fato Relevante, a JBS disse que o Conselho de Administração deliberou a eleição de José Batista Júnior no cargo de diretor presidente interino e a indicação do Conselheiro, José Batista Sobrinho, fundador da JBS, para a função de Presidente do Conselho de Administração.

José Batista Júnior ocupou o cargo de presidente da JBS por mais de 20 anos e possui profundo conhecimento de todos os negócios do Grupo. “Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da Companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, disse José Batista Júnior.

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A companhia explicou também que as alterações foram promovidas em virtude do recebimento de correspondências enviadas por Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista.

“Conforme decisão proferida pelo Juízo da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, nos autos do processo Wesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia e o Joesley Mendonça Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.”

Os dois informaram à companhia que recorrerão da referida decisão.

Operação Greenfield

Os executivos estão sendo investigados na Operação Greenfield da Polícia Federal.
A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal) — com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos estados.

Com essa decisão, a Eldorado Brasil, braço de celulose e controlada pela empresa de investimentos da família Batista, ficará na responsabilidade de Ricardo Menín Gaertner, que assume o cargo de presidente do Conselho de Administração e como vice-presidente assume Francisco de Assis e Silva.

Há pouco, no Ibovespa as ações da JBS ON estavam em alta de 0,86%.

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Os mercados acionários globais fecharam as últimas sessões da semana divididos, depois que presidente do Federal Reserve Janet Yellen reafirmou nesta sexta-feira a postura do banco central dos Estados Unidos em mexer com as taxas de juros ainda este ano.

A estimativa para uma inflação acima dos 2%, o setor de trabalho ainda mais fortalecido e a indústria produzindo mais são os fatores essenciais para que os membros do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) tomem a decisão deixou claro a chairman do Fed.

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Já no cenário doméstico, as atenções também estão voltadas para a reta final do julgamento de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Depois do primeiro dia tumultuado, com 16 horas de trabalho, senadores retornaram nesta sexta-feira para ouvir as testemunhas arroladas pela defesa.

A intenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, é de esticar os trabalhos até que a última testemunha seja ouvida. Na expectativa de ter o domingo para descansar, o ministro está disposto, inclusive, a virar a madrugada de hoje para amanhã.

Já no inicio, Lewandowski fez um apelo aos senadores por mais objetividade, com a lista para questionar a primeira testemunha do dia, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, constava de 30 nomes.

Porém, nem tudo ocorreu como o previsto. Com mais de duas horas da abertura dos trabalhos, a troca de acusações e o clima tenso fez com que o presidente do STF suspendesse a sessão por cinco minutos, mas o pior veio em seguida.

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, antecipasse o horário de almoço em uma hora e meia. O motivo foi a troca de acusações entre Renan e a senadora, Gleisi Hoffmann, que na sessão de ontem disse que “nenhum senador tinha moral para julgar a presidente Dilma Rousseff!”

O presidente do Senado, para surpresa de todos que estão acompanhando a sessão de julgamento final de Dilma, decidiu responder às acusações da senadora, em um clima tenso.

Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

Renan chegou a afirmar que o Senado estava passando para a sociedade uma imagem de que Lewandowski estava sendo, constitucionalmente, obrigado a “presidir um julgamento em um hospício” e que nenhum dos lados ganharia esta disputa baseada em bate boca político.

“Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

Foi o suficiente para que os demais senadores aliados a presidente Dilma Rousseff também entrassem na discussão.

O ministro Lewandowski pediu ordem afirmando que teria que “usar o poder de polícia” e suspendeu a sessão. Nesse caso, trata-se do desligamento de microfones e questão de ordem, com até a suspensão da sessão como vem ocorrendo.

Na retomada dos trabalhos, quase duas horas depois, o Senador, Renan Calheiros, divulgou nota sobre sua participação na libertação do ex-ministro e marido de Gleisi, Paulo Bernardo.

Com os ânimos mais calmos, a sessão segue mais tranquila, já que os senadores a favor do Impeachment de Dilma retiraram as inscrições para perguntas às testemunhas como forma de ganhar tempo para que o julgamento termine no prazo previsto, ou seja, na próxima terça-feira (30).

Ainda no começo desta tarde, outra notícia também movimentou o cenário político do País com a Polícia Federal indiciando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais duas pessoas envolvidas na reforma do triplex no Edificio Solaris, Guarujá no litoral sul de São Paulo, e do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

No começo desta noite, os advogados do ex-presidente divulgaram nota através do Instituto Lula sobre a decisão e considerando fato político.

Por outro lado, a equipe do presidente interino, Michel Temer, segue anunciando medidas importantes, tanto para empresas como para os consumidores.

Vale ressaltar que ontem, o BNDES divulgou a prorrogação para dezembro de 2017 para que as empresas obtenham aportes para reativar os negócios, incluindo também as que estão em Recuperação Judicial.

Hoje foi a vez do Banco Central, que publicou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje circular do com novas regras que podem ajudar na recuperação do crédito no país. A partir de 2017, os bancos poderão aceitar novas aplicações financeiras para reduzir o risco de empréstimos. Com menor risco, os bancos poderão oferecer juros menores no futuro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, recuou em 0,03% na terceira prévia de agosto. Na última apuração, a taxa tinha apresentado alta de 0,05%, ante aumento de 0,24% na primeira prévia do mês.

Diante de todo o imbróglio político e com o Fed, a Bovespa manteve mais uma vez a estabilidade no fechamento (Ver abaixo).

O dólar comercial disparou na cesta de moedas, com a fala de Janet Yellen.

ÁSIA

As bolsas asiáticas recuaram nas negociações desta sexta-feira, puxada por ações no Japão e com os investidores mostrando cautela para assumir riscos antes do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que pode fornecer pistas sobre quando a maior economia do mundo vai aumentar as taxas de juro.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific deslizou 0,5% para 138,25 pontos no fechamento, sua segunda queda semanal e a mais longa sequência de recuos desde junho.
O Índice Topix do Japão afundou 1,3% com o iene negociado a 100,45 por dólar.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,41% aos 22.909 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,06% aos 3.070 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,19% aos 27.782 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 1,18% aos 16.360 pontos.

O Topix também perdeu ganhos na semana com as seguradoras e montadoras lideraram as perdas. O iene ganhou força contra o dólar depois que dados mostraram julho mostraram a que os preços ao consumidor caíram 0,5% ante um ano atrás, 0,7%.

EUROPA

As bolsas europeias subiram nesta sexta-feira, o quarto dia da semana, depois que as declarações da presidente do Fed demonstraram o otimismo sobre a recuperação econômica da maior economia do mundo, reiterando também que o banco central terá uma abordagem gradual para elevar os custos dos empréstimos.

Em Londres, o Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,5%, apagando um declínio de até 0,3% e com o avanço semanal para 1,1%. Yellen disse que o caso de aumentar as taxas de juros está se aproximando, com a economia dos Estados Unidos se aproximando dos objetivos dos membros do Fed, mas não disse em que data.

Na sexta-feira, o volume de ações mudando de mãos foi de cerca de um terço menor do que a média de 30 dias, antes do feriado Reino Unido na segunda-feira (29).
Todos os grupos de empresas no Stoxx Europe 600 ficaram com ganhos, em especial as mineradoras e energéticas.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,80% aos 16.843 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,70% aos 8.659 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,80% aos 4.441 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,55% aos 10.587 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 0,31% aos 6.838 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,43% aos 4.697 pontos.

O sentimento do consumidor na Alemanha- GfK evoluíram positivamente no seu conjunto, em agosto, com os efeitos mais chocante do Brexit de lado. O índice global de clima do consumidor está prevendo 10,2 pontos em setembro, após 10,0 pontos em agosto. As expectativas de renda e propensão a comprar estão melhores, enquanto as expectativas econômicas sofreram ligeiras perdas.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram os ganhos da abertura da sessão desta sexta-feira, com a apresentação da presidente do Fed em evento do banco em Jackson Hole.

Sem considerar uma data exata, Yellen confirmou a vontade do banco central dos Estados Unidos em mexer com sua política monetária ainda em 2016, considerando que os próximos indicadores terão peso ainda maior na decisão.

A presidente do Fed reafirmou o compromisso de esperar uma elevação da inflação acima dos 2% e com o mercado de trabalho mais fortalecido.

Logo depois das declarações, os investidores voltaram para a aversão ao risco. Ao final, 6,6 bilhões de ações mudaram de mãos na bolsa norte-americana, ou seja, 3% abaixo da média de três meses.

O Dow Jones recuou 0,29% aos 18.395 pontos; o S&P caiu 0,16% aos 2.169 pontos; e Nasdaq ganhou 0,13% aos 5,218 pontos. Mesmo recuados, os índices seguem nas máximas recordes.

Ainda hoje, foi divulgado o PIB norte-americano com aumento anual de 1,1% no segundo trimestre de 2016, de acordo com a “segunda” estimativa divulgada pelo Departamento de Análises Econômicas. No primeiro trimestre, o PIB real aumentou 0,8%. A estimativa do PIB divulgado hoje é baseada em dados de origem mais completos do que estavam disponíveis para a estimativa “avanço”, emitido no mês passado. Na estimativa antecedente, o aumento do PIB real foi de 1,2%.

O déficit comercial diminuiu para um ajuste sazonal de US$ 59,3 bilhões em julho de US$ 64,5 bilhões em junho, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta sexta-feira. Esse foi menor déficit de US $ 62,5 bilhões previsto por economistas consultados pela MarketWatch.

As exportações aumentaram em US$ 2,9 bilhões durante o mês, enquanto as importações diminuíram US$ 2,4 bilhões. Os estoques no atacado foram pouco mudados durante o mês, subindo 0,2%, mais elevados que há um ano, 0,3%. Os estoques de varejo declinaram 0,4% no mês e ficaram em 4,2%, mais elevado do que um ano atrás.

O sentimento do consumidor diminuiu em agosto, com a visão dos americanos de suas finanças pessoais mais fracas, embora isso tenha sido compensado por melhores perspectivas econômicas. A leitura da Universidade Michigan neste mês de agosto caiu para 89,8 de 90,0 em julho. O índice é 2,3% menor do que há um ano.

As atuais condições econômicas do sub-indicador mostra queda de 2 pontos para 107,0, mas permanece superior à 105,1 de um ano atrás.

O índice de expectativas do consumidor subiu para 78,7, de 77,8, mas é inferior ao 83,4 registrado em agosto de 2015.

ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,86%, aos 15.764,02 pontos.

O giro financeiro do dia totalizou 191,7 milhões de pesos (cerca de US$ 12,6 milhões), com 28 títulos em alta, 34 em baixa e 15 estáveis.

Entre os líderes, só fecharam em alta as ações de San Miguel (2,51%), Tenaris (1,15%) e Edenor (0,40%).

As maiores baixas foram dos títulos de Mirgor (2,41%), BBVA-Banco Francés (1,64%) e Pampa Energia (1,59%).

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta cotado a 14,80 pesos para a compra e 15,20 pesos para a venda.

BRASIL

A Bovespa encerrou a semana com desvalorização de 2,33%, já refletindo a expectativa pela apresentação de Janet Yellen, que é a presidente do banco central dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o índice principal da bolsa paulista manteve a estabilidade, comportamento que vem se repetindo neste mês de agosto. Ao final, o Ibovespa estava em 57.716 pontos e montante de R$7,3 bilhões com ações mudando de mãos.

Análise

De acordo com o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira, a semana foi marcada por esses dois fatores, mas teve como ” vilão” o petróleo.
“O movimento da semana foi marcado por vários fatores, sendo que um deles foi o petróleo, que teve a capacidade de mexer com todos os mercados, inclusive em papéis de peso no índice Bovespa como Petrobras, siderúrgicas e metalúrgicas. Já outras commodities pesaram na Vale. Na questão do quadro político, os ruídos sobre o julgamento do Impeachment, os aumentos dos salários do judiciário pesaram no lado negativo. O positivo ficou para a aprovação do texto da DRU, mas sem esquecer o reajuste dos servidores públicos”, explicou Bandeira referindo-se ao cenário doméstico.

Para o mercado internacional, a apresentação da Janet Yellen também ficou no radar.

“A reunião de Jackson Hole foi bem aguardada ao longo das últimas semanas, em especial a que termina hoje. Os próximos indicadores dos Estados Unidos pesarão na decisão dos membros do Fed. Hoje, por exemplo, o PIB veio fraco, aliás outros também surpreenderam. No Reino Unido veio bem e sem a contaminação do Brexit. Na França, o PIB ficou estagnado e na Espanha para cima, enfim, mostraram alguma reação positiva. Voltando ao dos Estados Unidos, os indicadores que impulsionaram um pouco a economia partiu do setor de serviços e não da indústria, como se esperava. O que se vê é pouca liquidez, muita oscilação e prudência”, avaliou Bandeira e emendando sobre a semana do mercado doméstico: ” Vamos aguardar o ‘after day’ do Impeachment.”

Entre as altas do Ibovespa estavam as ações da Usiminas PNA, alta de 6,55%; Fibria ON, alta de 2,64%; Cyrela Realt ON, alta de 2,05%; JBS ON, alta de 2,24%; e Gerdau Metalúrgica PN, alta de 1,38%.

Na contramão estavam as ações da CESP PNB, queda de 4,45%; Copel PNB, queda de 3,28%; Natura ON, queda de 2,61%; WEG ON, queda de 2,37%; e Vale ON, queda de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial encerrou a semana em alta de 2,02%. Na sessão desta sexta-feira na BM&F, a moeda também embalou alta surfando no mercado norte-americano depois que a presidente do Federal Reserve Janet Yellen fez a apresentação no evento do banco em Jacskon Hole.

A chairman do Fed reafirmou que a taxa de juros dos Estados Unidos poderá ser elevada ainda este ano, mas sem definir a data. A economia segue reagindo, com o setor de trabalho, porém o Fed espera uma inflação acima dos 2%.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,271 para a compra e R$3,271 para a venda, alta de 1,25%.

O euro fechou em R$3,654 para a compra e R$3,659 para a venda, alta de 0,43%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1275 às 15h GMT (12h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de quinta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1281. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1290.

O Banco Central fez mais uma entrada nesta sexta-feira e ofertou mais 10 mil contratos de swap cambial reverso.
Commodities

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,65%, cotado a US$ 47,64 o barril, após as palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que o aumento de juros é um fato.

No final das operações na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,31 em relação ao fechamento anterior.

O petróleo soma seu segundo dia de recuperação, após várias sessões em baixa, devido ao aumento das reservas de petróleo nos EUA.

Durante os primeiros momentos após as palavras de Yellen, que considera que a economia nacional tem força suficiente para assumir uma majoração das taxas de juros, os mercados do petróleo chegaram a subir 2%, embora depois o índice tenha se moderado.

O preço do petróleo também reagiu às informações sobre bombardeios de mísseis iemenitas a petrolíferas da Arábia Saudita.

Os contratos de gasolina para entrega em setembro, os de mais próximo vencimento, subiram US$ 0,01, para US$ 1,51 o galão.

Finalmente, os de gás natural com vencimento nesse mês, ficaram em US$ 2,87 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta sexta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,92, alta de 0,50% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com alta de US$ 0,25 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,67.

O petróleo emendou sua segunda sessão em alta e hoje chegou a superar a barreira dos US$ 50.

Da mesma forma que o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), que subiu hoje 0,65%, o Brent foi afetado pelas palavras da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, dando a entender que haverá em breve uma alta das taxas de juros nos Estados Unidos.

O valor do petróleo do Mar do Norte tem subido desde que no dia 20 de janeiro atingiu um mínimo anual em US$ 27,10, mas ainda está longe dos mais de US$ 110 que registrou no verão de 2014.

No final de setembro os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terão uma reunião informal na Argélia, dentro do Fórum Internacional de Energia.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 3,76% aos US$59,13 a tonelada seca.

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A JBS voltou a anunciar nesta quarta-feira, que Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista foram autorizados pela Justiça Federal a retornar ao exercício de seus respectivos cargos.

A autorização se deu com o acordo firmado entre os acionistas da J&F Investimentos e o Ministério Público Federal, no qual a J&F oferecerá um Seguro-Garantia. O acordo foi homologado pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal e teve por consequência a suspensão de todas as medidas cautelares que haviam sido impostas.

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Desta forma, o Conselho de Administração da JBS deliberou em reunião realizada hoje, que Wesley Batista reassume o cargo de Diretor Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração e Joesley Batista o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia.

“Agradeço ao meu irmão, José Batista Júnior, por assumir interinamente a presidência da JBS e a todos os nossos acionistas e demais stakeholders pela confiança em nós depositada. Sigo trabalhando junto com os times de liderança global e regional na consolidação da JBS como uma empresa líder global do setor de alimentos”, comentou Wesley Batista.

Com isso, José Vicente Marino e Gilberto Tomazoni voltam para o Conselho de Administração da Alpargatas.

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A agência de classificação de risco, Standard & Poor’s, alterou nesta segunda-feira a perspectiva de ratings ‘BBB-‘ na escala global e ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da mineradora Vale de negativa para estável. A S&P também reafirmou esses ratings, se posicionando com os preços de metais, atualmente favoráveis, têm proporcionado incrementos nos fluxos de caixa da mineradora e aliviando as pressões de alavancagem da empresa.

De acordo com a agência de risco, a perspectiva estável reflete a expectativa de que os índices de alavancagem, como dívida sobre Ebitda, permanecerão abaixo de 4x e a geração interna de caixa (FFO) sobre dívida perto de 20% nos próximos 12 a 24 meses.

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“Reafirmamos os ratings de crédito corporativo ‘BBB-‘ na escala global e os ratings dos bonds emitidos pela Vale Canada, Vale Overseas e PT Vale Indonesia. Ao mesmo tempo, reafirmamos os ratings ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da empresa”, mostra a agência.

Os Fundamentos

A S&P, recentemente, revisou para cima as premissas da curva de preços de minério de ferro, níquel e ouro (“S&P Global Ratings Revises Its Price Assumptions For Iron Ore, Gold, Zinc, And Aluminum”), em publicação da última sexta-feira (26).

Os preços mais altos têm resultado em maiores fluxos de caixa para a Vale, o que ajuda a aliviar as pressões em suas métricas de fluxos de caixa e alavancagem provenientes de seu agressivo plano de investimento. “Nesse cenário, em nossa opinião, torna-se menos necessário à Vale desinvestir alguns de seus ativos a fim de evitar um aumento da dívida, ao menos sob o ponto de rating. Ainda acreditamos que as condições de mercado possam se enfraquecer no próximo ano, dado que esperamos uma queda nos preços”, mostra a análise. Entretanto, em suas estimativas revisadas, a agência avalia que a Vale registrará um aumento em torno de US$2 bilhões em sua geração de caixa operacional em 2016, acima das estimativas anteriores, enquanto mantém níveis de caixa próximos a US$3 bilhões no fim do ano, o que tornaria a empresa mais resiliente a cenários desfavoráveis.

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A semana teve início bastante positivo nos mercados externos por conta do resultado da eleição em primeiro turno, dando o candidato Macron na frente de Le Pen. Mais que isso, Macron recebeu o apoio para o segundo turno de dois outros candidatos importantes (Fillon e Hamon), do próprio presidente francês e de toda a comunidade europeia. Apesar disso, a situação geopolítica com a Coreia e EUA voltou a piorar em função do início de exercícios armados na região e, demonstração de força de ambos os lados. Isso sem contar que os EUA ampliaram sanções a Síria e pessoas de lá.

Semana intensa no Brasil, com destaque para o lado político. Tivemos muitos ruídos e enorme movimentação para três projetos fundamentais: a Reforma da Previdência, a Trabalhista, o projeto de abuso de poder e foi incluído perda de foro privilegiado; projeto que estava engavetado desde 2013, de autoria de Alvaro Dias.

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A Reforma da Previdência seguiu seu curso com inúmeras declarações do presidente Temer, ministros e políticos; mas a votação deve ser adiada, provavelmente para a terceira semana de maio, segundo o presidente da Câmara. Já a Reforma Trabalhista, foi aprovada por 296 votos à favor e 177 contra, com direito a traições na base e indicando que o governo precisa trabalhar mais para obter os 308 votos necessários para a da Previdência.

O projeto de Abuso de Poder também passou, depois de retirados textos polêmicos e de mobilização da sociedade. A perda de foro para políticos em crimes comuns foi aprovada, mas tudo isso pode demorar ainda muito tempo para vingar. Em compensação, houve forte mobilização para a greve geral em 28 de abril, mas não vingou tanto.

Na economia, os números divulgados vieram no sentido positivo, começando pela nova pesquisa semanal Focus do Bacen com inflação em queda para 2017 (4,04%), alta do PIB (0,43%) e melhor saldo da balança comercial (US$ 53,0 bilhões). O Tesouro anunciou que a dívida pública em março atingiu R$ 3,23 trilhões, com crescimento de 3,17%. A participação dos estrangeiros no total voltou a cair para o nível de 13,26%. O custo médio da dívida está em 11,72% e os títulos à vencer em 12 meses representam 16,16%.

O Bacen divulgou que o déficit em conta corrente (C/C) até março acumulava US$ 4,6 bilhões e em 12 meses US$ 20,6 bilhões. Os investimentos diretos no país (IDP) acumulavam até março US$ 23,9 bilhões e em 12 meses US$ 85,9 bilhões. O IDP cobre com muita folga o déficit em conta corrente. A Receita Federal informou que a arrecadação de março foi de R$ 99 bilhões, acumulando no trimestre R$ 328,7 bilhões, no pior desempenho desde 2010. O Bacen divulgou ainda que o estoque de crédito de março era de R$ 3,1 trilhões em expansão de 0,2%. A participação no PIB caiu para 48,6% e a inadimplência no crédito livre atingiu 5,7% (anterior em 5,6%). Destaque para os juros no rotativo do cartão de crédito com alta para 490,3% e cheque especial em 328%.

A inflação de abril medida pelo IGP-M registrou na verdade deflação de 1,10%, com deflação também no ano de 0,36%. Em 12 meses, inflação de 3,37%. Pela PNAD, no trimestre encerrado em março, a taxa de desemprego subiu para 13,7%, com 14,2 milhões de desempregados. O déficit primário em 12 meses atingiu 2,34% do PIB em R$ 147,8 bilhões. Déficit nominal de 6,96% e dívida bruta atingindo 71,6% do PIB.

No cenário externo, além das eleições francesas e forte apoio para Macron, os bancos centrais do Japão e BCE mantiveram suas políticas monetárias estabilizadas, o que significa taxa de juros negativas. Quanto ao BCE, se esperava alguma sinalização de endurecimento que acabou não vindo.

No Reino Unido, Theresa May conseguiu antecipar eleições e, com isso, reforçar sua posição para negociar o Brexit (saída da União Europeia), mas Angela Merkel da Alemanha disse que negociações só depois das eleições e, que o Reino Unido, não pode manter as prerrogativas de países da União Europeia. Ainda na Alemanha, a inflação medida pelo CPI (Consumidor) de abril ficou estável e a de 12 meses em +2,0%. A confiança do consumidor de maio subiu para 10,2 pontos. Tudo isso mostra que a economia está em processo consistente de recuperação.

Na China, o governo vê menor pressão por saída de capital, diz que os riscos financeiros estão sob controle, e o presidente Xi Jinping vai combater irregularidades no sistema financeiro. O lucro industrial no país de março cresceu 23,8%.

Apesar disso, os EUA seguem dando as cartas das preocupações dos investidores, não só pelo lado político, mas também pelo econômico. Do lado político, os embates com a Coreia do Norte, sanções na Síria e Afeganistão, demonstrações bélicas e a sempre possível ação isolada determinada por Trump. Também joga com a possibilidade de sair do Nafta, o que acabaria com o acordo com México e Canadá.

Do lado econômico, os indicadores anunciados no período não foram tão positivos. Os índices de atividade de Chicago (nacional), Dallas e Richmond observaram quedas. As encomendas de bens duráveis com +0,7%, o PIB do primeiro trimestre fraco em +0,7% anualizado e gastos com consumo também fraco. Mas isso parece, não se repetirá no próximo trimestre.

O que mais preocupou investidores foi o anúncio de mudanças no processo tributário. O anúncio de medidas pelo secretário Mnuchin foi genérico, sem especificar, quase uma exposição de princípios. Trump quer reduzir a alíquota dos indivíduos para três faixas e teto em 35%. O imposto das empresas em 15%, mas tudo isso demandará tempo e muita dificuldade para aprovação. De qualquer forma, não terá efeito sobre 2017.

RESUMO
IBOVESPA +2,58% (65403) DOW JONES +1,91 NASDAQ +2,32% DÓLAR +0,76% (R$ 3,179)

PERSPECTIVA

Seguimos na mesma toada de que os mercados só vão observar tendência mais consistente quando o horizonte estiver mais claro na economia global e na local. Até lá, segundo nossas considerações, os mercados vão trabalhar com larga volatilidade e mudanças de sinais, mas com tendência primária positiva.

O PIB americano do primeiro trimestre, anunciado em 28 de abril, deixou claro que a economia americana na Era Trump vai sim precisar de mais estímulos para crescer acelerada, como indicaram discursos do novo dirigente. A alta anualizada de 0,7% foi a pior dos últimos 3 anos, e a percepção geral é de que, até aqui, pouco foi feito para mudar a economia. Mesmo com isso, há clara recuperação da economia global liderada pelos EUA e com apoio luxuoso da China e Europa, além do Japão que também mostra melhora. Isso vai estimular o mercado de commodities e acelerar um pouco o crescimento de países emergentes. Com isso, queremos dizer que os fundamentos melhores da economia global vão acabar prevalecendo na reprecificação positiva dos ativos.

No Brasil, a situação é um pouco mais complicada pela necessidade de mudanças e reformas importantes, cujo desenrolar é complicado e demorado. Porém, acreditamos que virão e, na direção correta, com reformas possíveis para o momento, que terão que ser complementadas nos próximos anos (isso inclui até a Previdência).

Isso posto acreditamos que a Bovespa pode superar novamente o patamar de 65000 pontos, buscando novo patamar na proximidade de 66500 pontos e abrindo novos objetivos de alta. O dado ruim é que o caminho para tal deve ser acidentado, com expansões e retrocessos.

Até a volta!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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Não bastava os mercados estarem em fase complicada pelos riscos geopolíticos e plano político interno instável, ainda começamos o dia com uma greve geral convocada, cujo movimento ainda carece de maior avaliação. De qualquer forma é mais um fator de risco a ser considerado. Ontem a Bovespa teve o segundo pregão seguido de queda de 0,29%, com o índice em 64676 pontos.

Hoje os mercados da Ásia encerraram com tendência de queda, Europa iniciando o dia com comportamento de alta, mas já afastada das máximas do dia e índice futuro americano levemente em alta. Aqui o noticiário da conta de bloqueios grevistas em vias importantes de cidades principais, mas os desdobramentos terão de serem avaliados.

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Durante a madrugada no Japão a inflação medida pelo CPI (consumidor) de março anualizada ficou em 0,2%. Já a produção industrial de março encolheu 2,1% quando o esperado era -1,0%. As vendas no varejo expandiram 2,1%. O dia foi também de divulgação de PIBs de diferentes países no primeiro trimestre.

O PIB da França com todos os problemas de disputas eleitorais cresceu 0,3% e anualizado mostra +0,8%. Na Espanha bom desempenho com alta de 0,8% no primeiro trimestre e taxa anualizada de 3,0%. Já no Reino Unido crescimento do PIB de 0,3% e taxa anualizada de 2,1%. Na zona do euro a inflação pelo CPI ficou em 1,9% anualizada e o núcleo subindo 1,2%. Lá a base monetária expandiu 5,3% anualizada, quando o esperado era +4,7%.

Na sequencia dos mercados no exterior o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,08%, com o barril cotado a US$ 49,50. O euro era transacionado em alta para US$ 1,093 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,31%. O ouro e a prata operavam em alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na bolsa de Chicago.

Internamente o ex-governador Sérgio Cabral disse que não recebeu propina e que o luxo era sustentado por sobras de campanha. O chefe da PGR Rodrigo Janot pediu a intervenção federal no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro e o governo publico a MP 777 que cria a TLP (taxa de longo prazo) que vai substituir a TJLP que continha subsídios do Tesouro que em 2016 montaram a R$ 29 bilhões.

Ainda aqui a FGV anunciou que a confiança da industrial cresceu 0,5 pontos em abril para 91,2 pontos e o de serviços em queda de 1,1 pontos para 84,2 pontos. Na sequencia dos mercados por aqui os DIs começaram o dia com leve alta dos juros nos vencimentos mais líquidos e o dólar já mostrava queda de 0,06%, com a moeda em R$ 3,18. Na Bovespa o índice futuro abriu com alta de 0,43%.

Ainda teremos indicadores sendo anunciados que podem mudar o quadro dos mercados. Sai, por exemplo, o PIB americano do primeiro trimestre e a confiança do consumidor de Michigan.
Bom dia e bons negócios
Alvaro Bandeira

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