BNDES decidirá até 31 de março se Venezuela poderá participar de refinaria .
O projeto prevê um investimento de US$ 15,29 bilhões na refinaria que terá capacidade para processar 230 mil barris diários de petróleo a partir de 2013.
9 de fevereiro de 2012 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil (BNDES) estabeleceu prazo de até 31 de março para tomar uma decisão sobre a participação da Venezuela na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, disse o ministro de Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, nesta quinta-feira.
"Nas últimas semanas, apresentamos um grupo de garantias ao banco estatal brasileiro e nos ajustamos a todos seus requerimentos. Agora temos um prazo até 31 de março para acertar nossa entrada", declarou Ramírez ao canal "VTV".
O ministro criticou o fato de terem sido introduzidos "muitos ruídos" na relação entre o BNDES, "que está dando o crédito para a refinaria", e a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), a estatal que preside e que busca participar da construção da obra.
"Qualquer um pode fazer declarações por aí, mas nós temos uma grande vontade de concretizar nossa participação na construção da refinaria", ressaltou.
O projeto prevê um investimento de US$ 15,29 bilhões na refinaria que terá capacidade para processar 230 mil barris diários de petróleo a partir de 2013, e na qual a Petrobras terá 60% e a PDVSA 40% do total de ações.
"O horizonte de nossa cooperação com o Brasil é luminoso, é muito bom, é tremendo, vai muito além da refinaria", acrescentou Ramírez, que há algumas semanas revelou que a PDVSA tinha entregado dinheiro ao BNDES como garantia.
Os governos do Brasil e da Venezuela acertaram em 2005 construir conjuntamente a refinaria, mas em 2007 a Petrobras decidiu iniciar a construção sozinha pelo fato de que a PDVSA havia adiado os pagamentos comprometidos.
(Redação com agência EFE - www.ultimoinstante.com.br)
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