Sem dados importantes vindos dos EUA, mercado mira Europa na próxima semana
Segundo Monteiro, o primeiro dia da semana terá mais peso na agenda por conta do vencimento de opção que pode mexer com a bolsa brasileira.
18 de dezembro de 2009 - Diante de uma agenda fraca vinda dos Estados Unidos, os agentes ficam de olho no mercado europeu, à espera de um possível rebaixamento que possa vir a ser divulgado por alguma agência de rating, acredita Luiz Roberto Monteiro, analista da Souza Barros.
"A exemplo do que aconteceu estas duas semanas, quando as notícias que deram peso ao mercado vieram da Europa (A Standard & Poor’s rebaixou a perspectiva de rating da Espanha de estável para negativa, enquanto a Fitch havia reduzido de A- para BBB+ o rating de dívida da Grécia, após a própria S&P ter posto a pôs a dívida do país sob revisão há dois dias, com possível corte), pode ser que algo nesta linha possa ser divulgado", disse o profissional, reforçando que os indicadores mais aguardados já sairam.
Segundo Monteiro, o primeiro dia da semana terá mais peso na agenda por conta do vencimento de opção que pode mexer com a bolsa brasileira. "Mas sem surpresas, uma vez que o Ibovespa não atingirá os 70 mil pontos", acredita o profissional apostando que a terça e a quarta-feira já "são mortas" para os investidores que estão mesmo se preparando para as festas de fim de ano".
Do velho continente são aguardados a divulgação do Produto Interno Bruto da Inglaterra e os índices de confiança do consumidor, além do preço dos importados da Alemanha. Para ao PIB da Inglaterra, o consenso de mercado aponta para uma queda de 0,1%.
Quanto aos Estados Unidos, a agenda da próxima semana reserva a divulgação do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Richimond, indicadores para venda de imóveis e o índice de confiança da Universidade de Michigan.
Internamente, destaque para a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), índice de confiança do consumidor brasileiro, balança comercial e Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S).
Sobre a semana que termina hoje, o analista da Souza Barros, mencionou a divulgação do Fed sobre a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) que decidiu manter a taxa de juros inalterada numa banda entre zero e 0,25%.
(Maria Cecília Ferraz - www.ultimoinstante.com.br)

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