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Europa segue no foco dos investidores e pode estremecer negócios na semana

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Por outro lado, a agenda de indicadores norte-americanos será tranquila

8 de fevereiro de 2010 - Diante dos temores com as dívidas de alguns países da Europa, especialmente Espanha, Portugal e Grécia, que vem mexendo significativamente com os negócios nos últimos dias, os investidores mantém o foco no velho continente e acompanham com atenção a divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto da Alemanha, Inglaterra e Europa,  a partir de quarta-feira.

"A Europa tem sido o grande pólo de incertezas e vem dissiminando um conjunto de opiniões sobre o que pode vir a acontecer na próxima semana [nesta], o que provocará certa volatilidade nos negócios. O mercado está tenso, o que faz com que os investidores fiquem atentos a tudo", disse André Perfeito, economista da Gradual Corretora, reforçando que "sem dúvida nenhuma os dados sobre as atividades econômicas serão de extrema importância".

Por outro lado, aponta o profissional, a agenda de indicadores norte-americanos será tranquila. Destaque apenas para as vendas no varejo na quinta-feira. De acordo com Perfeito, o consenso do mercado aponta para uma alta de 0,4% em janeiro, ante uma queda de 0,3% registrada em dezembro. "Já é um bom sinal esta previsão de crescimento", destaca.

Para o mercado interno, no entanto, o economista enfatiza números de inflação a serem divulgados logo no ínicio da semana. Nesta segunda-feira, por exemplo, sai o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). Na quarta-feira, a Fundação Getúlio Vargas (FGV)  divulga o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). De acordo com as projeções da Gradual, o índice que regula os aluguéis deve subir 0,65% em fevereiro, um aumento significativo em relação ao mês anterior, de 0,27%.

Por fim, sobre o mercado chinês, André Perfeito sinaliza os indicadores de terça-feira, principalmente sobre os resultados dos novos empréstimos e os dados de importação. "Se a expectativa de crescimento das importações se confirmarem, como é esperado, será muito importante para os países emergentes. É um dado a ser obersavdo com cuidado", disse o economista da Gradual.

Sobre a semana passada, destaque para a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na último quinta-feira. O colegiado destacou na ata que cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos. "Na eventualidade de se verificar deterioração do perfil de riscos que implique alteração do cenário prospectivo traçado para a inflação, neste momento, pelo comitê, a estratégia de política monetária será prontamente adequada às circunstâncias", ressalta um trecho do documento.

Mas, o indicador mais importante e aguardado foi divulgado na sexta-feira. O mercado de trabalho norte-americano suprimiu 20 mil vagas de emprego em janeiro, segundo dados do payroll, que mostra o número de vagas criadas por empresas privadas e públicas exceto no setor agrícola, e decepcionou os negócios mundo afora.

O dado veio bem pior do que esperava o mercado, que aguardava a criação de 20 mil postos. Em dezembro, segundo dados revisados, foram perdidas 150 mil vagas, ante a perda de 85 mil divulgada anteriormente. A taxa de desemprego ficou em 9,7%, melhor que as previsões (10%). Os números foram divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

(Maria Cecília Ferraz - www.ultimoinstante.com.br)


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