FECHAMENTO: Crise econômica se arrasta pela zona do euro .
No Brasil, com uma semana de poucos negócios em consequência do feriado de Carnaval, a autoridade monetária interveio para tentar impedir queda do dólar
24 de fevereiro de 2012 - Enquanto o feriado de Carnaval era a principal notícia no Brasil, na Europa as atenções estavam voltadas para a Grécia. A crise econômica grega, segundo analistas de mercado, pode se arrastar por toda a zona do euro e atingir ainda mais os países que estão em pé como a Itália, Espanha e respingar ainda mais na sólida Alemanha.
A cada dia, novas medidas são adotadas para tentar reerguer o país. Nesta sexta-feira, por exemplo, a Grécia lançou oferta oficial para realizar uma troca de bônus estatais, que prevê o perdão de € 107 bilhões de sua dívida nas mãos de bancos e outros investidores privados, informou a Agência de Gestão da Dívida Pública Grega.
Na última terça-feira, a com a liberação de 130 bilhões foi também acertado o segundo acordo, segundo o qual os credores privados aceitarão redução de 53,5% em seu montante de dívida, o que possibilitará (assumindo condições otimistas de crescimento e condução fiscal) a redução da dívida pública dos atuais 160% do PIB para 120,5% em 2020.
Os bônus serão substituídos por novos títulos gregos com um valor de 30,5% dos atuais, mais outros avaliados em 15% emitidos pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira.
Além disso, o Parlamento grego deve aprovar um mecanismo chamado Cláusulas de Ação Coletiva (CAC), que obrigará todos os credores a se envolverem no perdão da dívida caso a maioria deles o apoie.
Ainda no cenário externo, os Estados Unidos seguem em busca de resultados positivos e, para acalmar o humor do mercado, os números do setor imobiliário ficaram acima do esperado,
As vendas de novas casas nos Estados Unidos (New Home Sales) no mês de janeiro totalizaram 321 mil unidades, segundo estimativas divulgadas hoje pelo Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano norte-americano.
O montante representa um recuo de 0,9% sobre o dado revisado de dezembro (324 mil), porém é 3,5% maior do que o patamar de janeiro de 2011 (310 mil). O resultado veio acima do estimado pelo mercado, de vendas de 316 mil casas (previsão Forex Factory).
No campo das matérias primas, o barril de petróleo Brent, de referência na Europa, subiu nesta sexta-feira 1,49%, até fechar em US$ 125,47 no mercado de futuros de Londres, ainda afetado pelo corte das exportações iranianas.
O petróleo do Mar do Norte para entrega em abril terminou no Intercontinental Exchange Futures com um aumento de US$ 1,75 em relação ao pregão anterior, quando fechou cotado em US$ 123,62. O máximo alcançado no dia de hoje foi US$ 125,55, e o mínimo, US$ 123,30.
Mais uma vez, o Brent foi influenciado pela suspensão das exportações do petróleo iraniano para o Reino Unido e a França no domingo passado, um gesto simbólico contra o embargo imposto pela UE e que está previsto para começar em 1º de julho.
Já o WTI o preço do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em abril subiu nesta sexta-feira 1,79% e fechou cotado a US$ 110 por barril (159 litros) na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o preço mais elevado desde maio de 2011.
Na semana o petróleo acumulou um forte avanço de 6,32% no meio da escalada de tensão entre o Irã e o Ocidente, depois que o país cortou as exportações de petróleo à França e ao Reino Unido. A ascensão desta sexta-feira também está relacionada com o aumento da confiança dos consumidores na evolução da economia dos Estados Unidos. Os contratos de gasolina com vencimento em março subiram US$ 0,04 para fechar nos US$ 3,15 por galão (3,78 litros), assim como os de gasóleo para calefação para entrega no
A s principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta sexta-feira em alta, refletindo o otimismo dos investidores quanto à recuperação da economia dos Estados Unidos, que foi reforçada ontem com a divulgação de indicadores de empregos e boas projeções habitacionais do país.
Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index ganhou 0,28% aos 7.959 pontos; na Coreia do Sul, o referencial KOSPI Composite elevou 0,60% aos 2.019 pontos; na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, subiu 1,25% aos 2.439 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, desvalorizou 0,86% aos 17.923 pontos; no Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio valorizou 0,54% aos 9.647 pontos e em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, subiu 0,12% aos 21.406 pontos.
Na agenda local, o indicador antecedente da economia chinesa cresceu 1,6% em janeiro atingindo 225,7 pontos no mês, após alta de 0,8% em dezembro, segundo apontou hoje o Conference Board.
O índice coincidente, que mede a atividade econômica atual do país, subiu 0,8% no mês, seguindo elevação de 0,9% no mês anterior. No mês, o índice alcançou 217,6 pontos, segundo estimativas preliminares. O levantamento apontou que cinco dos seis componentes do indicador contribuíram positivamente para o índice em janeiro.
Os principais mercados acionários europeus encerraram a jornada desta sexta-feira em alta, quebrando uma série de três quedas, refletindo a melhora acima do esperado na venda de casas novas nos Estados Unidos e o resultado apresentado pela Telecom Itália.
Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,81% aos 6.864 pontos; em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,57% aos 3.467 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB avançou 1,07% aos 16.487 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 desvalorizou 0,05% aos 5.935 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 ficou estável aos 8.527 pontos.
Na agenda local, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido mostrou recuo de 0,2% no quarto trimestre de 2011, mantendo o valor previsto anteriormente.
Em relação ao mesmo período de 2010, o PIB cresceu 0,7%. No ano, o Reino Unido apresentou expansão de 0,8% na economia.
A economia da Alemanha encolheu 0,2% no último trimestre de 2011, mas ainda assim cresceu 3% em todo o ano, anunciou nesta sexta-feira o Escritório Federal de Estatística (Destatis), confirmando os prognósticos lançados em 15 de fevereiro.
Em seu relatório definitivo sobre o ano passado, os técnicos da instituição sublinham que em 2011 o déficit do Estado caiu a 1% do Produto Interno Bruto (PIB), com o que o país cumpre com sobras os critérios do pacto de estabilidade da União Europeia.
O déficit foi a 25,8 bilhões de euros, quase 1 bilhão menos que o calculado em suas primeiras estimativas, feitas em janeiro.
As vendas no varejo da Itália caíram 1,1% em dezembro ante novembro, quando houve queda de 0,7% (dado revisado), informou o Escritório de Estatísticas (Istat) nesta sexta-feira. O resultado veio abaixo do estimado pelo mercado, que previa queda de 0,2% (Forex Factory).
No setor corporativo, a Telecom Itália informou que as receitas consolidadas da companhia em 2011 cresceram 8,7%, para 29,95 milhões euros .
No acumulado do ano, a companhia registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado de 12,24 milhões de euros, 7,3% superior ao registrado em 2010. No quarto trimestre, o Ebitda cresceu 4,6%.
De acordo com a companhia, o crescimento da receita consolidada e do Ebitda foi possível graças aos fortes resultados apresentados por Argentina e Brasil. Contudo, a empresa propôs um corte de cerca de 900 milhões de euros nos dividendos distribuídos em 2011, ante 1,2 bilhão de euros registrados um ano antes.
No Velho Continente, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido mostrou recuo de 0,2% no quarto trimestre de 2011, mantendo o valor previsto anteriormente.
Em relação ao mesmo período de 2010, o PIB cresceu 0,7%. No ano, o Reino Unido apresentou expansão de 0,8% na economia.
A economia da Alemanha encolheu 0,2% no último trimestre de 2011, mas ainda assim cresceu 3% em todo o ano, anunciou nesta sexta-feira o Escritório Federal de Estatística (Destatis), confirmando os prognósticos lançados em 15 de fevereiro.
Em seu relatório definitivo sobre o ano passado, os técnicos da instituição sublinham que em 2011 o déficit do Estado caiu a 1% do Produto Interno Bruto (PIB), com o que o país cumpre com sobras os critérios do pacto de estabilidade da União Europeia.
O déficit foi a 25,8 bilhões de euros, quase 1 bilhão menos que o calculado em suas primeiras estimativas, feitas em janeiro.
As vendas no varejo da Itália caíram 1,1% em dezembro ante novembro, quando houve queda de 0,7% (dado revisado), informou o Escritório de Estatísticas (Istat) nesta sexta-feira. O resultado veio abaixo do estimado pelo mercado, que previa queda de 0,2% (Forex Factory).
Os principais índices acionários de Wall Street encerraram a jornada desta sexta-feira em alta, refletindo a reação positiva dos investidores ao avanço da confiança do consumidor e do crescimento da venda de casas novas no país, dados que vieram acima do esperado pelo mercado.
Ao final desta jornada, o índice industrial Dow Jones caiu 0,01% aos 12.982 pontos. O S&P 500 avançou 0,17% para 1.365 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq ganhou 0,23% aos 2.963 pontos.
Na agenda local, as vendas de novas casas (New Home Sales) no mês de janeiro totalizaram 321 mil unidades, segundo estimativas divulgadas hoje pelo Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano norte-americano.
O montante representa um recuo de 0,9% sobre o dado revisado de dezembro (324 mil), porém é 3,5% maior do que o patamar de janeiro de 2011 (310 mil).
A confiança do consumidor subiu entre janeiro e fevereiro. A leitura revisada do índice, medido pela Universidade de Michigan, subiu para 75,3 este mês, após leitura preliminar de 72,5 pontos.
O resultado é superior ao esperado pelo mercado, de 72,8 pontos (previsão Forex Factory).
No Brasil, em uma semana curta por conta do feriado de carnaval, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão desta sexta-feira em alta de 0,19% aos 65.942 pontos, encerrando uma série de duas quedas. Na semana, o índice acumulou queda de 0,39%. Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 6,20 bilhões.
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira desvalorizado. Há pouco, no interbancário, a divisa terminou o pregão cotada a R$ 1,709 na compra e R$ 1,706 na venda, desvalorização de 0,27%. Ao encerrar a semana, pós feriado de Carnaval, a desvalorização foi de 0,44%.
Mesmo sem a realização de grandes negócios, o BC realizou quatro leilões, dois deles na tarde desta sexta-feira, para conter o declínio da moeda americana. No mercado futuro, o contrato para março negociado na BM&F operava em baixa de 0,49% a R$ 1,708.
Os Contratos de Depósito Interfinanceiro (DIs) conservaram a valorização da abertura, encerrando o pregão desta sexta-feira em alta na BM&F. Perto do fechamento, os contratos para março de 2012 estavam estáveis a 10,27%; os vencimentos para janeiro de 2013 tinham alta de 0,05 p.p a 9,27%; os contratos para janeiro de 2014 ganhavam 0,09 p.p a 9,76%; os vencimentos para janeiro de 2017 valorizavam 0,14 p.p a 10,88% e os contratos para janeiro de 2021 subiam 0,13 p.p a 11,27%.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou elevação em fevereiro. O índice alcançou 119,4 pontos neste mês, 2,9% a mais do que em janeiro, quando ficou em 116 pontos.
O índice de satisfação atual (ISA) avançou 2,3%, passando de 137,4 para 140,5 pontos. O índice de expectativas (IE) também subiu, passando de 104,9 para 108,3 pontos, aumento de 3,2%.
A produção industrial do Brasil recuou para 45 pontos em janeiro, seguindo linha de queda iniciada em setembro de 2011, segundo informou hoje a Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A utilização da capacidade instalada (UCI) marcou 41,7 pontos no mês em questão, atingindo o menor patamar desde 2009.
Os indicadores variam de zero a cem, sendo acima de 50 pontos tendência de aumento na atividade, no emprego, acúmulo de estoques indesejados e UCI acima do usual.
Ontem, o Banco Central divulgou as previsões dos analistas econômicos para a taxa natural de desemprego, na qual o nível de emprego não afeta a inflação e mantém a economia em equilíbrio. De acordo com a pesquisa, o mercado estima que a taxa natural média está em 6,42%. Pelo critério da mediana, a taxa corresponde a 6,5%.
Na avaliação dos entrevistados, a taxa natural média caiu 1,79 ponto percentual nos últimos cinco anos. Pela mediana, a queda correspondeu a dois pontos percentuais. Para os próximos cinco anos, os analistas não acreditam em elevação da mediana, mas apostam em queda de 0,27 ponto percentual na taxa média.
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