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FECHAMENTO: Segue apreensão com a crise na Grécia   .

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Mercado segue a espera da votação no parlamento grego

10 de fevereiro de 2012 - No cenário externo, a segunda semana de fevereiro foi pautada pelas indefinições da crise econômica da Grécia. Já no doméstico, a intervenção do Banco Central com a realização de leilões de compra de dólares na tentativa de impedir a valorização da moeda americana, segundo agentes de mercado, deu certo. Outro destaque que pontua a semana é o resultado abaixo das expectativas da Petrobras e também o anúncio da nova diretoria da estatal.

O barril de petróleo Brent, que provém do Mar do Norte e é referência na Europa, caiu nesta sexta-feira 1,07%, até fechar em US$ 117,31 dólares no mercado de futuros de Londres, num dia marcado pelas dificuldades da Grécia para aprovar as medidas econômicas exigidas pare receber o segundo pacote de ajuda financeira da União Europeia e do FMI.

O petróleo Brent para entrega em março terminou no Intercontinental Exchange Futures com uma queda de US$ 1,28 em relação ao pregão anterior, quando fechou em US$ 118,59.  O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em baixa de 1,17%, cotado a US$ 98,67 o barril, por causa dos novos temores com a crise de dívida grega e após se conhecer dados macroeconômicos piores do que o previsto sobre a economia dos Estados Unidos.

No final da última sessão da semana na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de futuros do WTI para entrega em março, os de mais próximo vencimento, caíam US$ 1,17 em relação ao preço de fechamento da quinta-feira.

As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta sexta-feira em queda, respondendo ao fato dos líderes europeus adiarem um resgate da dívida para a Grécia, na pendência de uma votação parlamentar sobre o plano de austeridade.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index recuou 0,61% aos 7.862 pontos; na Coreia do Sul, o referencial KOSPI Composite perdeu 1,04% aos 1.993 pontos; na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, subiu 0,10% aos 2.351 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, teve queda de 0,46% aos 17.748 pontos; no Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio desvalorizou 0,61% aos 8.947 pontos e em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, caiu 1,08% aos 20.783 pontos.

Na agenda local, dados divulgados hoje revelam que as exportações da China caíram 0,5% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2011. É a primeira queda em exportações chinesas em mais de dois anos.

As importações da China também caíram. As estatísticas sofreram influência do Ano-Novo chinês, que ocorreu com quase um mês de antecedência e provocou um longo feriado no país.

No Velho Continente, os principais mercados acionários europeus encerraram o pregão desta sexta-feira em forte queda, repercutindo a reação negativa dos investidores à declaração de um dos líderes dos partidos gregos de que não apoiará o corte de gastos exigidos pelos ministros das finanças da zona do euro para a liberação do novo pacote de ajuda fiscal ao país. 

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 1,41% aos 6.692 pontos; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 1,51%, aos 3.373 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB recuou 1,76% aos 16.361 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 desvalorizou 0,73% aos 5.852 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 recuou 1,18% aos 8.797 pontos. 

Na agenda local, a produção industrial francesa registrou desaceleração em dezembro, informou o Instituto Nacional de Estatística (INSEE).

A produção industrial caiu 1,4% no último mês de 2011, contra o avanço de 1,1% em novembro.

A inflação da Alemanha subiu 2,1% em janeiro comparado ao mesmo mês de 2011. A previsão dos analistas era de avanço de 2% no período.

Na comparação mensal, o índice de preços ao consumidor  (CPI, na sigla em inglês) do país caiu 0,4% em janeiro ante aumento de 0,7% no mês anterior. O resultado está em linha com o estimado pelo mercado.

O índice de produção industrial na Itália registrou avanço de 1,4% em dezembro de 2011, em relação ao mês anterior, após a aceleração de 0,3% em novembro. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (Istat).

O índice ficou acima da expectativa de mercado, que aguardava recuo de 0,5% (previsão Forex Factory).

O índice de preços cobrados pelos produtores na porta das fábricas (PPI output), subiu 0,5% em janeiro, comparado a dezembro de 2011, que caiu 0,6% de acordo com dados do Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês).

Já o indicador de preços que os produtores pagam por bens e serviços (PPI "input") também apresentou elevação de 0,5% em janeiro, ante queda de 0,2% no mês anterior.

Fora da agenda econômica, o Eurogrupo adiou ontem o aval ao plano de resgate à Grécia por considerar que ainda faltam elementos para o acordo, além de pedir à Atenas cortes de € 325 milhões em gastos públicos neste ano para garantir o cumprimento da meta de déficit.

Nos Estados Unidos oss principais índices acionários de Wall Street encerraram o pregão desta sexta-feira em queda, pressionados pela incerteza na Grécia e pelo fraco desempenho do nível de confiança do consumidor, que recuaram acima do esperado. 

Ao final desta jornada, o índice industrial Dow Jones caiu 0,69% aos 12.801 pontos. O S&P 500 recuou 0,69% para 1.342 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 0,80% aos 2.903 pontos.

Na agenda local, o déficit do comércio exterior de bens e serviços avançou em dezembro e chegou aos US$ 48,8 bilhões.

Em novembro, o déficit havia sido de US$ 47,1 bilhões. O resultado veio acima da estimativa de mercado, que era de déficit de US$ 48,1 bilhões (previsão Forex Factory).

A confiança do consumidor caiu entre janeiro e fevereiro. A leitura preliminar do índice, medido pela Universidade de Michigan, caiu para 72,5 este mês, após leitura anterior de 75 pontos (dado revisado).

O déficit em conta corrente caiu para US$ 27,4 bilhões em janeiro, segundo dados preliminares divulgados pelo Departamento de Comércio norte-americano.

No dezembro, o saldo havia ficado negativo em US$ 86 bilhões. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, de déficit de US$ 58,5 bilhões (previsão Forex Factory).

A Bolsa de Valores de São Paulo acentuou a queda da abertura dos negócios e encerrou o pregão desta sexta-feira em forte queda de 2,34% aos 63.997 pontos, o menor resultado deste mês. 

Com o desempenho, o índice emendou a terceira queda, encerrando a semana com queda de 1,87%, encerrando uma série de cinco ganhos semanais. O giro financeiro foi de R$ 9,025 bilhões. 

Depois de uma semana estável, o dólar voltou a subir e encerra a segunda semana de fevereiro em alta. Há pouco, no intercâmbio, a divisa era cotada a R$ 1,726 na compra e R$1,726 na venda, com valorização de 0,31%. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,55%.

No mercado futuro, o contrato para março negociado na BM&F operava em alta de 0,63% a R$ 1,735

Os Contratos de Depósito Interfinanceiro (DIs) devolveram a ligeira alta na ponta mais curta da curva e encerraram a jornada desta sexta-feira em forte baixa na BM&F. O que se viu foi um fechamento de toda a curva. 

Perto do fechamento, os contratos para março de 2012 estavam estáveis a 10,32%; os vencimentos para janeiro de 2013 caíam 0,04 p.p a 9,29%; os contratos para janeiro de 2014 cediam 0,07 p.p a 9,67%; os vencimentos para janeiro de 2017 tinham queda de 0,16 p.p a 10,75% e os contratos para janeiro de 2021 recuavam 0,15 p.p a 11,26%.  

(Ivonéte Dainese - www.ultimoinstante.com.br)

 

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