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FECHAMENTO: Decisão na Grécia acalma mercados   .

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Dólar ganha força e encerra sequência de quedas.

9 de fevereiro de 2012 - Depois de semanas de expectativas nesta quinta-feira saiu o acordo entre os líderes políticos da Grécia para o “novo” pacote de austeridade e confirmado pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. Com isso, os principais mercados reagiram timidamente a essa “tentativa” da Grécia  em resgatar a  credibilidade.

No campo das matérias-primas, barril de petróleo Brent para entrega em março fechou nesta quinta-feira em alta de 1,18%, cotado a US$ 118,59, estimulado pelas medidas de austeridade do Governo grego para evitar a quebra do país.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, subiu US$ 1,39 em relação ao fechamento do pregão de terça-feira na Intercontinental Exchange Futures. A cotação desta quarta oscilou entre US$ 117,28 e US$ 118,75.

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em março fechou nesta quinta-feira em alta de 1,14%, cotado a US$ 99,84 por barril, depois que Grécia aprovou medidas de ajuste para um novo empréstimo que evite a quebra do país e após terem sido divulgados bons dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos.

Ao término do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de futuros do WTI subiram US$ 1,13 em relação ao preço de fechamento do pregão de quarta-feira.

As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta quinta-feira sem direção única, com a divisão de expectativas entre os investidores sobre as definições para a Grécia e a alta inesperada da inflação chinesa.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index subiu 0,52% aos 7.910 pontos; na Coreia do Sul, o referencial KOSPI Composite avançou 0,54% aos 2.014 pontos; na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, teve alta de 0,09% aos 2.349 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, ganhou 0,70% aos 17.830 pontos; no Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio desvalorizou 0,15% aos 9.002 pontos e em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, caiu 0,04% aos 21.010 pontos.

Na agenda local, o índice de preços ao consumidor (IPC) da China, o principal indicador da inflação no país, aumentou até alcançar a taxa anualizada de 4,5% em janeiro, em sua maior percentagem nos últimos três meses, informou nesta quinta-feira o Escritório Nacional de Estatísticas.

Segundo publica hoje a agência oficial "Xinhua", a alta de janeiro é, por sua vez, 1,5% maior que a registrada em dezembro passado.

Ainda assim, os analistas chineses preveem que este repentino aumento não mudará a tendência geral de baixa que o IPC deverá ter durante o resto do ano.

Em julho, o IPC marcou 6,5%, seu maior índice em 43 meses. Depois disso, a taxa passou a encolher mês a mês, até a nova alta agora em janeiro.

Este aumento se deve principalmente ao encarecimento dos alimentos durante a semana de férias do Ano Novo Lunar chinês, que este ano caiu em janeiro. Por esse motivo, espera-se que a alta se veja reduzida em fevereiro, assegurou o economista-chefe do Banco das Comunicações, Lian Ping.

Em 2011, a inflação atingiu 5,4%, muito acima do objetivo de 4% que fora fixado por Pequim.

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) da China registrou alta de 0,7% em janeiro ante o mesmo período do ano anterior, de acordo com o departamento de estatísticas do país. Em dezembro, a taxa homóloga foi de 1,7%.

Na comparação mensal, o índice caiu 0,1%. A expectativa do mercado era aumento de 0,8% no confronto anual.

A confiança do consumidor japonês registrou melhora em janeiro, de acordo com um levantamento do gabinete oficial do governo do país (Cabinet Office).

Segundo a pesquisa divulgada hoje, o indicador ficou em 40, ante 38,9 em dezembro. O resultado veio acima do esperado pelos analistas, de 38,6 (previsão Forex Factory).

Cabe lembrar ainda que leituras abaixo de 50 indicam pessimismo do consumidor.

s principais mercados acionários europeus encerraram o pregão desta quinta-feira em alta, encerrando uma sequência de quatro dias de baixa, refletindo a reação positiva dos investidores ao acordo anunciado entre o governo grego e os líderes dos partidos sobre a aplicação das medidas de austeridade.

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,59% aos 6.788 pontos; em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,43%, aos 3.424 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB recuou 0,09% aos 16.653 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 valorizou 0,33% aos 5.895 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 avançou 0,60% aos 8.902 pontos.

Na agenda local, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a taxa básica de juros na região em 1%. O anúncio ficou em linha com o previsto pelos analistas. Em janeiro, O BCE manteve a taxa em 1%.

O Banco Central da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu manter a taxa de juros em 0,5%, informou a instituição nesta quinta-feira.

O Comitê de Política Monetária optou por aumentar seu programa de compra de ativos em £ 50 bilhões, para um total de £ 325 bilhões.

A balança comercial no Reino Unido registrou déficit de 1,1 bilhão de libras esterlinas em dezembro, registrando melhora em relação a novembro, que marcou déficit de 2,8 bilhões de libras esterlinas, segundo informações divulgadas hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês).

O resultado é o menor desde abril de 2003, quando marcou déficit de 900 milhões de libras esterlinas.

A produção industrial do Reino Unido avançou 0,5% em dezembro em relação ao mês anterior, que marcou queda de 0,5% (dado revisado) segundo informações divulgadas hoje pelo escritório de estatísticas da região, o National Statistics. A estimativa do mercado para o mês era de avanço de apenas 0,2% (previsão Forex Factory).

Os principais índices acionários de Wall Street devolveram a queda da abertura e encerraram o pregão desta quinta-feira em alta.

Ao final desta jornada, o índice industrial Dow Jones subiu 0,05% aos 12.890 pontos. O S&P 500 avançou 0,15% para 1.351 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq ganhou 0,39% aos 2.927 pontos.

Na agenda local, o número de pedidos de auxílio-desemprego (initial claims) caiu em 15 mil, para 358 mil na semana encerrada no dia 4 de fevereiro, em comparação com uma semana antes, 373 mil pedidos (dado revisado).

O número veio abaixo que o esperado pelo mercado, que aguardavam uma redução de solicitações para 369 mil novos pedidos (previsão Forex Factory).

Os estoques do atacado (Wholesale Inventories) subiram 1% em dezembro ante novembro, para US$ 473,2 bilhões, segundo dados do Departamento do Comércio norte-americano.

O resultado ficou acima do esperado pelo mercado que era de expansão de 0,4% (previsão Forex Factory).

O dólar seguiu estável nesta quinta-feira. Há pouco, no intercâmbio, a moeda a divisa era cotada a R$.1,720 na compra e R$ 1,721 na venda, alta de 0,2%. No mercado futuro, o contrato para março negociado na BM&FBovespa operava em baixa de 0,11% a R$ 1,728.

A Bolsa de Valores de São Paulo, que chegou a tocar os 66 mil pontos pelo segundo dia consecutivo, se descolou dos mercados internacionais no período da tarde e encerrou as operações desta quinta-feira em queda de 0,46% aos 65.530 pontos, emendando assim a segunda queda. Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 7,21 bilhões.

Os Contratos de Depósito Interfinanceiro (DIs) mantiveram a trajetória de queda e encerraram as operações desta quinta-feira em baixa na BM&F. O que se viu foi uma desvalorização em toda a curva dos juros.

Há pouco, os contratos para março de 2012 estavam estáveis a 10,32%; os vencimentos para janeiro de 2013 caíam 0,06 p.p a 9,33%; os contratos para janeiro de 2014 perdiam 0,09 p.p a 9,74%; os vencimentos para janeiro de 2017 recuavam 0,03 p.p a 10,91% e os contratos para janeiro de 2021 perdiam 0,03 p.p a 11,40%.

Por aqui, o IPC-Fipe apresentou recuo na primeira quadrissemana de fevereiro, marcando variação de 0,42% ante 0,66% registrada na quadrissemana anterior.

Comparado à mesma quadrissemana de janeiro, o índice também desacelerou, já que no período havia marcado 0,75%.

Dentre os componentes do índice, cinco classes apresentaram queda em relação à quarta quadrissemana do mês anterior.

(Ivonéte Dainese - www.ultimoinstante.com.br)


 

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