FECHAMENTO: Após euforia puxada por China, negócios perdem força na reta final. Ibovespa e dólar sobem
Já na renda fixa, os Contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) mais longos negociados na BM&FBovespa encerraram em queda, enquanto a ponta curta termina praticamente estável nesta segunda-feira.
21 de junho de 2010 - A decisão do governo chinês de flexibilizar o sistema de taxa de câmbio, anunciada neste final de semana, resultou em euforia nos principais mercados ao longo das primeiras horas, mas os negócios perderam força ao longo do dia. A notícia garantiu ganhos nas bolsas da Ásia e da Europa. Nos Estados Unidos, contudo, as bolsas em Wall Street fecharam em queda, com os investidores cautelosos quanto à medida. Por aqui, o Ibovespa, que chegou a bater os 65 mil pontos ao longo da sessão, encerrou com alta de 0,61% aos 64.829 pontos. O giro financeiro somou R$ 9,34, sendo que R$ 3,96 bilhões referem-se ao exercício de contratos de opções sobre ações.
O banco central chinês emitiu comunicados durante o fim de semana anunciando uma maior e gradual flexibilização do sistema de taxa de câmbio, o que foi aplaudido pelos Estados Unidos, pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
A China vinha sofrendo pressão dos Estados Unidos para valorizar sua moeda e, para muitos analistas, a reunião do G20 - no próximo final de semana - seria mais um motivo para os países pressionar o gigante asiático.
O yuan começa a se valorizar ante o dólar, depois de 23 meses estável. Segundo nota divulgada, a interrupção do processo de valorização ao longo da crise global teve um papel importante para mitigar o impacto da crise no país contribuindo para a recuperação economia da Ásia e do mundo. "Com a recuperação econômica na China ficando mais sólida, é desejável a retomada da reforma do regime da taxa de câmbio com a flexibilização do yuan", dizia o comunicado do BC chinês.
Hoje o dia foi marcado ainda por uma agenda vazia de indicadores econômicos. No cenário doméstico, a moeda norte-americana terminou a sessão valendo R$ 1,772 na compra e R$ 1,774 na venda, com alta de 0,11%. Este movimento de alta ocorreu no finalzinho da sessão, após o Banco Central comprar dólar no mercado à vista a R$ 1,7730.
Já na renda fixa, os Contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) mais longos negociados na BM&FBovespa encerraram em queda, enquanto a ponta curta termina praticamente estável nesta segunda-feira de otimismo no mercado global.
Os contratos para julho deste ano operaram estáveis em relação à véspera, a 10,13%, enquanto agosto de 2010 não apresentou negócios. Janeiro de 2011 recuou 0,01 ponto percentual, a 11,30%. Janeiro de 2012 caiu 0,04 p.p, a 12,15%. Já os DIs mais longos também registraram perdas. Enquanto janeiro de 2013 recuou de 12,24% para 12,18%, janeiro de 2017 saiu de 12,19% para 12,14%.
Por aqui os investidores acompanharam a elevação da projeção dos especialistas ouvidos pelo Banco Central (BC) para composição do Boletim Focus, em relação à Selic que avançou de 11,75% para 12%.
Já quanto ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) o BC, pela primeira vez em 20 semanas, manteve a projeção em 5,61% para 2010. Para 2011, a previsão permaneceu em 4,80%.
Quanto a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi anunciado um aumento de 6,99% para 7,06% neste ano. Para 2011, a estimativa permanece em 4,5%. A taxa é a mesma pela 28ª semana consecutiva.
Já a balança comercial brasileira voltou a registrar superávit (diferença positiva entre as exportações e as importações) na terceira semana do mês de US$ 806 milhões, após apresentar déficit de US$ 166 milhões na segunda semana.
Em junho, a balança comercial registra superávit (diferença positiva entre as exportações e as importações) de US$ 1,785 bilhão, até a terceira semana. No acumulado do ano, o superávit comercial totaliza US$ 7,394 bilhões, sendo US$ 83,138 bilhões em exportações e US$ 75,744 bilhões em importações.
Por fim, o Brasil gerou em maio 298 mil empregos com carteira assinada, melhor resultado na história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Ao divulgar os números, o ministro Carlos Lupi disse que não teme a possibilidade de aumento da inflação. Segundo Lupi, o Brasil tem conseguido manter um índice entre 5% e 5,5%, e não deve fugir disso.
(MCF - www.ultimoinstante.com.br)

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