Home | Resumos | Diário | FECHAMENTO: Crise europeia não dá trégua e mercado amarga mais um novo dia de perdas

FECHAMENTO: Crise europeia não dá trégua e mercado amarga mais um novo dia de perdas

Tamanho da fonte: Decrease font Enlarge font

Contudo, em Bruxelas, após o fechamento do mercado, foi anunciado que a cúpula extraordinária de líderes de países da zona do euro aprovou hoje, formalmente, o plano de ajuda financeira à Grécia, que totaliza € 110 bilhões em empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos Estados que utilizam a moeda comum.

7 de maio de 2010 - A preocupação com a crise na Europa diante da perspectiva de que os € 110 bilhões de ajuda à Grécia não seriam suficientes para sanar a dívida e o temor de contaminação generalizada a outros países do bloco, mais uma vez causou nervosismo no mercado e derrubou as bolsas mundiais.

Nem mesmo dados acima do esperado sobre o mercado de trabalho norte-americano e a declaração do parlamento alemão dando conta da aprovação de uma ajuda de € 22,4 bilhões à Grécia, foram suficientes para mudar o rumo dos negócios.

A chanceler alemã, Angela Merkel, chegou a defender a necessidade de "acelerar" a regulação dos mercados financeiros, responsabilizados pelo agravamento da crise da dívida grega.

Contudo, em Bruxelas, após o fechamento do mercado, foi anunciado que a cúpula extraordinária de líderes de países da zona do euro aprovou hoje, formalmente, o plano de ajuda financeira à Grécia, que totaliza € 110 bilhões em empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos Estados que utilizam a moeda comum. Os líderes dos 16 países da zona do euro deram seu sinal verde formal ao plano, cujos detalhes foram ultimados no fim de semana passado, segundo fontes diplomáticas.

Os governos da zona do euro acordaram ainda a iniciada imediata de um mecanismo de estabilização financeira que faça uso de "todos os meios" à disposição das instituições comunitárias, informaram fontes diplomáticas. Os 16 países-membros da zona do euro encarregaram o Executivo da União Europeia (UE) de propor os detalhes desse mecanismo, levando em conta as "circunstâncias excepcionais" que afetam a estabilidade da zona.

Também hoje, entidades bancárias e companhias de seguros privados da Alemanha anunciaram que concederão voluntariamente € 8 bilhões ao pacote alemão de ajudas para apoiar a Grécia.

O governo italiano também se pronunciou e aprovou um decreto de lei que contempla € 14,8 bilhões em empréstimos à Grécia, dentro da ajuda prometida pelos membros da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo uma nota da chefia de Governo, o dinheiro é a contribuição que a Itália fará no programa trienal. Para isso, recorrerá à emissão de títulos de Estado de médio e longo prazo.

Portugal também vai participar do esforço conjunto de ajuda financeira da Zona Euro à Grécia com € 770 milhões, assim como o Brasil, que segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, irá colocar, como credor, US$ 286 milhões no pacote de ajuda aos países em crise na Europa que está sendo elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Os recursos sairão das reservas internacionais brasileiras. No total, a ajuda do FMI aos países em crise será de aproximadamente US$ 150 bilhões.

Internamente, na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa perdeu 0,86% aos 62.870 pontos. Trata-se da menor pontuação desde 5 de fevereiro (62.762). No acumulado de 2010, a variação está negativa em 8,34%. O giro financeiro foi de R$ 7,79 bilhões.

No mercado de câmbio, numa sessão de forte volatilidade, o dólar encerrou o dia de lado. A moeda estrangeira chegou a ser cotado a R$ 1,827 na mínima do dia e R$ 1,868 na máxima, mas acabou encerrando os negócios com cotação idêntica a ontem: R$ 1,849 na compra e R$ 1,851 na venda. Na semana e no mês, porém, a moeda norte-americana avançou 6,37% e, no ano, acumula alta de 6,19%.

Na renda fixa contudo, os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) mais negociados na BM&FBovespa fecharam em direções opostas nesta sexta-feira de grande volatilidade. Enquanto a ponta curta da curva de juros fechou estável, os contratos mais longos intensificaram o movimento de queda, repercutindo a piora do cenário externo.

O DI para junho de 2010 subiu 0,01 ponto percentual acima da véspera, a 9,38%. Já julho de 2010 e janeiro de 2011 fecharam estáveis a 9,69% e 11,03%, respectivamente. Na outra ponta, janeiro de 2012, entretanto, apresentou desvalorização ao passar de 12,43% para 12,38%. Já janeiro de 2013 caiu 0,04 p.p, a 12,81%. Por sua vez, janeiro de 2017, passou de 12,90% para 12,87%.

Os agentes repercurtiram hoje os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a análise, a inflação medida pelo  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de abril apresentou variação de 0,57% e ficou 0,05 ponto percentual acima da taxa de março (0,52%). No acumulado do ano, a variação do IPCA foi de 2,65%, bem acima da taxa de 1,72% registrada em igual período de 2009.

O grupo que mais puxou o índice foi, mais uma vez, o grupo alimentação com variação de 1,45% (no mês anterior a alta foi de 1,55%). Só em 2010 os alimentos subiram 5,19%.

O IBGE, em convênio com a Caixa, divulgou também que o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) variou 0,37% em abril, o que significou uma desaceleração 0,39 ponto percentual em relação a março (0,76%). Comparado com a taxa de abril de 2009 (0,32%), o índice atual avançou 0,05 ponto percentual.

Já a produção industrial cresceu em 12 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE em março deste ano, em relação ao mês anterior. Os destaques são o Paraná, com crescimento de 18,6%, e Amazonas, com expansão de 10,1%. Apenas o Ceará e Goiás tiveram redução, com queda de 0,3% e 6,8%, respectivamente.

(MCF - www.ultimoinstante.com.br)


Subscribe to comments feed Comentários (0 postado):

total: | mostrando:

Poste seu comentário comment

Entre o código que você vê na imagem:

veja noticias no twitter
  • email Enviar a um amigo
  • print Versão para impressão
Avaliar este artigo
0
Newsletter Último Instante