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Preocupações com a Grécia ditam rumo dos negócios, bolsa e dólar fecham em alta

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Na renda fixa, contuto, os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) negociados na BM&FBovespa fecharam em alta, acompanhando o movimento visto desde o início da sessão, com os agentes repercutindo a elevação do IPCA um pouco acima do projetado e a alta de 1,09% em fevereiro do IGP-DI.

8 de abril de 2010 - A possibilidade de um aperto monetário na China para conter o forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), e evitar a pressão inflacionária, se juntou às preocupações com a Grécia e acabou pesando sobre os negócios mundo afora nesta quinta-feira. Os agentes se atentaram também para a visita do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, à China, onde se reuniu com o vice-premier Wang Qishan para discutir a questão do yuan. Os EUA pressionam  pela volta da valorização da moeda chinesa.

Do velho mundo, o ministro das Finanças Yorgos Papaconstantinou, admitiu que existem dúvidas nos mercados internacionais sobre a capacidade do governo grego de superar a crise, mas "a maior preocupação diz respeito a nossa capacidade de longo prazo", declarou o ao canal ATN1. Já o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, tentou acalmar os ânimos afirmando que o compromisso do governo grego de reduzir seu déficit fiscal de "muito sério" e "factível".

Nos Estados Unidos, sem uma agenda de referência, os investidores acompanharam a divulgação dos novos pedidos de seguro desemprego que somaram 460 mil na semana passada, ante expectativa de 435 mil solicitações.

Ainda por lá, o feriado de Páscoa e a redução do frio impulsionaram um crescimento de 9,1% nas vendas do varejo norte-americano no mês de março, quando comparadas ao mesmo período do ano passado. Os dados são do International Council of Shopping Centers (ICSC), que consideram 31 varejistas e somente as lojas abertas a pelo menos um ano.

Por aqui, seguindo o bom humor em Wall Street, que repercutia o avanço surpreendente nas vendas do varejo, o Ibovespa fechou em alta de 1,4% aos 71.784 pontos. O giro financeiro somou R$ 6,8 bilhões.

Já o dólar operou em alta puxada pelo aumento da aversão ao risco e acompanhando a deteriorização do euro. Porém, no finalzinho da sessão, voltou a subir um pouco, encerrando os negócios praticamente estável a R$ 1,777 na compra e R$ 1,779 na venda, uma leve apreciação ante a véspera de 0,05%.

Na renda fixa, contuto, os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) negociados na BM&FBovespa fecharam em alta, acompanhando o movimento visto desde o início da sessão, com os agentes repercutindo a elevação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) um pouco acima do projetado e a alta de 1,09% em fevereiro do Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI).

Ao final da sessão, a exceção do dia foi o DI para maio de 2010, que fechou 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento da véspera, a 8,68%. Já os demais contratos registravam alta. Julho de 2010 encerrou com valorização de 0,02 p.p, a 9,27% e foi o segundo mais negociado, com 221,2 mil contratos e giro de R$ 21,6 bilhões. Janeiro de 2011, o mais negociado, com 270,2 mil contratos e giro de R$ 25,1 bilhões, avançou 0,03 p.p, a 10,46%. Janeiro de 2012 subiu 0,02 p.p, a 11,70%, equanto janeiro de 2013 encerrou com 0,05 p.p de valorização, a 12,07%. Janeiro de 2017, por sua vez, passou de 12,27% para 12,32%.

Na agenda econômica do dia, nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial registrou alta de 0,52% no mês de março, acima do esperado pelo mercado de 0,50%. No mês anterior, a taxa havia registrado 0,78%. Apresentou elevação também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que subiu 0,71% em março, taxa muito próxima ao resultado de 0,70% de fevereiro.

O IBGE divulgou ainda que Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto, em convênio com a Caixa, registrou, em março, variação de 0,76%, avançando 0,33 ponto percentual em relação ao resultado de fevereiro (0,43%) pressionado pelos reajustes salariais nos estados da Bahia e Rio de Janeiro.

Já a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu para 1,09% em fevereiro. Em janeiro, o índice havia registrado alta de 1,01%. De acordo com os dados divulgados, a aceleração nos preços no atacado foram os grandes responsáveis pela elevação. O resultado ficou dentro das expectativas que variavam entre 1,06% e 1,16%.

(MCF - www.ultimoinstante.com.br)


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