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Bolsa sobe e dólar cai para R$ 1,781 em dia de agenda vazia

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Á espera da divulgação da taxa básica Selic, que será anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na próxima semana (16 e 17), as taxas embutidas nos contratos de depósito interfinanceiro (DI) na BM&FBovespa fecharam estáveis nesta terça-feira.

9 de março de 2010 - Diante de uma agenda econômica vazia, as bolsas mundias foram influenciadas pelo cenário corporativo local nesta terça-feira. Internamente, a Bolsa de Valores de São Paulo se manteve firme em terreno positivo puxada por ações do setor de commodities, principalmente, Petrobras e CSN. O Ibovespa terminou com valorização de 1,46%, aos 69.576 pontos, patamar perdido em janeiro deste ano. O movimento financeiro contabilizou R$ 10 bilhões, apesar de uma sessão sem vencimento de opção e índice.

Nos Estados Unidos, embora tenham fechado em ligeira alta, os principais índices das Bolsas de Valores de Wall Street foram influenciados pelas ações dos setores de telecomunicação e indústria. Ao final do pregão, o índice industrial Dow Jones subiu 0,11% aos 10.564 pontos. O S&P 500 ganhou 0,17% para 1.140 pontos. Enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq avançou 0,36% aos 2.340 pontos.

No Velho Continente, no entanto, as principais bolsas de valores da Europa fecharam a sessão com sinais variados. As ações de empresas de mineração e do setor bancário foram responsáveis por grande parte das perdas, compensadas pelos ganhos das companhias farmacêuticas. Em Londres, o índice FTSE-100 apresentou leve desvalorização de 0,08% aos 5.602 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,17% aos 3.910 pontos, enquanto que em Frankfurt, o índice DAX-30 avançou os mesmos 0,17% para 5.885 pontos, depois de passar grande parte da sessão em terreno negativo. Em Madri, o Ibex 35 recuou 0,68% aos 11.002 pontos, também puxado pelos bancos e em Milão, o índice FTSE MIB caiu 0,19% para 22.355 pontos.

Na agenda econômica foi anunciado apenas que o índice que mede o otimismo econômico nos Estados Unidos caiu 1,4 ponto em março em relação a fevereiro (ou 3%) para 45,4 pontos, informou o Investor's Business Daily (IBD) em parceria com o TechnoMetrica Market (TIPP).

Já a balança comercial do Reino Unido registrou déficit de 3,8 bilhões de libras esterlinas (US$ 5,6 bilhões) em janeiro, ante resultado negativo de 2,6 bilhões de libras esterlinas (US$ 3,8 bilhões) em dezembro.

De volta ao mercado doméstico, à espera da divulgação da taxa básica Selic, que será anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na próxima semana (16 e 17), as taxas embutidas nos contratos de depósito interfinanceiro (DI) na BM&FBovespa fecharam estáveis nesta terça-feira.

Ao final da sessão, o DI abril de 2010 e julho deste ano registravam juros de 8,75% e 9,25%, respectivamente, mesmos patamares apontados na véspera. Já janeiro de 2011 subiu apenas 0,01 ponto percentual em relação a ontem, fechando a 10,42%. Na ponta longa da curva de juros futuros, o contrato janeiro de 2012 apresentava taxa de 11,53%, também a mesma da sessão de ontem. O DI janeiro de 2013, entretanto, deu um salto de 11,58% para 11,88%, enquanto janeiro de 2017 passava de 12,43% para 12,34%.

No mercado de câmbio, contudo, após passar a maior parte do dia valorizado, o dólar sucumbiu à alta da bolsa brasileira e fechou em queda. No interbancário, a moeda norte-americana terminou a sessão valendo R$ 1,779 na compra a R$ 1,781 na venda, com desvalorização de 0,39%.

Pela manhã foi divulgado que a inflação ao consumidor da região metropolitana de São Paulo medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) veio em linha com a projeção do mercado. O indicador registrou alta de 0,61% na primeira quadrissemana de março contra 0,74% da última quadrissemana de fevereiro, sendo que 5 dos 7 grupos retrocederam em relação a medição anterior.

Já a Fundação Getúlio Vargas informou que das sete capitais pesquisas para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), seis registraram acréscimos em suas taxas de inflação na primeira quadrissemana de março. O IPC-S de 7 de março de 2010 registrou variação de 0,88%, 0,20 pontos percentual acima da taxa divulgada na última apruração.

Hoje também foi anunciado aumento do Índice do Custo de Vida (ICV) calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese). O indicador em fevereiro atingiu 0,59%, uma taxa 1,13 ponto percentual (p.p.) menor que a apurada em janeiro (1,72%).

(MCF - www.ultimoinstante.com.br)


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