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Após feriado prolongado, bolsa fecha em alta e dólar volta a cair

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Já os juros futuros tiveram um pregão mais curto nesta Quarta-feira de Cinzas.

17 de fevereiro de 2010 - A volta das atividades no mercado financeiro após o feriadão de carnaval foi marcada por uma agenda carregadas de indicadores norte-americanos e um certo alívio em relação aos problemas enfrentados pela União Europeia (UE).

Por lá, na última terça-feira, ministros da economia de países da UE impuseram um calendário para ajuste do défict público grego, exigindo que até o dia 16 de março as autoridades gregas anunciem mais medidas. Até o momento, o país já se comprometeu a baixar o défict de 12,75% para 8,7% do PIB em 2010 e reduzi-lo para menos de 3% até 2012.

Nos Estados Unidos, contudo, a sempre aguardada ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), realizada nos dias 26 e 27 de janeiro, apontou pela primeira vez para uma "recuperação" da economia, mas projetou níveis altos de desemprego pelos próximos dois anos.

Na pauta, próximo ao fechamento dos negócios, o Departamento do Tesouro norte-americano informou que contabilizou um déficit de US$ 42,6 bilhões em janeiro, resultado bem acima do apresentado no mesmo período do ano passado, quando o governo apresentou um resultado negativo de US$ 63,4 bilhões. Trata-se do 16º mês seguido de déficits.

Mais cedo, dados mostraram que a produção industrial nos Estados Unidos cresceu 0,9% em janeiro ante dezembro de 2009, superando as expectativas do mercado, que aguardava alta de 0,7%. Já a capacidade instalada ficou em linha com o esperado pelos analistas em 72,6% em janeiro de 2010.

Enquanto as construções de novas residências (housing starts) aumentaram 2,8% em janeiro ante dezembro para 591 mil novas casas, acima das projeções de 580 mil novas casas.

Internamente, o Ibovespa, índice da bolsa paulista, fechou em alta de 2,17% aos 67.284 pontos, patamar perdido no início do mês. O giro financeiro somou R$ 7,35 bilhões, inflado pelo vencimento do Ibovespa futuro. A referência passa a ser o vencimento de abril, já que o contrato de fevereiro deixou de ser negociado. 

No mercado de câmbio, no entanto, a primeira sessão após o feriado prolongado de Carnaval, o dólar interrompeu uma sequência de três altas seguidas e voltou a cair. Grande parte deste otimismo vem da reação do euro ante o dólar repercutindo positivamente à manifestação de apoio da União Europeia à Grécia. No interbancário, a moeda norte-americana saiu a R$ 1,830 na compra e R$ 1,832 na venda, com desvalorização de 1,61% ante o fechamento da última sexta-feira.

Já os juros futuros tiveram um pregão mais curto nesta Quarta-feira de Cinzas, com poucos investidores se aventurando na volta do feriadão de Carnaval que manteve a BM&FBovespa fechada na segunda e terça-feira. As taxas embutidas nos contratos de Depósito Interbancário (DI) mais negociados hoje continuaram o movimento de queda, iniciado na última sessão após o rally intraday que chegou a engordar o prêmio de risco mas não se sustentou. Segundo um operador, o alivio parte da melhora do humor internacional, uma vez que no plano doméstico a piora da perspectiva para inflação poderia pesar sobre os DIs.

Perto do fechamento, o DI para julho deste ano marcava 9,15% como no último ajuste. O vencimento mais negociado era o janeiro de 2011, que caía de 10,24% para 10,23%. O janeiro de 2012 registrava juros de 11,41%, queda de 0,04 ponto percentual na comparação com o fechamente anterior. O contrato janeiro 2014 recuava de 12,28% para 12,27%. O DI janeiro de 2017 apresentava taxa de 12,69%, contra 12,73% do pregão passado.

A agenda doméstica desta semana abriu com o Boletim Focus, que trouxe elevação das expectativas para inflação. A mediana para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 subiu de 4,78% para 4,80%. Já a previsão para 2011 permaneceu em 4,50% enquanto a média subiu para 4,64%. Deste modo, a deterioração das expectativas deixa de ser um mero reflexo da elevação sazonal da inflação de curto prazo e passa a caracterizar um quadro de piora inflacionária. A expectativa para o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) também aumentou, passando para 5,51%. O lado bom da piora das expectativas de inflação é o otimismo com o crescimento econômico, que seguiu em alta, alcançando 5,47% para 2010.

(MCF - www.ultimoinstante.com.br)


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