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Reunião do G7 alivia tensão vinda da Europa e negócios reagem nesta 2ª

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Após amargar três quedas consecutivas e perdas de 4,04% na semana passada, o Ibovespa ganhou 0,62% aos 63.153 pontos.

8 de fevereiro de 2010 - Os investidores respiraram mais aliviados hoje diante de um dia mais tranquilo nos negócios depois da divulgação de um encontro realizado no Canadá dando conta de que os ministros de Finanças do G-7 (grupo dos países mais ricos) irão apoiar as economias até que a recuperação se consolide em países da zona do euro (em especial Espanha, Grécia e Portugal).

Por lá, as bolsas de valores europeias encerraram o primeiro pregão da semana em alta, puxadas pelos papéis das companhias de mineração. A alta de hoje interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas, em que alguns indicadores chegaram a ceder quase 10% (o referencial Ibex 35, de Madri, perdeu 9,31% em três sessões).

Movimentando a agenda morna desta segunda-feira, o Índice Sentix de confiança do investidor na zona do euro apontou piora em fevereiro deste ano. O indicador passou de -3,7 em janeiro para -8,2 pontos neste mês. O resultado é bem pior do que o mercado esperava, -2,7 pontos.

No mercado interno, entretanto, com as commodities em alta e um novo olhar sobre os problmeas fiscais na zona do euro, o investidor voltou às compras na bolsa paulista. Após amargar três quedas consecutivas e perdas de 4,04% na semana passada, o Ibovespa ganhou 0,62% aos 63.153 pontos. O giro financeiro somou R$ 8,42 bilhões, inflado pelo vencimento de opções.

No mercado de câmbio, contudo, a moeda norte-americana fechou o dia negociado a R$ 1,872 na compra e R$ 1,874 na venda, com desvalorização de 0,84%. No segmento futuro, os contratos saíam a R$ 1,881 com baixa de 0,26%.

No cenário de renda fixa, os contrato de Depósito Interbancário (DI) de curto prazo com maior liquidez na BM&FBovespa chegaram a ganhar uma "gordura extra" nesta segunda-feira impulsionados pela piora na expectativa quanto a inflação, de acordo com o Boletim Focus apresentado pelo Banco Central, mas acabaram devolvendo prêmio ao longo da tarde e acabaram cedendo.

No fim da sessão, o DI março deste ano registrava prêmio de 8,625%, contra 8,63% do ajuste de sexta-feira. Já o julho de 2010 apresentava taxa de 9,13%, alta de 0,02 ponto percentual em relação ao último pregão. O vencimento mais negociado era o janeiro de 2011, que caía de 10,23% para 10,21%. O contrato janeiro de 2012 marcava taxa de 11,41%, redução de 0,08 ponto percentual na comparação com o fechamento passado. O DI janeiro de 2013 passava de 12,03% para 11,94%. O janeiro de 2017 mostrava prêmio de 12,54%, ante 12,65% do ajuste anterior.

Ainda internamente, pela manhã, os agente destrincharam a sondagem semanal do BC que mostrou aumento na previsão para Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010, de 4,62% para 4,78%. Os especialistas das cinco instituições que mais acertam as projeções (o Top 5) ampliaram de 4,57% para 5,01% a expectativa para inflação. Apesar disso, a projeção para o IPCA acumulado em 12 meses caiu de 4,51% para 4,50%. Porém, a previsão para taxa básica de juros (Selic) manteve-se em 11,25%, com início do aperto monetário em abril.

Além disso, o mercado financeiro viu que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) continua se acelerando, ao subir 1,33% na primeira prévia de fevereiro, taxa 0,04 ponto percentual acima da última leitura, apurou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

(Maria Cecília Ferraz - www.ultimoinstante.com.br)


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