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Exclusivo: Randon cresce em participação de mercado e projeta superar meta estabelecida em 2009

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image Foto:Divulgação

O market share da companhia passou de 33% em dezembro de 2008 para 36% em 30 de setembro de 2009.

26 de novembro de 2009 - Apesar do ano de 2009 não ter vindo como o esperado, a Randon Implementos e Participações - um dos maiores fabricantes de carrocerias, reboques e semi-reboques graneleiros, tanques, carga seca, basculantes, frigoríficos, canavieiros e furgões, entre outros - orgulha-se de ter visto sua participação de mercado crescer num período crítico, que foi a crise no setor financero. O market share da companhia passou de 33% em dezembro de 2008 para 36% em 30 de setembro de 2009.

Tal desempenho, aponta o diretor corporativo da companhia, Astor Milton Schmitt, foi reflexo de um estratégico plano B que resultou no lançamento, em cadeia nacional, da nova geração do semi reboque Randon 60 anos. "Trata-se de uma gama de inovações que conferiu a esta série diferenciais importantes de mercado, o que contribuiu muito para o nosso ganho de market share", disse o executivo em entrevista exclusiva ao Último Instante.

Para 2010, diz Schmitt, as perspectivas são também bastante otimistas, tanto que a companhia projeta superar a meta estabelecida de faturamento no ano de R$ 3,5 bilhões.


Último Instante - A crise que se abateu sobre 2008 permitiu que as metas e os objetivos estabelecidos pela Randon para o ano de 2009 fossem concretizadas? O que mudou?

Astor Schmitt - Lá no final de 2008 tínhamos uma visão de 2009 um pouco melhor do que ocorre atualmente. Por volta de junho de 2009 revisamos nosso plano de operações anual e alteramos o guidance para o ano.

Na oportunidade tornamos público que imaginávamos para 2009 uma receita bruta total da ordem R$ 3,5 bilhões. Abaixo de 2008, mas muito próxima do realizado em 2007. E vemos que isto está se materializando. Creio que devemos atingir a meta de R$ 3,5 bilhões com probabilidade de superá-la.

UI - E 2010 como vocês avaliam o ano que se inicia?

Astor Schmitt - Ainda não temos projeções fechadas, mas a sensibilidade geral em 2010 no país é que a economia vai crescer progressivamente. Há quem fale em torno de 6% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Já os mais conservadores falam em 4% de aumento.

Parece claro que o Brasil vai crescer. Assim como a indústria de materiais de veículos de transporte tem anunciado números de crescimento entre 10% e 15% na produção de 2010, se comparando a 2009. Nós seguimos avaliando cuidadosamente o nosso cenário privado, mas seja qual for o resultado, a sensibilidade geral para 2010, repito, deve ser de um nível de atividade melhor que 2009, sem sombra de dúvida.

UI - E como o senhor avalia o comportamento do seu cliente atualmente? Ele está mais agressivo, cauteloso, seletivo?

Astor Schmitt - Nosso cliente, certamente, em consequência do quadro, não sei se devo chamar de crise ou susto, o vejo mais cauteloso e conservador sim.

UI - E a concorrência, como o senhor avaliou o comportamento deles durante o período de crise?

Astor Schmitt - Não gosto de avaliar a concorrência, mas o que posso te dizer é que nós avançamos no nosso market share este ano. Em dezembro de 2008 tinhamos 33% do mercado nacional e, em 30 de setembro de 2009, passamos dos 36%.

UI - A companhia mudou sua estratégia de atuação diante da crise?

Astor Schmitt - A crise redundou num quadro de retração dos mercados interno e externo, forçou obviamente a operacionalziação dos chamados planos B. E, obviamente nós agimos em custos e adequamos a nossa realidade ao mercado em geral. No entanto, a companhia trabalhou em ações que redundaram num ganho de market share num momemto bastante crucial, que foi lá por volta de janeiro e início de fevereiro deste ano.

Foi, portanto, neste mês que lançamos em cadeia nacional a nova geração do semi reboque Randon 60 anos. Trata-se de uma gama de inovações que conferiu a esta série diferenciais importantes de mercado, o que contribuiu muito para o nosso ganho de market share.

Veja que ocorreram uma série de ações e estratégias que a gente desenvolveu e que precisa desenvolver quando se lida com um mercado com progressivos sinais de retração. E, felizmente deu certo e, como disse, resultou no aumento do nosso market share.

UI -
No último dia 23, a Randon informou que a acionista controladora DRAMD está em tratativas com a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) para realizar permuta de ações ordinárias por ações preferenciais da companhia. Como está o andamento destas tratativas? Como se dará este processo?

Astor Schmitt - Olha, não tenho nada a acrescentar realmente, nenhuma novidade. O que sei é o que está no Fato Relevante publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

UI - Qual cenário o senhor enxerga daqui para frente para o setor de transporte no País?

Astor Schmitt - Realmente estamos vendo um 2010 com grandes projeções para a indústria do páis, um ano de crescimento positivo.

(Maria Cecília Ferraz - www.ultimoinstante.com.br)


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