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DIs sobem com aquecimento da economia e possível saída de Meirelles

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O vencimento para julho deste ano marcava 9,36%, alta de de 0,07 ponto percentual em relação ao ajuste de ontem. Já janeiro de 2011 subia de 10,46% para 10,52%.

11 de março de 2010 - Impulsinadas pelos dados de varejo que vieram acima do projetado, as taxas embutidas nos contratos de depósito interfinanceiro (DI) na BM&FBovespa fecharam em forte alta nesta quinta-feira. Segundo Paulo Hegg, operador da Um Investimentos, tal subida expressiva pode ser explicada também diante da expectativa de aumento na taxa básica de juros Selic já para a próxima semana (17/3) pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Contribuiu ainda para a volatilidade nos negócios, afirmou o operador, a afirmação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao jornal Estado de São Paulo, dando conta de que poderá "colocar a cabeça no travesseiro" após a decisão do Copom para pensar com mais profundidade sobre a sua eventual candidatura política ou permanência na direção da autoridade monetária",

De acordo com Paulo Hegg, era dada como certo um aumento na taxa básica somente na reunião do próximo dia 28 de abril, no entanto, "os dados divulgados hoje do Produto Interno Bruto, juntamente com as declarações do presidente do BC e do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmando que o Brasil fechou 2009 com 'chave de ouro' ao comentar os dados do PIB, reforçam a tese de que a Selic pode subir de patamar já na próxima semana", disse o profissional.

Ao final da sessão o DI abril de 2010 registrava juros de 8,81%, ante 8,76% da véspera. O vencimento para julho deste ano marcava 9,36%,  alta de de 0,07 ponto percentual em relação ao ajuste de ontem. Já janeiro de 2011 subia de 10,46% para 10,52%.

Na ponta longa da curva de juros futuros, o contrato janeiro de 2012 apresentava taxa de 11,65%, alta de 0,06 ponto percentual na comparação com o pregão passado. O DI janeiro de 2013 subia de 11,89% para 11,97%, enquanto janeiro de 2017 passava de 12,33% para 12,36%.

O dia hoje começou movimentado, logo pela manhã foi informado que o comércio varejista brasileiro iniciou 2010 com crescimentos de 2,7% no volume de vendas e de 3% na receita nominal, na comparação com dezembro (ajustadas sazonalmente). A alta surpreendeu o mercado que esperava avanço de 1,5%. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda segundo o IBGE, a economia brasileira registrou desaceleração de 0,2% em 2009, dentro das projeções do mercado. No ano passado, a economia registrou expansão de 5,1%. Em relação ao trimestre anterior, a economia cresceu 2%. A indústria liderou o crescimento nesta base de comparação, com uma expansão de  4,0%, seguida pelo setor de serviços, com 0,6%. Já a agropecuária permaneceu estável na comparação com os três meses anteriores.

Segundo nota divulgada há pouco pelo BC, "os dados de Contas Nacionais divulgados hoje pelo IBGE confirmam que, após breve processo recessivo, a economia brasileira entrou em fase de expansão vigorosa, com aceleração na margem. No quarto trimestre de 2009 os destaques foram, pelo lado da oferta, o crescimento da indústria e, pelo da demanda, a expansão do investimento, evidenciando a retomada da confiança nas perspectivas de nossa economia.
 
(Maria Cecília Ferraz - www.ultimoinstante.com.br)


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