DIs seguem sem direção única na BM&F .
Há pouco, os contratos para março de 2012 estavam estáveis a 10,33%; os vencimentos para janeiro de 2013 e janeiro de 2014 caíam 0,04 p.p a 9,46% e 9,91%.
6 de fevereiro de 2012 - Os Contratos de Depósito Interfinanceiro (DIs) seguem sem uma direção única na manhã desta segunda-feira na BM&F. O que se via era a ponta mais curta dividida entre a queda e a estabilidade, enquanto a ponta mais longa oscilava entre a estabilidade, o recuo e uma discreta valorização.
Há pouco, os contratos para março de 2012 estavam estáveis a 10,33%; os vencimentos para janeiro de 2013 e janeiro de 2014 caíam 0,04 p.p a 9,46% e 9,91%, respectivamente; os contratos para janeiro de 2017 estavam estáveis a 10,84%; e os vencimentos para janeiro de 2021 subiam 0,01 p.p a 11,28%.
A trajetória dos juros futuros é puxada nesta manhã pela precificação de mais cortes na taxa básica de juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), explica o economista da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.
Segundo ele, o desempenho da ponta mais curta dos juros futuros reflete diretamente esta sensação dos investidores, de que a taxa Selic atingirá um dígito após as próximas reuniões.
Já na ponta mais longa Rosa acredita que, além desta expectativa, a forte entrada de investidores estrangeiros segue empurrando a curva para baixo, impedindo sua abertura.
Contudo, o economista destaca que a grande expectativa do mercado é com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), marcada para esta sexta-feira. Se o índice confirmar a queda na inflação em janeiro, explica ele, a curva de juros deve fechar ainda mais.
Por aqui, o mercado financeiro manteve as perspectivas de expansão da economia para 2012. O Produto Interno Bruto (PIB) neste subiu de 3,27% para 3,30%. Para 2013 a estimativa avançou de 4,15% para 4,20%.
Os especialistas ouvidos pelo Banco Central (BC),estimam que a taxa Selic encerre 2012 em 9,50%, mesmo resultado da leitura anterior. Para 2013, a projeção elevou, passando de 10,38% para 10,75%.
Já a previsão de analistas do mercado financeiro para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano subiu de 5,28% para 5,29% nesta semana. Para 2013, no entanto a estimativa foi mantida em 5%.
As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), elaborada com base na expectativa dos analistas para os principais indicadores da economia.
(Rosangela Sousa - www.ultimoinstante.com.br)
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