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Horas pagas na indústria rompem sequência de 7 altas e caem 0,3% em janeiro

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Na comparação com igual mês do ano anterior, as horas pagas caíram 0,2%, menor queda desde outubro de 2008 (1,4%), quando o número de horas pagas apontou o último resultado positivo.

12 de março de 2010 - O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, em janeiro de 2010, caiu 0,3% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre dos efeitos sazonais, após sete meses de alta, período em que acumulou ganho de 3,4%. Os dados constam da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com igual mês do ano anterior, as horas pagas caíram 0,2%, menor queda desde outubro de 2008 (1,4%), quando o número de horas pagas apontou o último resultado positivo. Em  doze meses o índice recuou 5,3%, ligeira redução no ritmo de queda frente ao fechamento de 2009 (-5,6%).

Na comparação anual, ou seja com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas apontou variação negativa de 0,2%, com decréscimo em sete dos 14 locais e em 11 dos 18 ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais contribuições negativas foram dos setores de madeira (-13,8%), vestuário (-5,0%) e produtos de metal (-3,9%). Em sentido contrário, papel e gráfica (9,0%), alimentos e bebidas (2,1%) e calçados e couro (3,3%) exerceram as pressões positivas mais importantes.

Regiões


Entre dezembro e janeiro, os locais que assinalaram os maiores impactos negativos no resultado nacional foram: Minas Gerais (-2,9%), região Norte e Centro-Oeste (-2,1%) e Santa Catarina (-1,5%). No primeiro local, 14 segmentos reduziram o número de horas pagas, com destaque para os impactos vindos de vestuário (-26,6%) e de metalurgia básica (-11,3%). Na indústria da região Norte e Centro-Oeste, madeira (-27,7%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,4%) exerceram as maiores influências negativas sobre o número de horas pagas nesse local, enquanto, em Santa Catarina, vestuário (-6,4%) e meios de transporte (-18,1%) assinalaram as pressões negativas mais relevantes.

Por outro lado, entre os sete locais que apontaram taxas positivas, destacaram-se os avanços vindos de São Paulo (1,0%), por conta de papel e gráfica (25,4%) e de alimentos e bebidas (3,1%), e da região Nordeste (1,5%), influenciada, em grande parte, pelos setores de calçados e couro (16,5%) e de alimentos e bebidas (2,7%).

(Redação - www.ultimoinstante.com.br)


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