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Confiança do consumidor bate recorde em janeiro, aponta ACSP

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O presidente da entidade, Alencar Burti, afirmou que "todos os indicadores e pesquisas demonstram que, efetivamente, 2010 pode ser o ano de crescimento tão esperado pelo governo e sociedade.

8 de fevereiro de 2010 - O Índice Nacional de Confiança do Consumidor (INC) em janeiro atingiu 149 pontos na média de todas as regiões, contra 146 em dezembro (2009), e 145 pontos em dezembro de 2008. O índice é o maior da série histórica, medida pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), que começou em abril de 2005. O estudo, feito pela Ipsos Public Affairs e divulgado hoje pela entidade, indica otimismo quando está acima de 100 pontos e pessimismo quando se encontra abaixo dessa pontuação.
   
O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, afirmou que "todos os indicadores e pesquisas demonstram que, efetivamente, 2010 pode ser o ano de crescimento tão esperado pelo governo e sociedade. Mas isso vai depender também do comportamento dos consumidores, dos empreendedores e, sobretudo, dos governantes para que não nos levem à via fácil da inflação".

A região que passou a ser a mais otimista é a Norte e Centro-Oeste com 164 pontos, seguidas pela região Sul com 160, a Sudeste com 151 e a região Nordeste com 133 pontos - a menos otimista - que está em franca recuperação, porque ganhou 11 pontos em relação ao mês anterior (dezembro)

A classe C continua a mais otimista passando de 156 pontos para 161 em Janeiro. Seguida pela A/B, caindo de 142 para 141, e D/E subiu 3 pontos , de 136 para 139 pontos.

Emprego

Em Janeiro de 2010, subiu para 41% dos entrevistados em comparação aos 39%, em dezembro. Os menos confiantes caíram de 31% em dezembro para 28% em janeiro.

Além disso, os entrevistados conhecem em média 4,0 pessoas que perderam o emprego, mantendo o mesmo número de dezembro. Por outro lado, as chances de perder o emprego nos próximos seis meses caíram de 39% para 36% em janeiro. Os entrevistados que acham que as chances são maiores, se mantiveram em apenas 20% . Esse placar mostra que a maioria dos consumidores sente maior segurança no emprego no início de 2010.

Em função da segurança no emprego, o número de pessoas que se sentem favoráveis para a compra de eletrodomésticos é de 43%, em comparação em 44% em dezembro (mês do Natal), contra 32% que estão menos seguros, subindo um ponto, também refletindo a base mais forte do Natal.

Futuro

A confiança do consumidor no futuro da economia da sua região em janeiro: 49% (contra 50% em dezembro) acham que vai ficar mais forte, nos próximos seis meses, contra apenas 11% que vai ficar mais fraca, mantendo o índice de dezembro. Enquanto isso o consumidor acredita que a sua situação financeira pessoal tende a melhorar nos próximos seis meses subindo dois ponto, para 65% dos entrevistados, enquanto apenas 9% permanecem achando que pode ficar pior, contra 8% em dezembro.

Balanço

Em síntese, o consumidor continua otimista pela confiança no emprego e no futuro da economia, assim como na sua situação pessoal, superando a dos meses anteriores e mostrando que as perspectivas para as vendas de bens duráveis permanecem fortes.

(Redação - www.ultimoinstante.com.br)


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