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Dólar encerra a quarta-feira de cinzas em baixa de 0,41%   .

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No mercado futuro, o contrato para março negociado na BM&F queda 0,49% a R$ 1,710

22 de fevereiro de 2012 - O dólar comercial seguiu oscilando durante toda esta quarta-feira de cinzas. Há pouco, no interbancário, a divisa era cotada a R$ 1,705 na compra e R$ 1,707 na venda, perda de 0,41%.

No mercado futuro, o contrato para março negociado na BM&F tinha queda de 0,49% a  R$ 1,710. 

Segundo o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo,  esse comportamento pode ser atribuido ao pacote de apoio à Grécia, que deu uma certa "calmaria" ao mercado. " Os reflexos na moeda americana já foram sentidos na última segunda-feira, As coisas estão se equacionando e o mercado deve voltar a atuar. As operações estão conservadoras, com ganhos cautelosos, ou seja, sem operações de risco", avalia. Ainda na opinião de Gualhardo,  essa calmaria no mercado emite um contágio na Comunidade Europeia. 

Hoje, por exemplo, a Espanha colocou títulos a venda e, no cenário doméstico, o dia é de "ressaca", mas mesmo assim o Banco Central interveio na moeda americana que por volta das 14h estava operando na casa de R$ 1,70. "O BC fez um lelião à vista entre 14h55 e 15 horas, quando o dólar estava na barreira de R$ 1,70 e, com isso, ele (BC) tirou a liquidez do mercado. Agora, o que nós vamos acompanhar, por parte do governo, ainda é mistério", completa o gerente de câmbio.

Na agenda norte-americana, a venda de casas existentes (existing home sales) teve crescimento  de 4,3% em fevereiro, chegando a 4,57 milhões de unidades contra 4,38 milhões (dado revisado) observado no mês anterior, informou hoje o National Association of Realtors (NAR).

De acordo com o relatório, as vendas ficaram 0,7% acima do registrado em janeiro de 2011. Contudo, o dado veio abaixo do esperado pelo mercado, que era de venda de 4,66 milhões de imóveis (previsão Forex Factory).

Por aqui, o Banco Central realizou um leilão para compra de dólares no mercado à vista. A operação teve início às 14h55, terminando às 15h. A taxa de corte foi de R$ 1,7083.

(Ivonéte Dainese - www.ultimoinstante.com.br)

 

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